Reportagem no Público destaca o perigo da velocidade excessiva em Braga

Reportagem no Público destaca o perigo da velocidade excessiva em Braga


O jornal Público, na edição do passado dia 8 de setembro, publicou, a propósito do recente atropelamento de um grupo de ciclistas na cidade de Braga, uma interessante reportagem sobre o excesso de velocidade nesta cidade e do perigo que esse excesso representa, sobretudo para quem circula de bicicleta.

Na reportagem, que pode ser lida na íntegra na edição digital do jornal, o jornal relembra o recente atropelamento, que aconteceu numa via urbana cuja velocidade máxima está atualmente fixada entre os 50 e os 70 km/h, mas onde é habitual haver carros a circular a velocidades superiores a esses limites legais. O Público escutou a opinião de Mário Meireles, presidente da Associação Braga Ciclável, que resumiu a principal origem do problema, denunciando que as velocidades reais estão muito acima desses valores. Opinião que foi corroborada pelo vereador do Urbanismo da Câmara de Braga, Miguel Bandeira, que confirmou que nessas avenidas “são atingidas velocidades verdadeiramente escandalosas”.
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Rede ciclável de Braga em destaque no jornal Público


O Público publicou esta segunda-feira, dia 26 de maio, uma interessante reportagem sobre os planos da Câmara Municipal de Braga para a nossa futura “rede ciclável”. Vale a pena uma leitura atenta. Trata-se de uma mudança de paradigma, que nos leva a crer que estamos a fazer História.

A documentação a que o Público teve acesso são ainda, cremos nós, um trabalho em curso e refletem não só planeamento que vem sendo feito pela equipa da CMB, mas também o contributo dos utilizadores da bicicleta, que recentemente foram chamados a opinar sobre esses mesmos planos e sugerir possíveis alterações.

Das declarações do vereador do Urbanismo, Miguel Bandeira, destaca-se o objetivo de assegurar num futuro próximo que toda a cidade conte com uma via devidamente preparada para acolher em segurança e conforto quem se desloque de bicicleta, a uma distância máxima de 300 metros. É um bom ponto de partida, sobretudo se essa estratégia for devidamente complementada com medidas de efetiva acalmia de trânsito, sobretudo nas zonas residenciais.

É que, se em setembro do ano passado a promessa de 29km de ciclovias quase soava a campanha eleitoral e parecia um objetivo mais ou menos utópico, agora surge preto no branco o compromisso de investir na criação de uma rede ainda mais ambiciosa que forneça um contexto viário adequado para a utilização da bicicleta como meio de transporte. Fala-se agora em 76 km de vias “cicláveis”, assim o permita o próximo quadro comunitário de apoio.

O importante é que, finalmente, todas as forças políticas de Braga despertaram para a necessidade urgente de devolver à população desta cidade ruas mais seguras, mais confortáveis e mais úteis, onde seja possível circular de forma segura em bicicleta. Depois de algumas décadas de investimento quase exclusivo em infraestruturas rodoviárias destinadas ao automóvel e restantes veículos motorizados, é uma lufada de ar fresco ver que a bicicleta começa a ser levada muito a sério no que se refere ao seu potencial de melhoria da qualidade de vida da população e de promoção do desenvolvimento local.

Ficamos também a saber, apesar da inesperada demora na resposta ao nosso email, que a Câmara Municipal se prepara para colocar as placas de sinalização que ainda faltam em praticamente todos os estacionamentos para bicicletas instalados no ano passado, e que está previsto para breve um aumento significativo no numero desses estacionamentos. Com o verão aí à porta, os novos estacionamentos virão mesmo a calhar! Venham eles!…

A reportagem traz-nos ainda um outro dado interessante, indicando que o número de utilizadores de bicicleta terá muito provavelmente quadruplicado em apenas três anos. Não nos surpreende, dado que todos os dias nos cruzamos com caras novas de pessoas que optam pela bicicleta como meio de transporte cá em Braga. Ninguém sabe ao certo quantos somos, mas somos muitos, e muitos mais do que se costuma pensar, e bem mais do que dizem os censos. Seja como for, mais importante do que o número de ciclistas que hoje temos nas ruas, é o número de pessoas que gostariam e poderiam passar a usar a bicicleta se fossem criadas melhores condições para tal, ou o número de ciclistas que Braga precisa de ter no futuro para garantir uma melhor repartição modal.

A reportagem do Público também está disponível na sua edição on-line, nesta página. O facto de ter sido partilhada diretamente pelo menos 226 vezes no Facebook, de ter recebido um número recorde de “likes” e ter vindo a ser repetidamente citada e comentada em blogues, fóruns e grupos on-line, parece-nos que demonstra claramente que as pessoas olham para a criação da rede ciclável com bons olhos.


Haja objetivos, haja vontade, e faremos certamente de Braga uma cidade bem melhor.