Reunião entre a Braga Ciclável com os candidatos do Partido Aliança, na lista pelo circulo eleitoral de Braga

Reunião entre a Braga Ciclável com os candidatos do Partido Aliança, na lista pelo circulo eleitoral de Braga

No dia 2 de setembro de 2019, pelas 19H00, a Associação Braga Ciclável, reuniu com os candidatos do Partido Aliança, na lista do Aliança pelo circulo eleitoral de Braga, Luis Cirilo, Carlos Vaz, José Vieira e Luís Pinto, no Parque da Ponte, em Braga. A representar a associação estiveram Mário Meireles, Victor Domingos, Manuela Fernandes, Sara da Costa e Arnaldo Pires.
A pedido do Partido Aliança foi agendada esta reunião para se debater quais as medidas que se deverão tomar para fomentar mobilidade ativa e, sobretudo, o que muito há a fazer para melhorar a segurança dos utilizadores de bicicletas e peões.
Luis Cirilo iniciou a reunião destacando as preocupações do partido a nível ambiental e de mobilidade sustentável pretendendo ouvir os dirigentes da Associação sobre o que defendem para Braga, como projetos e alterações a realizar, para melhorar a mobilidade atual de peões e utilizadores de bicicletas.
Victor Domingos e Mário Meireles realizaram uma resenha histórica do que foi o início da Braga Ciclável e como esta evoluiu ao longos dos últimos ano. Apontaram as dificuldades mais debatidas pelos utilizadores de bicicletas, nomeadamente a falta de segurança para as crianças andarem de bicicleta na cidade, nomeadamente se deslocarem para a escola.
Foram debatidos os pontos mais preocupantes da cidade, em termos de segurança rodoviária, e o que se pode vir a desenvolver para dinamizar a mobilidade ativa, segura, e mais sustentável na cidade de Braga.
Debateu-se ainda que o estacionamento direcionado para as bicicletas é insuficiente, e em alguns, casos desajustado. Foi sugerida pela Braga Ciclável a implementação de bicicletários em todas as escolas do concelho, como medida para estimular a mobilidade ativa e autónoma das crianças.
 
Outros temas abordados foram os atropelamentos de peões, a mobilidade ativa e a sustentabilidade ambiental, e o impacto positivo sobre a qualidade de vida dos habitantes, com benefícios para a saúde, economia pessoal e ambiente. Apresentado o movimento #BragaZeroAtropelamentos e discutida intenção por detrás do mesmo, dando exemplos de cidades com visão zero e os bons resultados que obtiveram.
Braga Ciclável reuniu com os candidatos do PEV, na Lista da CDU, pelo círculo de Braga

Braga Ciclável reuniu com os candidatos do PEV, na Lista da CDU, pelo círculo de Braga

No dia 29 de Julho de 2019, pelas 19H00, a Associação Braga Ciclável, reuniu com os candidatos do Partido Ecologista Os Verdes, na lista da CDU pelo circulo de Braga, Fernando Sá e Filipe Gomes, no Parque da Ponte, em Braga. A representar a associação estiveram Mário Meireles, Victor Domingos e Arnaldo Pires.
A pedido do Partido Ecologista os Verdes foi agendada esta reunião para se debater quais as medidas que se deverão tomar para fomentar mobilidade ativa e, sobretudo, o que muito há a fazer para melhorar a segurança dos utilizadores de bicicletas e peões.
Filipe Gomes iniciou  a reunião destacando as preocupações do partido a nível ambiental e de mobilidade sustentável, apontou ao longo da reunião vários projetos que foram, e outros que ainda, estão em desenvolvimento pelo partido.
Victor Domingos realizou uma resenha histórica do que foi o início da Braga Ciclável e como esta evoluiu ao longos dos últimos ano. Apontou as dificuldades mais debatidas pelos utilizadores de bicicletas, nomeadamente a falta de segurança para as crianças andarem de bicicleta na cidade, nomeadamente se deslocarem para a escola.
Foram debatidos os pontos mais preocupantes da cidade, em termos de segurança rodoviária, e o que se pode vir a desenvolver para dinamizar a mobilidade ativa, segura, e mais sustentável na cidade de Braga.
Debateu-se ainda que o estacionamento direcionado para as bicicletas é insuficiente, e em alguns, casos desajustado. Foi sugerida pela Braga Ciclável a implementação de bicicletários em todas as escolas do concelho, como medida para estimular a mobilidade ativa e autónoma das crianças.
 
Outros temas abordados foram as metas de descarbonização, a mobilidade ativa e a sustentabilidade ambiental, e o impacto positivo sobre a qualidade de vida dos habitantes, com benefícios para a saúde, economia pessoal e ambiente. A Braga Ciclável sugeriu a implementação de controlo trimestral da qualidade do ar, a nível nacional, com debates regulares sobre as medidas a implementar, para a sua melhoria constante.
Braga Ciclável reuniu com concelhia do PS

Braga Ciclável reuniu com concelhia do PS


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta quarta-feira, dia 19 de junho, com Artur Feio, representante da concelhia de Braga do Partido Socialista (PS). O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Artur Feio, do PS, e Arnaldo Pires, João Paulo Forte, Mário Meireles e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações mais marcantes.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança.

Artur Feio reconheceu a importância da mobilidade ativa e a necessidade de aumentar a segurança das vias para todos os utilizadores e declarou que, no seu ideal de cidade, “este é um modelo para o qual temos de caminhar”. Mostrou conhecer algumas cidades onde foram implementadas medidas mitigadoras do uso do automóvel, dando exemplos de Bogotá – que interrompe as principais avenidas da cidade em vários dias – e também de Florença – Itália, onde durante muitos anos utilizou a bicicleta como modo de transporte. Seguidamente, quis ouvir algumas das medidas que a associação Braga Ciclável considera relevantes para que esses objetivos possam ser alcançados.

Braga Ciclável - Reunião com Artur Feio (PS)

A este respeito, Arnaldo Pires afirmou que “é altura de mudar a mobilidade, colocando o foco na pessoa”, e lembrou que é fundamental garantir que as imediações das escolas tenham passeios e passadeiras com boas condições e devidamente desimpedidos, e que as velocidades reais de circulação do trânsito motorizado não constituam risco para as crianças e jovens que se desloquem a pé ou de bicicleta. Criar condições para que os alunos possam deslocar-se em segurança pelos seus próprios meios ou em transportes públicos, defendeu Arnaldo Pires, é permitir que eles desenvolvam a sua autonomia pessoal. Ao mesmo tempo, seria uma forma de melhorar significativamente a fluidez do trânsito, já que para muitos pais já não seria necessário levarem diariamente os filhos à escola.

A Braga Ciclável sugeriu que em todas as novas obras executadas as mesmas contemplassem, como requisito, medidas de acalmia de tráfego ou a criação de ciclovias (caso a velocidade e volume de tráfego o justifique). Todas as passadeiras da cidade deveriam ser sobreelevadas e as velocidades efetivas reduzidas com a redução da largura da faixa de rodagem e das respectivas vias de trânsito, o estreitamento da faixa de rodagem nas interseções, bem como a adaptação das rotundas para que contemplem apenas uma via de trânsito na saída. Sugeriu ainda que se criem zonas de coexistência, zonas escola – com limitação de entrada do automóvel -, de zonas 30 e de uma rede ciclável estruturante.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com concelhia do CDS-PP

Braga Ciclável reuniu com concelhia do CDS-PP


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 3 de junho, com representantes da concelhia de Braga do CDS-PP. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Altino Bessa, Francisco Peixoto, João Medeiros, Luís Pedroso e Rafael Oliveira, do CDS-PP, e Arnaldo Pires, Mário Meireles e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações mais marcantes.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. A este respeito, salientou que é fundamental garantir que as imediações das escolas tenham passeios e passadeiras com boas condições e devidamente desimpedidos, e que as velocidades reais de circulação do trânsito motorizado não constituam risco para as crianças e jovens que se desloquem a pé ou de bicicleta. Criar condições para que os alunos possam deslocar-se em segurança pelos seus próprios meios ou em transportes públicos, defendeu Arnado Pires, é permitir que eles desenvolvam a sua autonomia pessoal. Ao mesmo tempo, seria uma forma de melhorar significativamente a fluidez do trânsito, já que para muitos pais já não seria necessário levarem diariamente os filhos à escola.

Mário Meireles destacou os exemplos positivos de Sevilha e de cidades italianas que também conseguiram, recentemente, dar passos consideráveis no sentido da melhoria de condições para o uso da bicicleta e onde esse uso aumentou exponencialmente, reduzindo o número de automóveis no meio urbano, melhorando os transportes públicos e aumentando a segurança das vias para todos os seus utilizadores.

Ainda no que diz respeito aos atropelamentos, Arnaldo Pires, médico de profissão, partilhou um pouco da sua experiência profissional, para concluir que todas as vidas contam e que o objetivo de todos os setores da sociedade tem de ser a Visão Zero, ou seja, reduzir para zero o número de atropelamentos. Uma utopia que, afirma, pode ser alcançada, mas que sobretudo permite traçar uma meta clara. No entender da Braga Ciclável, é importante que sejam analisados os dados referentes aos atropelamentos, no sentido de identificar possíveis pontos negros e conceber intervenções eficazes, que deverão ser avaliadas de forma objetiva. Como exemplo de uma reflexão que consideram necessária, apontam o nó de Infias, onde circular a pé ou de bicicleta continua a ser perigoso. É importante, defende Arnaldo Pires, que ao intervencionar esta e outras vias o Município garanta um desenho democrático das vias, isto é, um desenho inclusivo, onde as necessidades de todos os utilizadores, incluindo peões e ciclistas, sejam devidamente acauteladas.

Braga Ciclável reune com concelhia CDS-PP Braga - João Medeiros, Altino Bessa, Luís Pedroso

Altino Bessa, do CDS-PP, referiu a este propósito que por vezes há limitações jurídicas a que há que atender, como por exemplo nos casos em que as vias a intervencionar não estão afetas ao Município mas sim às Infraestruturas de Portugal.

Mário Meireles afirmou que “temos de começar a considerar a cidade de Braga de acordo com os limites geográficos da própria cidade, e não somente o centro histórico”. Como exemplos de medidas práticas que são necessárias um pouco por toda a cidade, e relativamente económicas e fáceis de implementar, referiu as passadeiras, que devem estar devidamente visíveis, elevadas ao nível do passeio, e com outras medidas de abrandamento do trânsito, incluindo estreitamento das vias. Por outro lado, recordou a necessidade de adaptar as rotundas por forma a apenas terem uma via de trânsito em cada saída, conforme parecer o jurídico que a Braga Ciclável divulgou, reduzindo assim o número de atropelamentos a peões e ciclistas, bem como a probabilidade de colisão entre veículos nesses locais. Os cruzamentos, defende, devem também em muitos casos ser sobrelevados. Estas e outras medidas permitiriam reduzir a velocidade e o número de carros, aumentando assim a segurança e a fluidez do trânsito, com claros benefícios para todos.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com concelhia da CDU

Braga Ciclável reuniu com concelhia da CDU


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 3 de junho, com representantes da concelhia de Braga da Coligação Democrática Unitária (CDU). O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes o vereador Carlos Almeida e o deputado da assembleia municipal Marcos Couto, da CDU, e Arnaldo Pires, Sara da Costa e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O vice-presidente da Braga Ciclável, Victor Domingos, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte graves a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. Assinalou também a importância de garantir que todos os cruzamentos e passadeiras têm condições de visibilidade adequadas, o que em alguns casos não acontece no presente, seja pela presença de veículos estacionados, seja por causa de contentores de recolha de lixo mal posicionados.

Braga Zero Atropelamentos - reunião com CDU

Carlos Almeida exprimiu a sua consonância com os objetivos deste movimento cívico promovido pela Braga Ciclável, destacando a importância crucial do desenho urbano para a segurança de todos os utentes da via pública. Recordou, a este respeito, o antigo vereador do trânsito, Eng. Casais Baptista, que já há décadas tentara implementar na cidade de Braga uma rede de parques de estacionamento periféricos articulados com os transportes públicos, no sentido de favorecer a mobilidade intermodal e reduzir o número de veículos motorizados em circulação no interior da cidade.

O vereador da CDU referiu ainda que seria bom criar zonas sem carros nas imediações das escolas e jardins de infância, bem como garantir uma mais eficaz fiscalização do estacionamento nas paragens de transportes públicos, por forma a aumentar a segurança das crianças. Carlos Almeida mostrou-se disponível para dar voz à Visão Zero e trazer estes temas para a ordem do dia, no contexto das suas intervenções a nível municipal.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com distrital do PAN

Braga Ciclável reuniu com distrital do PAN


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 27 de maio, com representantes da distrital de Braga do partido Pessoas, Animais, Natureza (PAN), que conseguiu eleger este fim de semana o seu primeiro eurodeputado. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Patricia Gomes e Fernanda Delgado, do PAN, e Arnaldo Pires, Mário Meireles e Victor Domingos, da Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospectiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte graves a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infra-estruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. A esse propósito, Arnaldo Pires referiu, baseando-se na sua experiência enquanto médico, que as deslocações a pé e de bicicleta são excelentes atividades para melhorar a saúde e a qualidade de vida da população, tanto pelo aumento da atividade física diária, como pela redução da poluição atmosférica e sonora.

Patrícia Gomes, do PAN, afirmou que os objetivos da associação e concretamente este novo movimento cívico se enquadram totalmente dentro dos ideais do partido e mostrou disponibilidade para trazer esses temas para a ordem do dia, nos contextos em que tal se proporcione, tanto a nível nacional como local. Quis conhecer algumas das ideias da Braga Ciclável sobre quais as prioridades de intervenção a ambos os níveis.

Fernanda Delgado (PAN) sugeriu a apresentação de um dossiê para entrega ao deputado André Lourenço e Silva.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Ciclistas caem ao Rio Este!


Soube hoje, numa conversa de rua, que já caíram ao Rio Este pelo menos dois ciclistas que faziam uso da “Via Pedonal Ciclável” durante as suas deslocações. Ao que parece, felizmente e por sorte, esses dois acidentes não terão tido consequências graves, apesar de as vítimas terem necessitado de ajuda para sair do rio. Mas o desfecho poderia ter sido bem pior, dada a profundidade que tem o leito do rio e o caudal que apresenta em determinadas alturas do ano!…

Precipícios em ciclovia sem proteção - o perigo à espreita na via pedonal ciclável do rio este

A este propósito, não posso deixar de recordar o esforço que já tem sido feito, não só neste espaço, mas também noutros contextos e também por outras pessoas, para alertar a Câmara Municipal de Braga para a necessidade URGENTE de aplicar medidas efetivas de proteção da integridade física dos utentes daquela via. Faltam, em vários pontos, barreiras de proteção que ajudem a impedir quedas ao rio (cujo leito chega a ter alguns metros de profundidade), placas de sinalização, luzes, alargamento de vias, etc. Em momento oportuno, o atual presidente da CMB, Ricardo Rio, visitou a Via Pedonal Ciclável acompanhado de vários ciclistas, tendo tido a oportunidade de verificar no terreno alguns destes problemas, que se comprometeu a mandar corrigir.

Passado quase um ano desde essa visita, e passado também cerca de um ano desde que o atual executivo entrou em funções, seria de esperar que este tipo de acidentes já não acontecessem por inércia, digo negligência, da Câmara Municipal de Braga. Estaremos à espera que morra alguém ali para então se mandar apurar responsabilidades e, talvez, corrigir as referidas falhas de segurança?…

Rede ciclável de Braga em destaque no jornal Público


O Público publicou esta segunda-feira, dia 26 de maio, uma interessante reportagem sobre os planos da Câmara Municipal de Braga para a nossa futura “rede ciclável”. Vale a pena uma leitura atenta. Trata-se de uma mudança de paradigma, que nos leva a crer que estamos a fazer História.

A documentação a que o Público teve acesso são ainda, cremos nós, um trabalho em curso e refletem não só planeamento que vem sendo feito pela equipa da CMB, mas também o contributo dos utilizadores da bicicleta, que recentemente foram chamados a opinar sobre esses mesmos planos e sugerir possíveis alterações.

Das declarações do vereador do Urbanismo, Miguel Bandeira, destaca-se o objetivo de assegurar num futuro próximo que toda a cidade conte com uma via devidamente preparada para acolher em segurança e conforto quem se desloque de bicicleta, a uma distância máxima de 300 metros. É um bom ponto de partida, sobretudo se essa estratégia for devidamente complementada com medidas de efetiva acalmia de trânsito, sobretudo nas zonas residenciais.

É que, se em setembro do ano passado a promessa de 29km de ciclovias quase soava a campanha eleitoral e parecia um objetivo mais ou menos utópico, agora surge preto no branco o compromisso de investir na criação de uma rede ainda mais ambiciosa que forneça um contexto viário adequado para a utilização da bicicleta como meio de transporte. Fala-se agora em 76 km de vias “cicláveis”, assim o permita o próximo quadro comunitário de apoio.

O importante é que, finalmente, todas as forças políticas de Braga despertaram para a necessidade urgente de devolver à população desta cidade ruas mais seguras, mais confortáveis e mais úteis, onde seja possível circular de forma segura em bicicleta. Depois de algumas décadas de investimento quase exclusivo em infraestruturas rodoviárias destinadas ao automóvel e restantes veículos motorizados, é uma lufada de ar fresco ver que a bicicleta começa a ser levada muito a sério no que se refere ao seu potencial de melhoria da qualidade de vida da população e de promoção do desenvolvimento local.

Ficamos também a saber, apesar da inesperada demora na resposta ao nosso email, que a Câmara Municipal se prepara para colocar as placas de sinalização que ainda faltam em praticamente todos os estacionamentos para bicicletas instalados no ano passado, e que está previsto para breve um aumento significativo no numero desses estacionamentos. Com o verão aí à porta, os novos estacionamentos virão mesmo a calhar! Venham eles!…

A reportagem traz-nos ainda um outro dado interessante, indicando que o número de utilizadores de bicicleta terá muito provavelmente quadruplicado em apenas três anos. Não nos surpreende, dado que todos os dias nos cruzamos com caras novas de pessoas que optam pela bicicleta como meio de transporte cá em Braga. Ninguém sabe ao certo quantos somos, mas somos muitos, e muitos mais do que se costuma pensar, e bem mais do que dizem os censos. Seja como for, mais importante do que o número de ciclistas que hoje temos nas ruas, é o número de pessoas que gostariam e poderiam passar a usar a bicicleta se fossem criadas melhores condições para tal, ou o número de ciclistas que Braga precisa de ter no futuro para garantir uma melhor repartição modal.

A reportagem do Público também está disponível na sua edição on-line, nesta página. O facto de ter sido partilhada diretamente pelo menos 226 vezes no Facebook, de ter recebido um número recorde de “likes” e ter vindo a ser repetidamente citada e comentada em blogues, fóruns e grupos on-line, parece-nos que demonstra claramente que as pessoas olham para a criação da rede ciclável com bons olhos.


Haja objetivos, haja vontade, e faremos certamente de Braga uma cidade bem melhor.

Passeio de Bicicleta Arco-Íris


No âmbito da preparação da II Marcha pelos Direitos LGBT, o coletivo Braga Fora do Armário organiza o Passeio de Bicicleta Arco-Íris, que decorrerá no próximo sábado, dia 10 de maio, a partir das 16h30. O passeio pelo centro da cidade de Braga terá início no Largo Carlos Amarante.

Passeio de Bicicleta Arco Iris

O coletivo Braga Fora do Armário convida todos a levarem a sua bicicleta e um(a) amigo(a) também. Quem não tiver bicicleta, não tem que se preocupar, pois a organização irá disponibilizar bicicletas, em parceria com a Bikezone. Se precisar de uma dessas bicicletas, deverá solicitar previamente a reserva no momento da inscrição, que é feita através do email bragaforadoarmario@gmail.com.

Para mais informações sobre este evento, poderão consultar esta página no Facebook.