Como estão as luzes da sua bicicleta?

Como estão as luzes da sua bicicleta?

Com a chegada do Outono e a recente mudança para a hora de Inverno, deparamo-nos novamente com os dias mais curtos e a noite a chegar cada vez mais cedo. O que nos leva a reiterar o nosso conselho já habitual: por favor, usem sempre luzes e refletores nas vossas bicicletas, para vossa segurança e para segurança de todos!

A lei obriga a usar luzes à noite e em condições de pouca visibilidade, mas nestas coisas não é por obrigação legal que precisamos de agir – é mesmo para salvar a nossa pele. Andar de bicicleta sem luzes à noite ou de madrugada é um comportamento de risco, cujas consequências podem ser gravíssimas. As luzes da bicicleta, mesmo que não sirvam para iluminar o caminho, servem para sermos vistos no trânsito pelos outros condutores e, deste modo, prevenir acidentes.
E vale a pena lembrar que, mesmo que não tencione circular de noite, poderá surgir um imprevisto que obrigue a viajar a uma hora mais tardia ou com céu encoberto. As luzes e os refletores, juntamente com uma condução sempre atenta e defensiva, serão as suas melhores medidas de segurança.

Em qualquer loja de bicicletas, encontrarão à venda vários modelos de luzes para bicicleta, muitas delas até concebidas especificamente para uso urbano. Um bom conjunto de luzes faz todo o sentido, mas não tem de passar por um farol potente de BTT, daqueles que encandeiam e incomodam todos por quem passam. Para circular em zonas bem iluminadas da cidade, por exemplo, basta uma simples luz branca à frente e outra vermelha atrás (sem piscar, de preferência). De acordo com a lei, a bicicleta deve ter uma luz branca à frente e uma luz vermelha atrás, sendo que pelo menos a da frente deve ser fixa, ou seja sem piscar. As luzes podem ser a pilhas ou de dínamo, mas o importante mesmo é que funcionem bem e ajudem a ver e ser visto(a). Se usar luzes a pilhas ou de bateria, convém verificar se têm carga antes de sair de casa.

Os refletores, também eles obrigatórios, ajudam a tornar-nos visíveis para os outros condutores mesmo em situações em que as luzes não sejam suficientemente visíveis. O Código da Estrada estipula que devem ser utilizados dois refletores de cor âmbar em cada roda, mais um refletor branco à frente e um vermelho atrás.

Não há nada como usar diariamente a bicicleta como meio de transporte para todo o lado, seja para ir para o trabalho, para a escola ou universidade, para ir às compras, para tomar um copo com os amigos, ir ao teatro ou ao cinema, ou simplesmente para sentir a brisa fresca no corpo. Usando luzes e refletores, estamos a contribuir ativamente para que o possamos continuar a fazer por muitos mais anos.


(Artigo originalmente publicado na edição de 11/11/2017 do Diário do Minho)

O design adiado

O design adiado

As cidades de hoje, se alguma vez quiserem ser cidades do futuro, têm de se desenhar de uma forma inteligente e ponderada. Braga, nos anos 80 e 90 fez exatamente o contrário e, até à data, ainda não se conseguiu reverter esse desígnio de cimento e tráfego. Há erros gravíssimos de design na nossa cidade que a levam ao terceiro lugar no que toca a cidades poluídas em Portugal – uma rodovia que se comporta como uma autoestrada, uma circular que deveria ser externa e que divide a cidade em dois, túneis que trazem o trânsito pesado ao centro da cidade -, estruturas que não podem ser demolidas de um dia para o outro, mas isso não pode servir de desculpa para a inércia e é isso que temos visto no que toca a Braga – um rol de boas intenções e bonitas promessas e muito pouco chegou às ruas da cidade.

Uma das primeiras regras do bom design é a identificação do problema e não me parece que o atual executivo olhe para o trânsito de Braga como um problema a resolver. Nos últimos anos fizeram-se estudos em cima de estudos, planos e reuniões, experiências pontuais nas semanas da mobilidade, mas, em quatro anos, vimos muito pouca ação. Se a primeira regra do design é a identificação do problema, a segunda, e mais importante, é a resolução do mesmo e a esse nível, as questões de tráfego em Braga em 2013 são exatamente as mesmas em 2017. Ainda temos, como em 2013, uma rede ciclável inexistente, os mesmos raros pontos de estacionamento de bicicletas, engarrafamentos às portas de todas as escolas, alta velocidade automobilística no centro da cidade, estacionamento caótico e uma rede de transportes públicos ineficiente. Tudo na mesma e longe daquilo que seria uma Braga do futuro.

Gosto de pensar que com tantos estudos e tempo para ponderar o problema, Braga terá um rede ciclável realmente bem desenhada, com intersecções que evitem a sinistralidade, que ligue os pontos estratégicos de forma a ser funcional, e não apenas a pista da moda, como tem ocorrido em tantas ciclovias das cidades portuguesas. Gosto de pensar que a rede ciclável desenhada pelo atual executivo terá como função alterar o paradigma de mobilidade da cidade, mas está na hora de pôr os planos em prática e não esperar mais uma legislatura para chegarmos ao futuro. É que o futuro, meus senhores, não é daqui a 20 anos. O futuro é hoje.

Os ciclistas na área pedonal

Os ciclistas na área pedonal

A área pedonal existente no centro histórico de Braga foi aumentando ao longos dos últimos 20 anos sem nunca se pensar a sua mobilidade interna e de proximidade. Na ausência de transportes públicos a atravessá-la, temos de deslocar-nos a pé. O que, dada a sua extensão, não é tarefa fácil em caso de pressa ou de se tratar de um utilizador com mobilidade reduzida. A bicicleta é, por isso, uma excelente alternativa de circulação na área pedonal porque permite uma deslocação rápida e porta a porta.

A área pedonal é também uma via incontornável da cidade para quem a atravessa, principalmente no eixo Gualtar-Maximinos. Não só é a via mais direta, como é também a mais segura e a mais agradável (a alternativa será a perigosa rodovia a sul ou a norte). E há certamente uma vantagem para todos nós: grande partes destes ciclistas que atravessam a cidade representam menos um carro poluente a circular. E devemos estar agradecidos a quem, de forma intencional ou não, ao deixar o carro em casa contribui para uma cidade mais saudável.

As já duas décadas de convivência entre peões e bicicletas na zona pedonal revelaram-se pacíficas. Nas estatísticas não há registo de acidentes entre peões e bicicletas e ainda menos de colisões fatais. Isto numa cidade que, infelizmente, há muitos anos apresenta números vergonhosos de atropelamentos fatais por veículos automóveis dentro da zona urbana. Quem não se lembra logo ​de várias pessoas ou amigos ​que perderam a vida em ruas de Braga, artérias essas que tinham a obrigação de ser seguras, limitando a velocidade? A este respeito, e sem me alongar agora neste assunto, pergunto: sabendo-se que um limite de 30km/hora diminui várias vezes a possibilidade de acidente fatal, por que razão não são de imediato implementadas medidas de acalmia de tráfego?

Por fim, nem tudo está bem na área pedonal no que diz respeito aos ciclistas. A falta de sinalização clara nas entradas é uma falha inexplicável. Em primeiro lugar é preciso considerar desde logo que as entradas principais dos ciclistas não correspondem, na maioria dos casos, às entradas de veículos automóveis. Por isso, a sinalização deve ser colocada nos pontos por onde se fazem de facto os acessos das bicicletas. Em segundo lugar, é importante clarificar que na zona pedonal a prioridade deve ser dada ao peão. Ou seja, perante aglomerados maiores de peões, os ciclistas devem desmontar e circular também a pé. Não é possível definir uma regra rígida. Na verdade, o número de peões na zona pedonal varia imenso ao longo do dia: por vezes não há quase ninguém a passar e por outras, como num sábado de sol, 2 ou 3 ruas ficam demasiado congestionadas ​com peões. Como acontece na maioria dos casos de conflito entre modos suaves, o bom senso é a melhor solução! Bom senso que pode ser recordado por aviso que convide a desmontar da bicicleta sempre que haja maior presença de peões!


(Artigo originalmente publicado na edição de 28/10/2017 do Diário do Minho)

Um exemplo do que não fazer – A Rua Nova de Santa Cruz

Um exemplo do que não fazer – A Rua Nova de Santa Cruz

No dia 9 de janeiro de 2017 começava uma intervenção na Rua Nova de Santa Cruz que tinha como prazo de execução 9 meses. Foi apresentada como um projeto exemplo para o futuro da mobilidade. Diziam os técnicos na apresentação que, teríamos “passeios mais largos, estacionamento automóvel, dois sentidos de transportes públicos e uma ciclovia”. Isto levou a uma pergunta da plateia: “Qual vai ser o milagre?”. O milagre não existiu, e a obra prejudicou a mobilidade sustentável. Vejamos:

– Os passeios não ficaram mais largos. Há situações em que ficaram mais estreitos. As lajes de granito foram substituídas por um conjunto colorido de cubos, com preponderância para o vermelho. Espera-se ainda pelos mecos que evitem que os automobilistas se apoderem do passeio.

– Criaram-se 15 lugares de estacionamento automóvel no espaço público e para isso retiraram-se os autocarros (ou pelo menos um dos sentidos) e os táxis. Isto vai contra a política de uma mobilidade mais sustentável defendida pela Câmara Municipal de Braga e contra a própria Visão do Presidente da Câmara para a Mobilidade, que pretende dar prioridade a peões, ciclistas e transportes públicos.

– Os autocarros não vão circular nos dois sentidos, ao contrário do que havia sido dito na apresentação. A circulação só num sentido irá obrigar a percursos a pé que chegam a atingir os 400 metros para chegar à paragem onde passa o autocarro no regresso. Um erro crasso, uma degradação do serviço de transporte público que passa a andar com os clientes “aos tombos”, ao invés de os levar numa clara linha reta em ambos os sentidos. A juntar a isto, ou os autocarros reduziram a sua largura, ou alguém errou na pintura das baías bus.

– A ciclovia, que começa algures ali para os lados da Retrosaria dos Farias e termina num entroncamento de nível antes da fábrica confiança, é uma verdadeira armadilha para os ciclistas. Os carros mal-estacionados na ciclovia obrigam a utilizar a estreita via de trânsito em sentido contrário, entalando os ciclistas entre carros estacionados e carros em andamento! E imagine-se que a ciclovia é cinzenta (cor da maioria dos passeios em Braga) e os passeios são avermelhados (cor das ciclovias em Braga). A confusão é total.

Quando se desenha uma rua para ter baixas velocidades e poucos carros a circular não se segregam as bicicletas, fazem-se coexistir. Não há continuidade no desenho desta ciclovia e a mesma não é de fácil leitura. Neste momento não é segura para quem nela circula e o piso é desconfortável. Nenhum dos critérios funcionais definidos no PDM para as vias cicláveis foi salvaguardado no planeamento e execução desta obra. O design da rede ciclável não pode ser encarado de ânimo leve e muito menos como algo “giro” de ser feito. Uma rede ciclável bem construída é O grande passo para atrair mais pessoas para a bicicleta. Mal construída tem o efeito contrário.

Corrigir? Só se refizerem tudo entre a Rua dos Lusíadas e a Rua da Quinta da Armada. Não se pode pôr em causa o sistema de transportes da cidade desta forma, nem brincar à mobilidade, muito menos numa rua que está definida como sendo uma “linha estruturante”. Brevemente tornaremos pública uma análise mais aprofundada desta obra.


(Artigo originalmente publicado na edição de 14/10/2017 do Diário do Minho)

Estudantes da Wageningen University & Research apresentam relatório sobre mobilidade ciclável

Estudantes da Wageningen University & Research apresentam relatório sobre mobilidade ciclável

Um grupo de estudantes da Wageningen University & Research, uma universidade pública Holandesa, está em Braga desde o passado dia 25 de setembro para elaborarem um relatório sobre a mobilidade ciclável no Distrito de Braga, a convite da Quercus – Braga. Uma parte desse grupo fez a sua pesquisa na zona urbana da cidade de Braga, tendo para isso reunido com diversos stakeholders (partes interessadas). A Braga Ciclável reuniu com o grupo no passado dia 26 de setembro no Hotel Basic Braga by Axis.

Para além dos encontros e das entrevistas na rua efetuadas pelo grupo, foi proposto, pela Braga Ciclável, um passeio pela cidade. Assim a Braga Ciclável, em conjunto com a Go By Bike que amavelmente cedeu as bicicletas, fez uma visita ao terreno para mostrar as infraestruturas existentes, as que estão a ser construídas e os principais constrangimentos que existem para quem usa a bicicleta no dia a dia.

Amanhã, dia 5 de Outubro, é o último dia da estadia deste grupo de estudantes e será feita uma apresentação pública da análise da situação atual, com as principais informações recolhidas durante a estadia em Braga. A apresentação decorrerá às 21 horas na Junta de Freguesia da Sé, na Rua Dom Afonso Henriques, sendo a entrada livre. Posteriormente, já na Holanda, os estudantes irão efetuar uma análise estatística e projetar possíveis cenários.

Orçamento “Tu Decides!” em fase de votação com propostas cicláveis

Orçamento “Tu Decides!” em fase de votação com propostas cicláveis

O Orçamento Participativo “Tu Decides!” entra hoje, dia 4 de outubro, em período de votação.

Este orçamento participativo é uma iniciativa promovida pelo Município de Braga, em parceria com o Conselho Municipal de Juventude, e tem uma dotação orçamental de 75 mil euros. É um dos principais instrumentos de participação cívica dos jovens de Braga.

Das 22 propostas submetidas, 3 estão relacionadas com o uso da bicicleta:

Proposta 6 – “Urban Sports Park Ativation”

Esta proposta tem como objetivo principal dinamizar o parque desportivo “Urban Sports Park” durante o ano de 2018, oferecendo um programa de atividades a todas as crianças e jovens do concelho. Segundo o projeto, os participantes terão oportunidade de aprender a pedalar e a treinar sobre um circuito seguro e delimitado, sempre acompanhados por uma equipa desportiva capaz de os motivar e animar.

O projeto propõe três tipologias de ações: sessões desportivas, com sessões de treino semanais da equipa da Trial Portugal, que têm como objetivo a prática de ciclismo; sessões de sensibilização rodoviária bimestrais, educando as pessoas para a circulação segura em bicicleta utilizando corretamente as ruas e respeitando as regras existentes; e o evento Bike Urban Show, onde serão demonstradas as técnicas aprendidas durante a primeira ação. Será ainda efetuado um video promocional.

O Orçamento previsto para este projeto é de cerca de 20 mil euros.

Proposta 16 – “A Bicicleta no Centro Histórico: A Zona de Coexistência de Braga”

A Proposta 16 subdivide-se em duas áreas de ação.

A primeira é da área “Educação e Formação” e tem como subtítulo “Como circular de bicicleta num espaço partilhado com peões?” e baseia-se na criação de uma campanha de sensibilização para a sã convivência entre peões e bicicletas nesta área, onde a Escola de Educação Rodoviária iria liderar esta campanha de caracter pedagógico, numa estreita colaboração com a Ciclopatrulha da PSP e a Policia Municipal.

A segunda é da área Emprego e Empreendedorismo e tem como subtítulo “Organizar as Cargas e Descargas aumentando a atratividade desta Zona de Coexistência“. Esta proposta tem como objetivo organizar as Cargas e Descargas na Zona Pedonal e ainda retirar a maior parte dos veículos motorizados desta área para este efeito, mantendo apenas aqueles estritamente necessários. Para isso é proposta a criação do CCDB – Centro de Cargas & Descargas de Braga – um hub-, através do arrendamento de um ano de uma loja, por onde passassem todas encomendas. O CCDB seria gerido pela ACB – Associação Comercial de Braga. A partir do CCDB, junto ao centro histórico, chegariam os veículos motorizados e as encomendas com cargas até 100kg passariam a ser transportadas, nesta área de coexistência, por bicicletas de carga que este projeto propõe adquirir para o efeito. A par de tudo isto será desenvolvida uma aplicação que facilitará o pedido, por parte de lojistas, para despacho da encomenda.

O orçamento total para esta proposta é de 25 mil euros.

Proposta 22 –“Escola do Pedal”

A proposta 22 enquadra-se na área “Educação e Formação” e aposta na educação das crianças e jovens, cidadãos do futuro, como principais utilizadores da bicicleta no dia a dia,
pretendendo contribuir para incutir a bicicleta no quotidiano das crianças. O projeto, que tem como objetivo desenvolver e implementar um programa de formação técnica e cívica para a utilização da bicicleta, divide-se em três áreas: em campanhas de sensibilização; em aulas em circuitos seguros e sinalética; e em aulas complementares à utilização de bicicleta, focadas em temas como segurança rodoviária e mecânica.

O orçamento total prevista pelo proponente é de cerca de 24 mil euros.

Como Votar?

As propostas estarão em votação em diversos pontos na cidade, em datas específicas, podendo todos os jovens até aos 35 anos votar nos projetos.

Para votar, basta deslocar-se a um destes pontos, na respetiva data, e votar:

  • 4 de outubro, das 09h30 às 12h30, no Colégio D. Diogo de Sousa;
  • 6 de outubro, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, no Balcão Único (edifício do Pópulo);
  • 9 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na Universidade Católica;
  • 10 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na E.S. Sá de Miranda;
  • 11 outubro, das 09h30 às 12h30, no Externato Alfacoop;
  • 12 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na Escola Profissional de Braga;
  • 13 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na E.S. Carlos Amarante;
  • 16 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na E.S. D. Maria II;
  • 17 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na E.S. Maximinos;
  • 18 outubro na Esprominho;
  • 19 outubro, das 09h30 às 12h30, no Colégio João Paulo II;
  • 19 de outubro, das 14h30 às 17h30, na Universidade do Minho;
  • 20 outubro, na E. S. Alberto Sampaio;
  • 21 outubro, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, no Edifício GNRation.

As propostas podem ser consultadas aqui.

Reflexão

Reflexão

Escrever sobre mobilidade num dia normal, sem que o leitor adormeça, é por si um desafio de certa envergadura, tendo em conta que para muitos se trata de um tema supérfluo. Escrever sobre mobilidade, num dia de reflexão pré-eleitoral, correndo o risco de involuntariamente apontar referências político-partidárias, é um desafio ainda maior. Mas cá vai!

O passado dia 22 de setembro foi o último de uma semana dedicada, a nível europeu, às questões da Mobilidade. Braga fez mais uma vez parte desta rede e o município, juntamente com algumas entidades externas, levou a cabo atividades no sentido da sensibilização, sobretudo junto dos mais jovens, para esta questão. Foi suficiente? Variadas serão as opiniões.

O argumento de que a Mobilidade deve ser algo a ser pensado e desenvolvido ao longo do ano é, na minha opinião, bastante válido desde que isso seja efetivamente uma realidade. Mas a Semana Europeia da Mobilidade é o momento ideal para reforçar essa necessidade junto da população. Apenas a título de exemplo, não respeitamos ou amamos os nossos pais apenas no Dia da Mãe ou do Pai, pois não? Fazemo-lo todos os dias (ou deveríamos), mas gostamos de os mimar um pouco mais naquele dia específico. O mesmo acontece com a Mobilidade.

Vivemos numa cidade que até há uns anos se orgulhava de permitir aos seus habitantes uma boa qualidade de vida, em grande parte associada ao pouco tempo dispensado nos percursos diários. O cenário foi-se degradando e temos hoje artérias fulcrais completamente estranguladas pelo trânsito, sobretudo em hora de ponta. Temos cada vez mais automóveis a entrar diariamente na cidade e a provocar engarrafamentos junto a escolas e serviços. Dispensamos cada vez mais tempo no trânsito quando o poderíamos canalizar a outras atividades mais produtivas e prazerosas.

Torna-se cada vez mais urgente a necessidade de estratégias de ação eficazes no sentido de contrariar o caminho em que nos encontramos atualmente, conjugando os esforços dos vá- rios atores no campo da Mobilidade, sejam eles da área do ciclável, do pedonal ou dos transportes coletivos.


(Artigo originalmente publicado na edição de 30/09/2017 do Diário do Minho)

Programas eleitorais dos candidatos à Câmara Municipal de Braga – a mobilidade sustentável

Programas eleitorais dos candidatos à Câmara Municipal de Braga – a mobilidade sustentável

Na reta final do período de campanha para as Eleições Autárquicas de 2017, e na sequência das reuniões com os candidatos de Braga e respectiva entrega do documento com propostas da Braga Ciclável, fomos consultar os programas eleitorais dos cinco candidatos à presidência da Câmara Municipal e selecionamos alguns dos tópicos que dizem respeito ao incentivo e facilitação do uso da bicicleta e, de um modo mais alargado, à promoção da Mobilidade Sustentável.

Esperamos que esta análise possa ser útil para a definição da vossa opção de voto de uma forma mais informada. Para referência, e também porque as citações abaixo foram retiradas do seu contexto original, incluímos em cada caso ligações para os documentos originais.

De referir que das 5 candidaturas apenas a do Partido Socialista não reuniu com a Braga Ciclável. Desde Maio de 2017 que a Associação Braga Ciclável tem tentado agendar uma reunião com essa candidatura, tendo por diversas ocasiões mais do que um membro da nossa associação abordado o assunto diretamente junto do candidato Miguel Corais. Infelizmente, desde essa altura até à data presente, o candidato Miguel Corais foi protelando essa reunião, não a tendo chegado a agendar. Assim, não foi possível entregar e apresentar o nosso dossiê com propostas relativas à mobilidade, com especial enfoque à mobilidade ciclável, que poderiam (e a nosso ver deveriam) integrar o seu programa eleitoral.

Bloco de Esquerda (BE)

– ver programa completo –

  • Transformação gradual da variante norte numa avenida urbana e desvio do trânsito de atravessamento urbano para a via circular norte, a construir entre Gondizalves e São Mamede de Este.
  • Aplicação da norma de velocidade máxima de 30 km/h no centro urbano, inserida num conjunto de medidas mais amigáveis, que reduzam o uso do automóvel, aumentem o uso do autocarro, da bicicleta e favoreçam andar a pé.
  • Criação de um circuito de mini-autocarro elétrico gratuito, silencioso e não poluente para a população do centro histórico.
  • Garantia de acesso de transporte público em todos os pontos do concelho, através da adoção de um sistema multimodal de transportes (TUB, CP e empresas rodoviárias) e da revisão dos trajetos dos TUB.
  • Realização imediata de estudos conducentes à resolução do nó de Infias e da saída norte para a N101 – Vila Verde/Prado, agravado recentemente por ser a principal via de acesso a um grande centro comercial.
  • Realização de estudos conducentes à construção de uma nova estação de camionagem, preferencialmente numa interface com o Caminho de Ferro e os TUB.
  • Revisão do ilhéu de embarque/desembarque da Estação CF, com disciplinamento da circulação e paragem exclusiva para carga e descarga, bem como a implementação do acesso gratuito por meia hora ao parque subterrâneo.
  • Implementação de uma rede de ciclovias que atravesse as zonas de maior densidade populacional e que una o centro da cidade aos espaços verdes públicos, rodovia e circular interior, Universidade do Minho, escolas públicas municipais, estações de caminhos-de-ferro e de camionagem, Estádio Municipal, Estádio 1º de Maio, ecovia do rio Cávado e ciclovias existentes.
  • Criação de um programa de partilha de bicicletas.
  • Criação de um evento com periodicidade regular, no qual as ruas do centro das freguesias do município serão interditadas ao trânsito automóvel para que a população possa desfrutar de espaço público alargado, através do uso da bicicleta, skate, patins, caminhada e corrida.
  • Resolução dos obstáculos viários que impedem a ligação pedonal e ciclável entre o campus de Gualtar da Universidade do Minho, o centro da cidade e a Estação CF, nomeadamente o da transposição da circular nascente (Av.
    Padre Júlio Fragata), ligando a rua Dom Pedro V à Rua Nova de Santa Cruz.
  • Adoção de uma política de tolerância zero para com o estacionamento nos passeios e zonas pedonais bem como noutros lugares interditos da cidade, nomeadamente baías de transportes públicos, após uma revisão cuidada e realista de toda a política de estacionamento.
  • Remunicipalização progressiva da gestão do estacionamento pago à superfície.
  • Criação de corredores exclusivos para transportes públicos.

Coligação Democrática Unitária (PCP, PEV)

– ver programa completo –

  • Modernização dos serviços prestados pelos Transportes Urbanos de Braga;
  • Ampliação da rede de transportes colectivos, com reforço da oferta em meio rural;
  • Revisão do modelo de tarifas e progressiva redução do seu valor;
  • Renovação da frota de autocarros dos TUB através da planificação plurianual de aquisção de novas viaturas;
  • Exigir da Administração Central apoio financieiro pelo serviço público prestado, a título de indemnização compensatória, tal como acontece no Porto e em Lisboa.
  • Devolução do espaço público aos cidadãos, corrigindo o desenho de ruas e praças, eliminando barreiras arquitectónicas;
  • Devolução à esfera municipal da exploração e gestão do estacionamento pago na via pública;
  • Repensar a rede viária e mudar o paradigma da mobilidade, promovendo a retirada do tráfego de atravessamento do centro da cidade;
  • Criação de canais dedicados ao transporte público, alargamento de passeios, instalação de passadeiras e arborização sistemática;
  • Conversão das vias interiores de bairros habitacionais em zonas de velocidade máxima de 30 km/h, promovendo a convivência salutar entre modos de transporte, assegurando o respeito pelos peões e utilizadores de bicicleta.
  • Regulamentar coniventemente os horários de cargas e descargas no centro histórico, sinalizar ostensivamente e garantir a sua efectiva aplicação, melhorando a mobilidade nas áreas pedonais.
  • Criação de rede de vias cicláveis com separação física dos outros meios de transporte, garantindo a segurança dos utilizadores de bicicleta;
  • Implementação de sistema de bicicletas partilhadas que implique uma rede de pontos de recolha numerosa, alargada e dispersa na cidade, a par da criação de parques de estacionamento para velocípedes junto de paragens de transporte público;
  • Criação de rede de parques de estacionamento de elevada capacidade e com condições de segurança, na periferia da cidade e interligados com a rede de transportes públicos;

Coligação Juntos Por Braga (PPD/PSD, CDS-PP, PPM)

– ver programa completo –

  • Estudo e implementação de uma intervenção na Rotunda de Infias para resolução dos problemas de tráfego rodoviário, melhorando a qualidade de vida dos milhares de Bracarenses que passam por esta importante artéria da cidade;
  • Implementação do resgate da concessão do estacionamento à superfície nas ruas do centro histórico, bem como instituição de um plano de estacionamento inteligente e versátil nas principais artérias da cidade;
  • Investimento na modernização dos TUB, com a aquisição de autocarros elétricos e mais amigos do ambiente;
  • Intervenção e requalificação da ciclovia de Lamaçães, reforçando o seu uso e as condições que oferece, fazendo a ligação direta à Universidade do Minho;
  • Alargamento do número de lugares de estacionamento para bicicletas;
  • Redução da velocidade nas áreas urbanas, através da implementação de Zonas 30 e de medidas de acalmia de tráfego;
  • Desenvolvimento do Plano de Mobilidade e Gestão de Tráfego para a cidade de Braga;
  • Implementação da rede estruturante Pedonal e Ciclável e da Inserção Urbana de Transporte Público;
  • Estudo para a ligação da rede ciclável de Braga à Ecovia do Cávado;
  • Criação de projeto-piloto de Interfaces externos ao centro da cidade, com ligação ao serviço de Transporte Público e Parqueamento de viaturas de quem aflui à cidade;

Partido Socialista (PS)

– ver programa completo –

  • Criação na margem esquerda do Cávado de uma ampla e qualificada zona de lazer, com ciclovias e ligações pedonais à cidade;
  • Substituição e conversão em cada ano de 20% dos veículos da Câmara e empresas municipais por veículos elétricos, híbridos ou de utilização de energias limpas;
  • Criação de quatro parques/estações nas principais entradas da cidade, com capacidade para receber os utentes das carreiras suburbanas e estacionamento a preços reduzidos dos carros particulares;
  • Diminuir o preço hora dos parquímetros;
  • Criar carreiras a partir destes quatro parques com uma malha fina do tecido urbano;
  • Eliminação da terceira coroa dos TUB;
  • Eliminação dos pontos de estrangulamento no trânsito citadino;
  • Valorização do transporte ferroviário suburbano, garantindo condições de eficácia e conforto na ligação às carreiras urbanas;
  • Criação de um grupo de trabalho que promova permanentemente junto da CP os interesses dos municipes e do Concelho nas ligações de médio e longo curso quer a Sul,
    quer à Galiza;
  • Promoção do respeito pelos peões e pelo das regras de trânsito, valorizando o civismo;
  • Requalificação e/ou construção de passeios garantindo a segurança a todos os seus utilizadores incluindo os que utilizam cadeiras de rodas e cadeiras de bebés;

Nós Cidadãos – Alternativa Por Braga

– ver programa completo –

  • Redefinição do Triângulo da Mobilidade, adoptando a seguinte prioridade:
    1. Trânsito pedonal;
    2. Transportes públicos;
    3. Outros modos suaves (nomeadamente, a bicicleta);
    4. Trânsito automóvel.
  • De acordo com o novo Triângulo da Mobilidade, definir uma política de mobilidade urbana para a cidade de Braga, em cumprimento da Lei das Acessibilidades, em coordenação com a política de adaptação às alterações climáticas (ver eixo “Ambiente”) e das melhores práticas de concepção técnica, que irá nortear todas as futuras intervenções viárias no concelho:
    • Definir tecnicamente os perfis viários de todos os novos arruamentos, conforme as características pretendidas;
    • Estudo de todas as artérias existentes e classificação conforme as suas características actuais (vias coletoras, vias de distribuição principais, vias de distribuição locais, vias de acesso local);
    • Delinear plano de adaptação faseada da situação actual para a situação pretendida, bem como a calendarização e orçamentação dessa alteração.
  • Criar um programa de revisão das vias de circulação pedonal (passeios):
    • Corrigir as não conformidades à Lei das Acessibilidades e facilitar a deslocação pedonal a toda a população bracarense, independentemente das suas limitações de mobilidade;
    • Eliminar as passagens pedonais aéreas, ilegais perante a Lei das Acessibilidades e favorecer as passagens pedonais de nível, de acordo com as melhores práticas;
    • Ter em conta as recomendações e melhores práticas para a circulação dos cidadãos cegos ou amblíopes;
    • Definir o “passeio tipo”, de modo que todos os passeios novos e todas as intervenções passem a ser normalizados em toda a cidade.
  • Reformular o funcionamento dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), de modo a permitir a deslocação da maior quantidade possível de origens para a maior quantidade possível de destinos, com rapidez, conforto e eficiência, constituindo alternativa económica ao automóvel, que deixará de ser um encargo obrigatório para muitos bracarenses:
    • Ligação directa entre os extremos do concelho, via cidade de Braga (Ex: Palmeira – Braga – Escudeiros);
    • Vários destinos para cada origem, permitindo aos utentes ligações directas a múltiplos destinos, via o centro da cidade de Braga, com determinada frequência (Ex: 8:00 Palmeira-Centro-Escudeiros, 8:20 Palmeira-Centro -Pedralva, 8:40 Palmeira-Centro-Cunha, repetição) – A sobreposição de todas as linhas permite ao utente deslocar-se em todo o concelho com o mínimo de transbordos;
    • Reposicionamento das paragens de acordo com estudo racional, de modo a diminuir o tempo de viagem ao mesmo tempo que se assegurará que a distância de deslocação de aglomerados habitacionais ou empresariais até às paragens é adequada;
    • Em todos os pontos, afixação de informação multilingue e compreensiva para a utilização por qualquer utente, incluindo amblíopes;
    • Definição de horário de passagem do autocarro em cada paragem: o utente tem que contar com a hora a que o autocarro passa na sua paragem de origem e de destino;
    • Fim da figura do “Agente Único” nos autocarros. O motorista será exclusivamente responsável pela condução do autocarro e cumprimento dos horários;
    • Reforço da brigada de fiscalização dos títulos de transporte;
    • Fim da venda de títulos de transporte dentro dos autocarros;
    • Títulos de transporte passarão a poder ser adquiridos em qualquer estabelecimento comercial ou máquina Multibanco;
    • Novas modalidades de título de transporte, desde bilhetes de 1 dia a bilhetes de 1 semana;
    • Fim do sistema de coroas, de modo a promover a utilização pelos utentes mais longínquos;
    • Articular os TUB com os transportes dos concelhos vizinhos, fazendo coincidir as paragens terminais;
    • Reforço das linhas noturnas, com horário de funcionamento alargado, em determinados dias de grande afluência aos estabelecimentos de diversão noturna;
    • Modernizar, faseadamente, a frota dos TUB com o objectivo de ser totalmente acessível, nomeadamente por pessoas amblíopes ou de mobilidade condicionada;
    • Criar corredores BUS sempre que possível.
  • Criar condições que favoreçam a circulação segura para os modos suaves, nomeadamente a bicicleta:
    • Criar ciclovias, tirando proveito das características de relevo da cidade e adoptando os trajectos mais eficientes;
      • Eixo Ferreiros-Fojo (Oeste-Este);
      • Eixo Areal de Baixo-Espadanido (Norte-Sul);
      • Eixo Maximinos-Areal de Baixo (Sudoeste-Nordeste);
      • Eixo Lamaçães-Gualtar (Sul-Norte).
    • Induzir acalmia do tráfego na restante cidade, via sistemas de limitação de velocidade, quer passivos quer ativos;
    • Criar excepções nos sentidos proibidos, para as bicicletas, em ruas que o possibilitem, criando percursos legais mais curtos;
    • Adoptar um sistema urbano de bicicletas partilhadas, sendo parte da frota com motor elétrico auxiliar (para quem pretenda deslocação nas vias mais inclinadas);
    • Criar zonas de estacionamento para bicicletas em resposta às necessidades dos utentes;
  • Reformular a maneira como o trânsito automóvel é regulado, de maneira a reduzir a sinistralidade, as distâncias de deslocação, a poluição, criando espaço para os outros modos de mobilidade:
    • Adoptar circulação nos dois sentidos sempre que possível, de maneira a reduzir as distâncias dentro da cidade e, consequentemente, a poluição e os encargos com combustível e desgaste desnecessário;
    • Reduzir o limite de velocidade de circulação automóvel em zonas residenciais, proximidade de escolas e sempre que as características das vias assim o recomendem, para 30km/h ou velocidade adequada;
    • Repor cruzamentos que já existiram, ligando as ruas interrompidas (Ruas D. Pedro V e Nova de Santa Cruz, Monsenhor Airosa e S. Geraldo, Bernardo Sequeira);
    • Adotar sistema de gestão centralizada e inteligente dos semáforos da cidade, gerindo os mesmo pelas necessidades do trânsito;
    • Introduzir métodos de controlo permanente da velocidade individual de circulação automóvel;
    • Reforçar a importância da cintura rodoviária externa da cidade e a urgência na sua conclusão, de modo a retirar trânsito de passagem à cidade;
    • Combater o estacionamento abusivo, que prejudica a utilização dos passeios ou ciclovias:
      • Instalação de guias nos estacionamentos de topo para impedir que os automóveis ocupem e reduzam parte do passeio com as suas frentes;
      • Instalação de guardas em zonas chave para impedir a ocupação de espaço de circulação pedonal ou modos suaves;
      • Reforço da fiscalização por parte da Polícia Municipal, em articulação com a PSP.
  • Regulamentar e fiscalizar, eficazmente, a circulação de veículos no Centro Histórico, zonas pedonais ou de coexistência.
Mais que um vício…uma coleção!

Mais que um vício…uma coleção!

Já todos tivemos ou temos uma “mania” de colecionar o quer que seja, alguma vez na vida.

Uns começaram apenas com uma moeda rara que encontraram no sótão de casa do avô e acabaram por colecionar milhares de moedas; outros colocaram o seu primeiro “magnético” no frigorífico enquanto namoravam e já contam com boas dezenas, forrando o mesmo, já casados; há quem ainda colecione algo mais comum: selos, bilhetes de cinema, cromos, miniaturas de automóveis, aviões, barcos, etc., por coincidências de vários tipos. Todo o género de coleções, para além do gosto e prazer que dão, requerem algum local onde sejam arquivados, armazenados ou expostos! Independentemente do tamanho, os colecionadores reservam o seu espaço especial para os seus bens preciosos! Locais esses que variam entre simples caixas de sapatos ou gavetas, onde colocam os seus bens mais pequenos, e pavilhões, onde apenas cabem alguns de maior dimensão. É nesta particularidade que gostaria de me centrar, na coleção de algo com dimensões consideráveis: obviamente que será uma coleção de bicicletas!

Nesta seleção existem os mais “forretas” que optam por rechear a casa com tudo relacionado com eventos deste fantástico meio de transporte de duas rodas; há quem ocupe a garagem com peças de bicicletas, com esperança de um dia conseguir montar uma bicicleta completa; há mesmo quem colecione vários tipos de bicicletas e as utilize (este caso será particularmente o meu) e há quem crie os seus autênticos museus da bicicleta! Um exemplo de um autêntico aficionado e colecionador de bicicletas é o nosso amigo Nuno Zamaro (Zé Nuno Amaro), líder da NunoZamaro Indústrias e WISE-U Creativity Fab Lab, bem conhecido cá em Braga pelo projeto BUTE (Bicicleta UTilização Estudantil), em conjunto com a Universidade do Minho. Por incrível que pareça, poderia ter acesso a milhares de exemplares de bicicletas, mas optou por colecionar algumas que considerou com valor sentimental e autênticas obras de arte. Conta com algumas ANGEL e algumas “clássicas”. Não sabe quantas bicicletas terá ao certo, mas pensa que rondam umas dezenas. Bem, Nuno, podes sempre enviar algumas para a Braga Ciclável, para desfilar na cidade de Braga. Fica a dica!

DICAS

1. Quem não souber o que colecionar, poderá sempre tentar começar por algo simples e ver se realmente será aquilo que deseja. Quem sabe, colecionar pin´s de associações, começando pelo da Braga Ciclável?

2. Há quem colecione dorsais de eventos ou mesmo flyers ou convites. Juntem os que reuniram este verão e já poderão iniciar a vossa primeira
coleção!

Em destaque

III Braga Cycle Chic é já no dia 16 de setembro. Apareçam!