Educação para o uso da bicicleta

Educação para o uso da bicicleta


Nos tempos que correm somos constantemente alertados para a necessidade de alterarmos hábitos do nosso quotidiano, em prol de um futuro melhor para o nosso planeta e para as gerações vindouras.

As alterações climáticas, associadas cada vez mais à poluição e às emissões de CO2, obrigam-nos a (re)pensar em estratégias individuais e coletivas, com vista à minimização do impacto das mesmas.


Pequenas alterações no quotidiano, se colocadas em prática pela grande maioria dos cidadãos, poderão ajudar a combater este problema. Uma delas é a forma como nos deslocamos no nosso dia-a-dia: a utilização do automóvel em massa pela população é tida como um dado adquirido sobre o efeito negativo no ambiente. Urge então fazer um esforço para alterarmos os nossos hábitos de deslocação, procurando meios de transporte coletivos ou apostando em meios individuais como a bicicleta.

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Para a escola, de bicla!

Para a escola, de bicla!


Levar os filhos à escola de bicicleta não é muito comum em Braga. É tão pouco habitual que infelizmente é raro encontrarmos bicicletas estacionadas nas escolas do ensino básico ou secundário. Se soubermos que no concelho da Murtosa cerca de 90% da população escolar se desloca neste meio de transporte percebemos quão diferentes podíamos ser em Braga.

E a culpa não é dos mais novos. É nossa, dos educadores, porque os enfiamos dentro de um carro para fazer, muitas vezes, percursos ridículos. E nem sequer paramos para pensar, tentando fazer de outra forma. Em vez de desistirmos logo por nos lembrarmos dos casos extremos – de quem não consegue ir de bicicleta ou de quem tem de circular numa estrada nacional perigosa ou de quando chove – foquemo-nos na rotina que corresponde à da maioria das pessoas num dia sem chuva (e são mais de 200 dias sem chuva por ano em Braga). Como é o seu percurso?

No meu caso, de casa à escola são 960 metros a pé. De bicicleta o percurso é ligeiramente mais extenso porque optamos por outro mais cómodo e seguro. A verdade é que de bicicleta sentimos que a cidade é muito mais curta e por isso temos uma grande liberdade de escolher entre percursos. Principalmente no regresso a casa, em que há menos pressa.

Nem a cidade nem a escola têm as condições ótimas para os pequenos ciclistas mas isso não é um problema. Circula-se com cuidado e prende-se a bicicleta e o capacete na entrada da escola. Levar um filho de bicicleta à escola não implica necessariamente que o adulto também vá de bicicleta. Não é difícil acompanhar a pé uma criança de bicicleta.

Ao levarmos os nossos filhos de bicicleta estamos a ensinar-lhes muitas coisas: a orientarem-se na cidade, ganhando noção das distâncias; a estarem atentos ao que acontece à sua volta; a perceberem quanto ruído e poluição fazem os carros; a constatarem que em meio urbano a bicicleta é o transporte mais rápido e versátil. Além claro, do exercício físico, num país em que uma em cada três crianças tem excesso de peso. E estamos também a mostrar à Câmara Municipal que há imenso para fazer e para melhorar neste concelho, tão longe dos mínimos europeus nas questões da mobilidade.

No meu caso, o resultado é muito curioso: já não faço a mínima ideia de quantas vezes este ano letivo fomos de bicicleta – ou a pé – mas lembro-me perfeitamente das duas únicas vezes que tive de levar o carro. E, claro, que criança é que não fica contente – e muito orgulhosa – de ir e voltar para a escola a conduzir a sua bicicleta?


(Artigo originalmente publicado na edição de 18/02/2017 do Diário do Minho)

A Mobilidade Sustentável na Escola Básica 2/3 de Lamaçães

A Mobilidade Sustentável na Escola Básica 2/3 de Lamaçães


A escola EB 2,3 de Lamaçães recebe amanhã, dia 14 de Março de 2015, às 10h00, uma palestra sobre mobilidade sustentável.

Com o objetivo de sensibilizar encarregados e alunos para o uso dos modos suaves de transporte nas deslocações para a escola, esta palestra conta com duas pessoas com uma vasta experiência no uso diário da bicicleta.

Teremos assim o Ricardo Cruz, professor de Português do ensino secundário, entusiasta ciclista urbano desde os anos 90, defensor e ativista da mobilidade em modos saudáveis, sendo, também, um cicloturista convicto e adepto do ciclismo de muito longa distância.

A acompanhá-lo na palestra estará também o Gonçalo Peres, que em 2009 começou a usar a bicicleta nas deslocações perto de casa para levar o primeiro filho à creche, evoluindo o raio de alcance para toda a cidade e todo o planeta, dependendo do tempo disponível. Hoje acompanha os dois filhos às respetivas escolas, sendo estes já autónomos no uso da bicicleta. (mais…)

Ciclistas Urbanos em Braga #59


Ciclistas Urbanos em Braga

O Gabriel conta-nos que, há algum tempo atrás, já chegou a usar bicicleta para ir para escola. Atualmente tende a usar sobretudo os transportes públicos, mas continua a usar regularmente a bicicleta para passear e praticar desporto, ou para fazer algumas compras, por exemplo.

Gostava de ter melhores ciclovias em Braga e sonha com a criação de um vasto Parque da Cidade na zona das Sete Fontes.

Ciclistas Urbanos em Braga #53 e #54


Ciclistas Urbanos em Braga

O sr. Pedro Correia e o seu filho Pedro moram no centro de Braga e gostam de passear juntos de bicicleta. O pai usa a bicicleta para deslocações diversas na cidade, como por exemplo para ir às compras. Quanto ao filho, ainda não vai de bicicleta para a escola, mas já a usa de vez em quando para ir à natação.

Ciclistas Urbanos em Braga #39


Ciclistas Urbanos em Braga

O Miguel, bolseiro de investigação na Universidade do Minho, já usa a bicicleta há cerca de 6 anos para as suas deslocações em Braga. Começou por praticar BTT nos tempos livres mas, aos poucos, a bicicleta foi ganhando outra utilidade na sua vida. Atualmente, usa-a para ir trabalhar, para levar o filho à escola, ir as compras, etc.

Não sente dificuldades de maior no seu dia a dia de ciclista urbano, mas reconhece que a rede viária da cidade de Braga ainda coloca alguns obstáculos a quem ainda esteja a começar e não goste de correr certos riscos…

Ciclistas Urbanos em Braga #32


Ciclistas Urbanos em Braga

A Ana e a Edite (filha e mãe, respetivamente) gostam de andar de bicicleta, mas lamentam a falta de condições na cidade de Braga. Por exemplo, ir de bicicleta para a escola, sem ciclovias nem ruas devidamente sinalizadas e adaptadas para ciclistas, parece-lhes mais complicado do que em países como a França, onde essa é uma prática habitual. Ainda assim, a mãe refere que costuma usar a bicicleta para efetuar as suas deslocações pelo centro, incluindo, ocasionalmente, na ida para o trabalho.

Nota:
Até o momento, tenho optado por incluir nesta rubrica apenas fotos de ciclistas adultos, em parte para reforçar a ideia de que o ciclismo urbano, para além das vertentes lúdica e desportiva, é sobretudo uma modalidade de transporte útil, para os cidadãos de qualquer idade. Decidi abrir aqui esta exceção, que me parece útil na medida em que permite demonstrar que também existe um público juvenil que usa a bicicleta em Braga, seja para ir para a escola, seja para se divertir.

Basta parar alguns momentos na Avenida Central ou nos semáforos da Senhora-a-Branca, para perceber que boa parte dos ciclistas desta cidade são crianças e adolescentes. Infelizmente, em Braga, ir para a escola de bicicleta é ainda uma atividade que muitos considerarão arriscada e desaconselhável. No entanto, quando vemos o que se passa em países como a França, a Holanda, a Alemanha ou a Bélgica, logo percebemos que temos ainda um longo caminho a percorrer, no sentido de tornar as nossas cidades em locais seguros, onde é realmente bom viver…

Ciclistas Urbanos em Braga #18


Ciclistas Urbanos em Braga

O Vitaliy, do Carandá, usa a bicicleta quotidianamente nas suas deslocações em Braga. Além de considerar que é um um meio de transporte barato, diz que o ajuda a manter a forma física. Conta-nos ainda que a sua filha Tatiana também tem uma bicicleta e que, para além de gostar de passear, vai muitas vezes nela para a escola.