Ciclistas Urbanos em Braga #52


Ciclistas Urbanos em Braga

O Sérgio, de Maximinos, usa a sua bicicleta para se deslocar para todo o lado em Braga. Tal como muitos outros bracarenses, sente diariamente a falta de estacionamentos adequados e de melhores condições para circular de bicicleta.

Ah!, e sim, também já lhe roubaram uma bicicleta cá em braga (infelizmente, o roubo de bicicletas na nossa cidade começa a ser um tema recorrente).

Ciclistas Urbanos em Braga #50


Ciclistas Urbanos em Braga

O Amarildo é estudante de Informática na Universidade do Minho e usa frequentemente a bicicleta para as suas deslocações quotidianas. Há algum tempo, precisou de comprar esta bicicleta porque lhe roubaram a que usava – um problema grave, que infelizmente tem afetado muitos outros ciclistas em Braga.

Nota:

Confesso que até há bem pouco tempo, não tinha noção das proporções que assume em Braga o flagelo dos roubos de bicicletas. Quando há dias me lembrei de perguntar ao sr. Nascimento se conhecia alguém em Braga a quem tivessem roubado uma bicicleta, tive logo o meu primeiro banho de agua fria. Ele mesmo já perdera a conta às bicicletas que lhe haviam roubado. Nesse mesmo dia, um amigo meu publicava no Facebook uma foto de uma simpática ciclista a passear por Braga – pouco tempo depois, fiquei a saber que a sua bicicleta fora roubada 5 minutos depois de ter sido tirada essa foto!… Daí para cá, é raro o ciclista com quem falo que nunca ficou sem uma bicicleta, ou que não tem alguém próximo a quem já tenham furtado uma.

O primeiro reparo a fazer em relação a este assunto é que nós, ciclistas, não podemos confiar na sorte. Infelizmente, não vivemos numa cidade tão segura que possamos deixar descansadamente a bicicleta encostada enquanto vamos só ali e já vimos. A maior parte dos roubos que me têm chegado aos ouvidos são de bicicletas que não estavam presas com cadeados. Lá diz o ditado: “A ocasião faz o ladrão”…

Outro reparo não menos importante é que em boa parte desses casos, os ciclistas lesados deixaram a bicicleta encostada ou mal presa, não só porque pensavam que Braga era uma cidade segura, mas também porque não havia nenhum estacionamento adequado para bicicletas por perto. Até ao momento, parece que nem a Câmara Municipal de Braga, nem as empresas responsáveis por centros comerciais, supermercados, etc., se têm dado ao trabalho de instalar bicicletários nos locais onde eles fazem falta.

Finalmente, não será demais lembrar que é importante manter em arquivo as faturas das nossas bicicletas (de preferência com o número de série indicado) e fotos detalhadas das mesmas, de modo a podermos notificar as autoridades em caso de roubo. Muitos ciclistas roubados não chegam a apresentar queixa nas autoridades, no entanto isso é algo que deveria ser sempre feito. Na eventualidade de haver bicicletas entre o material que venha a ser apreendido pelas autoridades, elas só serão entregues aos seus legítimos donos se houver registo de ocorrência e for feita prova de propriedade. No caso de bicicletas de valor elevado, poderá ser de considerar um seguro contra roubos.

Ciclistas Urbanos em Braga #48 e #49


Ciclistas Urbanos em Braga

A Helena e o Paulo, dois jovens empreendedores de Braga, gostam de usar a bicicleta para as suas deslocações pelo centro de Braga, por exemplo, para tomar um café. São os promotores do muito acolhedor Braga Pop Hostel, onde brevemente passarão a ser disponibilizadas algumas bicicletas para os seus hóspedes. Uma iniciativa inovadora que merece o nosso aplauso.

Nota
Durante uma pequena troca de impressões, veio à baila o assunto dos estacionamentos para bicicletas – praticamente inexistentes em Braga – e os frequentes roubos de bicicletas. Quase diariamente, vou conversando com ciclistas de Braga a quem já roubaram bicicletas, ou que conhecem alguém próximo a quem isso já aconteceu.

Parte do problema tem necessariamente que ver com o facto de ainda não haver estacionamentos adequados, em localizações úteis e em quantidade suficiente, no centro da cidade e não só. Não é fácil prender em segurança uma bicicleta usando o mobiliário urbano existente em Braga. Muitas pessoas acabam assim por prender a bicicleta de forma improvisada (e pouco segura), ou simplesmente facilitam e deixam-na sem prender, por alguns instantes. Infelizmente, bastam 2 ou 3 segundos para pegar numa bicicleta alheia e fugir nela…

Ciclistas Urbanos em Braga #33


Ciclistas Urbanos em Braga

O sr. Nascimento, de Maximinos, usa a bicicleta diariamente para todo o tipo de deslocações: ir para o trabalho, tratar de afazeres diversos, passear, etc. Conhece a sua bicicleta como ninguém e até faz praticamente toda a manutenção mecânica por si próprio.

Quanto às condições para o uso da bicicleta em Braga, realça sobretudo a falta de segurança: quase não há estacionamentos para bicicletas, e os poucos que há são de fraca qualidade. De tal modo que já perdeu a conta às bicicletas que lhe roubaram cá em Braga ao longo dos últimos anos.

Nota:
Dizem os entendidos que para prender de forma adequada uma bicicleta, devemos usar pelo menos dois cadeados, de tipos diferentes, sendo um deles, preferencialmente, do tipo “U-Lock”. O quadro da bicicleta é o elemento mais importante a fixar ao suporte de estacionamento, mas não deverão ficar esquecidas também ambas as rodas e o selim, sobretudo se for de aperto rápido. Claro que isto exige a presença de bicicletários bem desenhados e construídos, de forma e dimensões adequadas, algo que ainda não existe em Braga. Infelizmente, os poucos que temos são ainda do tipo wheel bender (“empena-rodas”) e ainda por cima tendem a ficar escondidos em locais que facilitam o trabalho discreto dos amigos do alheio.

Diz-se também que, mesmo usando essas medidas, o ideal é manter sempre a bicicleta debaixo de olho. Claro que quem vai trabalhar ou tratar de outros assuntos nem sempre pode estar a vigiar o seu veículo. Por isso, em alguns locais, seria importante disponibilizar estacionamento de de longa duração para bicicletas, cobertos e vigiados, ou com algum outro tipo de medidas de segurança adicionais. Algo que é relativamente comum em algumas cidades no mundo, mas que por cá ainda não se vê…