Uma cidade diamante

Uma cidade diamante


Tinha uma vontade. Fui ao mapa e tracei a minha rota. Peguei na minha bicicleta e fui. Cheguei com a maior simplicidade com que se pode chegar a um lugar. Durante a viagem sonhei… sonhei que Braga poderia também ser um “paraíso ciclável” e que tudo ganharia outro ar. Apercebi-me tão rapidamente o quão atrasados estamos em relação ao resto da Europa. Sair de Braga para viver uns meses em Antuérpia é ser presenteada todos os dias a nível da mobilidade. Antuérpia, que em 2019, foi classificada a 4º cidade mais bike friendly pelo The Copenhagenize Index, e isso sente-se na perfeição para quem por aqui circula e reflete-se, realmente, no dia-a-dia das pessoas, com mais de 700km de ciclovias seguras e confortáveis. (mais…)

Pedalar mentalidades

Pedalar mentalidades


Escrever estas linhas é duplamente gratificante, primeiro porque partilho a minha experiência e segundo porque a minha escrita acaba por produzir reacções, umas positivas outras nem por isso. Interpretar estas mesmas reacções é fundamental para trazer à tona aquilo que é realmente mais importante e que deve ser trabalhado por aqueles que, como eu, fazem da bicicleta um dos seus meios de transporte e pugnam por uma mobilidade racional, longe da carrocefalia crónica da qual o país e Braga padecem. A mobilidade é plural, ao contrário do que nos impingem há demasiados anos. (mais…)

Diálogo precisa-se

Diálogo precisa-se


No passado dia 27 de Novembro de 2019, decorreu a apresentação do documento-síntese da Fase II do Estudo de Mobilidade e Gestão de Tráfego do Município de Braga, numa sessão pública, agendada para as 16h desse mesmo dia. Esse documento deveria, de forma imediata, ter sido sujeito a um período de discussão pública que se prolongaria até 31 de Dezembro. “Deveria”, mas não aconteceu. Só viria a ser disponibilizado a 6 de dezembro, restando três semanas para a sua apreciação e reflexão. (mais…)

Sair da caixa…

Sair da caixa…


Uma recente visita a Budapeste despertou-me a refletir sobre a forma mais autêntica de conhecer uma cidade, no que respeita à mobilidade. Cada cidade tem disponível um leque mais ou menos variado de meios de transporte e vias de comunicação. Na escolha dos consumidores pesam diversos factores como a proximidade, rapidez, preço e comodidade. Poucas vezes atentamos ao prazer da viagem e a tudo o que podemos desfrutar com a mesma.

Com 300 km de ciclovias e uma alargada rede de bicicletas partilhadas, a capital magiar coloca ao dispor de habitantes e turistas, uma muito importante forma de mobilidade. Este incremento da bicicleta na cidade, é recente, e simultâneo ao grande crescimento do número de visitantes. Existe um visível ensejo político na promoção desta forma de mobilidade, a comprovar pela existência de estruturas adequadas e pela equilibrada partilha do espaço público entre peões, ciclistas e automobilistas.

Mas então o que traz vantagem à bicicleta relativamente a outras formas de mobilidade, no que diz respeito ao conhecimento das dimensões de uma cidade?

Sentados no selim, os nossos roteiros são sempre únicos e muito mais determinados pela nossa vontade do que por roteiros rígidos e padronizados. A aproximação, quer às pessoas, quer ao ambiente circundante acarreta uma humanização muito superior aos transportes motorizados, e permite sentir o verdadeiro pulsar de uma cidade.

Entusiasma-me, o facto de terminada a nossa viagem, a bicicultura permitir transportar as dimensões referidas para a nossa cidade, possibilitando redescobrir a região onde vivemos. Podemos desta forma, substituir o ar condicionado das rotineiras viagens de automóvel, pelo ar fresco que nos toca na face como uma lufada de ar fresco diária.

De Budapeste para Braga existem diversas diferenças, com especial relevância para as condições de segurança proporcionadas aos ciclistas. Convido, portanto, todos os leitores a “sair da caixa” e a sermos eternos turistas do nosso território.

A mobilidade dos Bracarenses é mesmo para discutir?

A mobilidade dos Bracarenses é mesmo para discutir?


É natural que o leitor não saiba mas está a decorrer até dia 31 o denominado “período de discussão pública” do Plano de Mobilidade de Braga com o propósito, segundo a Câmara, de “promover a recolha de contributos e sugestões, que irão [ser] analisadas com vista à respectiva incorporação no documento”. O trânsito, ou melhor, as dificuldades de mobilidade devem ser das maiores preocupações bracarenses e, seguramente, uma das maiores razões de queixa em conversas privadas, no café ou nas redes sociais. E, apesar dessa importância nas nossas vidas, ninguém parece interessado ou sequer informado sobre a elaboração do tal plano e, ainda menos, da sua discussão pública. Terão os cidadãos razão para estarem alheados de tão importante plano?
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Cria uma nova perspetiva

Cria uma nova perspetiva


Políticas urbanas, existência de vias cicláveis, medidas de acalmia do trânsito, estacionamento de bicicletas na cidade, incentivos, integração com outros meios de transporte, utilização da bicicleta em contexto escolar, clima, topografia e mentalidades, estes são alguns dos fatores que diversos estudos apontam como influenciadores da utilização da bicicleta nas cidades.
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