Meu querido mês de agosto

Meu querido mês de agosto


Durante este último mês de agosto, grande parte dos bracarenses apreciou seguramente mais a cidade. As condições não podiam ser melhores: sol, calor, mais gente a passear no centro e mais atividades recreativas e culturais como concertos, exposições, feiras etc. No fundo, a cidade em agosto e nos meses de verão ganha outra vida. Ao mesmo tempo, as estradas estão desimpedidas. Agosto significa também menos condutores na estrada, menos filas, menos trânsito, menos stress e mais tempo para aproveitar com amigos e família.

Porém, depois de um quase idílico agosto, chega o mês de setembro e o regresso ao trabalho, às aulas e de mais carros na estrada. Milhares de automóveis voltam a encher a cidade de fumo e de poluição que não é só atmosférica mas também visual e sonora.

Muitos de nós em algum momento nos questionamos: Porque não pode ser sempre Agosto? Porque não podemos ter sempre estradas livres para podermos circular e demorar menos tempo nos nossos percursos diários?

Infelizmente, sabemos que isso não é possível.

Braga tem cada vez mais carros que trazem mais congestionamentos, mais acidentes, mais ruído e mais poluição. São mais de 180 mil habitantes no concelho a deslocarem-se praticamente todos os dias. As contas podem não ser precisas mas a conclusão é visível para todos nós: há carros a mais na cidade! Tentamos alargar estradas, ter mais vias para abrir espaço para o automóvel mas isso apenas significa ainda mais veículos e mais filas. Da mesma maneira que muitas vezes sentimos que uma casa maior é a necessidade para os nossos problemas de arrumação para no fim chegarmos à conclusão que o que precisamos mesmo é de nos livrar das coisas que não precisamos e que vamos acumulando, as cidades não precisam de estradas mais largas, precisam é de menos carros.

Mas esta conclusão não é assim tão óbvia para os decisores políticos. Enquanto continuamos com verdadeiras autoestradas a cortar a cidades podemos tomar nós o primeiro passo.

Neste mês de setembro e início de outono, enquanto o sol ainda não se esconde por trás da nuvens aproveite para deixar o carro em casa e tire a bicicleta do canto da garagem para dar umas pedaladas nas pequenas deslocações. Sem filas, sem buzinadelas, sem stresses. Um bem para a alma e para o corpo. Apenas 30 minutos de bicicleta são o suficiente para estar de acordo com as recomendações de exercício físico diário segundo a OMS. Acredite que 15 minutos são, na maior parte dos casos, suficientes para se chegar ao centro da cidade.

Existem muitas desculpas para não começar a pedalar. Calor a mais, subidas a mais, chuva a mais, esforço a mais… Mas no meio disso tudo há um “a mais” que nós teimamos em esquecer. Há carros a mais em Braga. Milhares todos os dias a entrar e a sair da cidade. Vamos cada um de nós a tirar um carro da cidade de Braga. Evite horas de ponta, vá de bicicleta. Verá que pelo menos para si, o calmo e querido mês de agosto na estrada não chegou ao fim.

Boas pedaladas

Braga Ciclável reuniu com PSD

Braga Ciclável reuniu com PSD


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 15 de julho, com a concelhia de Braga do Partido Social Democrata (PSD). O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Hugo Soares, João Granja e Joaquim Barbosa, do PSD, e Arnaldo Pires, Mário Meireles, Victor Domingos, Manuela Sá Fernandes e Rafael Remondes, da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações mais marcantes. Deu ainda nota do longo historial de estreita colaboração com o Município de Braga, tanto com o executivo PS como com o executivo da Coligação Juntos Por Braga.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, com um grupo multidiciplinar a dar suporte ao movimento que tem como ponto comum a falta de segurança ao circular a pé ou de bicicleta em Braga. Isso é comprovado com o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos. Destacou, por isso, a necessidade de “focar a mobilidade nas pessoas, tornando-a mais humana e menos máquina, levando assim a uma melhoria da qualidade de vida para os Bracarenses que hoje se deparam com 1 atropelamento a cada 3 dias”.

O movimento #BragaZeroAtropelamentos tem como base a iniciativa sueca Visão Zero, que se iniciou na década de 90 do século passado, e que fez com que todo um país conseguisse em poucos anos implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos.

Arnaldo Pires deu ainda o exemplo de outras cidades, como Bogotá ou Pontevedra e explicou que o objetivo deste movimento criado pela Braga Ciclável é levar o Município a implementar medidas que reduzam efetivamente as velocidades de circulação em meio urbano e a criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, por forma a permitir que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança, intervindo para tal em eixos estruturantes, mas, também, junto das escolas. Sugeriu ainda que sempre que esteja prevista uma intervenção numa determinada rua da cidade, seja ela de que jurisdição for, o projeto contemple medidas que melhorem as condições para quem pretende deslocar-se a pé ou de bicicleta. Por fim deixou algumas medidas concretas a título de sugestão, como sendo fechar ao trânsito motorizado certas zonas junto das escolas, impedir fisicamente os estacionamentos junto a cruzamentos ou passadeiras, retirar contentores do lixo junto às passadeiras, segregar todos os intervenientes das ruas e intervir nos pontos críticos onde são registados atropelamentos de forma recorrente: Avenida Imaculada Conceição, Avenida João XXI, Rua Cidade do Porto, N101 – Nogueiró, e outros que estão a ser mapeados pelo movimento #BragaZeroAtropelamentos, em conjunto com as forças de segurança da cidade.

Por sua vez, o presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, sugeriu ainda que se reduza o número de vias de circulação na Avenida 31 de Janeiro. “Uma avenida que em 40% da sua extensão já só tem duas vias e funciona, levando inclusive a velocidades mais reduzidas”, lembrou. Recomendou também a alteração da Avenida da Liberdade, que “hoje em dia tem duas das suas cinco vias de trânsito com estacionamento em segunda fila, ou seja, a avenida funciona com 3 vias de trânsito automóvel”, e da Avenida Imaculada Conceição, que desde os “Pelames” até à Avenida da Liberdade apenas tem duas vias de circulação automóvel e também funciona. “Ao reduzir as vias vai-se conseguir reduzir o volume de automóveis e, também, uma redução da velocidade”, refere.

Avenida Imaculada Conceição – desde os “Pelames” até à Avenida da Liberdade apenas tem duas vias de circulação automóvel e funciona.

Mário Meireles reitera que as pessoas em Braga só vão passar a utilizar modos ativos se o puderem fazer em segurança, deixando ainda números sobre a realidade de cidades centradas no automóvel: no máximo, apenas 3% da população pedala em cidades sem infraestrutura segura. Assim, defende que se avance com medidas pontuais e mais rápidas de implementar, com menos custos, e que se vá avaliando o impacto das mesmas. Deixou ainda a nota para que ao se construirem as ciclovias se evite a todo o custo os erros técnicos que cidades como Guimarães e Vila Verde cometeram. “Pintar passeios de vermelho, ou com uns pictogramas, não é construir uma rede ciclável, é potenciar conflitos entre pessoas que andam a pé e de bicicleta, provocando um efeito contrário aos que se pretende, despromovendo assim a utilização destes dois modos”, alerta o presidente da Braga Ciclável.

Hugo Soares afirmou que entendia as reivindicações da Braga Ciclável, agradecendo a apresentação das propostas. Relembrou que quem decide precisa de ter uma visão mais holística que vai mais além do que as bicicletas, sendo que cabe aos eleitos tomar essas decisões, podendo estes ouvir a sociedade civil, e salientou que “esta é também uma imagem de marca deste executivo: envolver as pessoas”. Deu nota que a concelhia do PSD tentaria sensibilizar para a problemática, acreditando que o Plano de Mobilidade que o Município contratou irá solucionar as questões.

João Granja deu nota que foi aprovada por unanimidade, em sede de Assembleia de Freguesia de São Victor, uma proposta levada pela CDU, relativamente à sinistralidade rodoviária e aos atropelamentos, demonstrando assim algo que a Braga Ciclável tem vindo a defender, ou seja, que a mobilidade ativa e a segurança rodoviária é um tema transversal e que pode, e deve, gerar consensos entre todas as forças partidárias e associativas da cidade. Ao mesmo tempo, questionou qual a opinião da Braga Ciclável sobre o projeto da Requalificação da Variante da Encosta. A associação mostrou-se agradada com a requalificação, mas apreensiva com o tipo de implementação previsto para a sua expansão até à Universidade do Minho. João Granja relembrou ainda que a cidade é muito conservadora, dizendo que tem consciência que “ainda somos uma cidade que valoriza muito o automóvel, a individualidade e que ainda há algum status associado à posse do mesmo”. No entanto defendeu que é necessário dar passos sólidos, criar espaços para circulação, haver uma consciencialização das pessoas, campanhas e trabalho integrado para o uso dos modos ativos, numa lógica de progressão em várias frentes.

Rafael Remondes deu conta que a falta de rede é um problema gritante na cidade de Braga e que a requalificação e expansão não vão resolver este problema. Deu como exemplo a falta de ligação entre a Rua D.Pedro V e Rua Nova de Santa Cruz, cada vez mais utilizadas por estudantes universitários que recorrem à bicicleta para se deslocarem nesta rua, bem como a falta de ligação desde o Rio Este até à zona pedonal, frisando que hoje é nesta zona que as pessoas mais se sentem seguras a andar de bicicleta.

Joaquim Barbosa questionou a viabilidade da utilização da bicicleta na cidade de Braga devido à sua orografia e níveis de pluviosidade. Mário Meireles respondeu que em Braga existem 195 dias sem chuva, ao passo que em Utrecht apenas não chove em 130 dias e há gelo em 64 dias. Na vizinha Espanha, em San Sebastian, uma cidade que se assemelha a Braga, há 176 dias sem chuva, há mais pluviosidade total do que em Braga, e há ainda assim mais gente a pedalar do que em Braga. Quanto à orografia, frisou que em Braga 55% da população vive numa zona densa e plana, mais densa do que Amesterdão, e que 73% dessa população faz deslocações dentro da cidade. Deu ainda nota que não se pretendem extremismos ao ponto de ter toda a gente a andar de bicicleta, mas sim que possa haver a hipótese de escolher o modo mais adequando à deslocação, sem que seja necessário correr risco de vida.

Para rematar, Manuela Sá Fernandes disse que espera não ter que aguardar mais 6 anos para ver, efetivamente, alguma mudança. Os representantes do PSD garantiram que não seria o caso.

As reuniões levadas a cabo pela Braga Ciclável foram no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com concelhia do BE

Braga Ciclável reuniu com concelhia do BE


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 17 de junho, com representantes da concelhia de Braga do BE – Bloco de Esquerda. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Alexandra Vieira, Jorge Vilela, Manuela Airosa e Rui Antunes do BE, e Arnaldo Pires, Mário Meireles e Victor Domingos, Sara da Costa e Rafael Remondes da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações mais marcantes.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. A este respeito, salientou que é fundamental garantir que as imediações das escolas tenham passeios e passadeiras com boas condições e devidamente desimpedidos, e que as velocidades reais de circulação do trânsito motorizado não constituam risco para as crianças e jovens que se desloquem a pé ou de bicicleta. Criar condições para que os alunos possam deslocar-se em segurança pelos seus próprios meios ou em transportes públicos, defendeu Arnaldo Pires, é permitir que eles desenvolvam a sua autonomia pessoal. Ao mesmo tempo, seria uma forma de melhorar significativamente a fluidez do trânsito, já que para muitos pais já não seria necessário levarem diariamente os filhos à escola.

Mário Meireles destacou os exemplos positivos de Sevilha e de cidades outras cidades europeias que também conseguiram, recentemente, dar passos consideráveis no sentido da melhoria de condições para o uso da bicicleta e onde esse uso aumentou exponencialmente, reduzindo o número de automóveis no meio urbano, melhorando os transportes públicos e aumentando a segurança das vias para todos os seus utilizadores.

Relembrou que em Braga na altura em que se abriram as avenidas da Liberdade, Imaculada Conceição e João XXI apenas existiam “meia dúzia de carros em Braga”, citando um lojista que abriu a loja nessa época. E foi essa aposta na infraestrutura automóvel que captou as pessoas para o seu uso. O princípio a ser utilizado para potenciar o uso da bicicleta deve ser o mesmo, criar infraestruturas para que as pessoas passem a utilizar este modo de transporte.

Ainda no que diz respeito aos atropelamentos, Arnaldo Pires, médico de profissão, partilhou um pouco da sua experiência profissional, para concluir que todas as vidas contam e que o objetivo de todos os setores da sociedade tem de ser a Visão Zero, ou seja, reduzir para zero o número de atropelamentos. Algo que, afirma, pode ser alcançado, mas que sobretudo permite traçar uma meta clara. No entender da Braga Ciclável, é importante que sejam analisados os dados referentes aos atropelamentos, no sentido de identificar possíveis pontos negros e conceber intervenções eficazes, que deverão ser avaliadas de forma objetiva. Como exemplo de uma reflexão que consideram necessária, apontam o Nó de Infias, onde circular a pé ou de bicicleta continua a ser perigoso, ou mesmo a Rua Cidade do Porto, Rua do Taxa, Avenida Imaculada Conceição, Avenida João XXI e Rotunda das Piscinas que apresentam números de atropelamentos elevados e que podiam facilmente ser intervencionadas para acalmar o tráfego e serem implementadas medidas, de baixo custo, que beneficiariam a utilização da bicicleta.

É importante, defende Arnaldo Pires, que ao intervencionar esta e outras vias o Município garanta um desenho democrático das vias, isto é, um desenho inclusivo, onde as necessidades de todos os utilizadores, incluindo pessoas que andam a pé e de bicicleta, sejam devidamente acauteladas. Sugeriu que se criem zonas de coexistência, zonas escolas – com limitação de entrada do automóvel -, de zonas 30 e de uma rede ciclável estruturante.

Mário Meireles afirmou que “temos de começar a considerar a cidade de Braga de acordo com os limites geográficos da própria cidade, e não somente o centro histórico”. Como exemplos de medidas práticas que são necessárias um pouco por toda a cidade, e relativamente económicas e fáceis de implementar, referiu as passadeiras, que devem estar devidamente visíveis, elevadas ao nível do passeio, e com outras medidas de abrandamento do trânsito, incluindo estreitamento das vias. Por outro lado, recordou a necessidade de adaptar as rotundas por forma a apenas terem uma via de trânsito em cada saída, conforme parecer o jurídico que a Braga Ciclável divulgou, reduzindo assim o número de atropelamentos a pessoas que andam a pé e de bicicleta, bem como a probabilidade de colisão entre veículos nesses locais. Os cruzamentos, defende, devem também em muitos casos ser sobrelevados. Estas e outras medidas permitiriam reduzir a velocidade e o número de carros, aumentando assim a segurança e a fluidez do trânsito, com claros benefícios para todos.

Rafael Remondes deixou uma chamada de atenção para que as intervenções feitas sejam respeitando as melhores práticas, sem que se repitam os erros da Rua Nova de Santa Cruz, que continua a ter queixas, ou os erros em Guimarães, no qual pintaram passeios de vermelho e lhes chamaram ciclovias. Esta má prática levará apenas a conflitos entre pessoas que andam a pé e de bicicleta.

Sara da Costa mostrou-se preocupada com a possibilidade destas más práticas serem implementadas também em Braga, e lembrou que a promoção da utilização da bicicleta traz vários benefícios para o comércio e economia local, para a saúde da cidade e das pessoas que a utilizam, bem como para o ambiente.

A Braga Ciclável sugeriu que em todas as novas obras executadas as mesmas contemplassem, como requisito, medidas de acalmia de tráfego ou a criação de ciclovias (caso a velocidade e volume de tráfego o justifique). Todas as passadeiras da cidade deveriam ser sobre-elevadas e as velocidades efetivas reduzidas com a redução da largura da faixa de rodagem e das respectivas vias de trânsito, o estreitamento da faixa de rodagem nas interseções, bem como a adaptação das rotundas para que contemplem apenas uma via de trânsito na saída. Sugeriu ainda que se criem zonas de coexistência, zonas escolas – com limitação de entrada do automóvel -, de zonas 30 e de uma rede ciclável estruturante.

Alexandra Vieira, do BE, referiu que é necessária uma mudança de paradigma nas ruas da cidade para que estas possam permitir uma circulação em segurança de todas as pessoas.

Jorge Vilela, do BE, referiu que este assunto é de todo o interesse não só do Bloco de Esquerda, mas dos cidadãos, estando disponível para levar o assunto à Assembleia Municipal.
A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Até quando vamos ficar para trás?

Até quando vamos ficar para trás?


Andar de bicicleta é para mim a maneira mais eficiente de fazer os 4km que separam a minha casa do trabalho. No melhor caso, a viagem de carro é mais demorada do que de se a fizer de bicicleta em ritmo de passeio. Tem um custo irrisório para a carteira, para a cidade e apenas preciso do tempo de prender a corrente para a “estacionar”. Estas vantagens não são apenas sentidas por mim. A cada mês que passa, cruzo-me com cada vez mais ciclistas nas minhas deslocações diárias.

Apesar de todos os benefícios e do maior número de ciclistas na estrada, Braga ainda está longe de ser uma boa cidade para andar de bicicleta. Muitos condutores não respeitam o limite de velocidade de 50 km/h nas vias partilhadas da cidade e as ciclovias existentes são em número reduzido e ineficientes. Ou não ligam pontos de interesse, como a da encosta de Lamaçães, ou são cortadas em parte importante do seu percurso. A ciclovia da Rua Nova de Santa Cruz não tem ligação à Rua D. Pedro V, obrigando muitos ciclistas a pegar na bicicleta à mão para usar a ponte pedonal. Este é um importante percurso que liga a Universidade do Minho ao centro da cidade de Braga.
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Veículos para a igualdade

Veículos para a igualdade


Não será novidade para nenhum bracarense as despesas que ter um carro implica. Os preços dos combustíveis têm subido constantemente em 2018, com a gasolina 95 a custar 1,60€ por litro e o gasóleo 1.39€. Se recuarmos a 2000, o preço da gasolina não chegava a custar 1€, o gasóleo custava menos de metade. Soma-se ainda o IUC, o seguro obrigatório, a manutenção e o custo inicial da compra, muitas vezes a crédito. Nos primeiros quatro meses do ano, os bancos e as empresas financeiras disponibilizaram 972 milhões de euros em empréstimos para a compra de carro. Somando todas estas variáveis, que todos os anos aumentam, chegamos a uma despesa brutal. Convém lembrar que o salário médio em Portugal não sobe praticamente desde 2010, levando a menos orçamento alocado para despesas essenciais como uma boa alimentação, cuidados de saúde e educação.

A mobilidade é uma necessidade tão básica como a habitação ou os cuidados médicos. (mais…)