Carta Aberta ao Vereador Altino Bessa sobre a Extensão da Via Pedonal e Ciclável do Rio Este

Carta Aberta ao Vereador Altino Bessa sobre a Extensão da Via Pedonal e Ciclável do Rio Este


A Associação Braga Ciclável tem vindo a acompanhar, com agrado, as obras de requalificação e extensão da via pedonal e ciclável do Rio Este. Apesar de não termos tomado conhecimento prévio do projeto, gostaríamos de dar nota de alguns aspetos potencialmente problemáticos que verificamos no local e para os quais temos vindo a receber alertas por parte dos nossos associados.

Por isso a Braga Ciclável redigiu um pequeno documento que pretendemos que seja útil para a finalização da obra por forma a minimizar os problemas que têm vindo a surgir e evitar outros mais graves.

Ao longo desta carta apontamos alguns problemas e damos algumas sugestões que a Braga Ciclável considera serem absolutamente essenciais para a segurança de todos.

Esta nossa carta tem como principal objetivo expressar a nossa preocupação com a segurança, sobretudo nos locais de acesso entre os vários arruamentos e a via pedonal e ciclável e, também, os cruzamentos entre esta via e as estradas.

Apraz-nos ver que o novo troço demarca no próprio pavimento uma clara separação entre a zona pedonal e a zona ciclável.

As pistas cicláveis bidirecionais estão diretamente relacionadas com maiores riscos de colisões com veículos motorizados em interseções (Summala et al., 1996), logo não devem ser consideradas. No entanto, uma vez que esta situação é de segregação completa da via e agora já está implementada é necessário minimizar os riscos de colisão, encontrando soluções para as interseções com o tráfego motorizado. Não solucionar as interseções significa aumentar o risco de colisões entre os veículos motorizados e os utilizadores da via pedonal e ciclável.

Os manuais e guias sobre engenharia de tráfego ciclável referem que as dimensões necessárias para a circulação confortável de bicicletas, no caso de pistas cicláveis bidirecionais, são de 3,00 metros, no entanto a dimensão mínima sugerida pelo IMTT para “pistas cicláveis partilhadas com peões, segregadas”, é de 2,20 metros para a parte ciclável e 1,50 metros de parte pedonal. De notar que nesta intervenção a zona destinada ao tráfego de bicicletas possui 2,02 metros, valor abaixo até do mínimo recomendável. Quanto a isso agora não há nada a fazer.

Tendo consciência que a obra ainda não está finalizada, esperamos que tenham sido considerados os elementos de sinalização vertical (Sinal D7f) e horizontal (pictograma do velocípede, linha descontínua no eixo da pista ciclável, M10 ou M10a nas interseções e M11 sempre haja interseção da pista pedonal com a pista ciclável ou a via de trânsito) que ainda se encontram em falta, e que irão permitir clarificar aos utilizadores qual o local onde devem circular, conforme se desloquem a pé ou de bicicleta.

Esperamos que em determinados pontos tenham sido, ou que pelo menos venham a ser, equacionadas e colocadas proteções laterais que atuem de forma preventiva e evitem quedas ao rio. Por exemplo, na zona do INL existe um poste elétrico de média/alta tensão que faz desviar a via pedonal ciclável e a coloca muito junto ao rio, aqui é um dos locais onde é importante a existência das referidas proteções, também na zona em que existe um entroncamento da pista ciclável há um perigo maior de queda ao rio.

De notar que a primeira fase da Via Pedonal e Ciclável termina a Oeste da Av. Frei Bartolomeu dos Mártires na margem direita. Já o novo troço tem início a Este da referida Avenida e na margem esquerda. Se importa que ambas as margens sejam ligadas por uma ponte adequada para a circulação de bicicletas e peões (ou duas pontes separadas), importante é também que estes troços sejam ligados, já que existem 80 metros que a única intervenção que teve foi um remendo de cimento, o que faz com o percurso perca a legibilidade. Na passagem sob a Avenida é importante colocar sinalização a indicar a altura e sinalizar também essa altura com material refletor, é provável que alguns utilizadores da bicicleta ali batam com a cabeça.

Av. dos Lusíadas

Neste momento é impossível aceder à Via Pedonal e Ciclável de bicicleta a partir desta via, a não ser que se cometa uma infração e se circule no passeio. Por isso deve ser contemplada, quanto antes, uma intervenção na Avenida dos Lusíadas que permita a quem utilize a bicicleta o acesso à Via Pedonal e Ciclável de uma forma segura, clara, direta e legal.

Por isso é necessária uma intervenção que reduza a velocidade do tráfego motorizado na Avenida dos Lusíadas. É também necessário que seja possível atravessar a Avenida dos Lusíadas neste ponto, por forma a garantir que os utilizadores desta via ciclável circulem no sentido do trânsito.

É ainda necessário que exista uma passadeira demarcada na parte ciclável que atravessa o passeio e que a abordagem a toda esta interseção seja feita de forma cuidada, respeitando todos os parâmetros estabelecidos pela engenharia de tráfego para situações deste tipo.

Av. Mestre José Veiga

Na Av. Mestre José Veiga, verificamos que há uma súbita interrupção do piso da ciclovia, sendo necessário atravessar a avenida para poder prosseguir a viagem na via pedonal e ciclável. Este cruzamento poderá tornar-se num local de frequentes acidentes caso não sejam acauteladas ao nível da infraestrutura algumas medidas preventivas. Assim, consideramos que no local de atravessamento desta avenida, as passagens para peões e para ciclistas devem ser sobrelevadas ao nível do passeio e da pista ciclável.

Para além disso, a zona destinada ao tráfego motorizado deve ser estreitada para uma largura de 6 metros, ao longo de 5 metros antes da zona de atravessamento, levando assim a que não existam velocidades excessivas (aumentando, portanto, a segurança dos utilizadores da Via Pedonal e Ciclável). Deve ser eliminado o estacionamento ilegal antes da zona de atravessamento, por forma a aumentar a visibilidade.

Assim, no referido local devem ser colocadas uma passagem de peões e uma passagem de bicicletas, com as devidas marcações horizontais, nomeadamente, M11/M11a e M10/M10a do RST – Regulamento de Sinalização de Trânsito. Nas zonas em que os peões cruzam a pista ciclável devem ser também pintadas as marcas horizontais M11/M11a do RST.

Por exemplo, na imagem abaixo, o alargamento da parte pedonal e consequente estreitamento da zona de cruzamento seria o contorno a preto, e o atravessamento da via pedonal e ciclável seria a zona a vermelho devidamente sobrelevada:

Rua da Fábrica

Na Rua Da Fábrica encontramos outro cruzamento semelhante, que pode tornar-se palco de acidentes na zona de atravessamento de peões e bicicletas. Esta passagem deve também ser sobrelevada ao nível do passeio e da pista ciclável.

Para além disso, a zona destinada ao tráfego motorizado deve ser estreitada para uma largura de 2,20 metros (caso não sejam permitidos veículos pesados nesta rua) ou 2,90 metros (caso sejam admitida a circulação de veículos pesados) ao longo de 5 metros antes da zona de atravessamento, levando assim a que não existam velocidades excessivas (aumentando a segurança dos utilizadores da Via Pedonal e Ciclável). Deve ainda ser eliminado o estacionamento ilegal antes da zona de atravessamento, por forma a aumentar a visibilidade. Este estreitamento pode ser feito com lancis, aumentando a zona de passeio nesta área, ou, numa primeira fase, através de pilaretes que efetivem o estreitamento.

Assim, neste local deve ser colocada uma passagem de peões e uma passagem de bicicletas, com as devidas marcações horizontais, nomeadamente, M11/M11a e M10/M10a do RST – Regulamento de Sinalização de Trânsito. Nas zonas em que os peões cruzam a pista ciclável devem ser também pintadas as marcas horizontais M11/M11a do RST.

Estas passagens devem estar sobrelevadas ao nível do passeio, por forma a aumentar a segurança rodoviária do local.

Nesta rua deve ser ainda equacionada a possibilidade do contrafluxo de bicicletas pelo menos entre a zona da entrada do Complexo Desportivo e o acesso a esta via.

Praceta João Beltrão/Rua Cónego Rafael Álvares da Costa

A Via Pedonal e Ciclável termina num local de estacionamento de veículos automóveis. Deve ser prevista uma forma de acesso claro e desimpedido neste local.

Rua Constantino Souto Maior

A Via Pedonal e Ciclável termina num local onde os veículos automóveis costumam estacionar, o que impede a continuidade e legibilidade do percurso ciclável. Deve ser prevista uma solução que impeça o estacionamento dos veículos neste local, para que o acesso aos veículos que circulam na ciclovia não fique impedido.

Rua Matias Ferreira de Sá

Também na Rua Matias Ferreira de Sá a parte ciclável desta via termina num local de estacionamento. O acesso à via de trânsito deve ser contemplado por forma a que este percurso possa fazer parte da infraestrutura de circulação de bicicletas. Aqui é também necessária uma barreira que evite quedas ao rio.


Na sequência deste contacto, o Vereador respondeu entretanto à Braga Ciclável afirmando partilhar de preocupações semelhantes e tendo já pedido aos serviços municipais para encontrarem soluções para os problemas apontados.

Carta ao Vereador do Trânsito da CMB – Estacionamentos para Bicicletas em Braga


Na sequência de inúmeras mensagens que temos recebido de leitores do Braga Ciclável sobre esta questão, tomámos a iniciativa de dirigir, a 19 de abril de 2014, ao atual vereador do Trânsito da Câmara Municipal de Braga o seguinte email (ao qual aguardamos resposta).

 

Exmo. Sr.

Vice-Presidente da Câmara Municipal de Braga e Vereador do Trânsito,
Firmino Marques

No ano transato foram instalados 35 suportes de estacionamento para bicicletas do tipo Sheffield (em forma de U invertido) em 7 localizações distintas do centro da cidade de Braga.

Estacionamento para bicicletas em Braga, na Rua dos Chãos, (junto à Arcada)

Inicialmente, segundo informação da Câmara Municipal de Braga, estava prevista a instalação desses estacionamentos em mais de 30 localizações. Já no final do verão passado, foi-nos dito que afinal a fase inicial do plano de colocação de estacionamentos para bicicletas ficaria afinal reduzida a apenas 14 locais. Passaram entretanto vários meses e as restantes infraestruturas ainda não foram instaladas, sendo que elas fazem efetivamente falta. Essa necessidade pode ser comprovada no Mapa Braga Ciclável, onde aparecem centenas de fotos de bicicletas agarradas a postes de eletricidade, árvores e mobiliário urbano diverso, permitindo visualizar os locais onde a procura é maior e onde a oferta é ainda, na maior parte dos casos, inexistente. Com base nessa recolha que temos vindo a realizar, apresentámos recentemente à Câmara Municipal de Braga, representada pela arquiteta Fátima Pereira, um dossiê que incluía uma listagem de locais onde consideramos ser prioritária a colocação de estacionamentos para bicicletas.

Para além disto, é também de notar que, das 7 infraestruturas já instaladas, 6 delas ainda carecem da colocação de uma placa a informar que as mesmas se destinam ao estacionamento de bicicletas. As referidas infraestruturas possuem um poste para a instalação dos sinais de trânsito H1A complementado com o Modelo 11H.

Essas 7 localizações são:

  • Senhora-a-Branca (junto à Livraria Minho)
  • Rua dos Chãos (junto ao Banco de Portugal)
  • Largo Barão de São Martinho (junto à Brasileira)
  • Rua Dr. Gonçalo Sampaio (Shopping Santa Cruz)
  • Praça do Município
  • Praça Conde de Agrolongo (junto à igreja do Pópulo)
  • Avenida do Visconde de Nespereira (GNRation).

Nesta última (GNRation) já existe um sinal vertical a indicar que o estacionamento é para velocípedes.

Verificamos alguns problemas no estacionamento da Rua dos Chãos, que tem imensa procura (como pode ver na foto em anexo). Apercebemo-nos diariamente que, com a falta de sinalização, muitos condutores de motociclos utilizam indevidamente esta infraestrutura para estacionar, ocupando assim o espaço que é destinado a velocípedes (como também pode verificar em anexo). Como estas infraestruturas carecem de sinalização as autoridades também não podem atuar.

Estacionamento bicicletas rua dos chaos ocupado com motos

Estacionamento de bicicletas ocupado com motos em Braga

Ao ser colocada a necessária sinalização para os velocípedes, deve também ser estudada a criação de um local que satisfaça a procura de estacionamento nesta zona por parte de motociclistas.

Para além desta localização, encontramos ainda vários problemas no estacionamento da Rua Dr. Gonçalo Sampaio (Shopping Santa Cruz) com vários automóveis a estacionarem junto dos mesmos não permitindo o acesso de velocípedes ao mesmo.

Estacionamento bicicletas Shopping Santa Cruz em Braga

A acompanhar a sinalização, poderá ainda ser colocado um painel (segue também em anexo) a explanar a maneira mais segura para prender uma bicicleta, tal como é feito em Lisboa e noutras cidades europeias.

Bike roubos - aviso

Antecipadamente gratos pela atenção dispensada, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Victor Domingos
Mário Meireles
(Braga Ciclável)

Bici-Paper no centro de Braga – vamos lá pedalar?

Bici-Paper no centro de Braga – vamos lá pedalar?


Este sábado, dia 19 de abril, realiza-se no centro da cidade de Braga um Bici-Paper, por iniciativa da JovemCoop em colaboração com a Go By Bike. Será uma excelente oportunidade para nos divertirmos e ao mesmo tempo ficarmos a conhecer melhor a nossa cidade!

Segundo a organização deste evento, a participação poderá ser feita individualmente ou criando uma equipa com o máximo de 5 elementos. Todos são bem-vindos, pelo que é sempre boa ideia levar alguns amigos e familiares. O ponto de encontro é o Largo da Senhor-a-Branca, às 14h30.

As inscrições são gratuitas e podem ser feita por email (ver aqui o cartaz oficial do evento), até 5ª feira, dia 17 de abril. Não há limite de idade, basta ter boa disposição e gostar de pedalar.

Vamos lá pedalar? 😉

Braga POP Hostel também apoia a Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável


Braga POP Hostel

O Braga POP Hostel decidiu juntar o seu nome à lista de instituições que já manifestaram o seu apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a iniciativa que o Braga Ciclável lançou há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga.

E não resistimos a citar o testemunho da diretora do POP Hostel, também ela uma ciclista urbana no seu dia-a-dia:

Como bem sabem, o Braga POP Hostel, desde a sua abertura, em Julho de 2011, tem bicicletas para aluguer para os turistas e acreditamos, realmente, que Braga tem todas as condições para a utilização da bicicleta como meio de transporte. Pessoalmente, sou utilizadora de bicicleta na cidade, tanto em lazer como em trabalho e, desde que abri o hostel já vendi o desnecessário segundo carro, passando a usar a bicicleta para quase todas as actividades.

Apesar de Braga ser bastante plana e ter uma zona pedonal facilmente ciclável, há muito trabalho a fazer. Na minha opinião, um dos principais problemas da cidade de Braga – o divórcio cidade-Universidade do Minho – pode ter nas bicicletas (quer na melhoria das condições cicláveis, quer pela criação de um projecto de bicicletas de aluguer) uma grande ajuda.

Por isso mesmo, e depois de analisar a Proposta para uma Mobilidade Sustentável, por vocês organizada e dinamizada junto dos agentes políticos, gostaria de juntar o nome Braga POP Hostel a esta iniciativa e assim, dar mais força a uma projecto de cidadania que eu admiro (Braga Ciclável).

Já aqui o temos afirmado por diversas ocasiões – acreditamos que, para além de trazer uma melhoria significativa da qualidade de vida dos cidadãos, uma aposta forte na promoção do uso da bicicleta se poderá traduzir em ganhos significativos para o comércio e para o turismo da cidade, à semelhança do que tem vindo a suceder noutros países. É bom ver que há também da parte das nossas empresas a mesma sensibilidade em relação a este tema.

O dossiê da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!

Mapa Braga Ciclável – um mapa interativo da cidade de Braga


Mapa Braga Ciclável - informações úteis para ciclistas

Numa iniciativa conjunta do Projeto Bracarae com o blog Braga Ciclável, acaba de ser lançado o Mapa Braga Ciclável. Trata-se de um mapa interativo que tem como objetivo principal fornecer uma visão global da cidade e um conjunto de informações úteis para os ciclistas e os responsáveis pelo planeamento urbano.

Através do Mapa Braga Ciclável os ciclistas poderão descobrir a localização das ciclovias e dos estacionamentos para bicicletas que estão atualmente disponíveis na cidade, bem como encontrar lojas, oficinas e serviços de aluguer de bicicletas. Quem visita a cidade de Braga pode ativar também opções como “Monumentos” ou “Alojamento”, para facilmente descobrir onde se situam esses pontos de interesse turístico.

Quanto aos responsáveis pelo planeamento urbano, passam agora a ter acesso a informações valiosas para uma melhor compreensão do atual uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga: locais onde é necessário instalar estacionamentos para bicicletas, localização e qualidade dos estacionamentos já existentes e percursos que são frequentemente utilizados pelos atuais ciclistas.

Mapa Braga Ciclável - informações úteis para o planeamento urbano

Com este mapa, a equipa responsável pretende contribuir para um avanço real na promoção da mobilidade sustentável em Braga.

E todos podem participar neste novo projeto. Se já utiliza a bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga e deseja contribuir, saiba que poderá partilhar os seus percursos habituais. A melhor forma consiste em desenhar o seu percurso no Google Maps e enviar para portal@bracarae.com. Se não sabe como o fazer, pode simplesmente enviar um email descrevendo a rota utilizada, quais as ruas por onde segue, os cruzamentos onde vira, ou os atalhos que costuma utilizar.

Mais dois ciclistas urbanos de Braga entrevistados na Antena 1


Passou um pouco despercebido, mas vale sempre a pena assinalar e escutar o testemunho de mais dois ciclistas urbanos de Braga que foram há algum tempo atrás entrevistados pela Antena 1, no programa do José Candeias.

Depois do Antony Gonçalves (dos Encontros com Pedal), do Victor Domingos (este vosso amigo), do Carlos Ferreira e do Aníbal Fernandes, o José Candeias entrevistou mais dois ciclistas urbanos de Braga. Foram eles a Helena Gomes, que para além de se deslocar de bicicleta na cidade de Braga é também a empresária responsável pelo muito acolhedor Braga POP Hostel, e o Paulo Oliveira, que já aqui haviam sido apresentados anteriormente.

A entrevista foi realizadas em direto, como habitualmente, e tem estado disponível no podcast “HÀ Conversa”, onde é possível encontrar diversos testemunhos bem interessantes de outros utilizadores habituais da bicicleta, e não só. Pode ser ouvida aqui:

Como um turista estrangeiro vê a peculiar ciclovia de Braga


Mapa ciclovia braga

Em outubro de 2011, há pouco mais de um ano, dois recém-reformados do Canadá decidiram visitar Portugal de bicicleta. Foi uma viagem de 987km, ao longo de 25 dias (até faz inveja, não é?). Estes dois turistas estiveram também em Braga e acharam um tanto ou quanto “peculiar” a única ciclovia existente na cidade.

O relato da experiência aparece nesta página. Depois de uma visita ao santuário do Bom Jesus, estes turistas pretendiam pedalar até à cidade de Guimarães através de estradas secundárias. A coisa não correu muito bem e acabaram por andar um pouco às voltas em Braga.

“O plano B era voltar atrás e apanhar a estrada principal para Guimarães, mas os sinais pareciam estar a mandar-nos andar em círculos. Nessa altura, deparámo-nos com a coisa mais rara de todas – uma faixa reservada para bicicletas. Seguimos por ela só para ver aonde ia dar; a resposta é a lado nenhum. Ao fim de cerca de 5km, ela acabava.”

O casal acabaria por regressar ao hotel, adiando para outro dia a visita a Guimarães.

O resto do dia parece ter corrido um pouco melhor, mas este relato parece demonstrar que a cidade de Braga (tal como grande parte de Portugal) continua a não estar preparada para acolher os turistas que todos os anos a visitam de bicicleta. Continua a não haver brochuras turísticas e mapas concebidos a pensar neste tipo de turismo; continua a não haver vias cicláveis (seguras, confortáveis e convenientes para os utilizadores de bicicleta), dentro da cidade bem como entre esta e as localidades vizinhas; ainda não há estacionamento adequado para bicicletas na cidade de Braga; e, ao que parece, a própria sinalização rodoviária parece ser insuficiente…

Ciclistas Urbanos em Braga #104


Ciclistas Urbanos em Braga

Três meses a viajar de bicicleta. 4500km percorridos a pedalar pela Europa. Foi assim que encontrei em Braga Kim Jeong Hun, um jovem turista sul-coreano que atravessou nove países europeus para chegar até Braga.

O ciclista, que vemos nesta foto acompanhado pelo seu amigo Yoonki, é engenheiro recém-formado em Ciências da Computação que decidiu aproveitar o final de curso para fazer a sua viagem de sonho, antes de ingressar no complicado e sempre apressado mundo do trabalho. Passou pelo Reino Unido, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Suíça, França, Espanha e, depois de parar na Galiza a visitar a cidade de Compostela, parou em Braga, onde o encontrei. A viagem continuaria nos dias seguintes em direção ao Porto, Lisboa e, finalmente, Madrid, de onde apanharia o voo de regresso para Seul.

Na conversa que tivemos, contou-nos que há cerca de 2 anos, o governo sul-coreano deu início a um extenso programa de construção de ciclovias, com o objetivo de melhorar a qualidade do ar e rentabilizar o espaço urbano (só na cidade de Seul, existem mais de 10 milhões de habitantes, pelo que a questão do espaço é fundamental). Desde então, tem-se observado um aumento considerável do número de ciclistas, bem como o aparecimento de muitas empresas ligadas à venda e manutenção de bicicletas. Não será, portanto, de admirar que Kim Jeong Hun nos confesse que considera que as condições atuais na Coreia do Sul são melhores do que as que encontrou em Portugal, em termos de promoção do uso deste meio de transporte…

Câmara Municipal de Braga reuniu com ciclistas urbanos


A convite da Câmara Municipal de Braga, realizou-se esta tarde uma reunião com o grupo de ciclistas urbanos que em junho deste ano apresentaram a Proposta de Mobilidade Sustentável. Nesta reunião, convocada e presidida pelo Eng. Rui Gonçalves, estiverem presentes diversos responsáveis da CMB ligados à área do planeamento urbano e afins, bem como os ciclistas Victor Domingos (Braga Ciclável), Antony Gonçalves e Rómulo Duque (Encontros com Pedal).

Câmara Municipal de Braga reuniu com ciclistas urbanos

O encontro serviu, por um lado, para fazer um ponto de situação relativamente ao planeamento da criação de condições para a utilização da bicicleta na cidade de Braga. Mas, sobretudo, foi uma oportunidade para dar início à troca de ideias com quem usa a bicicleta no seu dia-a-dia, de modo a melhor perceber quais as reais necessidades da população e as dificuldades com que os nossos ciclistas se deparam.

Esperamos que o nosso pequeno contributo possa ajudar a autarquia a encontrar soluções que minimizem as dificuldades sentidas diariamente pelos nossos ciclistas e que, a curto ou médio prazo, possamos começar a ver frutos desta troca de ideias. A cidade de Braga merece!