Candidatos do PS reuniram com Braga Ciclável

Candidatos do PS reuniram com Braga Ciclável


No passado dia 21 de setembro de 2019, a associação Braga Ciclável reuniu com os candidatos à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Braga do Partido Socialista (PS). Os candidatos José Mendes, Sónia Fertuzinhos, Palmira Maciel e Hugo Pires conversaram com Mário Meireles e Rafael Remondes sobre diversas questões relacionadas com a mobilidade em Braga.

A reunião, que surge na sequência de outras que a associação Braga Ciclável tem vindo a realizar ao longo dos últimos meses com todos os partidos, teve como principal ponto de discussão a mobilidade de Braga. Foram referidos e discutidos os principais problemas da cidade e do concelho relativamente à mobilidade. 

Do lado do PS, foi referido o problema da falta de oferta no transporte público, que em parte ajuda a explicar vários constrangimentos no trânsito. Um dos elementos do PS referiu como exemplo o problema do transporte escolar, em que muitos pais levam os seus filhos à porta da escola de carro causando engarrafamentos frequentes em vários pontos da cidade e, em especial, na Avenida 31 de Janeiro. A esse propósito, foi também dito pelos candidatos do PS que a falta de condições para o uso da bicicleta também leva a que única alternativa para a mobilidade dos munícipes seja o automóvel.

De assinalar também que foi discutido na reunião o modelo de transporte que foi sendo seguido ao longo dos anos em Braga, um modelo centrado unicamente no automóvel com largas estradas a cruzarem a cidade. Esse modelo foi classificado por José Mendes como antiquado, insustentável, e que é motivo de algum embaraço para o candidato pelo PS e actual Secretário de Estado com a tutela da mobilidade. 

Mário Meireles, da Braga Ciclável, concordou com os problemas apresentados pelos elementos do PS, deixando claro que tem sido objectivo da associação a que preside, desde a fundação, melhorar a mobilidade dos cidadãos de Braga apresentando a bicicleta como alternativa para a maior parte das deslocações urbanas. No entanto, deixou claro que para a bicicleta ser uma verdadeira alternativa será sempre preciso melhorar as infraestruturas da cidade para incentivar mais pessoas a optarem por um modo de transporte mais sustentável, seja um modo ativo ou suave (a pé, de bicicleta, de bicicleta pedelec, de skate, de patins em linha), seja também através da utilização de um modo colectivo, mas sempre em contraponto com o carro. Isto em busca de ruas mais equilibradas, mais democráticas, onde seja possível utilizar qualquer modo de transporte, sem que se corra risco de vida (ao contrário do que acontece hoje).

A reunião terminou com uma declaração de José Mendes a garantir que a mobilidade é um ponto importante no programa eleitoral do PS e que isso passa também por incentivar o uso da bicicleta mas também dos transportes colectivos, em especial o transporte público.

Braga Ciclável reuniu com concelhia do PS

Braga Ciclável reuniu com concelhia do PS


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta quarta-feira, dia 19 de junho, com Artur Feio, representante da concelhia de Braga do Partido Socialista (PS). O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Artur Feio, do PS, e Arnaldo Pires, João Paulo Forte, Mário Meireles e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações mais marcantes.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança.

Artur Feio reconheceu a importância da mobilidade ativa e a necessidade de aumentar a segurança das vias para todos os utilizadores e declarou que, no seu ideal de cidade, “este é um modelo para o qual temos de caminhar”. Mostrou conhecer algumas cidades onde foram implementadas medidas mitigadoras do uso do automóvel, dando exemplos de Bogotá – que interrompe as principais avenidas da cidade em vários dias – e também de Florença – Itália, onde durante muitos anos utilizou a bicicleta como modo de transporte. Seguidamente, quis ouvir algumas das medidas que a associação Braga Ciclável considera relevantes para que esses objetivos possam ser alcançados.

Braga Ciclável - Reunião com Artur Feio (PS)

A este respeito, Arnaldo Pires afirmou que “é altura de mudar a mobilidade, colocando o foco na pessoa”, e lembrou que é fundamental garantir que as imediações das escolas tenham passeios e passadeiras com boas condições e devidamente desimpedidos, e que as velocidades reais de circulação do trânsito motorizado não constituam risco para as crianças e jovens que se desloquem a pé ou de bicicleta. Criar condições para que os alunos possam deslocar-se em segurança pelos seus próprios meios ou em transportes públicos, defendeu Arnaldo Pires, é permitir que eles desenvolvam a sua autonomia pessoal. Ao mesmo tempo, seria uma forma de melhorar significativamente a fluidez do trânsito, já que para muitos pais já não seria necessário levarem diariamente os filhos à escola.

A Braga Ciclável sugeriu que em todas as novas obras executadas as mesmas contemplassem, como requisito, medidas de acalmia de tráfego ou a criação de ciclovias (caso a velocidade e volume de tráfego o justifique). Todas as passadeiras da cidade deveriam ser sobreelevadas e as velocidades efetivas reduzidas com a redução da largura da faixa de rodagem e das respectivas vias de trânsito, o estreitamento da faixa de rodagem nas interseções, bem como a adaptação das rotundas para que contemplem apenas uma via de trânsito na saída. Sugeriu ainda que se criem zonas de coexistência, zonas escola – com limitação de entrada do automóvel -, de zonas 30 e de uma rede ciclável estruturante.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.