Via Ciclável entre Universidade do Minho e Centro Histórico ficará pronta em Maio

Via Ciclável entre Universidade do Minho e Centro Histórico ficará pronta em Maio


No passado dia 28 de Abril de 2016, pelas 21h30, decorreu, no auditório da Junta de S. Vítor, a 11ª sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de S. Vítor. No período de intervenção do público, um dos cidadãos pediu a palavra e questionou o Presidente da Junta de S. Victor, Dr. Ricardo Silva, sobre quando iniciariam as obras na Rua D.Pedro V e Nova de Santa Cruz. O Presidente da Junta de S.Victor respondeu que a última informação dada pelo pelouro do Dr. Firmino Marques é que as obras arrancariam já durante o mês de maio e que a via ciclável anunciada em setembro de 2015, que ligará o Campus de Gualtar ao centro histórico através destas duas ruas, ficará finalmente pronta também neste mês de maio.

De lembrar que a Braga Ciclável vem defendendo já desde 2012, aquando do lançamento da Proposta para uma Mobilidade Sustentável, a criação de uma ligação ciclável entre a Universidade do Minho e o Centro Histórico. Na última reunião entre a Braga Ciclável e o Município, realizada em finais do ano passado, fomos convidados a darmos o nosso contributo para que seja implementada a melhor solução, de forma a tornar mais segura a circulação de todos os utilizadores deste trajeto. Esperamos que finalmente todas as ideias se concretizem, dado que esta ligação é uma das mais procuradas pelos bracarenses nas suas deslocações diárias em bicicleta.

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Em 2013/2014, foi também entregue à Câmara Municipal de Braga uma petição pela reorganização do trânsito nas Ruas Nova de Santa Cruz e D. Pedro V com três propostas hierarquizadas. Esta petição contemplava 500 assinaturas de utilizadores dos TUB, estudantes universitários, moradores e comerciantes daquelas ruas. O documento reivindicava a proibição do estacionamento existente nestas ruas, com criação de estacionamento alternativo reservado a moradores, o que permitiria o alargamento da faixa de rodagem em cada um dos sentidos. Era solicitado também o estabelecimento do sentido Este-Oeste (Universidade–Centro) como reservado a autocarros e bicicletas (via partilhada) e do sentido Oeste–Este (Centro–Universidade) como via partilhada por carros, bicicletas e autocarros, recomendando para estas ruas um limite máximo de velocidade de 30km/h, com vista a assegurar uma maior segurança para todos os utentes da via.

Esta semana, alguns moradores entregaram uma nova petição na CMB, sugerindo a retirada dos autocarros dos TUB desta rua e dando preferência ao estacionamento automóvel em detrimento da criação de vias cicláveis. A este propósito, a Braga Ciclável lembra que a criação de uma via ciclável não implica inexistência de estacionamento. Uma zona de coexistência entre os diversos modos de transporte, solução que sempre defendemos para essa rua, é efetivamente uma via ciclável. No entanto, e dada a configuração da rua em questão, parece-nos necessário que a mesma seja reorganizada. A tão procurada fluidez de trânsito, que é tão importante para os automobilistas como para os milhares de utilizadores dos TUB, pode muito facilmente ser alcançada passando o estacionamento para os parques de estacionamento e paras ruas da proximidade, como é o caso da Rua do Taxa ou das ruas junto à Fundação Calouste Gulbenkian. São centenas de lugares de estacionamento, localizados a poucos metros de distância, e que permitem acolher sem grandes dificuldades os cerca de 50 automóveis que atualmente estacionam de forma ilegal na Rua D. Pedro V, condicionando o trânsito nessa rua.

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Rua do Taxa até ao cruzamento com a Rua Dr. Manuel Monteiro (270 m)
Com estacionamento Atual ≈ 54 lugares
Com estacionamento a 90º ≈ 108 lugares

Rua Prof Dr. Elísio de Moura até ao cruzamento com a Rua Dr. Manuel Monteiro (175 m)
Com estacionamento Atual ≈ 35 lugares
Com estacionamento a 90º ≈ 70 lugares

Rua Bernardo Sequeira – até ao cruzamento da Rua Fundação Calouste Gulbenkian (115 m)
Com estacionamento Atual ≈ 23 lugares
Com estacionamento a 90º ≈ 46 lugares

Rua Fundação Calouste Gulbenkian – atualmente 38 lugares
Rua do Conservatório – atualmente 19 lugares
Rua Padre Manuel Alaio – atualmente 9 + 80 + 72 = 161 lugares
Rua Orfeão de Braga – 26 + 22 + 20 = 68 lugares

Total de lugares atual nas ruas adjacentes: 398 lugares
Total de lugares com alteração nas ruas do Taxa, Dr. Elísio de Moura e Bernardo Sequeira: 510 lugares
Aumento de 112 lugares.

Atualmente na D.Pedro V estacionam, ilegalmente, entre 55 a 70 automóveis. Os 112 lugares que seriam criados com a alteração do estacionamento nas Ruas Bernardo Sequeira, do Taxa e Dr. Elísio de Moura, passando estas duas a sentido único, permitiria garantir mais lugares do que os necessários para os veículos que estacionam na D.Pedro V, sendo que não distariam mais do que 200 metros da atual localização.

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Não menos importante, consideramos ainda que a regeneração desta rua deverá ter em conta também a necessidade de alargar os passeios, que atualmente não oferecem condições mínimas de segurança a quem ali circula a pé.

A Braga Ciclável defende que é importante acolher a participação de todas as partes interessadas: dos TUB (que transportam nessa rua cerca de 9000 passageiros por dia), dos ciclistas (centenas de pessoas que todos os dias usam essa rua como principal ligação entre o centro e a zona Este), bem como dos moradores e comerciantes (cujos automóveis costumam ocupar cerca de 50 lugares de estacionamento). Importa portanto agir de forma célere, sem prejuízo para nenhuma das partes, e encontrar a melhor solução para todos, ainda que a mesma possa ser provisória.

Braga Ciclável reuniu com Câmara Municipal de Braga

Braga Ciclável reuniu com Câmara Municipal de Braga


A Associação Braga Ciclável requereu à Câmara Municipal de Braga (CMB) uma reunião com o seu Vice-Presidente, Dr. Firmino Marques, e o Vereador Prof. Miguel Bandeira, no sentido de esclarecer algumas questões pendentes sobre a Via Ciclável entre a Universidade do Minho e o Centro Histórico (cuja implementação havia sido programada para a Semana Europeia da Mobilidade), sobre a falta de manutenção e sinalização dos estacionamentos para bicicletas colocados em 2013, e para ficarmos a conhecer um “Projeto Braga Ciclável” recentemente mencionado à comunicação social por parte de responsáveis da autarquia.

Na sequência deste pedido, realizou-se na passada Quinta Feira, 12 de Novembro, uma reunião na CMB onde estiveram presentes Mário Meireles, Eliana Freitas, Manuela Sá Fernandes e Marta Sofia Silva, em representação da Braga Ciclável, o arquiteto Luís Vaz, Assessor do Vice-Presidente, e o arquiteto João Paulo, do Departamento de Trânsito do Município. A autarquia encontra-se a estudar possibilidades de intervenção na Rua D. Pedro V, tendo solicitado o parecer da Braga Ciclável dado o papel ativo que esta tem desempenhado na promoção da mobilidade em bicicleta na cidade.

Recorde-se a este propósito, que a Braga Ciclável há muito que defende publicamente que a Rua D. Pedro V, juntamente com a Rua de S. Vítor e a Rua Nova de Santa Cruz, constitui um dos principais eixos de acesso ao centro da cidade, para quem vem da zona Este (incluindo, com particular relevância, toda a zona residencial de São Vítor e a zona do Campus Universitário de Gualtar), bem como a principal via de acesso entre o Campus e a Estação. Sendo uma via utilizada diariamente por um grande número de utilizadores de bicicleta, em ambos os sentidos de circulação, e uma vez que não existe uma alternativa mais viável, torna-se imperioso ajustá-la de forma a melhor acolher estes utilizadores, em condições de conforto e segurança.

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Uma das soluções poderia passar pela colocação de faixa ciclável, com marcação horizontal azul, no sentido Este-Centro, a qual poderia incluir a reserva de uma faixa de 20 cm de largura para proteção em relação à berma da estrada, contando a partir daí com uma largura de cerca de 1,20 m para circulação de bicicletas.

A Braga Ciclável entende que a colocação de uma faixa ciclável segregada encostada à direita, sem separação física, ainda que a intenção possa ser a de alertar os condutores de automóveis para a presença de velocípedes em sentido contrário, tem a desvantagem de induzir os utilizadores de bicicleta a utilizar a zona da faixa de rodagem onde frequentemente existem mais perigos (nomeadamente, peões, sarjetas, buracos, areias, pregos e lixo). A este propósito, convém recordar que a ideia de que o velocípede deve circular o mais à direita possível está atualmente descontinuada, tendo evoluído, inclusivé no próprio Código da Estrada, para uma liberdade de escolha no posicionamento por parte da pessoa que utiliza a bicicleta, por forma a que possa circular com o máximo de segurança face a cada situação.

Ora, na Rua D.Pedro V, partilhando a via de trânsito no sentido Universidade do Minho – Centro, a forma mais segura de circular para um ciclista consiste em posicionar-se afastado da berma e na posição mais central possível, evitando assim ser ultrapassado, de forma ilegal e perigosa, por autocarros e taxis.

Esta solução incentivaria à ultrapassagem de taxis e autocarros sem a devida distância lateral de segurança, podendo levar a acidentes facilmente evitáveis. Vejamos como ficaria a distribuição do espaço real disponível na rua em tal cenário:

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Esta hipótese afigura-se-nos como uma alternativa pouco segura para os utilizadores da bicicleta, já que é dada prioridade ao uso do veículo automóvel particular e respectivo parqueamento, pouco contribuindo para uma mobilidade inteligente, inclusiva e sustentável. Esta prioridade vai contra aquela que é defendida no Plano Diretor Municipal que, no tema 4. Mobilidade e Transportes, no ponto 4.3.3 estratégias para o futuro diz que, “considerando a necessidade de uma inversão de prioridades existem algumas metas importantes a atingir”, sendo que uma delas é o aumento do número de utilizadores de bicicleta. Este número é ainda especificado no ponto 4.2.2 “Atingir 10% de índice modal referente ao uso da bicicleta como meio de transporte em Braga na próxima década”. Isto traduz-se em 18 149 pessoas a andar de bicicleta em Braga até 2025. Segundo os critérios funcionais a salvaguardar na construção da rede ciclável, presentes no PDM, a opção apresentada pelo município de marcação horizontal de uma faixa ciclável não respeita o ponto da Segurança.

Face às características da Rua D. Pedro V, incluindo o perfil da via, a largura dos passeios e o tipo de trânsito existente na atualidade, a Braga Ciclável defende que a solução mais viável no momento presente, em termos de relação custo/benefício, passa por passar a permitir também aos ciclistas a circulação no sentido Este-Centro (atualmente, esse sentido de circulação é proibido, com exceção para os veículos de transporte público).

Para tal, será necessário sinalizar em conformidade, de ambos os lados. É desejável assegurar que as velocidades ali praticadas se mantenham dentro de limites de segurança adequados às características da rua, que nos parece enquadrar-se perfeitamente no conceito de “zona 30”. Por outro lado, deve ser eliminado o estacionamento abusivo ao longo de toda a Rua D. Pedro V, que atualmente constitui impedimento frequente ao normal fluxo de trânsito nos dois sentidos (especialmente grave por contribuir para atrasos nos transportes públicos), bem como para as paragens de cargas e descargas (é frequente os moradores, lojistas e distribuidores de mercadorias precisarem de parar em segunda fila ou em contramão devido à presença de carros estacionados abusivamente).

Assim, a Braga Ciclável defende que se encontre uma solução para Cargas e Descargas pontuais nesta rua, revendo o seu perfil para o que está representado na imagem seguinte:

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No imediato a Braga Ciclável defende que seja colocada pelo menos a sinalização vertical que passe a permitir aquilo que hoje já centenas de utilizadores da bicicleta fazem: circular no sentido Universidade do Minho – Centro Histórico.