Começar a usar a bicicleta no dia a dia

Começar a usar a bicicleta no dia a dia


Usar a bicicleta como meio de transporte tem muitas vantagens para nós e para os que nos rodeiam. Mas… o que é preciso para começar a deixar o carro em casa e passar a utilizar a bicicleta?

1. Uma bicicleta

Provavelmente, até já tem uma bicicleta algures na sua casa. Se não tem avarias, se anda e trava, então serve! Até pode ter um pouco de ferrugem aqui e ali, desde que o quadro e os principais componentes estejam intactos. E nada como uma bicicleta antiga para reviver velhas aventuras. Talvez precise de uma limpeza ou afinação, mas não tem problema: mesmo que não o saiba fazer basta levá-la a uma oficina de bicicletas e o mecânico tratará de a deixar pronta para as suas viagens.

Mas se ainda não tem bicicleta, então o melhor mesmo é comprar uma. Não tem de ser um modelo caro, mas convém que tenha alguma qualidade. Os preços mais altos encontram-se em bicicletas de competição, que poucas vantagens trazem para quem quer um veículo utilitário. Verifique os modelos existentes e que tipo de acessórios trazem. Há marcas que parecem baratas, mas não incluem alguns extras úteis ou mesmo imprescindíveis, como por exemplo um bom conjunto de luzes ou os guarda-lamas.

2. Luzes e refletores

São obrigatórios e absolutamente necessários para quem faz as suas deslocações diárias de bicicleta. Mesmo que não tencione circular de noite, poderá surgir um imprevisto que obrigue a viajar a uma hora mais tardia ou com céu encoberto. As luzes e os refletores, juntamente com uma condução sempre atenta e defensiva, serão as suas melhores medidas de segurança.

Deverá ter dois refletores em cada roda, mais um refletor branco à frente e um vermelho atrás. Deve ter ainda uma luz branca (fixa) à frente e uma luz vermelha (também preferencialmente fixa) atrás. Podem ser a pilhas ou de dínamo, o importante é que funcionem bem e ajudem a ver e ser visto(a).

3. Cesto, grade e/ou alforges

Quando começar a usar a bicicleta, certamente quererá transportar alguns objetos na bicicleta: uma peça de roupa, um poncho ou fato impermeável, um computador portátil, alguns livros, o almoço ou o lanche, algumas compras da mercearia, etc. Ainda que uma simples mochila permita remediar, a verdade é que é muito mais confortável se a bagagem não pesar nas nossas costas, mas sim nas da bicicleta. Suamos menos e conseguimos levar muitas mais coisas na bicicleta, sem complicações. Por isso, vale a pena escolher uma bicicleta que tenha cesto ou grade bagageira e alforges, ou então equipá-la com esses acessórios, que atualmente estão à venda em qualquer loja de bicicletas.

OUTROS EXTRAS

Algo que não pode faltar é um bom cadeado para prender a bicicleta enquanto for tratar dos seus assuntos. Há vários modelos, mas os mais seguros costumam ser aqueles em forma de U.

Também pode ser útil uma bomba de ar e um conjunto de ferramentas para apertar algum parafuso.

Finalmente, guarda-lamas e protetores de corrente evitam que a lama e o óleo sujem a nossa roupa. Se a sua bicicleta não tiver esses acessórios, um mecânico poderá instalá-los.

A Bicicleta em Braga

A Bicicleta em Braga


Há muitas frases que quem anda de bicicleta costuma ouvir no dia a dia: “Vens de bicicleta com esta chuva?”, “Está tanto calor para andares de bicicleta!”, “Como é que vais levar tanta coisa, queres boleia?”, “Eu não posso andar de bicicleta, tenho que levar os filhos à escola!”, “Não posso ir de bicicleta, posso precisar do carro!”, “Em Braga não há cultura da bicicleta”, entre muitas outras. São muitos os conceitos pré-concebidos sobre andar de bicicleta no dia a dia, mas muitas dessas frases não são mais do que falácias e muitas vezes trazem a curiosidade de quem também gostaria de andar de bicicleta no dia a dia.

Eu costumo dizer que não há mau tempo, mas sim mau equipamento (ou a falta dele). Um impermeável (calças + poncho + guarda sapatos), uma bicicleta equipada com guarda lamas e protetor de corrente, um alforges impermeável enão há chuva que nos molhe. E, em Braga, não chove assim tanto. Em Braga temos 195 dias sem chuva, ou seja, em mais de metade do ano não chove. Para além disso não há dias em que se tenha registado gelo e as temperaturas são agradáveis. Já Amesterdão possui 187 dias sem chuva, Odense 190, Hamburgo 175, Freiburg im Breisgau 182, Nantes 137, San-Sebastian 187. Ou seja, em todas estas cidades chove durante mais dias do que em Braga. Tendo em conta que todas estas cidades têm maior percentagem da população a utilizar a bicicleta do que Braga, não é a chuva que faz com que as pessoas não usem a bicicleta. E as pessoas dessas cidades também são seres humanos, não são diferentes de nós.

Braga é uma cidade densa e plana ao longo do Rio Este, entre São Pedro D’Este e Ferreiros. Aqui habitam cerca de 100 mil pessoas em 13 km2 , ou seja, cerca de 7600 pessoas/km2 . E também aqui os declives são inferiores a 6%. Quem faz o dia a dia dentro desta área pode perfeitamente utilizar a bicicleta como meio de deslocação casa-trabalho ou casa-escola. Se faltam infraestruturas? Faltam, e elas só por si são uma forma de promover a bicicleta (têm é que ser bem construídas). Ao mesmo tempo, falta uma gestão de estacionamento eficaz, aumentar as frequências de transporte público, reduzir a atratividade do automóvel. Entretanto, experimentem utilizar a bicicleta, comecem ao fim de semana, depois uma vez por semana e, quando derem por ela, já andam mais de bicicleta do que de carro.


COMO PEDALAR RODEADO DE PEÕES?

1- Se pedalar em zonas de coexistência (por exemplo o centro histórico de Braga) faça-o de forma atenta. Nesse lugar o peão é o “rei” e deve ser respeitado ao máximo. Ir mais devagar ou mesmo desmontar é importante. Não traz nada de bom passar ‘fininhos’ a um peão ou acelerar Rua do Souto abaixo correndo o risco de alguém sair de uma loja. Mais devagar também se pedala.

2- Se pedalar numa ecovia ou numa via pedonal e ciclável sem separação tenha especial atenção aos peões. Também aqui devemos ter um cuidado redobrado com quem circula nessa via partilhada. Andar de bicicleta nestas vias não é nenhuma competição. Todos devem ser respeitados.

(Artigo originalmente publicado na edição de maio de 2017 da Revista Rua)

É URGENTE UMA REVOLUÇÃO ECOLÓGICA!

É URGENTE UMA REVOLUÇÃO ECOLÓGICA!


Abril é o nosso mês da revolução. É sempre aquele mês em que reforçamos a esperança de melhores mundos, mais justos, em que pomos o cravo na lapela e acreditamos que o futuro como sítio melhor é possível. É o mês da esperança redobrada – a das mudanças que já alcançamos desde 1974, mas também a certeza de que as mudanças são possíveis, desde que as pessoas arregacem as mangas.

Portugal está muito melhor hoje do que a 23 de Abril de 1974, mas o que guardo desse Abril que não vivi é sonhar sempre mais alto. E o país dos meus sonhos é um país mais ecológico, mais verde, mais livre de stresses desnecessários. E se há coisas que se vão alcançando lentamente, passo a passo, há outras cuja necessidade é tão urgente que é preciso haver uma revolução. E o tratar do planeta é urgente.

A revolução ecológica de Braga é urgente. É urgente que as pessoas repensem a sua mobilidade dentro da cidade e que a autarquia abrace esta causa como uma das mais importante para o desenvolvimento sustentável de Braga. A revolução verde está em curso, mas temos de ser nós a ditar que caminho deve tomar. Em todo o mundo as cidades estão a desenhar-se livres de carros, com vias cicláveis que realmente unam os pontos estratégicos da cidade – das zonas residenciais às escolas, locais de trabalho e lazer. O passado de Braga já mostrou o que criar percursos mal desenhados, que não unem coisa nenhuma, são obras para enterrar dinheiro e não servem nem para inglês ver. É preciso que desta vez, o plano de mobilidade para a cidade não se fique pela fotografia, que realmente ponha os modos suaves de transporte em primeiro lugar. Precisamos de vias cicláveis que permitam que os alunos de todas as escolas possam fazer os seus percursos diários sem interrupções e sem riscos, que permitam que os trabalhadores optem pela bicicleta para se deslocar para o trabalho, que a revolução não seja feita contra ninguém, mas a favor de todos – oferecendo alternativas viáveis para que a mudança seja abraçada por todos.


Dicas para aproveitar a primavera para mudar hábitos

1- Aproveita o fim de semana para tirar a bicicleta da garagem e experimentar o melhor trajeto para o local de trabalho na companhia de um amigo ou colega.

2- Aos sábados de manhã, pega na bicicleta e vai ao mercado municipal fazer as compras dos melhores frescos.

3- Aproveita os dias mais longos para passeios no final da tarde.


(Artigo originalmente publicado na edição de maio de 2017 da Revista Rua)

Humanidade (In)Sustentável

Humanidade (In)Sustentável


Em 1966, no livro A Dimensão Oculta, Edward T. Hall afirmava já que “o automóvel é o maior consumidor de espaço pessoal e público que o homem jamais inventou”. Perceber que, há cerca de 70 anos, várias vozes se levantavam já no sentido de precaver a extensão da relação de dependência entre o homem e o automóvel, faz-me pensar no quanto andamos a negligenciar estas questões durante todo este tempo.

O surgimento do automóvel modificou a forma de vida das pessoas. Se, por um lado, tornou mais fácil percorrer curtas e longas distâncias, por outro foi o motor para o crescimento das malhas urbanas em extensões tais que inviabilizou que estas pudessem ser percorridas a pé, de bicicleta ou mesmo por uma rede de transportes públicos eficaz.

Resultado desta trajetória, existe, hoje em dia, um verdadeiro síndrome do automóvel. Em Portugal, esta patologia é gritante. A possibilidade de não ser possível deixar o filho à porta da escola com o seu próprio carro, deixa a maioria dos pais em sobressalto. A ideia sequer de ir às compras sem que o carro esteja à porta do supermercado aterroriza qualquer consumidor. A hipótese de se ir ao ginásio e de seguida prolongar o exercício voltando para casa a pé, de bicicleta ou de autocarro, não passa sequer pela cabeça dos nossos ‘atletas’. Alternativas há sempre, ou quase sempre.

Enquanto isso vamos permitindo que os nossos centros urbanos se vão estrangulando pela presença excessiva de automóveis que aumentam cada vez mais o tempo investido em movimentos pendulares, impossibilitam a coexistência com outros modos de transporte e diminuam o contacto social. Não queremos andar a pé ou de bicicleta, não percorremos as ruas das nossas cidades, não conhecemos as pessoas que frequentam os mesmos caminhos ou lugares que nós. Diz Hall que “quando passeamos, aprendemos a conhecer-nos entre nós, que mais não seja de vista”, permitindo o fortalecimento das relações humanas.

Não temos que nos incompatibilizar com o uso do automóvel em meio urbano, mas antes aprender a gerir a sua utilização de forma a que, não apenas a mobilidade se torne sustentável, mas também a humanidade das relações.


Dicas de Sustentabilidade

  1. O filho do seu vizinho frequenta a mesma escola que o seu filho? Que tal combinarem levar alternadamente os miúdos à escola e aproveitar para melhorar as relações de vizinhança?!

2. Se a distância lho permitir, que tal começar a ir de bicicleta para o trabalho duas a três vezes por semana? Se calhar evitar-lhe-ia aquela aula dolorosa de cycling ao final do dia. E quem sabe mesmo uma mensalidade
poupada…

3. Vai às compras? Alforges, cestos, atrelados, são todos boas opções para o seu transporte!

(Artigo originalmente publicado na edição de março de 2017 da Revista Rua)

As bicicletas são carros?

As bicicletas são carros?


Veio a debate, nas últimas semanas, a obrigatoriedade da utilização do capacete para quem se desloca de bicicleta. A discussão foi acesa nas redes sociais, onde para alguns não só o capacete deveria ser obrigatório, como também o seguro e as bicicletas deveriam pagar Imposto Único de Circulação (IUC). Estes argumentos baseiam-se numa premissa: se para os carros é assim, por que não o há de ser para as bicicletas? Tal como frequentemente acontece com os argumentos simplistas, também este não parece adequar-se muito à realidade.

Indo por partes e começando pelo capacete. Há que distinguir a utilização da bicicleta em contexto desportivo, a alta velocidade numa estrada nacional, da sua utilização como meio de transporte em contexto urbano e numa lógica utilitária. As cidades deverão estar centradas numa hierarquia encabeçada pelos peões e onde as bicicletas estão em segundo lugar, devendo ser impostas aos carros práticas que garantam a segurança de todos. Tornar obrigatório o capacete em meio urbano é inverter toda esta lógica, dando o ónus da segurança aos ciclistas quando, na realidade, são os automóveis que podem matar. Não fariam mais sentido medidas efetivas que promovessem a diminuição das velocidades praticadas em meio urbano?

Relativamente ao seguro, ele é obrigatório nos automóveis pelo facto de se considerar que é uma máquina que pode facilmente provocar danos sérios, garantindo assim o pagamento das indemnizações envolvidas que, em caso de acidente, poderão ser elevadas. Faria sentido isto para as bicicletas? São comparáveis os danos que um automóvel pode causar, aos de uma bicicleta? E aos peões que vão a correr?

Quanto ao IUC, acho que poderia fazer sentido as bicicletas pagarem, mas quanto? De acordo com os critérios definidos na lei, este imposto deve “onerar os contribuintes na medida do custo ambiental e viário que estes provocam”. Com base nestes princípios, estima-se que o seu valor para uma bicicleta seria de 0,01€. Valerá mesmo a pena?


Dicas para Pedalar em Segurança

1. Circulando na estrada, utilize o centro da faixa de rodagem e encoste apenas à berma para permitir a ultrapassagem quando considerar seguro. Não é obrigatório que as bicicletas circulem na berma e ela é um local perigoso!

2. Se circular no passeio ou em zonas de coexistência com peões, lembre-se que aí o peão é rei: as velocidades deverão ser baixas, o seu comportamento deverá ser previsível e o peão não deverá ser pressionado.

3. Se circular à noite, faça-se ver. A lei obriga “uma luz de presença à frente de cor branca com emissão contínua e outra à retaguarda de cor vermelha com emissão contínua ou intermitente, bem como refletores na roda da frente e na roda da retaguarda”.


(Artigo originalmente publicado na edição de fevereiro de 2017 da Revista Rua)

Ano Novo, Vida Nova

Ano Novo, Vida Nova


Às 12 badaladas do relógio, na noite de 31 de Dezembro 2016, toda (ou quase toda) a gente reviu o seu ano e fez votos para o novo! A maior parte desejou saúde e aumento salarial, outra grande parte desejou paz na Terra, outra desejou encontrar o amor da sua vida… votos e desejos para todos os gostos.

Em 2016 vários eventos aconteceram que irão ficar para a história:

– Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República Portuguesa.
– Sócrates inaugura escandalosamente o tão aguardado túnel do Marão.
– Partiu Nicolau Breyner, vítima de ataque cardíaco.
– Portugal foi campeão europeu de futebol.
– S.C. Braga vence a Taça de Portugal.
– A Braga Ciclável fez Braga pedalar com o II Cycle Chic.
– C.M. Braga anunciou o reforço da mobilidade urbana em Braga (novas ciclovias).
– Jogos Olímpicos do Brasil: Rui Costa no Top 10 do ciclismo olímpico e Telma Monteiro traz bronze para Portugal.
– Ouro e Prata para Portugal por Fernando Pimenta e Emanuel Silva, na Taça do Mundo de Canoagem.
– Emanuel Pombo e Ana Leite campeões da Taça de Enduro.
– Federação Portuguesa de Ciclismo completa 117 anos. É a mais antiga Federação desportiva portuguesa em actividade!
– Cristiano Ronaldo recebe a 4ª bola de Ouro.
– Bruxelas é atacada por terroristas.
– A Rainha de Inglaterra (Isabel II) fez 90 anos.
– Parte o lendário Muammad Ali (Cassius Clay).
– Trump foi eleito o presidente dos E.U.A..
– Morre o cantor Prince.
– Web Summit Portugal.
– A famosa Route 66 fez 90 anos.
– A Associação Braga Ciclável festeja oficialmente o seu primeiro aniversário

Será que aproveitamos bem o ano anterior? Será que continuaremos a ser os mesmos neste novo ano?


Usar o que temos e sem medo

1. Se a bicicleta é o vosso meio de transporte principal, não tenham vergonha de o mostrar, pois é dos meios mais sensatos e amigos do ambiente! Não tenham medo de arriscar um novo projecto, pois no final do ano irão estar a lamentar-se por não terem arriscado!

2. Não tenham medo de circular pelas cidades em bicicleta!
Desde que tenhamos consciência de que vamos partilhar as vias com condutores de vários tipos e nos poderemos arriscar, que usemos vestuário facilmente visível, luzes e reflectores! Nunca se esqueçam que antes de existirem automóveis, já existiam bicicletas! Aliás, o automóvel teve a sua origem a partir de uma bicicleta de quatro rodas!


(Artigo originalmente publicado na edição de janeiro de 2017 da Revista Rua)

Roleta Russa à Moda de Braga

Roleta Russa à Moda de Braga


Conduzir na nossa cidade cada vez mais é uma aventura!

Mesmo não havendo filas gigantes, que provocam stress, aumentam a poluição e derretem a paciência, como em cidades maiores, os condutores de Braga são verdadeiros pilotos! Desde ultrapassagens em cima de curvas, linhas contínuas, excesso de velocidade (fazem de qualquer via uma autêntica autoestrada), a fracos acessos e fraco policiamento!

Como condutora (automobilista e ciclista) que sou, fiz bastantes quilómetros em cidades com tradição de ciclismo urbano, como Copenhaga e Amesterdão e concluo que circular de bicicleta na nossa cidade não é propriamente uma actividade segura e agradável!

Actualmente, como esposa de um ciclista assíduo, ainda por cima grávida, não consigo sentir-me descansada, sabendo que ele partilha as vias com condutores de máquinas que, apenas com um retrovisor poderão magoá-lo, ou outro tipo de consequências de maior gravidade! Cada vez que ele sai de bicicleta, mal confirma que saiu do trabalho e que vai a caminho de casa, verifico o minuto a que ele saiu, oiço o ponteiro dos segundos a passar e fico apreensiva a ver as luzes dos automóveis na cidade, das janelas de nossa casa. Tento procurar as luzes da bicicleta dele, o que é praticamente impossível, imaginando que está a chegar são e salvo! Passam-se os segundos, formando minutos e ele não chega, pego no telemóvel e envio uma mensagem e… recebo resposta: “Estou na garagem! Acabei de chegar!”. Parece que tudo pára nesse momento!

Porque é que temos que passar por isto? Pedir-lhe que pare de andar de bicicleta será uma maldade! Mais ninguém sofre o mesmo? A culpa não é dos peões, dos ciclistas que conservam a cidade, que respeitam os outros, mas sim de quem desrespeita, de quem governa e não defende as pessoas, não defende a cidade. Pedalar ou caminhar em segurança é um direito de todos!

BASTA DE ATROPELAMENTOS E ACIDENTES!

Bebé a Bordo?

GRÁVIDAS PODEM ANDAR DE BICICLETA?

Sim, mas com precauções a tomar: evitar percursos acidentados e arriscados, nunca andar só e parar no terceiro trimestre. Atenção: as grávidas primeiramente deverão confirmar com o médico que as acompanha!

POSSO FAZER DESLOCAÇÕES DE BICICLETA COM O BEBÉ?

Sim, a partir dos 9 meses, já existem cadeiras compatíveis e homologadas para tal! Para além de saudável para a mãe, em condições favoráveis e confortáveis (sem trânsito, sem mau tempo, etc.), a criança desfrutará de algo novo e terá experiências únicas e até poderão ajudar a desenvolver o prazer de andar de bicicleta no futuro!


(Artigo originalmente publicado na edição de dezembro de 2016 da Revista Rua)