Braga Ciclável reune com a Junta de Freguesia de São Vicente

Braga Ciclável reune com a Junta de Freguesia de São Vicente

No dia 04 de Novembro de 2019, a Associação Braga Ciclável reuniu com a Junta de Freguesia São Vicente, na sua sede, sendo que em representação da Braga Ciclável estiveram Arnaldo Pires e Rafael Remondes, e em representação da Freguesia esteveram Daniel Pinto e Raquel Pinto, membros do executivo.

A reunião começou com a associação a apresentar os motivos do pedido de encontro: discussão da estrutura pedonal e ciclável da freguesia; apresentação do movimento #BragaZeroAtropelamentos e do projecto Pedalo para a Escola!

A Associação defendeu a necessidade de reestruturação de alguns locais, sobretudo locais com passadeiras, começando pelo exemplo das passareiras junto da sede de freguesia que se encontram colocadas em cima das curvas , locais de menor visibilidade, que já condicionaram atropelamentos. Foi abordada a necessária implementação, urgente, da lei das acessibilidades, e discutida a necessária implementação da rede ciclável, para garantia de segurança de quem se desloca de bicicleta, na freguesia. A associação focou como necessário a ligação entre a central de camionagem e a zona pedonal, com uma zona segregada de bicicletas; assim, como a ligação das zonas residenciais, nomeadamente o bairro das Fontainhas, que se encontra em fase de implementação de Zona 30, com o centro, para que não fiquem como “ilhas sem ligação”, que não garantem, a quem ai mora, deslocar-se ativamente de bicicleta, em segurança.
Em relação ao projecto Pedalo para a Escola!, a associação apresentou o mesmo, referindo a intenção de ajudar crianças e jovens a adquirirem maior autonomia, nas deslocações pela cidade, no combate à obesidade e na envolvência na problemática das questões ambientais.
Foi destacada a falta de segurança, por excesso de velocidade praticado em determinados locais da freguesia, que impedem que os grandes bairros habitacionais permitam às crianças deslocarem-se para a escola de bicicleta.
Foi estimulada a Junta a proceder a implementação de zonas escola e pedonalização de algumas vias da freguesia, assim como à necessária revisão dos estacionamentos 5 metros antes das passadeiras.
A associação abordou o pacote técnico da Organização mundial de saúde, sobre segurança nas estradas ( Save LIVES), que onde, claramente, se destaca a necessária envolvência multidisciplinar no combate à mortalidade e sinistralidade rodoviária. Este combate começa na definição de estratégia politica e técnica, implementação das medidas e controlo da sua eficácia, assim como no necessário reforço policial para garantir o cumprimento das leis, como seja o excesso de velocidade e o estacionamento indevido.
Com base nesse documento, a associação, insistiu na necessária abordagem dos perímetros escolares, com a criação de zonas escola, que são uma mas medidas mais eficazes na redução da morbimortalidade, na seio das cidades.
Os representantes do executivo da Junta ressalvaram todos os esforços efetuados, por si, na melhorias de acessibilidades, desta que é uma das juntas de freguesia mais centrais da cidade, deixando claro que defendem que a cidade se deve preparar para que as deslocações internas sejam feitas preferencialmente a pé, de bicicleta ou de transporte público. Contudo, consideram que esse passo deve ser gradual, que a cidade foi desenvolvida com o foco no automóvel e que agora é preciso tempo para ajustar a cidade às necessárias mudanças.
Destacaram que a freguesia é uma freguesia modelo, a nível da mobilidade, com destaque para a Escola de Prevenção Rodoviária, para a implementação de Zonas Residenciais 30, passadeiras inteligentes, assim como na colaboração com o município na semana da mobilidade, com vários projetos.
Destacam que sentem serem necessários mais efectivos de policiamento, pois muitas vezes identificam estacionamentos indevidos e têm dificuldade em que se atue com a aplicação de coimas. Destacam ainda, que estão a tentar implementar a limitação de estacionamento automóvel antes das passadeiras, assim como a repintar as mesmas.
Foi valorizada a intervenção no Nó de Infias, por parte do executivo da Junta, por considerarem que a seu tempo permitirá garantir maior escoamento automóvel, de e para a cidade. Trata-se de uma obra complexa que exige concertação entre as Infraestruturas de Portugal, Município e Junta.
A Braga Ciclável mostrou-se disponível para colaborar, na medida do possível, com a Junta de Freguesia e o executivo mostrou total disponibilidade para eventuais acções da associação na freguesia.
A associação irá reunir todas as semanas com uma freguesia urbana, tendo para isso encetado contactos com todas as juntas inseridas no perímetro urbano.
Braga Ciclável reune com UF de S. José de S. Lázaro e de S. João do Souto

Braga Ciclável reune com UF de S. José de S. Lázaro e de S. João do Souto

No dia 28 de Outubro de 2019, a Associação Braga Ciclável reuniu com a Junta da União de Freguesias de S. José de S. Lázaro e de S. João do Souto, na sua sede, sendo que em representação da Braga Ciclável estiveram Victor Domingos e Arnaldo Pires, e em representação da União de Freguesias esteve o Presidente do Executivo, João Pires, e a Vogal Amélia Rodrigues.

A reunião começou com a associação a louvar o exemplo que o Sr Presidente da Junta dá, ao utilizar regularmente a sua bicicleta, em deslocações pela cidade; e apresentou os motivos do pedido de encontro: discussão da estrutura pedonal e ciclável da freguesia; apresentação do movimento #BragaZeroAtropelamentos e do projecto Pedalo para a Escola!

A Associação defendeu a necessidade de re-estruturação de alguns locais, sobretudo locais com passadeiras, onde regularmente ocorrem atropelamentos, como a passadeira perto da rotunda de São João Batista e as passadeiras do Fujacal. Foi abordada a necessária implementação, urgente, da lei das acessibilidades, e discutida a necessária melhoria da rede ciclável, para garantia de segurança de quem se desloca de bicicleta para o centro e do centro para fora da cidade. A associação garantiu a possibilidade de segregação da Avenida da Liberdade, com um orçamento de 73 mil euros, que chegou a ser enviado como proposta de orçamento participativo, municipal, que foi chumbado antes de votação.
Em relação ao projecto Pedalo para a Escola!, a associação apresentou o mesmo, referindo a intenção de ajudar crianças e jovens a adquirirem maior autonomia, nas deslocações pela cidade, no combate à obesidade e na envolvência da problemática das questões ambientais.
Foi destacada a falta de segurança, por excesso de velocidade praticado na estrada nacional, inserida na cidade, da zona que vai do parque de campismo até à rotunda de São João Batista.O presidente da junta ressalvou todos os esforços efetuados por si nas melhorias de acessibilidades, desta que é uma das juntas de freguesia mais centrais da cidade, deixando claro que defende que a cidade se deve preparar para que as deslocações internas sejam feitas preferencialmente a pé, de bicicleta ou de transporte público. Destacou a dificuldade de ajustes nas estruturas que pertencem ao IP, assim como destacou que desde 2006 que tentam resolver o problema dos atropelamentos no Fujacal, sem que até agora tenha conseguido uma intervenção eficaz.

O Sr Presidente louvou, ainda , a existência de 3 orçamentos participativos, que envolvem a freguesia, sendo que um deles contempla a pedonalização da rua do Anjo. A associação destacou, que essa rua iria beneficiar com essa medida, caso fosse implementada, contudo alertou que seu piso, e passeios, não são amigáveis para peões e utilizadores de bicicletas.

Lamentou não conseguir fazer mais por não ter mais delegação de competências, defendendo que se deveria munir as freguesias de mais competências para aumentar a eficiência da resposta. Considera, também, que a gestão de todas as estruturas viárias da cidade deveria passar para a alçada do município, facilitando sua reparação ou alteração de acordo com as recomendações, sem se ter de recorrer ao IP.

A Braga Ciclável mostrou-se disponível para colaborar, na medida do possível, com esta União de Freguesias.

No final a associação entregou um pacote técnico da Organização mundial de saúde, sobre segurança nas estradas ( Save Lives), que onde, claramente, se fala na necessária envolvência multidisciplinar no combate à mortalidade e sinistralidade rodoviária. Este combate começa na definição de estratégia politica e técnica, implementação das medidas e controlo da sua eficácia, terminando na necessária equipa de apoio clínico pré-hospitalar, pronta e eficaz.
Com base nesse documento, a associação, insistiu na necessária abordagem dos perímetros escolares, com a criação de zonas escola, que são uma mas medidas mais eficazes na redução da morbimortalidade, na seio das cidades. Como exemplo foi apresentado o Kénia e a Coreia do Sul.
A associação irá reunir todas as semanas com uma freguesia urbana, tendo para isso encetado contactos com todas as juntas inseridas no perímetro urbano.
Braga Ciclável reuniu com a Real Associação Humanitária do Bombeiros Voluntários de Braga

Braga Ciclável reuniu com a Real Associação Humanitária do Bombeiros Voluntários de Braga


No passado dia 7 de Outubro, pelas 18h30, a Associação Braga Ciclável reuniu com os Bombeiros Voluntários de Braga, no seu quartel, no Largo Paulo Orósio.

A representar os Bombeiros Voluntários de Braga esteve o Capitão Miguel Ferreira, Presidente da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Braga, e Pedro Ribeiro, Comandante Interino dos Bombeiros Voluntários de Braga, e a representar a associação Braga Ciclável esteve Mário Meireles e Arnaldo Pires.

Esta reunião, que decorreu na sequência de um pedido da Bragaciclável e Movimento BragaZeroAtropelamentos, para se apresentar a associação e o movimento e, dada a experiência diária dos Bombeiros, muitas vezes chamados para assistir vitimas de acidentes de viação, discutir o que se deveria mudar para diminuir a sinistralidade, do concelho de Braga.

Após apresentações iniciais, Mário Meireles iniciou a reunião apresentando a associação, e do movimento, e o porquê do pedido de agendamento da reunião.

Ao longo da conversa foram abordados vários temas relacionados com a mobilidade em geral, com foco principal nos peões, utilizadores de bicicletas e veículos de emergência, em particular. A reunião decorreu no quartel dos Bombeiros, local de onde saem veículos em emergência e que muitas vezes se encontram bloqueados, por automóveis mal estacionados, tráfego congestionado e organização de eventos municipais, junto do mesmo, prejudicando o auxilio a situações de emergência.

Os representantes da associação Braga Ciclável falaram nas alterações que poderiam ser realizadas no Largo, em frente ao quartel, por forma a organizar os fluxos e reduzir tempos de percursos, sem limitar os veículos de emergência. Ao mesmo tempo falou-se da necessidade de melhoria do ordenamento da mesma, com a retirada os contentores de lixo e reciclagem, junto a uma passadeira, o que aumenta o risco de atropelamentos; colocação de bicicletários adequados para que as pessoas se possam deslocar ao centro de saúde ou biblioteca e ter um local adequado para aparcar a bicicleta. Junto deste largo existem bicicletários da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva que não garantem as condições necessárias para aparcamento das bicicletas. O surgimento de um lugar pintado de vermelho com o símbolo de trotinetes e bicicletas, mas sem qualquer infraestrutura de apoio, foi também alvo de conversa, apesar de se destacar a correcção da sinalética que anteriormente se encontrava inconforme.

A par disso sugeriu-se que se trabalhe no sentido de melhorar as condições para utilizar a bicicleta em todo o concelho. Medidas de rápida implementação e baixo custo como o encerramento de determinadas ruas, algumas mesmo no Largo Paulo Orósio, permitindo acesso a moradores com garagem, ambulâncias e bicicletas, ou a colocação de bicicletários em pontos estratégicos, a sobreelevação de várias passadeiras, ou mesmo a melhoria do pavimento para a utilização da bicicleta, em diversos pontos,  são medidas que poderão ser trabalhadas e executadas rapidamente. Estas medidas visam um ganho do espaço para o peão e utilizadores de bicicletas, e outros modos suaves, com maior aproveitamento da cidade, por parte das pessoas.

A utilização da bicicleta pode ser útil para determinadas deslocações, em especial no acesso ao nosso centro histórico, sendo necessário ligar este, de forma segura, as zonas residenciais e às zonas escolas. Para isso é fundamental reduzir a velocidade automóvel no centro da cidade, assim como garantir a não permissão de não cumprimento dos limites de velocidade atuais. Estes aspectos são fundamentais, para a Braga Ciclável, para que os pais possam deixar os filhos pedalarem, no dia a dia, e assim retirar pressão automóvel destes pontos que estão diariamente congestionados.

Arnaldo Pires reforçou ainda que os ganhos para a saúde, quer pela deslocação ativa, quer pela redução da poluição sonora e ambiental, quer pela redução das partículas inaladas (PM), são factores de saúde importantes, mas que ao mesmo tempo têm ganhos económicos para a pessoa em questão, mas também para a economia local e nacional.

 

Bicicletas podem circular na zona pedonal de Braga – diz parecer jurídico

Bicicletas podem circular na zona pedonal de Braga – diz parecer jurídico


A Braga Ciclável tem defendido, junto dos técnicos municipais, dos decisores políticos e publicamente, que a Zona Pedonal de Braga não proibe, nem permite a circulação de velocípedes. Ao mesmo tempo temos vindo a defender que aquela zona deveria passar a ser uma Zona de Coexistência, conceito bem definido no código da estrada, onde também estão definidas as regras a serem observadas nessas zonas.

Uma «Zona de coexistência» é uma zona da via pública especialmente concebida para utilização partilhada por peões e veículos, onde vigoram regras especiais de trânsito e sinalizada como tal, deixando de haver a necessidade de regulamentos para cada gama de veículos.

Numa zona de coexistência os utilizadores vulneráveis podem utilizar toda a largura da via pública, é permitida a realização de jogos na via pública, os condutores não devem comprometer a segurança ou a comodidade dos demais utentes da via pública, devendo parar se necessário, os utilizadores vulneráveis devem abster-se de atos que impeçam ou embaracem desnecessariamente o trânsito de veículos e é proibido o estacionamento, salvo nos locais onde tal for autorizado por sinalização.

Enquanto se aguarda a publicação do “Regulamento de Controlo de Velocípedes na Zona Pedonal” que “permite a circulação de velocípedes na zona pedonal, onde é fixado um limite máximo de velocidade, respeitando sempre a circulação dos peões“, previsto no PDM – Plano Diretor Pedonal, a Braga Ciclável decidiu pedir um parecer jurídico que dissipasse as eventuais dúvidas sobre se um velocípede pode circular na zona pedonal.

As dúvidas que poderiam existir sobre a legalidade de um velocípede circular na zona pedonal são agora desfeitas por um parecer jurídico que está disponível para consulta no site da Braga Ciclável.

Assim a Braga Ciclável reforça a sugestão de alterar a zona pedonal para uma zona de coexistência que traz consigo toda a regulamentação necessária para a circulação e estacionamento dos mais diversos veículos.

Braga Ciclável reuniu com os candidatos do PEV, na Lista da CDU, pelo círculo de Braga

Braga Ciclável reuniu com os candidatos do PEV, na Lista da CDU, pelo círculo de Braga

No dia 29 de Julho de 2019, pelas 19H00, a Associação Braga Ciclável, reuniu com os candidatos do Partido Ecologista Os Verdes, na lista da CDU pelo circulo de Braga, Fernando Sá e Filipe Gomes, no Parque da Ponte, em Braga. A representar a associação estiveram Mário Meireles, Victor Domingos e Arnaldo Pires.
A pedido do Partido Ecologista os Verdes foi agendada esta reunião para se debater quais as medidas que se deverão tomar para fomentar mobilidade ativa e, sobretudo, o que muito há a fazer para melhorar a segurança dos utilizadores de bicicletas e peões.
Filipe Gomes iniciou  a reunião destacando as preocupações do partido a nível ambiental e de mobilidade sustentável, apontou ao longo da reunião vários projetos que foram, e outros que ainda, estão em desenvolvimento pelo partido.
Victor Domingos realizou uma resenha histórica do que foi o início da Braga Ciclável e como esta evoluiu ao longos dos últimos ano. Apontou as dificuldades mais debatidas pelos utilizadores de bicicletas, nomeadamente a falta de segurança para as crianças andarem de bicicleta na cidade, nomeadamente se deslocarem para a escola.
Foram debatidos os pontos mais preocupantes da cidade, em termos de segurança rodoviária, e o que se pode vir a desenvolver para dinamizar a mobilidade ativa, segura, e mais sustentável na cidade de Braga.
Debateu-se ainda que o estacionamento direcionado para as bicicletas é insuficiente, e em alguns, casos desajustado. Foi sugerida pela Braga Ciclável a implementação de bicicletários em todas as escolas do concelho, como medida para estimular a mobilidade ativa e autónoma das crianças.
 
Outros temas abordados foram as metas de descarbonização, a mobilidade ativa e a sustentabilidade ambiental, e o impacto positivo sobre a qualidade de vida dos habitantes, com benefícios para a saúde, economia pessoal e ambiente. A Braga Ciclável sugeriu a implementação de controlo trimestral da qualidade do ar, a nível nacional, com debates regulares sobre as medidas a implementar, para a sua melhoria constante.
Braga Ciclável reuniu com concelhia do PS

Braga Ciclável reuniu com concelhia do PS


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta quarta-feira, dia 19 de junho, com Artur Feio, representante da concelhia de Braga do Partido Socialista (PS). O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Artur Feio, do PS, e Arnaldo Pires, João Paulo Forte, Mário Meireles e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações mais marcantes.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança.

Artur Feio reconheceu a importância da mobilidade ativa e a necessidade de aumentar a segurança das vias para todos os utilizadores e declarou que, no seu ideal de cidade, “este é um modelo para o qual temos de caminhar”. Mostrou conhecer algumas cidades onde foram implementadas medidas mitigadoras do uso do automóvel, dando exemplos de Bogotá – que interrompe as principais avenidas da cidade em vários dias – e também de Florença – Itália, onde durante muitos anos utilizou a bicicleta como modo de transporte. Seguidamente, quis ouvir algumas das medidas que a associação Braga Ciclável considera relevantes para que esses objetivos possam ser alcançados.

Braga Ciclável - Reunião com Artur Feio (PS)

A este respeito, Arnaldo Pires afirmou que “é altura de mudar a mobilidade, colocando o foco na pessoa”, e lembrou que é fundamental garantir que as imediações das escolas tenham passeios e passadeiras com boas condições e devidamente desimpedidos, e que as velocidades reais de circulação do trânsito motorizado não constituam risco para as crianças e jovens que se desloquem a pé ou de bicicleta. Criar condições para que os alunos possam deslocar-se em segurança pelos seus próprios meios ou em transportes públicos, defendeu Arnaldo Pires, é permitir que eles desenvolvam a sua autonomia pessoal. Ao mesmo tempo, seria uma forma de melhorar significativamente a fluidez do trânsito, já que para muitos pais já não seria necessário levarem diariamente os filhos à escola.

A Braga Ciclável sugeriu que em todas as novas obras executadas as mesmas contemplassem, como requisito, medidas de acalmia de tráfego ou a criação de ciclovias (caso a velocidade e volume de tráfego o justifique). Todas as passadeiras da cidade deveriam ser sobreelevadas e as velocidades efetivas reduzidas com a redução da largura da faixa de rodagem e das respectivas vias de trânsito, o estreitamento da faixa de rodagem nas interseções, bem como a adaptação das rotundas para que contemplem apenas uma via de trânsito na saída. Sugeriu ainda que se criem zonas de coexistência, zonas escola – com limitação de entrada do automóvel -, de zonas 30 e de uma rede ciclável estruturante.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com concelhia do CDS-PP

Braga Ciclável reuniu com concelhia do CDS-PP


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 3 de junho, com representantes da concelhia de Braga do CDS-PP. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Altino Bessa, Francisco Peixoto, João Medeiros, Luís Pedroso e Rafael Oliveira, do CDS-PP, e Arnaldo Pires, Mário Meireles e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações mais marcantes.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. A este respeito, salientou que é fundamental garantir que as imediações das escolas tenham passeios e passadeiras com boas condições e devidamente desimpedidos, e que as velocidades reais de circulação do trânsito motorizado não constituam risco para as crianças e jovens que se desloquem a pé ou de bicicleta. Criar condições para que os alunos possam deslocar-se em segurança pelos seus próprios meios ou em transportes públicos, defendeu Arnado Pires, é permitir que eles desenvolvam a sua autonomia pessoal. Ao mesmo tempo, seria uma forma de melhorar significativamente a fluidez do trânsito, já que para muitos pais já não seria necessário levarem diariamente os filhos à escola.

Mário Meireles destacou os exemplos positivos de Sevilha e de cidades italianas que também conseguiram, recentemente, dar passos consideráveis no sentido da melhoria de condições para o uso da bicicleta e onde esse uso aumentou exponencialmente, reduzindo o número de automóveis no meio urbano, melhorando os transportes públicos e aumentando a segurança das vias para todos os seus utilizadores.

Ainda no que diz respeito aos atropelamentos, Arnaldo Pires, médico de profissão, partilhou um pouco da sua experiência profissional, para concluir que todas as vidas contam e que o objetivo de todos os setores da sociedade tem de ser a Visão Zero, ou seja, reduzir para zero o número de atropelamentos. Uma utopia que, afirma, pode ser alcançada, mas que sobretudo permite traçar uma meta clara. No entender da Braga Ciclável, é importante que sejam analisados os dados referentes aos atropelamentos, no sentido de identificar possíveis pontos negros e conceber intervenções eficazes, que deverão ser avaliadas de forma objetiva. Como exemplo de uma reflexão que consideram necessária, apontam o nó de Infias, onde circular a pé ou de bicicleta continua a ser perigoso. É importante, defende Arnaldo Pires, que ao intervencionar esta e outras vias o Município garanta um desenho democrático das vias, isto é, um desenho inclusivo, onde as necessidades de todos os utilizadores, incluindo peões e ciclistas, sejam devidamente acauteladas.

Braga Ciclável reune com concelhia CDS-PP Braga - João Medeiros, Altino Bessa, Luís Pedroso

Altino Bessa, do CDS-PP, referiu a este propósito que por vezes há limitações jurídicas a que há que atender, como por exemplo nos casos em que as vias a intervencionar não estão afetas ao Município mas sim às Infraestruturas de Portugal.

Mário Meireles afirmou que “temos de começar a considerar a cidade de Braga de acordo com os limites geográficos da própria cidade, e não somente o centro histórico”. Como exemplos de medidas práticas que são necessárias um pouco por toda a cidade, e relativamente económicas e fáceis de implementar, referiu as passadeiras, que devem estar devidamente visíveis, elevadas ao nível do passeio, e com outras medidas de abrandamento do trânsito, incluindo estreitamento das vias. Por outro lado, recordou a necessidade de adaptar as rotundas por forma a apenas terem uma via de trânsito em cada saída, conforme parecer o jurídico que a Braga Ciclável divulgou, reduzindo assim o número de atropelamentos a peões e ciclistas, bem como a probabilidade de colisão entre veículos nesses locais. Os cruzamentos, defende, devem também em muitos casos ser sobrelevados. Estas e outras medidas permitiriam reduzir a velocidade e o número de carros, aumentando assim a segurança e a fluidez do trânsito, com claros benefícios para todos.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com concelhia da CDU

Braga Ciclável reuniu com concelhia da CDU


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 3 de junho, com representantes da concelhia de Braga da Coligação Democrática Unitária (CDU). O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes o vereador Carlos Almeida e o deputado da assembleia municipal Marcos Couto, da CDU, e Arnaldo Pires, Sara da Costa e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O vice-presidente da Braga Ciclável, Victor Domingos, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte graves a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. Assinalou também a importância de garantir que todos os cruzamentos e passadeiras têm condições de visibilidade adequadas, o que em alguns casos não acontece no presente, seja pela presença de veículos estacionados, seja por causa de contentores de recolha de lixo mal posicionados.

Braga Zero Atropelamentos - reunião com CDU

Carlos Almeida exprimiu a sua consonância com os objetivos deste movimento cívico promovido pela Braga Ciclável, destacando a importância crucial do desenho urbano para a segurança de todos os utentes da via pública. Recordou, a este respeito, o antigo vereador do trânsito, Eng. Casais Baptista, que já há décadas tentara implementar na cidade de Braga uma rede de parques de estacionamento periféricos articulados com os transportes públicos, no sentido de favorecer a mobilidade intermodal e reduzir o número de veículos motorizados em circulação no interior da cidade.

O vereador da CDU referiu ainda que seria bom criar zonas sem carros nas imediações das escolas e jardins de infância, bem como garantir uma mais eficaz fiscalização do estacionamento nas paragens de transportes públicos, por forma a aumentar a segurança das crianças. Carlos Almeida mostrou-se disponível para dar voz à Visão Zero e trazer estes temas para a ordem do dia, no contexto das suas intervenções a nível municipal.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com distrital do PAN

Braga Ciclável reuniu com distrital do PAN


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 27 de maio, com representantes da distrital de Braga do partido Pessoas, Animais, Natureza (PAN), que conseguiu eleger este fim de semana o seu primeiro eurodeputado. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Patricia Gomes e Fernanda Delgado, do PAN, e Arnaldo Pires, Mário Meireles e Victor Domingos, da Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospectiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte graves a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infra-estruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. A esse propósito, Arnaldo Pires referiu, baseando-se na sua experiência enquanto médico, que as deslocações a pé e de bicicleta são excelentes atividades para melhorar a saúde e a qualidade de vida da população, tanto pelo aumento da atividade física diária, como pela redução da poluição atmosférica e sonora.

Patrícia Gomes, do PAN, afirmou que os objetivos da associação e concretamente este novo movimento cívico se enquadram totalmente dentro dos ideais do partido e mostrou disponibilidade para trazer esses temas para a ordem do dia, nos contextos em que tal se proporcione, tanto a nível nacional como local. Quis conhecer algumas das ideias da Braga Ciclável sobre quais as prioridades de intervenção a ambos os níveis.

Fernanda Delgado (PAN) sugeriu a apresentação de um dossiê para entrega ao deputado André Lourenço e Silva.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.