Pedalar na cidade de Braga

Pedalar na cidade de Braga


Há pouco menos de uma década, por ocasião da fundação do então blog Braga Ciclável, publiquei um breve artigo que, apesar da sua simplicidade, faria despertar muitas vozes até então pouco ouvidas. Semente de uma consciência coletiva que aguardava a oportunidade certa para germinar, florir e dar fruto. Mas, infelizmente, muito pouco mudou entretanto, e praticamente nada se constrói nesta cidade a pensar em quem se desloca de bicicleta no dia-a-dia.

Fui reler esse artigo, num momento de tristeza, depois de ter recebido, há dias, a notícia de mais um atropelamento grave na cidade de Braga. Mais um atropelamento! Um de muitos, naquelas estatísticas de todos os anos. Números que de nada valem, se deles nada procede.

Mas todos conhecemos alguém que já foi atropelado nas ruas de Braga, às vezes mesmo ao nosso lado, não é mesmo? Pode ter sido um amigo, um familiar, um vizinho… ou até mesmo alguns de nós. E amanhã pode ser a pessoa que mais estimamos neste mundo. Isto tem de mudar!
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Braga Ciclável reune com UF de Lomar e Arcos

Braga Ciclável reune com UF de Lomar e Arcos


A Associação Braga Ciclável reuniu com a Junta da União de Freguesias de Lomar e Arcos, em Lomar, sendo que em representação da Braga Ciclável estiveram Mário Meireles e Arnaldo Pires, e em representação da União de Freguesias esteve o Presidente do Executivo, Manuel Dias.

Mário Meireles começou por apresentar a conhecer a associação, fazendo uma breve introdução da mesma e o caminho até aqui percorrido, passando depois Arnaldo Pires a apresentar o movimento cívico #BragaZeroAtropelamentos.

Posteriormente foram debatidas questões de mobilidade com esta estrutura autárquica, nomeadamente a recém requalificada pela IP – Infraestruturas de Portugal, a Estrada Nacional 319. O presidente desta União de Freguesias teceu críticas à IP por esta fazer ouvidos de mercador às reivindicações enviadas por escrito, e conversadas no terreno por parte desta junta. Reivindicações essas que, no entender do Presidente do Executivo da União de Freguesias, melhorariam as condições de circulação a pé, e também de bicicleta, a quem se desloca nesta união de freguesias. Essas reivindicações passavam pela criação de passeios ao longo da EN319, a colocação de passadeiras semaforizadas, por exemplo, na Mouta, a regularização de rotundas e ainda a acessibilidade nas passadeiras, que terminam muitas vezes em lancis de 30 cm de altura.

O presidente da junta ressalvou todos os esforços efetuados por si nas melhorias de acessibilidades desta que é uma das entradas da cidade, sendo que estas freguesias se encontram já dentro dos limites da cidade, deixando claro que defende que a cidade se deve preparar para que as deslocações internas sejam feitas preferencialmente a pé, de bicicleta ou de transporte público. Para isso “a cidade deve ter bons acessos automóveis até às entradas e permitir que as pessoas se desloquem, de uma forma rápida, até à cidade a partir desses bons acessos”.

Falou ainda do projeto de expansão da BOSCH, do crescimento da freguesia ao longo dos anos, do projeto de expansão da via pedonal e ciclável do Rio Este, da requalificação, “pensada para não se fazer uma obra e a seguir esburacar tudo”, das ruas que ligam a ponte pedrinha até ao Intermarché – que fará com que as pessoas possam andar a pé ou de bicicleta em segurança -, bem como do crescimento da freguesia nos lugares do Ventoso e Outeiro.

Lamentou não conseguir fazer mais por não ter mais delegação de competências, mas deixou o alerta que com as competências é preciso passar também o envelope financeiro. Ainda assim defende que as grandes obras nas freguesias devem ser da responsabilidade do Município, defendendo que deveria este munir as freguesias de mais competências para aumentar a eficiência da resposta. Considera, também, que a gestão de todas as estruturas viárias da cidade deveria passar para a alçada do município, facilitando sua reparação ou alteração de acordo com as recomendações, sem se ter de recorrer ao IP, que ao considerar uma estrada como nacional, não entende que estas muitas vezes se inserem em zonas habitacionais, com necessidades diferentes de acalmia de tráfego e maior segregação, como criação de passeios e ciclovias.

A Braga Ciclável mostrou-se disponível para colaborar, na medida do possível, com esta União de Freguesias.

A associação irá reunir todas as semanas com uma freguesia urbana, tendo para isso encetado contactos com todas as juntas inseridas no perímetro urbano.

Braga Ciclável intervém na Assembleia Municipal de Braga para reivindicar zero atropelamentos

Braga Ciclável intervém na Assembleia Municipal de Braga para reivindicar zero atropelamentos


Esta sexta-feira, dia 19 de julho, a Braga Ciclável, representada pelo médico Arnaldo Pires, participou no período do público da Assembleia Municipal para alertar para o problema da segurança de peões e ciclistas e reivindicar a necessidade urgente de implementar medidas efetivas com vista à eliminação dos atropelamentos em Braga.

O texto lido durante a intervenção foi o seguinte:

Excelentíssima Sra Presidente da Assembleia Municipal
Sr Presidente da Câmara
Srs Vereadores municipais
Srs Deputados municipais

O que me traz cá hoje são os atropelamentos no nosso concelho!

Num concelho que apresenta cerca de um atropelamento em cada 3 dias, relembramos Sebastião Alba, poeta bracarense, que morreu após ser vítima de atropelamento, em 2000, uma das muitas vítimas de atropelamentos que se conhecem no concelho.

O movimento #BragaZeroAtropelamentos tem alertado para esta problemática, destacando que muito há a fazer, para que este número se aproxime do ZERO. O movimento, criado no seio da Associação Braga Ciclável, já reuniu com as diversas forças políticas e de segurança, do concelho, no sentido de cativar os diversos agentes do poder, para que se implementem alterações na mobilidade, de forma a reduzir a nossa sinistralidade rodoviária.

Segundo a OMS, a nível da sinistralidade rodoviária, mais de metade das mortes dizem respeito a utilizadores vulneráveis. A média europeia, em 2015, era de 11 peões vítimas mortais por milhão de habitantes, e em Portugal de 14. Ou seja, estamos quase 30% acima da média europeia, num indicador onde o objetivo tem de ser Zero. Em Braga, nos últimos 20 anos, desenrolaram-se 2391 atropelamentos, e se acrescentarmos as colisões entre veículos ligeiros e utilizadores de bicicletas o número sobe para 2657 casos, de onde resultaram 55 mortos.

Em 1997, na Suécia, decidiu-se que era fundamental resolver a problemática da sinistralidade e desenvolveram o projeto Visão Zero. Com o foco na redução da mortalidade, os suecos implementaram medidas de segregação, dos intervenientes na mobilidade urbana, tendo obtido uma redução de 66% de mortes por acidentes rodoviários. Neste momento, a Suécia apresenta 2,8 mortes por cada 100.000 habitantes e Portugal 5.1.

Entretanto outros países seguiram esta visão e atingiram semelhantes benefícios, na sinistralidade.

Um aumento de 1% da velocidade automóvel aumenta o risco de acidentes fatais em 4%. Já uma redução de 5% da velocidade reduz em 30% o risco de acidentes fatais. É necessário implementar medidas de contenção da velocidade, no centro urbano. Em 2018, 70% dos Atropelamentos, em Portugal, ocorreram dentro de localidades.

A implementação de zona urbana com velocidade máxima de 30Km/h, é urgente, contudo não basta colocar sinaléticas e pintar o asfalto, é preciso introduzir nas vias de circulação automóvel obstáculos físicos que obriguem ao cumprimento do limite de velocidade.

No nosso concelho descura-se o peão e os utilizadores de bicicleta, seja pelo ruído, pela poluição, ou pela perigosidade de determinadas vias.

Sou médico e trabalho no Serviço de Urgência, Unidade de Cuidados Intermédios e VMER de Braga. Já assisti imensos atropelados. Conheço bem a realidade da cidade, no que toca a esta problemática.

É hora de:

  • averiguar os “pontos negros para os utilizadores vulneráveis” e aplicar ações com vista ao seu desaparecimento;
  • estimular a efetiva redução da velocidade automóvel, na malha urbana;
  • proceder à correta sinalização das vias de coexistência, sobrelevar as passadeiras e a proibir o estacionamento automóvel, ou colocação de outros obstáculos, 5 metros antes e depois das mesmas;
  • realizar operações permanentes de fiscalização da velocidade, nas ruas e avenidas da cidade, como sejam as avenidas que compõem a Rodovia, Avenida da Liberdade, 31 de Janeiro, Júlio Fragata, D. João II e Avenida Imaculada Conceição;
  • garantir a defesa dos utilizadores vulneráveis, levando a que criem campanhas que coloquem o ónus e o foco no veículo e não na vítima; criar Zonas Escola, garantir a existência de passeios, em todas as vias públicas e a segregação de todos os intervenientes na mobilidade, nos casos em que esta é necessária.

Só com uma visão mais humanista e democrática da mobilidade, teremos garantias de promoção da mobilidade ativa e segura, o acesso a estilos de vida saudáveis e diminuição da mortalidade.

É hora desta assembleia decidir mudar a visão da mobilidade do nosso concelho, colocando a vida humana em primeiro lugar, no momento de encontrar a melhor solução para a deslocação das pessoas.

Obrigado.

Braga Ciclável reuniu com GNR

Braga Ciclável reuniu com GNR


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta sexta-feira, dia 21 de junho, com o Capitão Pinheiro, da Guarda Nacional Republicana. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes o Capitão Pinheiro e o Cabo João Mendes do destacamento de trânsito GNR, e Arnaldo Pires e Mário Meireles da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, traçou uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos.

A GNR mostrou-se disponível para colaborações futuras em tudo o que seja passível de reduzir a sinistralidade rodoviária, deixando a porta aberta para colaborações em ações no terreno e/ou outro tipo de sensibilizações.

Braga Ciclável reuniu com concelhia do CDS-PP

Braga Ciclável reuniu com concelhia do CDS-PP


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 3 de junho, com representantes da concelhia de Braga do CDS-PP. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Altino Bessa, Francisco Peixoto, João Medeiros, Luís Pedroso e Rafael Oliveira, do CDS-PP, e Arnaldo Pires, Mário Meireles e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações mais marcantes.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. A este respeito, salientou que é fundamental garantir que as imediações das escolas tenham passeios e passadeiras com boas condições e devidamente desimpedidos, e que as velocidades reais de circulação do trânsito motorizado não constituam risco para as crianças e jovens que se desloquem a pé ou de bicicleta. Criar condições para que os alunos possam deslocar-se em segurança pelos seus próprios meios ou em transportes públicos, defendeu Arnado Pires, é permitir que eles desenvolvam a sua autonomia pessoal. Ao mesmo tempo, seria uma forma de melhorar significativamente a fluidez do trânsito, já que para muitos pais já não seria necessário levarem diariamente os filhos à escola.

Mário Meireles destacou os exemplos positivos de Sevilha e de cidades italianas que também conseguiram, recentemente, dar passos consideráveis no sentido da melhoria de condições para o uso da bicicleta e onde esse uso aumentou exponencialmente, reduzindo o número de automóveis no meio urbano, melhorando os transportes públicos e aumentando a segurança das vias para todos os seus utilizadores.

Ainda no que diz respeito aos atropelamentos, Arnaldo Pires, médico de profissão, partilhou um pouco da sua experiência profissional, para concluir que todas as vidas contam e que o objetivo de todos os setores da sociedade tem de ser a Visão Zero, ou seja, reduzir para zero o número de atropelamentos. Uma utopia que, afirma, pode ser alcançada, mas que sobretudo permite traçar uma meta clara. No entender da Braga Ciclável, é importante que sejam analisados os dados referentes aos atropelamentos, no sentido de identificar possíveis pontos negros e conceber intervenções eficazes, que deverão ser avaliadas de forma objetiva. Como exemplo de uma reflexão que consideram necessária, apontam o nó de Infias, onde circular a pé ou de bicicleta continua a ser perigoso. É importante, defende Arnaldo Pires, que ao intervencionar esta e outras vias o Município garanta um desenho democrático das vias, isto é, um desenho inclusivo, onde as necessidades de todos os utilizadores, incluindo peões e ciclistas, sejam devidamente acauteladas.

Braga Ciclável reune com concelhia CDS-PP Braga - João Medeiros, Altino Bessa, Luís Pedroso

Altino Bessa, do CDS-PP, referiu a este propósito que por vezes há limitações jurídicas a que há que atender, como por exemplo nos casos em que as vias a intervencionar não estão afetas ao Município mas sim às Infraestruturas de Portugal.

Mário Meireles afirmou que “temos de começar a considerar a cidade de Braga de acordo com os limites geográficos da própria cidade, e não somente o centro histórico”. Como exemplos de medidas práticas que são necessárias um pouco por toda a cidade, e relativamente económicas e fáceis de implementar, referiu as passadeiras, que devem estar devidamente visíveis, elevadas ao nível do passeio, e com outras medidas de abrandamento do trânsito, incluindo estreitamento das vias. Por outro lado, recordou a necessidade de adaptar as rotundas por forma a apenas terem uma via de trânsito em cada saída, conforme parecer o jurídico que a Braga Ciclável divulgou, reduzindo assim o número de atropelamentos a peões e ciclistas, bem como a probabilidade de colisão entre veículos nesses locais. Os cruzamentos, defende, devem também em muitos casos ser sobrelevados. Estas e outras medidas permitiriam reduzir a velocidade e o número de carros, aumentando assim a segurança e a fluidez do trânsito, com claros benefícios para todos.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com concelhia da CDU

Braga Ciclável reuniu com concelhia da CDU


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 3 de junho, com representantes da concelhia de Braga da Coligação Democrática Unitária (CDU). O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes o vereador Carlos Almeida e o deputado da assembleia municipal Marcos Couto, da CDU, e Arnaldo Pires, Sara da Costa e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O vice-presidente da Braga Ciclável, Victor Domingos, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte graves a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. Assinalou também a importância de garantir que todos os cruzamentos e passadeiras têm condições de visibilidade adequadas, o que em alguns casos não acontece no presente, seja pela presença de veículos estacionados, seja por causa de contentores de recolha de lixo mal posicionados.

Braga Zero Atropelamentos - reunião com CDU

Carlos Almeida exprimiu a sua consonância com os objetivos deste movimento cívico promovido pela Braga Ciclável, destacando a importância crucial do desenho urbano para a segurança de todos os utentes da via pública. Recordou, a este respeito, o antigo vereador do trânsito, Eng. Casais Baptista, que já há décadas tentara implementar na cidade de Braga uma rede de parques de estacionamento periféricos articulados com os transportes públicos, no sentido de favorecer a mobilidade intermodal e reduzir o número de veículos motorizados em circulação no interior da cidade.

O vereador da CDU referiu ainda que seria bom criar zonas sem carros nas imediações das escolas e jardins de infância, bem como garantir uma mais eficaz fiscalização do estacionamento nas paragens de transportes públicos, por forma a aumentar a segurança das crianças. Carlos Almeida mostrou-se disponível para dar voz à Visão Zero e trazer estes temas para a ordem do dia, no contexto das suas intervenções a nível municipal.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com distrital do PAN

Braga Ciclável reuniu com distrital do PAN


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 27 de maio, com representantes da distrital de Braga do partido Pessoas, Animais, Natureza (PAN), que conseguiu eleger este fim de semana o seu primeiro eurodeputado. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Patricia Gomes e Fernanda Delgado, do PAN, e Arnaldo Pires, Mário Meireles e Victor Domingos, da Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospectiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte graves a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infra-estruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. A esse propósito, Arnaldo Pires referiu, baseando-se na sua experiência enquanto médico, que as deslocações a pé e de bicicleta são excelentes atividades para melhorar a saúde e a qualidade de vida da população, tanto pelo aumento da atividade física diária, como pela redução da poluição atmosférica e sonora.

Patrícia Gomes, do PAN, afirmou que os objetivos da associação e concretamente este novo movimento cívico se enquadram totalmente dentro dos ideais do partido e mostrou disponibilidade para trazer esses temas para a ordem do dia, nos contextos em que tal se proporcione, tanto a nível nacional como local. Quis conhecer algumas das ideias da Braga Ciclável sobre quais as prioridades de intervenção a ambos os níveis.

Fernanda Delgado (PAN) sugeriu a apresentação de um dossiê para entrega ao deputado André Lourenço e Silva.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.