Movimento de solidariedade – vamos pedalar pelo Mário Meireles!


Depois de o Mário ter relatado o acidente de que foi vítima através do Facebook, gerou-se uma certa onda de solidariedade. O Ricardo Cruz, certamente também sensibilizado pelo sucedido, dedicou-lhe um breve artigo no blog Bicla no Porto. No Facebook, foram chovendo “gostos”, comentários e partilhas sobre esse tema, no grupo do Braga Ciclável e não só.

E entretanto, foi anunciado através do Facebook um evento para este sábado de manhã. O convite é para dar uma “Voltinha Urbana Matinal Pelo Mário Meireles”, promovendo a acalmia de tráfego na cidade, e a ideia é ir visitá-lo ao Hospital de Braga (de bicicleta, claro). Podem saber mais detalhes nesta página.

Mario evento

Se puderem, peguem nas vossas bicicletas e participem neste pequeno passeio pela cidade. Mostrem que acreditam na bicicleta como meio de transporte e que também querem melhores condições de segurança na cidade de Braga – para vocês próprios, para os vossos amigos e para os vossos familiares.

Ciclistas Urbanos em Braga #43


Ciclistas Urbanos em Braga

O Paulo mora na zona do Braga Parque e usa a bicicleta no seu dia a dia para todo o tipo de deslocações na cidade, em trabalho e em lazer.


Nota:

Esta zona da cidade, para além de acolher um movimentado centro comercial, é também uma zona residencial importante. Dali partem já diariamente vários ciclistas em direção aos seus locais de trabalho, no centro, e não só.

As vias de acesso ao centro da cidade são evidentemente cruciais para quem mora nesta parte da cidade. Para quem vai de bicicleta, contudo, há alguns obstáculos que certamente desencorajam os ciclistas menos experientes e que poderão colocar em risco os mais aventureiros.

Uma das principais vias de acesso ao centro é a Rua D. Pedro V, de que já temos aqui falado algumas vezes (aqui, aqui, aqui, ou aqui). No entanto, para chegarem até essa rua, os ciclistas que partem da zona do Braga Parque têm de percorrer primeiro a Avenida Padre Júlio Fragata, bem conhecida pelo seu trânsito acelerado e pelos ocasionais acidentes. Não será pois de estranhar que alguns ciclistas prefiram seguir pelo passeio, uma solução de desenrasque que, para além de ser ilegal, tem outros inconvenientes (piso escorregadio quando chove, interrupções ao longo do caminho, cruzamento com peões…).

Esta importante zona comercial e residencial, bem como o Campus de Gualtar e as suas áreas residenciais adjacentes, justificam plenamente a pertinência de uma via ciclável bem planeada, a ligar Gualtar diretamente ao centro da cidade e à Estação. Sobretudo se pensarmos que também ali se encontra o novo Hospital (e sim, também já conversei com pessoas que lá se deslocaram de bicicleta, apesar daquelas subidas a pique) e que a cidade tenderá a crescer para esses lados nos próximos tempos.