Passeios a Pedal: Arquitectura Moderna (Desconhecida) de Braga

Passeios a Pedal: Arquitectura Moderna (Desconhecida) de Braga


Quantas vezes olhamos os edifícios que encontramos no nosso caminho e nos questionamos sobre a sua origem, sobre os seus espaços, sobre as pessoas que os habitam? Quantas vezes queremos compreender as histórias que residem para além das fachadas?

Braga possui vários exemplos de edifícios que, no seu anonimato, escondem histórias de quem os projectou e de quem lhes quis dar vida.

Com esse mote, no dia 16 de Novembro, juntar-nos-emos para uma nova edição dos PASSEIOS A PEDAL, um passeio de bicicleta que desta feita se versa sobre a “Arquitectura Moderna (Desconhecida) de Braga”, com paragem junto a obras que se tornaram referências da arquitectura do século XX, não apenas na cidade, mas para além dos seus limites.

Pela voz da Rita Martins, da Maria Tavares e do António Neves, aprenderemos mais sobre a pessoa e a obra de Moura Coutinho, no seu período tardio, Nuno Teotónio Pereira, Arménio Losa ou Souto de Moura, todos com marcas no panorama construtivo de Braga.

A participação é livre e tem como requisito que cada um traga a sua bicicleta e curiosidade. O ponto de encontro será a Praça da República, junto ao edifício do Posto do Turismo, às 15h30.

Dado o caráter informal do evento, pedimos a todos os participantes que circulem de acordo com o código da estrada e com o máximo de respeito pela sua segurança e do próximo.

Braga Ciclável reune com a Junta de Freguesia de São Vicente

Braga Ciclável reune com a Junta de Freguesia de São Vicente

No dia 04 de Novembro de 2019, a Associação Braga Ciclável reuniu com a Junta de Freguesia São Vicente, na sua sede, sendo que em representação da Braga Ciclável estiveram Arnaldo Pires e Rafael Remondes, e em representação da Freguesia esteveram Daniel Pinto e Raquel Pinto, membros do executivo.

A reunião começou com a associação a apresentar os motivos do pedido de encontro: discussão da estrutura pedonal e ciclável da freguesia; apresentação do movimento #BragaZeroAtropelamentos e do projecto Pedalo para a Escola!

A Associação defendeu a necessidade de reestruturação de alguns locais, sobretudo locais com passadeiras, começando pelo exemplo das passareiras junto da sede de freguesia que se encontram colocadas em cima das curvas , locais de menor visibilidade, que já condicionaram atropelamentos. Foi abordada a necessária implementação, urgente, da lei das acessibilidades, e discutida a necessária implementação da rede ciclável, para garantia de segurança de quem se desloca de bicicleta, na freguesia. A associação focou como necessário a ligação entre a central de camionagem e a zona pedonal, com uma zona segregada de bicicletas; assim, como a ligação das zonas residenciais, nomeadamente o bairro das Fontainhas, que se encontra em fase de implementação de Zona 30, com o centro, para que não fiquem como “ilhas sem ligação”, que não garantem, a quem ai mora, deslocar-se ativamente de bicicleta, em segurança.
Em relação ao projecto Pedalo para a Escola!, a associação apresentou o mesmo, referindo a intenção de ajudar crianças e jovens a adquirirem maior autonomia, nas deslocações pela cidade, no combate à obesidade e na envolvência na problemática das questões ambientais.
Foi destacada a falta de segurança, por excesso de velocidade praticado em determinados locais da freguesia, que impedem que os grandes bairros habitacionais permitam às crianças deslocarem-se para a escola de bicicleta.
Foi estimulada a Junta a proceder a implementação de zonas escola e pedonalização de algumas vias da freguesia, assim como à necessária revisão dos estacionamentos 5 metros antes das passadeiras.
A associação abordou o pacote técnico da Organização mundial de saúde, sobre segurança nas estradas ( Save LIVES), que onde, claramente, se destaca a necessária envolvência multidisciplinar no combate à mortalidade e sinistralidade rodoviária. Este combate começa na definição de estratégia politica e técnica, implementação das medidas e controlo da sua eficácia, assim como no necessário reforço policial para garantir o cumprimento das leis, como seja o excesso de velocidade e o estacionamento indevido.
Com base nesse documento, a associação, insistiu na necessária abordagem dos perímetros escolares, com a criação de zonas escola, que são uma mas medidas mais eficazes na redução da morbimortalidade, na seio das cidades.
Os representantes do executivo da Junta ressalvaram todos os esforços efetuados, por si, na melhorias de acessibilidades, desta que é uma das juntas de freguesia mais centrais da cidade, deixando claro que defendem que a cidade se deve preparar para que as deslocações internas sejam feitas preferencialmente a pé, de bicicleta ou de transporte público. Contudo, consideram que esse passo deve ser gradual, que a cidade foi desenvolvida com o foco no automóvel e que agora é preciso tempo para ajustar a cidade às necessárias mudanças.
Destacaram que a freguesia é uma freguesia modelo, a nível da mobilidade, com destaque para a Escola de Prevenção Rodoviária, para a implementação de Zonas Residenciais 30, passadeiras inteligentes, assim como na colaboração com o município na semana da mobilidade, com vários projetos.
Destacam que sentem serem necessários mais efectivos de policiamento, pois muitas vezes identificam estacionamentos indevidos e têm dificuldade em que se atue com a aplicação de coimas. Destacam ainda, que estão a tentar implementar a limitação de estacionamento automóvel antes das passadeiras, assim como a repintar as mesmas.
Foi valorizada a intervenção no Nó de Infias, por parte do executivo da Junta, por considerarem que a seu tempo permitirá garantir maior escoamento automóvel, de e para a cidade. Trata-se de uma obra complexa que exige concertação entre as Infraestruturas de Portugal, Município e Junta.
A Braga Ciclável mostrou-se disponível para colaborar, na medida do possível, com a Junta de Freguesia e o executivo mostrou total disponibilidade para eventuais acções da associação na freguesia.
A associação irá reunir todas as semanas com uma freguesia urbana, tendo para isso encetado contactos com todas as juntas inseridas no perímetro urbano.
Braga Ciclável reune com UF de S. José de S. Lázaro e de S. João do Souto

Braga Ciclável reune com UF de S. José de S. Lázaro e de S. João do Souto

No dia 28 de Outubro de 2019, a Associação Braga Ciclável reuniu com a Junta da União de Freguesias de S. José de S. Lázaro e de S. João do Souto, na sua sede, sendo que em representação da Braga Ciclável estiveram Victor Domingos e Arnaldo Pires, e em representação da União de Freguesias esteve o Presidente do Executivo, João Pires, e a Vogal Amélia Rodrigues.

A reunião começou com a associação a louvar o exemplo que o Sr Presidente da Junta dá, ao utilizar regularmente a sua bicicleta, em deslocações pela cidade; e apresentou os motivos do pedido de encontro: discussão da estrutura pedonal e ciclável da freguesia; apresentação do movimento #BragaZeroAtropelamentos e do projecto Pedalo para a Escola!

A Associação defendeu a necessidade de re-estruturação de alguns locais, sobretudo locais com passadeiras, onde regularmente ocorrem atropelamentos, como a passadeira perto da rotunda de São João Batista e as passadeiras do Fujacal. Foi abordada a necessária implementação, urgente, da lei das acessibilidades, e discutida a necessária melhoria da rede ciclável, para garantia de segurança de quem se desloca de bicicleta para o centro e do centro para fora da cidade. A associação garantiu a possibilidade de segregação da Avenida da Liberdade, com um orçamento de 73 mil euros, que chegou a ser enviado como proposta de orçamento participativo, municipal, que foi chumbado antes de votação.
Em relação ao projecto Pedalo para a Escola!, a associação apresentou o mesmo, referindo a intenção de ajudar crianças e jovens a adquirirem maior autonomia, nas deslocações pela cidade, no combate à obesidade e na envolvência da problemática das questões ambientais.
Foi destacada a falta de segurança, por excesso de velocidade praticado na estrada nacional, inserida na cidade, da zona que vai do parque de campismo até à rotunda de São João Batista.O presidente da junta ressalvou todos os esforços efetuados por si nas melhorias de acessibilidades, desta que é uma das juntas de freguesia mais centrais da cidade, deixando claro que defende que a cidade se deve preparar para que as deslocações internas sejam feitas preferencialmente a pé, de bicicleta ou de transporte público. Destacou a dificuldade de ajustes nas estruturas que pertencem ao IP, assim como destacou que desde 2006 que tentam resolver o problema dos atropelamentos no Fujacal, sem que até agora tenha conseguido uma intervenção eficaz.

O Sr Presidente louvou, ainda , a existência de 3 orçamentos participativos, que envolvem a freguesia, sendo que um deles contempla a pedonalização da rua do Anjo. A associação destacou, que essa rua iria beneficiar com essa medida, caso fosse implementada, contudo alertou que seu piso, e passeios, não são amigáveis para peões e utilizadores de bicicletas.

Lamentou não conseguir fazer mais por não ter mais delegação de competências, defendendo que se deveria munir as freguesias de mais competências para aumentar a eficiência da resposta. Considera, também, que a gestão de todas as estruturas viárias da cidade deveria passar para a alçada do município, facilitando sua reparação ou alteração de acordo com as recomendações, sem se ter de recorrer ao IP.

A Braga Ciclável mostrou-se disponível para colaborar, na medida do possível, com esta União de Freguesias.

No final a associação entregou um pacote técnico da Organização mundial de saúde, sobre segurança nas estradas ( Save Lives), que onde, claramente, se fala na necessária envolvência multidisciplinar no combate à mortalidade e sinistralidade rodoviária. Este combate começa na definição de estratégia politica e técnica, implementação das medidas e controlo da sua eficácia, terminando na necessária equipa de apoio clínico pré-hospitalar, pronta e eficaz.
Com base nesse documento, a associação, insistiu na necessária abordagem dos perímetros escolares, com a criação de zonas escola, que são uma mas medidas mais eficazes na redução da morbimortalidade, na seio das cidades. Como exemplo foi apresentado o Kénia e a Coreia do Sul.
A associação irá reunir todas as semanas com uma freguesia urbana, tendo para isso encetado contactos com todas as juntas inseridas no perímetro urbano.
Braga Ciclável reune com UF de Lomar e Arcos

Braga Ciclável reune com UF de Lomar e Arcos


A Associação Braga Ciclável reuniu com a Junta da União de Freguesias de Lomar e Arcos, em Lomar, sendo que em representação da Braga Ciclável estiveram Mário Meireles e Arnaldo Pires, e em representação da União de Freguesias esteve o Presidente do Executivo, Manuel Dias.

Mário Meireles começou por apresentar a conhecer a associação, fazendo uma breve introdução da mesma e o caminho até aqui percorrido, passando depois Arnaldo Pires a apresentar o movimento cívico #BragaZeroAtropelamentos.

Posteriormente foram debatidas questões de mobilidade com esta estrutura autárquica, nomeadamente a recém requalificada pela IP – Infraestruturas de Portugal, a Estrada Nacional 319. O presidente desta União de Freguesias teceu críticas à IP por esta fazer ouvidos de mercador às reivindicações enviadas por escrito, e conversadas no terreno por parte desta junta. Reivindicações essas que, no entender do Presidente do Executivo da União de Freguesias, melhorariam as condições de circulação a pé, e também de bicicleta, a quem se desloca nesta união de freguesias. Essas reivindicações passavam pela criação de passeios ao longo da EN319, a colocação de passadeiras semaforizadas, por exemplo, na Mouta, a regularização de rotundas e ainda a acessibilidade nas passadeiras, que terminam muitas vezes em lancis de 30 cm de altura.

O presidente da junta ressalvou todos os esforços efetuados por si nas melhorias de acessibilidades desta que é uma das entradas da cidade, sendo que estas freguesias se encontram já dentro dos limites da cidade, deixando claro que defende que a cidade se deve preparar para que as deslocações internas sejam feitas preferencialmente a pé, de bicicleta ou de transporte público. Para isso “a cidade deve ter bons acessos automóveis até às entradas e permitir que as pessoas se desloquem, de uma forma rápida, até à cidade a partir desses bons acessos”.

Falou ainda do projeto de expansão da BOSCH, do crescimento da freguesia ao longo dos anos, do projeto de expansão da via pedonal e ciclável do Rio Este, da requalificação, “pensada para não se fazer uma obra e a seguir esburacar tudo”, das ruas que ligam a ponte pedrinha até ao Intermarché – que fará com que as pessoas possam andar a pé ou de bicicleta em segurança -, bem como do crescimento da freguesia nos lugares do Ventoso e Outeiro.

Lamentou não conseguir fazer mais por não ter mais delegação de competências, mas deixou o alerta que com as competências é preciso passar também o envelope financeiro. Ainda assim defende que as grandes obras nas freguesias devem ser da responsabilidade do Município, defendendo que deveria este munir as freguesias de mais competências para aumentar a eficiência da resposta. Considera, também, que a gestão de todas as estruturas viárias da cidade deveria passar para a alçada do município, facilitando sua reparação ou alteração de acordo com as recomendações, sem se ter de recorrer ao IP, que ao considerar uma estrada como nacional, não entende que estas muitas vezes se inserem em zonas habitacionais, com necessidades diferentes de acalmia de tráfego e maior segregação, como criação de passeios e ciclovias.

A Braga Ciclável mostrou-se disponível para colaborar, na medida do possível, com esta União de Freguesias.

A associação irá reunir todas as semanas com uma freguesia urbana, tendo para isso encetado contactos com todas as juntas inseridas no perímetro urbano.

Braga Ciclável no “Vamos falar?”, da Braga Cultura 2030

Braga Ciclável no “Vamos falar?”, da Braga Cultura 2030


A Braga Ciclável, representada nesta iniciativa por João Forte, participou na passada semana, e a convite da Braga Cultura 2030, numa iniciativa que dá pelo nome de “Vamos falar?”, que decorreu no complexo desportivo da Rodovia.

Esta iniciativa pretende auscultar cidadãos e várias entidades no âmbito da estratégia cultural “Braga Cultura 2030”, com vista ao repensar o espaço público, incluindo os cidadãos nesta reflexão.

Numa agradável conversa informal, e durante quase duas horas, a Braga Ciclável partilhou, de forma dinâmica, ideias e opiniões sobre a temática da mobilidade na cidade e no concelho de Braga, focando os principais desafios e prioridades neste domínio, nomeadamente a criação de segurança nos principais eixos identificados como tendo muito pontencil ciclável e já hoje utilizados por quem opta pela bicicleta como modo de transporte.

Debateu-se também a questão da segurança rodoviária e iniciativas que possam decorrer no âmbito da Braga Cultura 2030. Na mesa estiveram presentes várias gerações de cidadãos, tendo os mesmos debatido várias questões, com um foco principal na vertente cultural.

Para mais informações sobre esta iniciativa:  https://www.bragacultura2030.pt/

Braga Ciclável reuniu com a Real Associação Humanitária do Bombeiros Voluntários de Braga

Braga Ciclável reuniu com a Real Associação Humanitária do Bombeiros Voluntários de Braga


No passado dia 7 de Outubro, pelas 18h30, a Associação Braga Ciclável reuniu com os Bombeiros Voluntários de Braga, no seu quartel, no Largo Paulo Orósio.

A representar os Bombeiros Voluntários de Braga esteve o Capitão Miguel Ferreira, Presidente da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Braga, e Pedro Ribeiro, Comandante Interino dos Bombeiros Voluntários de Braga, e a representar a associação Braga Ciclável esteve Mário Meireles e Arnaldo Pires.

Esta reunião, que decorreu na sequência de um pedido da Bragaciclável e Movimento BragaZeroAtropelamentos, para se apresentar a associação e o movimento e, dada a experiência diária dos Bombeiros, muitas vezes chamados para assistir vitimas de acidentes de viação, discutir o que se deveria mudar para diminuir a sinistralidade, do concelho de Braga.

Após apresentações iniciais, Mário Meireles iniciou a reunião apresentando a associação, e do movimento, e o porquê do pedido de agendamento da reunião.

Ao longo da conversa foram abordados vários temas relacionados com a mobilidade em geral, com foco principal nos peões, utilizadores de bicicletas e veículos de emergência, em particular. A reunião decorreu no quartel dos Bombeiros, local de onde saem veículos em emergência e que muitas vezes se encontram bloqueados, por automóveis mal estacionados, tráfego congestionado e organização de eventos municipais, junto do mesmo, prejudicando o auxilio a situações de emergência.

Os representantes da associação Braga Ciclável falaram nas alterações que poderiam ser realizadas no Largo, em frente ao quartel, por forma a organizar os fluxos e reduzir tempos de percursos, sem limitar os veículos de emergência. Ao mesmo tempo falou-se da necessidade de melhoria do ordenamento da mesma, com a retirada os contentores de lixo e reciclagem, junto a uma passadeira, o que aumenta o risco de atropelamentos; colocação de bicicletários adequados para que as pessoas se possam deslocar ao centro de saúde ou biblioteca e ter um local adequado para aparcar a bicicleta. Junto deste largo existem bicicletários da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva que não garantem as condições necessárias para aparcamento das bicicletas. O surgimento de um lugar pintado de vermelho com o símbolo de trotinetes e bicicletas, mas sem qualquer infraestrutura de apoio, foi também alvo de conversa, apesar de se destacar a correcção da sinalética que anteriormente se encontrava inconforme.

A par disso sugeriu-se que se trabalhe no sentido de melhorar as condições para utilizar a bicicleta em todo o concelho. Medidas de rápida implementação e baixo custo como o encerramento de determinadas ruas, algumas mesmo no Largo Paulo Orósio, permitindo acesso a moradores com garagem, ambulâncias e bicicletas, ou a colocação de bicicletários em pontos estratégicos, a sobreelevação de várias passadeiras, ou mesmo a melhoria do pavimento para a utilização da bicicleta, em diversos pontos,  são medidas que poderão ser trabalhadas e executadas rapidamente. Estas medidas visam um ganho do espaço para o peão e utilizadores de bicicletas, e outros modos suaves, com maior aproveitamento da cidade, por parte das pessoas.

A utilização da bicicleta pode ser útil para determinadas deslocações, em especial no acesso ao nosso centro histórico, sendo necessário ligar este, de forma segura, as zonas residenciais e às zonas escolas. Para isso é fundamental reduzir a velocidade automóvel no centro da cidade, assim como garantir a não permissão de não cumprimento dos limites de velocidade atuais. Estes aspectos são fundamentais, para a Braga Ciclável, para que os pais possam deixar os filhos pedalarem, no dia a dia, e assim retirar pressão automóvel destes pontos que estão diariamente congestionados.

Arnaldo Pires reforçou ainda que os ganhos para a saúde, quer pela deslocação ativa, quer pela redução da poluição sonora e ambiental, quer pela redução das partículas inaladas (PM), são factores de saúde importantes, mas que ao mesmo tempo têm ganhos económicos para a pessoa em questão, mas também para a economia local e nacional.

 

5.10.2019 – Aulas de Iniciação à Bicicleta e Cicloficina na Praça da Justiça

5.10.2019 – Aulas de Iniciação à Bicicleta e Cicloficina na Praça da Justiça


No dia 5 de outubro de 2019, a Braga Ciclável, numa co-organização com a Junta de Freguesia de São Victor, vai organizar um duplo evento na Praça da Justiça, entre as 09:00 e as 13:00.

Nesse dia serão realizadas aulas de iniciação à bicicleta para adultos e crianças. Estas aulas, que serão dadas por professoras devidamente credenciadas para o efeito e associadas da Braga Ciclável, permitirão a todas as pessoas que não saibam pedalar ter a oportunidade de aprender a fazê-lo. Nesse sentido todas as pessoas que queiram aprender estão convidadas a aparecer no evento.

Ao mesmo tempo, e na mesma praça, decorrerá a cicloficina, onde as pessoas poderão aprender técnicas básicas de manutenção das bicicletas. Para isso estarão presentes dois mecânicos, também eles associados da Braga Ciclável, que auxiliarão as pessoas a efetuarem a manutenção da própria bicicleta. Isto poderá passar por simples afinações, a trocas de componentes como sejam câmaras de ar ou pneus.

Braga Ciclável reuniu com candidata a deputada do Livre

Braga Ciclável reuniu com candidata a deputada do Livre


Na passada quinta-feira, dia 26 de Setembro de 2019, a associação Braga Ciclável reuniu com Teresa Salomé Mota, candidata do Livre pelo círculo eleitoral de Braga às eleições legislativas de 6 de Outubro de 2019. A Braga Ciclável esteve representada por Victor Domingos e João Forte.

A reunião começou com uma explicação sobre o historial da associação Braga Ciclável. Teresa Salomé Mota quis então conhecer algumas das propostas que ao longo dos anos têm sido apresentadas por esta associação aos vários executivos municipais. Victor Domingos, membro fundador e vice-presidente da Braga Ciclável, recordou a esse propósito a Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, que já em 2012 alertava para a necessidade de instalar estacionamentos adequados para bicicletas e de criar eixos prioritários para uma rede ciclável, nomeadamente entre a Estação de Comboios, o centro da cidade e o Campus de Gualtar. Do exposto, salientou-se uma execução pouco efectiva das propostas apresentadas nos últimos anos e uma debilidade estrutural no domínio da mobilidade dentro e fora da cidade, com óbvio destaque para o eixo Estação de Comboios/Universidade do Minho.

Foram também abordadas uma série de questões ligadas à mobilidade sustentável na cidade de Braga, como o uso da bicicleta e a sua eficácia nas pequenas e médias distâncias, o simples gesto de fazer pequenos trajectos a pé, a complementaridade dos modos suaves com o uso dos transportes públicos e o uso do automóvel. Relativamente a este último, debateram-se formas de diminuir o tráfego de carros no centro da cidade, em favor de mais e melhores transportes públicos e de uma mobilidade sustentável. Deu-se um destaque ao papel que a acalmia de tráfego pode ter na segurança e na própria qualidade de vida da população.

Foi pedida pelo Livre a opinião da Braga Ciclável sobre as actuais infra-estruturas e um parecer sobre o que pode ser feito para melhorar as mesmas e mitigar os actuais problemas.

A este propósito, a Braga Ciclável aproveitou para sublinhar a importância da segurança rodoviária e a gravidade dos problemas crónicos que se constatam em Braga, concretamente os excessos de velocidade e as “auto-estradas” que “cortam” a cidade em áreas diferenciadas. Estes factores são determinantes na hora de decidir pela utilização, ou não, da bicicleta na cidade e concelho de Braga. A Braga Ciclável salientou que a insegurança presente um pouco por toda a cidade, a par da falta de infra-estruturas, constitui-se como um entrave substancial ao uso da bicicleta por um número significativo de potenciais utilizadores. Algo a que não são alheios os factos de existir uma fiscalização deficiente das velocidades excessivas, das distâncias de segurança e do estacionamento de automóveis em passeios e ciclovias, bem como uma sensibilização rodoviária incipiente em relação a esta problemática.

Ao finalizar a reunião, a candidata do Livre enfatizou a importância dos modos suaves na mobilidade urbana e o seu impacto positivo em termos ambientais.