Carta Aberta ao Vereador Altino Bessa sobre a Extensão da Via Pedonal e Ciclável do Rio Este

Carta Aberta ao Vereador Altino Bessa sobre a Extensão da Via Pedonal e Ciclável do Rio Este


A Associação Braga Ciclável tem vindo a acompanhar, com agrado, as obras de requalificação e extensão da via pedonal e ciclável do Rio Este. Apesar de não termos tomado conhecimento prévio do projeto, gostaríamos de dar nota de alguns aspetos potencialmente problemáticos que verificamos no local e para os quais temos vindo a receber alertas por parte dos nossos associados.

Por isso a Braga Ciclável redigiu um pequeno documento que pretendemos que seja útil para a finalização da obra por forma a minimizar os problemas que têm vindo a surgir e evitar outros mais graves.

Ao longo desta carta apontamos alguns problemas e damos algumas sugestões que a Braga Ciclável considera serem absolutamente essenciais para a segurança de todos.

Esta nossa carta tem como principal objetivo expressar a nossa preocupação com a segurança, sobretudo nos locais de acesso entre os vários arruamentos e a via pedonal e ciclável e, também, os cruzamentos entre esta via e as estradas.

Apraz-nos ver que o novo troço demarca no próprio pavimento uma clara separação entre a zona pedonal e a zona ciclável.

As pistas cicláveis bidirecionais estão diretamente relacionadas com maiores riscos de colisões com veículos motorizados em interseções (Summala et al., 1996), logo não devem ser consideradas. No entanto, uma vez que esta situação é de segregação completa da via e agora já está implementada é necessário minimizar os riscos de colisão, encontrando soluções para as interseções com o tráfego motorizado. Não solucionar as interseções significa aumentar o risco de colisões entre os veículos motorizados e os utilizadores da via pedonal e ciclável.

Os manuais e guias sobre engenharia de tráfego ciclável referem que as dimensões necessárias para a circulação confortável de bicicletas, no caso de pistas cicláveis bidirecionais, são de 3,00 metros, no entanto a dimensão mínima sugerida pelo IMTT para “pistas cicláveis partilhadas com peões, segregadas”, é de 2,20 metros para a parte ciclável e 1,50 metros de parte pedonal. De notar que nesta intervenção a zona destinada ao tráfego de bicicletas possui 2,02 metros, valor abaixo até do mínimo recomendável. Quanto a isso agora não há nada a fazer.

Tendo consciência que a obra ainda não está finalizada, esperamos que tenham sido considerados os elementos de sinalização vertical (Sinal D7f) e horizontal (pictograma do velocípede, linha descontínua no eixo da pista ciclável, M10 ou M10a nas interseções e M11 sempre haja interseção da pista pedonal com a pista ciclável ou a via de trânsito) que ainda se encontram em falta, e que irão permitir clarificar aos utilizadores qual o local onde devem circular, conforme se desloquem a pé ou de bicicleta.

Esperamos que em determinados pontos tenham sido, ou que pelo menos venham a ser, equacionadas e colocadas proteções laterais que atuem de forma preventiva e evitem quedas ao rio. Por exemplo, na zona do INL existe um poste elétrico de média/alta tensão que faz desviar a via pedonal ciclável e a coloca muito junto ao rio, aqui é um dos locais onde é importante a existência das referidas proteções, também na zona em que existe um entroncamento da pista ciclável há um perigo maior de queda ao rio.

De notar que a primeira fase da Via Pedonal e Ciclável termina a Oeste da Av. Frei Bartolomeu dos Mártires na margem direita. Já o novo troço tem início a Este da referida Avenida e na margem esquerda. Se importa que ambas as margens sejam ligadas por uma ponte adequada para a circulação de bicicletas e peões (ou duas pontes separadas), importante é também que estes troços sejam ligados, já que existem 80 metros que a única intervenção que teve foi um remendo de cimento, o que faz com o percurso perca a legibilidade. Na passagem sob a Avenida é importante colocar sinalização a indicar a altura e sinalizar também essa altura com material refletor, é provável que alguns utilizadores da bicicleta ali batam com a cabeça.

Av. dos Lusíadas

Neste momento é impossível aceder à Via Pedonal e Ciclável de bicicleta a partir desta via, a não ser que se cometa uma infração e se circule no passeio. Por isso deve ser contemplada, quanto antes, uma intervenção na Avenida dos Lusíadas que permita a quem utilize a bicicleta o acesso à Via Pedonal e Ciclável de uma forma segura, clara, direta e legal.

Por isso é necessária uma intervenção que reduza a velocidade do tráfego motorizado na Avenida dos Lusíadas. É também necessário que seja possível atravessar a Avenida dos Lusíadas neste ponto, por forma a garantir que os utilizadores desta via ciclável circulem no sentido do trânsito.

É ainda necessário que exista uma passadeira demarcada na parte ciclável que atravessa o passeio e que a abordagem a toda esta interseção seja feita de forma cuidada, respeitando todos os parâmetros estabelecidos pela engenharia de tráfego para situações deste tipo.

Av. Mestre José Veiga

Na Av. Mestre José Veiga, verificamos que há uma súbita interrupção do piso da ciclovia, sendo necessário atravessar a avenida para poder prosseguir a viagem na via pedonal e ciclável. Este cruzamento poderá tornar-se num local de frequentes acidentes caso não sejam acauteladas ao nível da infraestrutura algumas medidas preventivas. Assim, consideramos que no local de atravessamento desta avenida, as passagens para peões e para ciclistas devem ser sobrelevadas ao nível do passeio e da pista ciclável.

Para além disso, a zona destinada ao tráfego motorizado deve ser estreitada para uma largura de 6 metros, ao longo de 5 metros antes da zona de atravessamento, levando assim a que não existam velocidades excessivas (aumentando, portanto, a segurança dos utilizadores da Via Pedonal e Ciclável). Deve ser eliminado o estacionamento ilegal antes da zona de atravessamento, por forma a aumentar a visibilidade.

Assim, no referido local devem ser colocadas uma passagem de peões e uma passagem de bicicletas, com as devidas marcações horizontais, nomeadamente, M11/M11a e M10/M10a do RST – Regulamento de Sinalização de Trânsito. Nas zonas em que os peões cruzam a pista ciclável devem ser também pintadas as marcas horizontais M11/M11a do RST.

Por exemplo, na imagem abaixo, o alargamento da parte pedonal e consequente estreitamento da zona de cruzamento seria o contorno a preto, e o atravessamento da via pedonal e ciclável seria a zona a vermelho devidamente sobrelevada:

Rua da Fábrica

Na Rua Da Fábrica encontramos outro cruzamento semelhante, que pode tornar-se palco de acidentes na zona de atravessamento de peões e bicicletas. Esta passagem deve também ser sobrelevada ao nível do passeio e da pista ciclável.

Para além disso, a zona destinada ao tráfego motorizado deve ser estreitada para uma largura de 2,20 metros (caso não sejam permitidos veículos pesados nesta rua) ou 2,90 metros (caso sejam admitida a circulação de veículos pesados) ao longo de 5 metros antes da zona de atravessamento, levando assim a que não existam velocidades excessivas (aumentando a segurança dos utilizadores da Via Pedonal e Ciclável). Deve ainda ser eliminado o estacionamento ilegal antes da zona de atravessamento, por forma a aumentar a visibilidade. Este estreitamento pode ser feito com lancis, aumentando a zona de passeio nesta área, ou, numa primeira fase, através de pilaretes que efetivem o estreitamento.

Assim, neste local deve ser colocada uma passagem de peões e uma passagem de bicicletas, com as devidas marcações horizontais, nomeadamente, M11/M11a e M10/M10a do RST – Regulamento de Sinalização de Trânsito. Nas zonas em que os peões cruzam a pista ciclável devem ser também pintadas as marcas horizontais M11/M11a do RST.

Estas passagens devem estar sobrelevadas ao nível do passeio, por forma a aumentar a segurança rodoviária do local.

Nesta rua deve ser ainda equacionada a possibilidade do contrafluxo de bicicletas pelo menos entre a zona da entrada do Complexo Desportivo e o acesso a esta via.

Praceta João Beltrão/Rua Cónego Rafael Álvares da Costa

A Via Pedonal e Ciclável termina num local de estacionamento de veículos automóveis. Deve ser prevista uma forma de acesso claro e desimpedido neste local.

Rua Constantino Souto Maior

A Via Pedonal e Ciclável termina num local onde os veículos automóveis costumam estacionar, o que impede a continuidade e legibilidade do percurso ciclável. Deve ser prevista uma solução que impeça o estacionamento dos veículos neste local, para que o acesso aos veículos que circulam na ciclovia não fique impedido.

Rua Matias Ferreira de Sá

Também na Rua Matias Ferreira de Sá a parte ciclável desta via termina num local de estacionamento. O acesso à via de trânsito deve ser contemplado por forma a que este percurso possa fazer parte da infraestrutura de circulação de bicicletas. Aqui é também necessária uma barreira que evite quedas ao rio.


Na sequência deste contacto, o Vereador respondeu entretanto à Braga Ciclável afirmando partilhar de preocupações semelhantes e tendo já pedido aos serviços municipais para encontrarem soluções para os problemas apontados.

Rede ciclável de Braga em destaque no jornal Público


O Público publicou esta segunda-feira, dia 26 de maio, uma interessante reportagem sobre os planos da Câmara Municipal de Braga para a nossa futura “rede ciclável”. Vale a pena uma leitura atenta. Trata-se de uma mudança de paradigma, que nos leva a crer que estamos a fazer História.

A documentação a que o Público teve acesso são ainda, cremos nós, um trabalho em curso e refletem não só planeamento que vem sendo feito pela equipa da CMB, mas também o contributo dos utilizadores da bicicleta, que recentemente foram chamados a opinar sobre esses mesmos planos e sugerir possíveis alterações.

Das declarações do vereador do Urbanismo, Miguel Bandeira, destaca-se o objetivo de assegurar num futuro próximo que toda a cidade conte com uma via devidamente preparada para acolher em segurança e conforto quem se desloque de bicicleta, a uma distância máxima de 300 metros. É um bom ponto de partida, sobretudo se essa estratégia for devidamente complementada com medidas de efetiva acalmia de trânsito, sobretudo nas zonas residenciais.

É que, se em setembro do ano passado a promessa de 29km de ciclovias quase soava a campanha eleitoral e parecia um objetivo mais ou menos utópico, agora surge preto no branco o compromisso de investir na criação de uma rede ainda mais ambiciosa que forneça um contexto viário adequado para a utilização da bicicleta como meio de transporte. Fala-se agora em 76 km de vias “cicláveis”, assim o permita o próximo quadro comunitário de apoio.

O importante é que, finalmente, todas as forças políticas de Braga despertaram para a necessidade urgente de devolver à população desta cidade ruas mais seguras, mais confortáveis e mais úteis, onde seja possível circular de forma segura em bicicleta. Depois de algumas décadas de investimento quase exclusivo em infraestruturas rodoviárias destinadas ao automóvel e restantes veículos motorizados, é uma lufada de ar fresco ver que a bicicleta começa a ser levada muito a sério no que se refere ao seu potencial de melhoria da qualidade de vida da população e de promoção do desenvolvimento local.

Ficamos também a saber, apesar da inesperada demora na resposta ao nosso email, que a Câmara Municipal se prepara para colocar as placas de sinalização que ainda faltam em praticamente todos os estacionamentos para bicicletas instalados no ano passado, e que está previsto para breve um aumento significativo no numero desses estacionamentos. Com o verão aí à porta, os novos estacionamentos virão mesmo a calhar! Venham eles!…

A reportagem traz-nos ainda um outro dado interessante, indicando que o número de utilizadores de bicicleta terá muito provavelmente quadruplicado em apenas três anos. Não nos surpreende, dado que todos os dias nos cruzamos com caras novas de pessoas que optam pela bicicleta como meio de transporte cá em Braga. Ninguém sabe ao certo quantos somos, mas somos muitos, e muitos mais do que se costuma pensar, e bem mais do que dizem os censos. Seja como for, mais importante do que o número de ciclistas que hoje temos nas ruas, é o número de pessoas que gostariam e poderiam passar a usar a bicicleta se fossem criadas melhores condições para tal, ou o número de ciclistas que Braga precisa de ter no futuro para garantir uma melhor repartição modal.

A reportagem do Público também está disponível na sua edição on-line, nesta página. O facto de ter sido partilhada diretamente pelo menos 226 vezes no Facebook, de ter recebido um número recorde de “likes” e ter vindo a ser repetidamente citada e comentada em blogues, fóruns e grupos on-line, parece-nos que demonstra claramente que as pessoas olham para a criação da rede ciclável com bons olhos.


Haja objetivos, haja vontade, e faremos certamente de Braga uma cidade bem melhor.

Carta ao Vereador do Trânsito da CMB – Estacionamentos para Bicicletas em Braga


Na sequência de inúmeras mensagens que temos recebido de leitores do Braga Ciclável sobre esta questão, tomámos a iniciativa de dirigir, a 19 de abril de 2014, ao atual vereador do Trânsito da Câmara Municipal de Braga o seguinte email (ao qual aguardamos resposta).

 

Exmo. Sr.

Vice-Presidente da Câmara Municipal de Braga e Vereador do Trânsito,
Firmino Marques

No ano transato foram instalados 35 suportes de estacionamento para bicicletas do tipo Sheffield (em forma de U invertido) em 7 localizações distintas do centro da cidade de Braga.

Estacionamento para bicicletas em Braga, na Rua dos Chãos, (junto à Arcada)

Inicialmente, segundo informação da Câmara Municipal de Braga, estava prevista a instalação desses estacionamentos em mais de 30 localizações. Já no final do verão passado, foi-nos dito que afinal a fase inicial do plano de colocação de estacionamentos para bicicletas ficaria afinal reduzida a apenas 14 locais. Passaram entretanto vários meses e as restantes infraestruturas ainda não foram instaladas, sendo que elas fazem efetivamente falta. Essa necessidade pode ser comprovada no Mapa Braga Ciclável, onde aparecem centenas de fotos de bicicletas agarradas a postes de eletricidade, árvores e mobiliário urbano diverso, permitindo visualizar os locais onde a procura é maior e onde a oferta é ainda, na maior parte dos casos, inexistente. Com base nessa recolha que temos vindo a realizar, apresentámos recentemente à Câmara Municipal de Braga, representada pela arquiteta Fátima Pereira, um dossiê que incluía uma listagem de locais onde consideramos ser prioritária a colocação de estacionamentos para bicicletas.

Para além disto, é também de notar que, das 7 infraestruturas já instaladas, 6 delas ainda carecem da colocação de uma placa a informar que as mesmas se destinam ao estacionamento de bicicletas. As referidas infraestruturas possuem um poste para a instalação dos sinais de trânsito H1A complementado com o Modelo 11H.

Essas 7 localizações são:

  • Senhora-a-Branca (junto à Livraria Minho)
  • Rua dos Chãos (junto ao Banco de Portugal)
  • Largo Barão de São Martinho (junto à Brasileira)
  • Rua Dr. Gonçalo Sampaio (Shopping Santa Cruz)
  • Praça do Município
  • Praça Conde de Agrolongo (junto à igreja do Pópulo)
  • Avenida do Visconde de Nespereira (GNRation).

Nesta última (GNRation) já existe um sinal vertical a indicar que o estacionamento é para velocípedes.

Verificamos alguns problemas no estacionamento da Rua dos Chãos, que tem imensa procura (como pode ver na foto em anexo). Apercebemo-nos diariamente que, com a falta de sinalização, muitos condutores de motociclos utilizam indevidamente esta infraestrutura para estacionar, ocupando assim o espaço que é destinado a velocípedes (como também pode verificar em anexo). Como estas infraestruturas carecem de sinalização as autoridades também não podem atuar.

Estacionamento bicicletas rua dos chaos ocupado com motos

Estacionamento de bicicletas ocupado com motos em Braga

Ao ser colocada a necessária sinalização para os velocípedes, deve também ser estudada a criação de um local que satisfaça a procura de estacionamento nesta zona por parte de motociclistas.

Para além desta localização, encontramos ainda vários problemas no estacionamento da Rua Dr. Gonçalo Sampaio (Shopping Santa Cruz) com vários automóveis a estacionarem junto dos mesmos não permitindo o acesso de velocípedes ao mesmo.

Estacionamento bicicletas Shopping Santa Cruz em Braga

A acompanhar a sinalização, poderá ainda ser colocado um painel (segue também em anexo) a explanar a maneira mais segura para prender uma bicicleta, tal como é feito em Lisboa e noutras cidades europeias.

Bike roubos - aviso

Antecipadamente gratos pela atenção dispensada, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Victor Domingos
Mário Meireles
(Braga Ciclável)

Programas eleitorais dos candidatos à Câmara Municipal de Braga – a mobilidade sustentável

Na reta final do período de campanha para as Eleições Autárquicas de 2013, e na sequência da Carta Aberta recentemente dirigida aos candidatos de Braga, fomos consultar os programas eleitorais dos cinco candidatos à presidência da Câmara Municipal e selecionamos alguns dos tópicos que dizem respeito ao incentivo e facilitação do uso da bicicleta e, de um modo mais alargado, à promoção da Mobilidade Sustentável.

Esperamos que esta análise possa ser útil para a definição da vossa opção de voto de uma forma mais informada. Para referência, e também porque as citações abaixo foram retiradas do seu contexto original, incluímos em cada caso ligações para os documentos originais.

Cidadania Em Movimento (CEM)

– ver programa completo –

  • Elaboração de um Plano de Mobilidade e Transportes que, contribuindo para a estruturação territorial e urbana, tenha em especial atenção o melhoramento do sistema de transportes públicos.
  • Requalificação, em articulação com o Plano de Mobilidade, das vias rápidas que hoje espartilham e retalham a cidade, transformando-as em ruas, avenidas e “boulevards” compatíveis com o carácter urbano que lhes é adequado.
  • Criação de corredores para os diversos meios de transporte público e procurar cruzá-los em pontos intermodais. Serão meios complementares aos quais será associada a criação de uma tarifa plana (passe intermodal).
  • Estabelecimento da ligação física e funcional entre a estrutura citadina e o campus universitário através da requalificação de um canal que, pensado sobretudo em termos pedonais e cicláveis, deverá ser permeável e articulado com as principais estações de transportes coletivos.
  • Constituição de pequenos parques de estacionamento para veículos privados em locais estratégicos, associando-os ao sistema de transporte público.
  • Reinvenção de formas de circulação nas zonas pedonais, nomeadamente através de um transporte público não poluente, de acordo com as necessidades da vida que aí ocorre – habitação, comércio e serviços – e promover meios de distribuição porta-a-porta.
  • Valorização, em parceria com os municípios vizinhos, do rio Cávado como unificador de diversos espaços de lazer, ligando esse eixo à cidade através de corredores verdes que valorizem estruturas ambientais existentes. Defesa da articulação destes espaços através de ecovias que venham a ligar a foz à nascente, na Serra do Larouco, e ao Gerês.

Coligação Democrática Unitária (CDU / PCP-PEV)

– ver programa completo –

  • Requalificar o parque habitacional e os espaços exteriores em articulação com as comunidades locais, dotando-os de equipamentos necessários à promoção de estilos de vida saudáveis;
  • Combater a urbanização difusa e contrair o perímetro urbano, reduzindo a área urbanizável em 10%
  • Promover a retirada do centro da cidade do tráfego de atravessamento, criando uma circular a norte e a nascente da cidade, encerrando a malha pesada destinada a maior tráfego e a maior velocidade;
  • Criar uma nova via de perfil urbano que faça a ligação entre Ferreiros e Nogueira;
  • Hierarquizar de forma clara e perceptível a todos a rede viária do concelho;
  • Valorização das vias de hierarquia superior, conduzindo ao seu reperfilamento para um carácter mais urbano, promovendo a redução da largura das vias, a eliminação de separadores centrais, a sua adequação ao limite de 50 km/h, a instalação de vias cicláveis com separação física, a criação de canais dedicados ao transporte público, o alargamento de passeios e a instalação de passadeiras, a arborização sistemática, entre outros;
  • Conversão das vias de hierarquia inferior (aquelas que correspondem ao interior dos bairros) em zonas de 30 km/h com vista ao incremento da segurança e convivência salutar entre modos de transporte, sinalizando ostensivamente recorrendo se necessário à coloração do pavimento, proibindo o tráfego de pesados, estrangulando as entradas e criando chicanes, reduzindo o espaço dedicado à circulação automóvel, ordenando o estacionamento, aumentando o espaço para peões e subordinando o mesmo aos seus percursos preferenciais;
  • Criação de rede de parques de estacionamento de elevada capacidade e com condições de segurança, na periferia da cidade e interligados com a rede de transportes públicos;
  • Implementação de sistema de bicicletas partilhadas que implique uma rede de pontos de recolha numerosa, alargada e dispersa na cidade, a par da criação de parques de estacionamento para velocípedes junto de paragens de transporte público;
  • Desenvolver campanhas de sensibilização com vista ao incremento do uso de transportes públicos e modos suaves de mobilidade;
  • Introdução em instrumentos de natureza regulamentar de medidas de promoção de coberturas e fachadas verdes, de aproveitamento energético, a par com exigências de dotações de estacionamento para velocípedes;
  • Criar soluções para a utilização de modos suaves, como incentivo junto dos jovens à sua utilização como forma de transporte prática, ecológica e saudável.
  • Elaborar a Carta dos Espaços Naturais para Práticas de Actividades Físicas para o levantamento dos espaços destinados ao pedestrianismo (trilhos devidamente sinalizados para caminhadas), percursos de BTT, locais para destinados ao Parapente, rochas equipadas para a escalada, etc.;
  • Promover a prática desportiva no Rio Cávado, nomeadamente, no apoio ao desenvolvimento do Clube Fluvial de Merelim S. Paio, na promoção da oferta de desportos náuticos pelos SASUM, na construção de uma ciclovia na margem do Rio ao longo de todo o concelho;
  • Promover pistas de BTT e downhill já existentes no concelho;
  • Descentralizar os espaços destinados a práticas de desportos radicais, nomeadamente skate e BMX;

Coligação Juntos Por Braga (PPD/PSD, CDS-PP, PPM)

– ver programa completo –

  • Desenvolvimento de um abrangente Plano de Acessibilidades Pedonal em toda a malha urbana do Concelho
  • Criação de Ciclovias, Ecopistas e Circuitos de Manutenção
  • Re-ligação pedonal da Rua Nova de Santa Cruz à Rua D. Pedro V, promovendo a aproximação da população universitária do centro da cidade;
  • Introdução de novas ciclovias e promoção de modos suaves de transporte
  • Desenvolvimento de projecto para Interface de Transportes na envolvente da Estação de Caminho de Ferro;

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)

– ver programa completo –

  • Promover uma política completamente nova para os TRANSPORTES PÚBLICOS URBANOS, com a substituição da atual frota, por AUTOCARROS não POLUENTES e SILENCIOSOS. Os Grandes autocarros não devem entrar no centro da cidade, sendo substituídos por pequenos AUTOCARROS ELÉCTRICOS capazes inclusivamente de servir o Centro Histórico. Defendemos também o alargamento dos horários até às 24 horas durante a semana e às 02 horas no fim de semana, e a RETIRADA IMEDIATA do trânsito particular do CENTRO HISTÓRICO.
  • Dar a maior prioridade às questões da SEGURANÇA, um dos maiores FLAGELOS dos nossos munícipes
  • Construção de um Teleférico sobre o triângulo turístico de Braga.

Partido Socialista (PS)

– ver programa completo –

  • Apoiar projectos de escolas que envolvam a Quinta Pedagógica e a Escola de Prevenção Rodoviária.
  • Lançar uma rede de ciclovias integradas nos parques e eixos viários, aproveitando as condições naturais das zonas envolventes e a sua conexão à cidade de Braga.
  • Fomentar a prática de atividade física e desporto em idade escolar.
  • Assim, numa perspetiva de sustentabilidade ambiental, energética, económica e social, determinantes essenciais de uma verdadeira cidade inteligente, é necessário promover uma maior utilização dos modos suaves e dos transportes coletivos.
  • Braga já aderiu ao “Pacto de Autarcas” que é o principal movimento europeu a envolver autarquias locais e regionais que voluntariamente se empenham no aumento da eficiência energética e na utilização de fontes de energias renováveis nos respetivos territórios. Através do seu compromisso, os Signatários pretendem atingir e ultrapassar o objetivo da União Europeia de reduzir o CO2 em 20% até 2020.
  • Prolongamento do túnel da rotunda das piscinas, de modo a ligar a Rua D. Pedro V à Rua Nova de Santa Cruz. Esta ligação permitirá o acesso automóvel, ciclável e pedonal entre o centro da cidade e a Universidade do Minho.
  • Privilegiar a utilização dos modos suaves e dos transportes coletivos, como tem acontecido com o modo pedonal. A promoção do modo bicicleta faz todo o sentido, quer na componente de reestruturação das vias, quer na componente de disponibilização dos meios (bike sharing).
  • Criar melhores condições de circulação do modo coletivo atualmente existente (BUS), designadamente nos eixos mais sujeitos a congestionamento, de modo a que se torne cada vez mais uma alternativa viável ao automóvel privado.
  • Aumentar a frequência de passagem do operador urbano de transporte coletivo (TUB) entre os principais pontos geradores de fluxos da cidade, de modo a estimular a sua utilização, promovendo a utilização de tecnologias ambientalmente mais eficientes.
  • Estudar a viabilidade económica de um transporte coletivo de grande capacidade, a circular em linha dedicada entre a Estação CF e a UM/Novo Hospital, atravessando a zona central da cidade. Devem ser equacionadas diversas alternativas (elétricos rápidos – trams, metro de superfície, metro bus).
  • Estudar a criação de uma verdadeira estação intermodal que consiga agregar os diversos modos que servem a cidade, como: o comboio, os autocarros expresso e interurbanos, os da TUB e outros.
  • Criar uma Rede Ecológica Municipal de Parques, ligada por corredores verdes, em cada ponto cardinal da cidade (Parque Norte, Sete Fontes, Parque da Ponte/Picoto, Parque na Zona Po- ente) que perfazem 123 hectares.
  • Criar um corredor verde contínuo ao longo das margens do Rio Cávado, desde Pousada até Padim da Graça.
  • Dinamizar e criar um roteiro de cicloturismo que possa potenciar a rede de ciclovias existentes e as que estão planeadas a construir, integrando com a rede de transportes públicos.

Tertúlia em Braga sobre “Urbanismo, Planeamento do território, Mobilidade e Ambiente”


Tertulia

A candidatura da CDU às eleições autárquicas em Braga promove esta 6ª feira, dia 19 de julho, às 21h30, uma tertúlia no 1º piso do Café Brasileira, subordinada ao tema “Urbanismo, Planeamento do território, Mobilidade e Ambiente”. O Braga Ciclável foi convidado e vai estar também representado no painel.

Os convidados já confirmados até ao momento são:

  • Moderador: Pedro Casinhas (geógrafo)
  • Daniel Miranda (Direção da APRUPP/ Consultor coordenador da Quaternaire Portugal, SA)
  • João Baptista (Engenheiro Civil/Estradas de Portugal)
  • Victor Domingos (Braga Ciclável)
  • …outros a aguardar confirmação.

É sem dúvida mais um evento que convém não perder, onde certamente se irá discutir tópicos de importância fulcral para a cidade de Braga, como é o caso da Mobilidade, do Ambiente e do planeamento urbano.

A entrada é livre. Apareçam! 🙂

Novos apoios à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável: JovemCoop, ecoSpot e Associação de Futebol de Braga


Jovemcoop ecoSpot e Associação de Futebol de Braga

O convite lançado à sociedade bracarense para se unir em torno da causa da mobilidade sustentável e da promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga continua a ser aceite por diversas entidades. A Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável passa agora a contar também com o apoio formal da JovemCoop, da ecoSpot e da Associação de Futebol de Braga.

Este dossiê, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!

Carta Aberta aos candidatos às Eleições Autárquicas


Ex.mos senhores candidatos de Braga às Eleições Autárquicas de 2013,

A bicicleta é um meio de transporte não poluente, silencioso, económico e acessível a praticamente todos os cidadãos. A sua utilização contribui para manter um estilo de vida saudável, ajudando a combater problemas como a obesidade e os problemas de saúde a ela associados. Além disso, a bicicleta é muitas vezes, e sobretudo na cidade, bem mais rápida que o automóvel. As suas vantagens no contexto da mobilidade urbana incluem também, e de forma não menos importante, um valioso contributo para a criação e manutenção de interações sociais, que se traduzem, em última análise, numa melhoria significativa da qualidade de vida para os cidadãos.

Em Braga, temos o privilégio de poder beneficiar de uma cidade com condições excecionalmente favoráveis à utilização da bicicleta como meio de transporte: durante a maior parte do ano, o clima é bastante ameno; o acesso aos principais pontos da cidade pode ser feito com pouquíssimos desníveis; existe já uma forte cultura da bicicleta, associada a atividades de lazer e à prática de desporto; e uma parte significativa das deslocações pendulares dos cidadãos são feitas em distâncias curtas.

A este respeito, é de notar que, de acordo com o Estudo de Mobilidade da População Residente no Concelho de Braga (TUB/Universidade do Minho, 2007), cerca de 50% das deslocações pendulares são feitas dentro do perímetro urbano e em percursos inferiores a 5km, ou seja, precisamente o intervalo de distâncias em que a bicicleta se apresenta como a opção de transporte mais vantajosa. De um modo geral, neste tipo de trajetos, as deslocações em bicicleta são mais rápidas que noutros meios de transporte, em parte porque a bicicleta permite o transporte direto porta a porta, sem os atrasos relacionados com estacionamento ou congestionamento de trânsito automóvel.
Ainda segundo a mesma fonte, mais de 50% dos utilizadores de carro em Braga fazem-no sozinhos, na qualidade de condutor. É fácil de perceber que, nesses casos, a oportunidade de poupança associada ao uso regular da bicicleta como meio de transporte pode contribuir para incentivar ainda mais o seu uso em alternativa ao automóvel. O uso da bicicleta teria como uma importante vantagem para a cidade uma melhor utilização do espaço urbano: por exemplo, no espaço correspondente a único lugar de estacionamento automóvel poderão facilmente ser criados 8 a 10 lugares de estacionamento para bicicletas.

Tal como tem sido repetidamente afirmado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta (FPCUB), “uma cidade com muitas bicicletas, com bicicletas a serem usadas todos os dias, é uma cidade mais limpa, fluída, mais amável e mais bonita que uma cidade doente por um uso excessivo e desnecessário de veículos motorizados”.

Nos últimos tempos, temos notado um gradual aumento do número de ciclistas na cidade de Braga e, a julgar por diversos sinais da conjuntura atual, tudo parece indicar que num futuro muito próximo o número de ciclistas poderá aumentar de forma ainda mais significativa. Essa mudança é positiva e desejável, dado que contribuirá para a melhoria da qualidade de vida dos bracarenses.

Ainda assim, e apesar das imensas vantagens que a bicicleta tem para oferecer aos cidadãos e à cidade de Braga, o potencial deste meio de transporte ainda parece ser frequentemente desvalorizado. Em larga medida, tal tende a acontecer sobretudo porque a cidade de Braga ainda não dispõe de condições de circulação em segurança nem de lugares de estacionamento para os potenciais utilizadores da bicicleta. Muitos cidadãos que gostariam de usar a bicicleta no seu dia a dia não o fazem ainda porque simplesmente não se sentem seguros nas nossas ruas. E os que já usam a bicicleta em Braga lamentam a falta de estacionamento adequado, a má qualidade do piso e, de um modo geral, a ausência de vias cicláveis nos principais percursos.

Consideramos, pois, que é urgente tomar medidas concretas de promoção do uso da bicicleta na nossa cidade. Ao encorajar o uso da bicicleta e ao proteger os ciclistas e os peões, estaremos a criar os alicerces de uma cidade mais segura, mais saudável e mais moderna.

É com este objetivo que vimos propor que no vosso programa eleitoral seja dada a devida prioridade à promoção da Mobilidade Sustentável e que, nesse sentido, sejam incluídas medidas concretas destinadas a facilitar e incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga. Em anexo, juntamos o dossiê da “Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável”, já apresentada publicamente em 2012, que inclui um conjunto de sugestões que colocamos à vossa consideração.

Desde já agradecemos a vossa atenção e subscrevemo-nos com os mais cordiais cumprimentos.

Movimento de cidadãos pela Mobilidade Sustentável na Cidade de Braga