São Victor cria Banco de Doação de Bicicletas

São Victor cria Banco de Doação de Bicicletas


A Braga Ciclável e a Junta de Freguesia de São Victor iniciaram no dia 22 de Setembro um Banco de Doação de Bicicletas, celebrando, desta forma, o Dia Europeu sem Carros e o último dia da Semana Europeia da Mobilidade.

Esta iniciativa convida as pessoas que tenham bicicletas paradas em casa, sem utilização, a dar uma nova vida às mesmas, entregando-as ao Banco de Doação de Bicicletas, que fica situado no edifício da Junta de Freguesia de S. Victor.

As bicicletas entregues serão reparadas por voluntários da Braga Ciclável e, posteriormente, serão colocadas ao serviço da Junta de Freguesia de S. Victor como incentivo à mobilidade suave em recursos partilhados. Contudo, ao abrigo de uma política social, algumas bicicletas poderão vir a ser entregues a famílias em situação de baixos recursos financeiros, sobretudo se o agregado for constituído por menores de idade.

Desta forma, a Braga Ciclável e a Junta de Freguesia não só promoverão a utilização da bicicleta na cidade, como permitirão que crianças, jovens e adultos possam usar a bicicleta, incentivando à progressiva utilização desta como meio de transporte e motivando a educação e sensibilização para a sua correta utilização.

Segundo Mário Meireles, dirigente da Braga Ciclável, este é um projeto com potencial de crescimento e que assenta, sobretudo, em duas grandes premissas: o incentivo para o uso quotidiano da bicicleta e a vertente voluntária e altruísta de participação na comunidade, promovendo melhor qualidade ambiental.

Já Ricardo Silva, Presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, deseja que este projeto seja a alavanca para uma educação rodoviária inclusiva e que estabeleça a cooperação entre instituições e a solidariedade entre cidadãos, funcionando em rede, num exemplar projeto social de cidadania.

Este projeto insere-se numa candidatura vencedora ao Fundo Ambiental, apresentada pela Braga Ciclável e pela Junta de Freguesia de S. Victor que alcançou a pontuação máxima, demonstrando a pertinência do conjunto de ações preconizadas pela uma mobilidade mais amiga do ambiente.

Desde 1920 que existe uma rede de coexistência entre Bicicletas e Carros em Braga

Desde 1920 que existe uma rede de coexistência entre Bicicletas e Carros em Braga


Desde a chegada do automóvel às cidades que a bicicleta coexiste com este na rede viária. Em Braga, desde os anos 20 até hoje, existem cerca de 1200 quilómetros de rede viária de coexistência entre bicicleta e o automóvel.

Estes 100 anos de investimento numa rede de ruas em coexistência já nos fez perceber que não basta ter ruas onde o espaço é partilhado. Dizer que se vai apostar numa rede de coexistência entre bicicletas e automóveis é irrelevante, porque ela já existe. O resultado dessa política para a adoção do uso da bicicleta está à vista: 0,5%.

Há ruas onde tem que haver segregação. A espinha dorsal do sistema, o esqueleto, o pilar que fará toda a rede funcionar, as “aortas” da rede ciclável, tem que ser uma infraestrutura segregada, que permita uma circulação em segurança, sem sobressaltos, o mais direta e rápida possível.

Podemos reduzir o complexo exercício de planeamento e desenho da rede ciclável a uma simples pergunta, quando temos o desenho da rua pronto: “uma criança de bicicleta circularia e chegaria em segurança, de uma forma rápida, confortável e direta, até ao seu destino nesta rua?” Se a resposta for sim, então a rede estará desenhada para todos poderem usufruir dela. Mas falta coragem para resgatar o espaço público e devolver parte dele às pessoas, garantindo a segurança das mesmas.

E lá porque hoje temos uma avenida com 6 vias de trânsito, com algumas filas em hora de ponta, isso não significa que essa avenida não possa ser reprogramada para outros usos que transformem a sensação que temos a andar na rua e a sua função em algo mais humano. Falta o sentimento de vizinhança, de convívio e de fruição da rua, nas principais avenidas de Braga.

Não, ninguém quer banir os carros. É necessário reorganizar e distribuir melhor o espaço público que, neste momento, é praticamente todo dedicado ao carro. E essa redistribuição reduzirá o espaço ao carro, espaço esse que deixa de ser necessário, porque algumas pessoas vão passar a utilizar a bicicleta nas suas deslocações. E como assim é, então já não é preciso tantas vias, nem é preciso tanto estacionamento.

Folgo em ouvir, por parte do Município, que a promoção da segurança rodoviária é a prioridade das prioridades, mas, quando olhamos para os números, vemos que continua a morrer gente (muita gente) todos os anos e a tendência não está a diminuir. Se essa é a prioridade das prioridades, então é tempo do Município adotar uma #VisãoZero e implementar verdadeiras medidas de redução das velocidades e dos volumes de tráfego na cidade. Medidas que funcionem por uma #BragaZeroAtropelamentos! Precisamos de mais semáforos, mais cruzamentos de nível, mais ciclovias, mais passadeiras. Nada fazer é irresponsável.

Hoje posso dizer com toda a certeza que há 14% dos bracarenses que nunca vão utilizar a bicicleta como modo de transporte. Mas, se existissem condições infraestruturais e segregação das vias, 29% utilizariam de certeza absoluta e 31% com muita certeza que utilizariam a bicicleta. Os restantes 26% são indecisos (em breve falarei mais sobre estes números).

Para podermos ter uma Braga amiga das pessoas, inclusive das que andam e querem andar a pé e de bicicleta, é fundamental que se crie a rede ciclável estruturante. Só assim a cidade terá mais pessoas a utilizar a bicicleta no seu dia-a-dia. Só assim a cidade evolui para uma cidade sustentável!

Braga Ciclável reuniu com Junta de Freguesia de Gualtar

Braga Ciclável reuniu com Junta de Freguesia de Gualtar


No passado dia 18 de novembro a Braga Ciclável, representada por Mário Meireles e por Arnaldo Pires, reuniu na sede da Junta de Freguesia Gualtar com o Presidente da Junta, João Vieira.

Esta reunião, que surge na sequência de um projeto da associação de reunir com todas as freguesias da cidade, começou com a Braga Ciclável a dar a conhecer a sua fundação e formalização. Deu-se também a conhecer os vários projetos que a associação tem vindo a desenvolver, nomeadamente os diversos passeios levados a cabo durante o ano, o Cycle Chic, as cicloficinas, as aulas de iniciação à bicicleta, as propostas apresentadas a empresas privadas para a instalação de bicicletários, a criação de um mapa com os percursos mais utilizados e os pontos de procura de estacionamento, as tomadas de posição junto do Município, o trabalho de colaboração efetuado com o Município quer no período do Eng. Mesquita Machado, quer no primeiro mandato do Dr. Ricardo Rio e a atenção que damos aos projetos desenvolvidos pelo Município.

Foram discutidas algumas situações mais macro, de ligações interurbanas e de possíveis soluções para alguns pontos da cidade, mostrando-se também que há uma necessidade de melhoria das placas de sinalização na saída das autoestradas e ainda da necessidade de se criarem ligações ferroviárias entre Braga – Vila Verde e Braga e as cidades do Quadrilátero, para se poder reduzir a pressão automóvel sobre a centralidade, que Braga é. Quando João Vieira defendia a supressão da central de camionagem do local atual para a deslocar para a Estação da CP, Mário Meireles defendeu que a mesma se deve manter no mesmo local para não correr o risco de matar toda a sua envolente e as ligações ao centro, como aconteceu com o Hospital, defendendo que poderia sim ser equacionada uma estação final junta da Estação CP que servisse como zona de estacionamento dos autocarros interurbanos, mas que a Estação Central de Camionagem deve continuar a funcionar como ponto de paragem, para alimentar todo o centro e toda a sua envolvente.

Foi discutida a nível da cidade a necessidade de implementar um projeto estruturante, como é aquele que está aprovado em reunião de executivo e que contempla a Rodovia e as Avenidas da Liberdade e 31 de Janeiro, bem como a requalificação da Ciclovia de Lamaçães, pois seria esse o caminho para reverter o atual paradigma em que o carro é o preferido nas deslocações diárias. Apesar de algumas questões técnicas, que o Presidente das Junta considera que deveriam ser repensadas, e talvez até mais discutidas e explanadas, este considera que a cidade precisa de ajustar a sua infraestrutura para acolher as pessoas que pretendam utilizar a bicicleta, mas, sobretudo, para dar prioridade ao Transporte Público. João Vieira considerou ainda que o eixo estação da CP – Centro da Cidade – D.Pedro V – Rua Nova de Santa Cruz – UM – Estrada Velha de Gualtar é um eixo fundamental para a mobilidade sustentável.

O Presidente da Junta de Gualtar lamentou a falta de delegação de competências que sente, e que o deixa de pés e mãos atados, no que respeita a intervenções que podiam melhorar a mobilidade. Apesar de ser uma freguesia claramente urbana, inserida na cidade, com uma grande centralidade junto da Farmácia onde diariamente se assistem a acidentes, é uma junta que continua à espera de intervenções simples como pintar as passadeiras.

Relativamente à freguesia, o presidente da junta explicou que para a estrada nacional 103, conhecida como estrada velha, está prevista uma requalificação total, numa obra que será planeada pelo Município de Braga. Disse que soube desta realidade depois de ter requerido ao Município a criação de uma rotunda na zona da farmácia de Gualtar, ponto negro da freguesia. Aproveitou para pedir que o projeto contemplasse passeios, que hoje não existem nesta via, pistas cicláveis, vias dedicadas aos autocarros e vias para automóveis que garantam uma circulação a uma velocidade adequada àquela rua. Deu nota que poderá haver um constrangimento de espaço entre os semáforos da Universidade e o antigo Mariano. Mário Meireles disse que via com bons olhos essa solução, que permitiria ligar a zona do Novainho, onde está previsto um hub, à Universidade do Minho, dando às pessoas a segurança necessária para escolherem, em consciência e sem o obstáculo da falta de segurança, o modo de transporte mais adequado à sua viagem. Disse ainda que essa intervenção potenciaria a deslocação de estudantes a residirem para zonas como a Encosta do Sol, passando assim a ter mais alternativas. O Presidente da Junta disse ainda que esta solução poderia ser benéfica para a economia local.

Mário Meireles lembrou que foi atropelado nessa recta e que, tal como ele, muitas outras pessoas foram já atropeladas na freguesia, especialmente a pé. O presidente da junta corroborou esse facto, mostrando-se preocupado com a falta de manutenção das vias e a falta de pintura das passadeiras. Criticou ainda o facto do Município se recusar a comprar uma máquina de pintar a quente, que tem um custo baixo e garante uma duração muito maior da tinta, dando exemplos de casos em que com as pinturas atuais do município, ao fim de algumas manobras e travagens de veículos, desapareceram.

Abordou-se ainda a problemática do terreno em frente ao Campus de Gualtar, que tem a estrada nacional 103 a separar o Campus desse mesmo terreno. Defendeu-se que não se pode perder essa ligação que garante capilaridade à cidade e que liga o centro de Gualtar ao centro histórico. Cortar a nacional 103 seria, para Mário Meireles, matar a freguesia e por em causa a segurança e a acessibilidade de todos, pois a única escapatória passaria a ser a Variante do Fojo, o que é impensável. O Presidente da Junta disse que aquela ligação nunca poderia ser perdida, podendo-se equacionar uma ligação em tunel daquilo que é atualmente a nacional 103 nessa zona.

Mário Meireles disse prontamente que a era dos túneis e viadutos acabou e que em toda a Europa já há muito se começaram a destruir os existentes.

Arnaldo Pires considera que se continua a focar muito no automóvel e a esquecer as pessoas e soluções que têm como foco as pessoas defendendo que a solução não pode ser a criação de tuneis ou viadutos, uma vez que isso está mais do que provado que não é solução e apenas aumenta o problema. É necessário criar melhores condições nas ruas da freguesia, melhorar as passadeiras, sobreelevando-as, iluminando-as e garantindo a sua boa manutenção. Para este dirigente é inconcebível que numa freguesia como Gualtar continue a ser difícil andar a pé, porque os passeios ou não existem, ou são pequenos ou têm barreiras que impedem uma fluidez pedonal e desconvidam as pessoas a não andarem a pé.

Ao mesmo tempo Arnaldo Pires defende que se olhe para a freguesia e se pense de que forma é que garantimos que os nossos filhos podem ir a pé, de bicicleta ou até mesmo de autocarro para as suas atividades e de que forma é que garantimos que não há atropelamentos na freguesia. Destacou ainda que a lei das acessibilidades não foi implementada na freguesia o que é lamentável. Isto porque, na ótica de Arnaldo Pires, os atropelamentos não acontecem só aos outros, hoje foi uma pessoa, amanhã poderá ser um presidente ou um ex-presidente de junta.

O Presidente da Junta disse que nunca escondeu ser automobilista, mas considera que as ruas da cidade têm que mudar para garantir a segurança de todos.

Os dirigentes da associação deixaram ainda bem claro que sabem que numa cidade há sempre 30% da população que nunca deixará de andar de carro, mas que há pelo menos 55% da população que equacionaria uma mudança nas suas viagens se as condições fossem favoráveis para essa mudança. Apontaram que o problema é que em Braga as condições convidam todos a andar de carro, repugnando e tratando mal quem não o faz.

Ficou ainda a hipótese, por parte do Presidente da Junta, de ligar o Hospital, as Sete Fontes, o Cemitério de Gualtar e a Bela Vista através de uma ecovia, promovendo também a vertente desportiva e de lazer da bicicleta.

A Braga Ciclável deixou as portas abertas para parcerias e colaborações em projetos que promovam o uso da bicicleta como modo de transporte na freguesia de Gualtar.

6 anos e meio milhão depois continuamos em ponto morto.

6 anos e meio milhão depois continuamos em ponto morto.


Depois de há 6 anos atrás surgir um projeto político suprapartidário, com uma coligação entre partidos e a sociedade civil, iniciou-se uma prometida mudança. Distintos elementos da sociedade civil e de associações ingressaram associaram-se a este movimento.

Deixou de se falar de trânsito para se falar de mobilidade. Passou a falar-se de transporte público, de vias dedicadas e estações para autocarros, de uma rede ciclável segura e estrutural, de “76 km de ciclovias à porta de todos os bracarenses”, de passeios livres, de taxar a ocupação do espaço público e de devolver a cidade às pessoas.

Falou-se muito. Escreveu-se muito. Estudou-se e projetou-se muito. Foi mais de meio milhão em estudos e projetos relacionados com a mobilidade. Pagos, concluídos e não acessíveis publicamente.

Hoje, e ao contrário do que o Município disse no inquérito de avaliação das cidades verdes da CE, não se sabe qual é a quota modal do andar a pé, de bicicleta ou de carro em Braga. O último dado é de 2013 e talvez só tenhamos dados aquando dos Censos 2021. Útil seria que existissem inquéritos à mobilidade anuais, mas não temos.

Ainda assim, as metas do Município de Braga para daqui a 6 anos é que 25% das viagens hoje feitas de carro passem a ser feitas com recurso a outro modo de transporte, que os transportes públicos representem 20 milhões de viagens por ano e que 10% da população faça as suas viagens de bicicleta. Palavras mais do que uma vez repetidas por várias pessoas do Executivo Municipal e presentes no Plano Diretor Municipal.

Às perguntas “onde?” e “quando?” obtemos já resposta. Falta a grande questão: “Como?”. Como vamos ter 10% da população a andar de bicicleta em Braga sem uma infraestrutura adequada? Sem ciclovias nas principais avenidas da cidade? Sem zonas 30 em todas as áreas residenciais? Sem uma zona pedonal transformada em zona de coexistência?

Vai ser a pintar passeios de vermelho e a chamar-lhe “rede de coexistência”!? Se assim for, então passa a ser evidente que não se pretende apostar nos modos ativos, estando a repetir erros crassos que em nada induzem o uso da bicicleta e apenas fazem aumentar as frições para com quem anda de bicicleta.

Se querem reduzir em 25% o uso do carro, então vai sobrar, pelo menos, 25% do espaço afeto ao carro. Se assim é, então é óbvio que o caminho passará por utilizar esse espaço para afetar a quem vai passar a utilizar outro modo de transporte.

E isto torna-se ainda mais óbvio quando começamos a ver o resultado de nada fazer na infraestrutura viária ao fim de 6 anos e com a população a crescer numa cidade que continua orientada para o uso do automóvel: A hora de ponta congestionada passa a durar mais tempo.

E é apenas no final de 2019 que chega um Plano de Mobilidade Integrada e Gestão de Tráfego e que faz com que o Plano de atividades do município de 2020 tenha muito poucochinho de novidade no que toca à mobilidade. Apenas coisas que estavam já previstas, ainda não se fizeram e se empurraram com a barriga.

Enquanto isso, vamos continuar a pedalar nas nossas ruas, um dia de cada vez, esperando sobreviver.

Braga Ciclável reuniu com a Real Associação Humanitária do Bombeiros Voluntários de Braga

Braga Ciclável reuniu com a Real Associação Humanitária do Bombeiros Voluntários de Braga


No passado dia 7 de Outubro, pelas 18h30, a Associação Braga Ciclável reuniu com os Bombeiros Voluntários de Braga, no seu quartel, no Largo Paulo Orósio.

A representar os Bombeiros Voluntários de Braga esteve o Capitão Miguel Ferreira, Presidente da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Braga, e Pedro Ribeiro, Comandante Interino dos Bombeiros Voluntários de Braga, e a representar a associação Braga Ciclável esteve Mário Meireles e Arnaldo Pires.

Esta reunião, que decorreu na sequência de um pedido da Bragaciclável e Movimento BragaZeroAtropelamentos, para se apresentar a associação e o movimento e, dada a experiência diária dos Bombeiros, muitas vezes chamados para assistir vitimas de acidentes de viação, discutir o que se deveria mudar para diminuir a sinistralidade, do concelho de Braga.

Após apresentações iniciais, Mário Meireles iniciou a reunião apresentando a associação, e do movimento, e o porquê do pedido de agendamento da reunião.

Ao longo da conversa foram abordados vários temas relacionados com a mobilidade em geral, com foco principal nos peões, utilizadores de bicicletas e veículos de emergência, em particular. A reunião decorreu no quartel dos Bombeiros, local de onde saem veículos em emergência e que muitas vezes se encontram bloqueados, por automóveis mal estacionados, tráfego congestionado e organização de eventos municipais, junto do mesmo, prejudicando o auxilio a situações de emergência.

Os representantes da associação Braga Ciclável falaram nas alterações que poderiam ser realizadas no Largo, em frente ao quartel, por forma a organizar os fluxos e reduzir tempos de percursos, sem limitar os veículos de emergência. Ao mesmo tempo falou-se da necessidade de melhoria do ordenamento da mesma, com a retirada os contentores de lixo e reciclagem, junto a uma passadeira, o que aumenta o risco de atropelamentos; colocação de bicicletários adequados para que as pessoas se possam deslocar ao centro de saúde ou biblioteca e ter um local adequado para aparcar a bicicleta. Junto deste largo existem bicicletários da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva que não garantem as condições necessárias para aparcamento das bicicletas. O surgimento de um lugar pintado de vermelho com o símbolo de trotinetes e bicicletas, mas sem qualquer infraestrutura de apoio, foi também alvo de conversa, apesar de se destacar a correcção da sinalética que anteriormente se encontrava inconforme.

A par disso sugeriu-se que se trabalhe no sentido de melhorar as condições para utilizar a bicicleta em todo o concelho. Medidas de rápida implementação e baixo custo como o encerramento de determinadas ruas, algumas mesmo no Largo Paulo Orósio, permitindo acesso a moradores com garagem, ambulâncias e bicicletas, ou a colocação de bicicletários em pontos estratégicos, a sobreelevação de várias passadeiras, ou mesmo a melhoria do pavimento para a utilização da bicicleta, em diversos pontos,  são medidas que poderão ser trabalhadas e executadas rapidamente. Estas medidas visam um ganho do espaço para o peão e utilizadores de bicicletas, e outros modos suaves, com maior aproveitamento da cidade, por parte das pessoas.

A utilização da bicicleta pode ser útil para determinadas deslocações, em especial no acesso ao nosso centro histórico, sendo necessário ligar este, de forma segura, as zonas residenciais e às zonas escolas. Para isso é fundamental reduzir a velocidade automóvel no centro da cidade, assim como garantir a não permissão de não cumprimento dos limites de velocidade atuais. Estes aspectos são fundamentais, para a Braga Ciclável, para que os pais possam deixar os filhos pedalarem, no dia a dia, e assim retirar pressão automóvel destes pontos que estão diariamente congestionados.

Arnaldo Pires reforçou ainda que os ganhos para a saúde, quer pela deslocação ativa, quer pela redução da poluição sonora e ambiental, quer pela redução das partículas inaladas (PM), são factores de saúde importantes, mas que ao mesmo tempo têm ganhos económicos para a pessoa em questão, mas também para a economia local e nacional.

 

Candidatos do PS reuniram com Braga Ciclável

Candidatos do PS reuniram com Braga Ciclável


No passado dia 21 de setembro de 2019, a associação Braga Ciclável reuniu com os candidatos à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Braga do Partido Socialista (PS). Os candidatos José Mendes, Sónia Fertuzinhos, Palmira Maciel e Hugo Pires conversaram com Mário Meireles e Rafael Remondes sobre diversas questões relacionadas com a mobilidade em Braga.

A reunião, que surge na sequência de outras que a associação Braga Ciclável tem vindo a realizar ao longo dos últimos meses com todos os partidos, teve como principal ponto de discussão a mobilidade de Braga. Foram referidos e discutidos os principais problemas da cidade e do concelho relativamente à mobilidade. 

Do lado do PS, foi referido o problema da falta de oferta no transporte público, que em parte ajuda a explicar vários constrangimentos no trânsito. Um dos elementos do PS referiu como exemplo o problema do transporte escolar, em que muitos pais levam os seus filhos à porta da escola de carro causando engarrafamentos frequentes em vários pontos da cidade e, em especial, na Avenida 31 de Janeiro. A esse propósito, foi também dito pelos candidatos do PS que a falta de condições para o uso da bicicleta também leva a que única alternativa para a mobilidade dos munícipes seja o automóvel.

De assinalar também que foi discutido na reunião o modelo de transporte que foi sendo seguido ao longo dos anos em Braga, um modelo centrado unicamente no automóvel com largas estradas a cruzarem a cidade. Esse modelo foi classificado por José Mendes como antiquado, insustentável, e que é motivo de algum embaraço para o candidato pelo PS e actual Secretário de Estado com a tutela da mobilidade. 

Mário Meireles, da Braga Ciclável, concordou com os problemas apresentados pelos elementos do PS, deixando claro que tem sido objectivo da associação a que preside, desde a fundação, melhorar a mobilidade dos cidadãos de Braga apresentando a bicicleta como alternativa para a maior parte das deslocações urbanas. No entanto, deixou claro que para a bicicleta ser uma verdadeira alternativa será sempre preciso melhorar as infraestruturas da cidade para incentivar mais pessoas a optarem por um modo de transporte mais sustentável, seja um modo ativo ou suave (a pé, de bicicleta, de bicicleta pedelec, de skate, de patins em linha), seja também através da utilização de um modo colectivo, mas sempre em contraponto com o carro. Isto em busca de ruas mais equilibradas, mais democráticas, onde seja possível utilizar qualquer modo de transporte, sem que se corra risco de vida (ao contrário do que acontece hoje).

A reunião terminou com uma declaração de José Mendes a garantir que a mobilidade é um ponto importante no programa eleitoral do PS e que isso passa também por incentivar o uso da bicicleta mas também dos transportes colectivos, em especial o transporte público.

Reunião entre a Braga Ciclável com os candidatos do Partido Aliança, na lista pelo circulo eleitoral de Braga

Reunião entre a Braga Ciclável com os candidatos do Partido Aliança, na lista pelo circulo eleitoral de Braga

No dia 2 de setembro de 2019, pelas 19H00, a Associação Braga Ciclável, reuniu com os candidatos do Partido Aliança, na lista do Aliança pelo circulo eleitoral de Braga, Luis Cirilo, Carlos Vaz, José Vieira e Luís Pinto, no Parque da Ponte, em Braga. A representar a associação estiveram Mário Meireles, Victor Domingos, Manuela Fernandes, Sara da Costa e Arnaldo Pires.
A pedido do Partido Aliança foi agendada esta reunião para se debater quais as medidas que se deverão tomar para fomentar mobilidade ativa e, sobretudo, o que muito há a fazer para melhorar a segurança dos utilizadores de bicicletas e peões.
Luis Cirilo iniciou a reunião destacando as preocupações do partido a nível ambiental e de mobilidade sustentável pretendendo ouvir os dirigentes da Associação sobre o que defendem para Braga, como projetos e alterações a realizar, para melhorar a mobilidade atual de peões e utilizadores de bicicletas.
Victor Domingos e Mário Meireles realizaram uma resenha histórica do que foi o início da Braga Ciclável e como esta evoluiu ao longos dos últimos ano. Apontaram as dificuldades mais debatidas pelos utilizadores de bicicletas, nomeadamente a falta de segurança para as crianças andarem de bicicleta na cidade, nomeadamente se deslocarem para a escola.
Foram debatidos os pontos mais preocupantes da cidade, em termos de segurança rodoviária, e o que se pode vir a desenvolver para dinamizar a mobilidade ativa, segura, e mais sustentável na cidade de Braga.
Debateu-se ainda que o estacionamento direcionado para as bicicletas é insuficiente, e em alguns, casos desajustado. Foi sugerida pela Braga Ciclável a implementação de bicicletários em todas as escolas do concelho, como medida para estimular a mobilidade ativa e autónoma das crianças.
 
Outros temas abordados foram os atropelamentos de peões, a mobilidade ativa e a sustentabilidade ambiental, e o impacto positivo sobre a qualidade de vida dos habitantes, com benefícios para a saúde, economia pessoal e ambiente. Apresentado o movimento #BragaZeroAtropelamentos e discutida intenção por detrás do mesmo, dando exemplos de cidades com visão zero e os bons resultados que obtiveram.
Braga Ciclável reuniu com a Plataforma dos Amigos da Freguesia de São Vicente

Braga Ciclável reuniu com a Plataforma dos Amigos da Freguesia de São Vicente


No passado dia 3 de agosto, pelas 10h00, a associação Braga Ciclável reuniu com a Plataforma dos Amigos da Freguesia de São Vicente na rotunda de Infias, seguindo-se uma pequena volta pela freguesia que culminou na Praça da Galiza, junto da Estação Central de Camionagem.

A representar a Plataforma dos Amigos de São Vicente esteve José Macedo e a representar a associação Braga Ciclável esteve Mário Meireles e Arnaldo Pires.

Esta reunião, que decorreu na sequência de um pedido da Plataforma, teve como propósito a identificação de necessidades e melhorias da freguesia de São Vicente ao nível da mobilidade em bicicleta.

Ao longo da conversa foram abordados vários temas relacionados com a mobilidade em geral e com a bicicleta em particular. A reunião decorreu no pelourinho existente na rotunda de Infias que, apesar da falta de acessibilidade ao mesmo, há uma utilização daquele espaço central pelas pessoas. Um espaço que é fresco e que poderia ter uma fruição maior pela população, da freguesia e da cidade. No entanto, o problema do congestionamento da rotunda de Infias e o excesso de carros a utilizar o Nó de Infias foram alertas deixados pela Braga Ciclável.

Os representantes da associação disseram mesmo que há a necessidade de semaforizar esta rotunda, por forma a organizar os fluxos e reduzir tempos de percurso. Ao mesmo tempo falaram da necessidade de melhoria do piso daquela rotunda, que está muito gasto e que em dias húmidos ou com chuva se nota a dificuldade, e muitas vezes impossibilidade de circular, por parte dos veículos pesados, e que ao mesmo tempo é bastante desconfortável na utilização da bicicleta.


imagens gentilmente cedidas pela Faro a Pedalar

O surgimento de inúmeros lugares pintados de vermelho com o símbolo de trotinetes e bicicletas, mas sem qualquer infraestrutura de apoio, foi também alvo de conversa. Sem se saber exatamente o que são, não deixou de haver alguma perplexidade por em tão pouco tempo se conseguir implementar lugares que parecem ser para operadores de partilha de trotinetes, numa solução semelhante à existente em Faro, mas que ao fim de 3 anos os lugares de estacionamento para bicicletas, que venceram os orçamentos participativos da junta de freguesia de São Victor e da União de Freguesia de São João do Souto e São José de São Lázaro e que iam servir toda a população, continuarem por executar.

A par disso sugeriu-se que se trabalhe no sentido de melhorar as condições para utilizar a bicicleta em São Vicente. Medidas de rápida implementação e baixo custo como o encerramento da rua Dr. Domingos Soares acesso ao Sá de Miranda), permitindo acesso a moradores com garagem, ambulâncias e bicicletas, ou a colocação de bicicletários em pontos estratégicos, a sobreelevação de várias passadeiras na freguesia fora a zona do projeto BUILD, ou mesmo a melhoria do pavimento para a utilização da bicicleta em diversos pontos da freguesia são medidas que poderão ser trabalhadas e executadas rapidamente.

Através da pequena volta efetuada pela freguesia foi possível também a José Macedo perceber que a utilização da bicicleta pode ser útil para determinadas deslocações, em especial no acesso ao nosso centro histórico. Ligações da Estação Central de Camionagem ao Centro da cidade, ligar de forma segura as zonas residenciais às escolas, são aspectos fundamentais para que os pais possam deixar os filhos pedalar no dia a dia e assim retirar pressão automóvel destes pontos que estão diariamente congestionados.

Arnaldo Pires reforçou ainda que os ganhos para a saúde, quer pela deslocação ativa, quer pela redução da poluição sonora e ambiental, quer pela redução das partículas inaladas (PM), são factores de saúde importantes, mas que ao mesmo tempo têm ganhos económicos para a pessoa em questão, mas também para a economia local e nacional.

Braga Ciclável reuniu com os candidatos do PEV, na Lista da CDU, pelo círculo de Braga

Braga Ciclável reuniu com os candidatos do PEV, na Lista da CDU, pelo círculo de Braga

No dia 29 de Julho de 2019, pelas 19H00, a Associação Braga Ciclável, reuniu com os candidatos do Partido Ecologista Os Verdes, na lista da CDU pelo circulo de Braga, Fernando Sá e Filipe Gomes, no Parque da Ponte, em Braga. A representar a associação estiveram Mário Meireles, Victor Domingos e Arnaldo Pires.
A pedido do Partido Ecologista os Verdes foi agendada esta reunião para se debater quais as medidas que se deverão tomar para fomentar mobilidade ativa e, sobretudo, o que muito há a fazer para melhorar a segurança dos utilizadores de bicicletas e peões.
Filipe Gomes iniciou  a reunião destacando as preocupações do partido a nível ambiental e de mobilidade sustentável, apontou ao longo da reunião vários projetos que foram, e outros que ainda, estão em desenvolvimento pelo partido.
Victor Domingos realizou uma resenha histórica do que foi o início da Braga Ciclável e como esta evoluiu ao longos dos últimos ano. Apontou as dificuldades mais debatidas pelos utilizadores de bicicletas, nomeadamente a falta de segurança para as crianças andarem de bicicleta na cidade, nomeadamente se deslocarem para a escola.
Foram debatidos os pontos mais preocupantes da cidade, em termos de segurança rodoviária, e o que se pode vir a desenvolver para dinamizar a mobilidade ativa, segura, e mais sustentável na cidade de Braga.
Debateu-se ainda que o estacionamento direcionado para as bicicletas é insuficiente, e em alguns, casos desajustado. Foi sugerida pela Braga Ciclável a implementação de bicicletários em todas as escolas do concelho, como medida para estimular a mobilidade ativa e autónoma das crianças.
 
Outros temas abordados foram as metas de descarbonização, a mobilidade ativa e a sustentabilidade ambiental, e o impacto positivo sobre a qualidade de vida dos habitantes, com benefícios para a saúde, economia pessoal e ambiente. A Braga Ciclável sugeriu a implementação de controlo trimestral da qualidade do ar, a nível nacional, com debates regulares sobre as medidas a implementar, para a sua melhoria constante.