Braga Ciclável apela ao uso da bicicleta

Braga Ciclável apela ao uso da bicicleta


A Associação Braga Ciclável sugeriu ao presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, que pedisse aos munícipes para “evitarem o uso dos transportes públicos durante este período, apelando para que, nos casos excepcionais em que tenham que fazer alguma deslocação, o façam recorrendo, sempre que possível, ao uso da bicicleta”.

Outra das sugestões apresentadas à edilidade foi a redução temporária do número de vias na Avenida da Liberdade, Avenida 31 de Janeiro, Avenida Imaculada Conceição, Avenida João XXI, Avenida João Paulo II, Av. Robert Smith e Av. Dr. António Palha. No entender da associação possuem actualmente, menos trânsito (devido à pandemia do Covid-19), mas registam velocidades mais elevadas por parte dos automobilistas. “A supressão de uma via de trânsito em cada uma destas artérias, levará a uma acalmia de tráfego que é desejável e necessária para a segurança de todos”, considera a Braga Ciclável.

As sugestões apresentadas têm como referência as práticas adoptadas por algumas cidades da Dinamarca, Holanda e Reino Unido.

Além dos benefícios do exercício físico, o uso da bicicleta evita que as pessoas viagem em espaços contaminados.

@Correio do Minho 27 de Março de 2020

Braga Ciclável apela ao uso da bicicleta nas deslocações essenciais

Braga Ciclável apela ao uso da bicicleta nas deslocações essenciais


Associação apela ainda ao Município que reduza o número de vias destinadas ao automóvel, em tempo quarentena, para garantir a segurança rodoviária.

Com o país em estado de emergência e muitas pessoas em quarentena voluntária, a Associação Braga Ciclável deixou duas sugestões à Câmara Municipal: reduzir o número de vias dedicadas aos automóveis e sensibilizar os bracarenses para usarem a bicicleta nas deslocações essenciais.

As deslocações de bicicleta, explicou à RUM o presidente da Braga Ciclável, “permitem o necessário distanciamento social e evitam o contacto com superfícies tocadas por outras pessoas, como acontece nos transportes públicos”.

Segundo Mário Meireles, perante o actual cenário há “pouco trânsito, mas as velocidades aumentam, e não há necessidade de tanta disponibilidade para o trânsito automóvel”. Por isso mesmo, e por forma a “aumentar a segurança rodoviária, a associação sugere também “reduções temporárias do número de vias na Avenida da Liberdade, Avenida 31 de Janeiro, Avenida Imaculada Conceição, Avenida João XXI, Avenida João Paulo II, Av. Robert Smith e Av. Dr. António Palha”.

A Câmara Municipal barrou, esta semana, o acesso à ecovia. Segundo Mário Meireles, as pessoas que usavam essa via para se deslocarem de bicicleta para o trabalho “entenderam” a decisão do município, mas reclamam falta de segurança nas estradas.

“Tivemos feedback de algumas pessoas que, depois de fechado o acesso, tiveram que começar a utilizar a rodovia ou pela estrada ou pelo passeio, porque não se sentem em segurança a usar a estrada, tendo que se deslocar por vias mais perigosas”, explicou.

Segundo a associação, “a ECF – European Cycling Federation considera que o uso da bicicleta, convencional ou com assistência elétrica, deve ser encorajado pelos Estados Membros da União Europeia, também durante a disseminação desenfreada do COVID-19. Isto porque, ao usarem a bicicleta, as pessoas desde logo mantêm as distâncias necessárias para evitar a infeção e, ao mesmo tempo, têm probabilidade muito menor de tocarem em objetos contaminados no espaço público ou em transportes públicos”.

“A atividade física regular, como por exemplo andar de bicicleta, ajuda a manter o sistema cardiovascular e os pulmões saudáveis, prevenindo doenças e protegendo o corpo de infeções. Portanto, é importante que as pessoas pedalam durante a crise”, afirmam ainda.

@RUM – Rádio Universitária do Minho, 26 de Março de 2020

“Braga Ciclável pergunta pelos 22km de ciclovia”

“Braga Ciclável pergunta pelos 22km de ciclovia”


Associação defensora da mobilidade em Bicicleta em Braga acusa autarquia de falha de compromissos para criação da via ciclável.

Porque não foi executada a construção da rede ciclável de 22km em Braga aprovada em reunião de câmara?

A questão é colocada pela Associação Braga Ciclável, que realizou ao final da tarde de quinta-feira uma conferência de imprensa para colocar, através da imprensa local, questões ao executivo de Ricardo Rio que até agora não se terá manifestado disponível para uma reunião.

Aos jornalistas Mário Meireles, Presidente da Braga Ciclável, afirmou que, até hoje, “não há conhecimento público” do projecto da extensão da rede ciclável de 22 km. “Nos últimos dois anos vimos um projecto, que foi pago por fundos públicos, a ser finalizado e a ser aprovado em reunião de executivo um investimento para 22km de ciclovias e que ia ser apresentado a discussão pública no mês de Fevereiro de 2018. Até agora nunca soubemos de nada. No Plano Plurianual de Investimentos deste ano vemos todo o investimento que estava previsto a desaparecer”, denunciou.

A Associação Braga Ciclável faz as contas. Desde 2013 até hoje, incluindo o estudo de Mobilidade do Quadrilátero, “foram gastos cerca de meio milhão de euros em estudos de projectos de mobilidade activa”, mas até hoje “não foram vistas”, no terreno, alterações que se adequem a estes estudos. “Se até 2025 queremos que sejam realizadas mais de 18 mil viagens por dia de bicicleta é preciso que os projectos sejam realizados”, vincou, recordando as ambições públicas já manifestadas pelo poder municipal.

É urgente resolver problemas da ciclovia de Lamaçães

A Braga Ciclável espera que os problemas sejam “resolvidos rapidamente” na Ciclovia de Lamaçães, dando nota da necessidade de alterações na extensão de 800 metros até ao campus de Gualtar, e solicitando que não seja aplicada a alteração proposta na Junta de Freguesia de Nogueira, pois “colocaria a vida de inúmeras pessoas em risco”, avisam os ciclistas.

O projecto prevê que a ciclovia, entre a Rotunda do McDonalds e a Avenida D. João II, seja bilateral. Mário Meireles sublinha que essa solução “aumenta a possibilidade de conflitos e aumenta o risco de acidente em 13 vezes”.

Os ciclistas vão mais longe nas críticas à estratégia do município de Braga: “não se pode afirmar que a regeneração e uma via é uma grande estratégia e “impulsionadora da mobilidade em bicicleta de uma cidade”.

A Braga Ciclável espera ainda que Braga “não cometa os mesmos erros de planeamento que Guimarães e Vila Verde” cometeram, manifestando-se ainda contra o facto de se deixar cair um investimento em mobilidade activa em bicicleta, até agora previsto”.

@RUM, 17 de maio de 2019