IV Braga Cycle Chic

IV Braga Cycle Chic


A IV edição do Braga Cycle Chic irá realizar-se no dia 5 de maio de 2018, com partida prevista para as 15h00 da Praça da República. O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, vai mostrar mais uma vez que é possível pedalar na cidade usando roupa do dia-a-dia.

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Educação para o uso da bicicleta

Educação para o uso da bicicleta


Nos tempos que correm somos constantemente alertados para a necessidade de alterarmos hábitos do nosso quotidiano, em prol de um futuro melhor para o nosso planeta e para as gerações vindouras.

As alterações climáticas, associadas cada vez mais à poluição e às emissões de CO2, obrigam-nos a (re)pensar em estratégias individuais e coletivas, com vista à minimização do impacto das mesmas.


Pequenas alterações no quotidiano, se colocadas em prática pela grande maioria dos cidadãos, poderão ajudar a combater este problema. Uma delas é a forma como nos deslocamos no nosso dia-a-dia: a utilização do automóvel em massa pela população é tida como um dado adquirido sobre o efeito negativo no ambiente. Urge então fazer um esforço para alterarmos os nossos hábitos de deslocação, procurando meios de transporte coletivos ou apostando em meios individuais como a bicicleta.

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Para a escola, de bicla!

Para a escola, de bicla!


Levar os filhos à escola de bicicleta não é muito comum em Braga. É tão pouco habitual que infelizmente é raro encontrarmos bicicletas estacionadas nas escolas do ensino básico ou secundário. Se soubermos que no concelho da Murtosa cerca de 90% da população escolar se desloca neste meio de transporte percebemos quão diferentes podíamos ser em Braga.

E a culpa não é dos mais novos. É nossa, dos educadores, porque os enfiamos dentro de um carro para fazer, muitas vezes, percursos ridículos. E nem sequer paramos para pensar, tentando fazer de outra forma. Em vez de desistirmos logo por nos lembrarmos dos casos extremos – de quem não consegue ir de bicicleta ou de quem tem de circular numa estrada nacional perigosa ou de quando chove – foquemo-nos na rotina que corresponde à da maioria das pessoas num dia sem chuva (e são mais de 200 dias sem chuva por ano em Braga). Como é o seu percurso?

No meu caso, de casa à escola são 960 metros a pé. De bicicleta o percurso é ligeiramente mais extenso porque optamos por outro mais cómodo e seguro. A verdade é que de bicicleta sentimos que a cidade é muito mais curta e por isso temos uma grande liberdade de escolher entre percursos. Principalmente no regresso a casa, em que há menos pressa.

Nem a cidade nem a escola têm as condições ótimas para os pequenos ciclistas mas isso não é um problema. Circula-se com cuidado e prende-se a bicicleta e o capacete na entrada da escola. Levar um filho de bicicleta à escola não implica necessariamente que o adulto também vá de bicicleta. Não é difícil acompanhar a pé uma criança de bicicleta.

Ao levarmos os nossos filhos de bicicleta estamos a ensinar-lhes muitas coisas: a orientarem-se na cidade, ganhando noção das distâncias; a estarem atentos ao que acontece à sua volta; a perceberem quanto ruído e poluição fazem os carros; a constatarem que em meio urbano a bicicleta é o transporte mais rápido e versátil. Além claro, do exercício físico, num país em que uma em cada três crianças tem excesso de peso. E estamos também a mostrar à Câmara Municipal que há imenso para fazer e para melhorar neste concelho, tão longe dos mínimos europeus nas questões da mobilidade.

No meu caso, o resultado é muito curioso: já não faço a mínima ideia de quantas vezes este ano letivo fomos de bicicleta – ou a pé – mas lembro-me perfeitamente das duas únicas vezes que tive de levar o carro. E, claro, que criança é que não fica contente – e muito orgulhosa – de ir e voltar para a escola a conduzir a sua bicicleta?


(Artigo originalmente publicado na edição de 18/02/2017 do Diário do Minho)

Ecologia e Educação

Ecologia e Educação


A bicicleta não é uma moda. Como a alimentação saudável não é uma moda, a preocupação com o meio ambiente não é uma moda, a reciclagem de residuos não é uma moda, os electrodomésticos com classes ecológicas não são uma moda. A ecologia não é uma moda! A verdade é que já não vivemos na era industrial, o conhecimento científico já provou que alterações climatéricas drásticas estão e irão ocorrer com mais e mais frequência se não abrandarmos o ritmo de poluição e a população portuguesa já não é indiferente a esta questão. Mas as mentalidades não mudaram de um dia para o outro e se é óbvio que o protocolo de Quioto, o compromisso quase mundial de reduzir as emissões de carbono, as crescentes leis nacionais e internacionais para a redução dos níveis de poluição, os incentivos comunitários ao desenvolvimento de energias limpas e renováveis, o controlo e fiscalização das emissões das industrias para muito contribuiram para esta mudança de paradigma, também é evidente que há um factor que vale mais do que a fiscalização, as multas, as leis, as polícias que é o factor educação.

Quem não se lembra do anúncio das crianças a ensinar aos pais que reciclar era tão fácil que até um macaco o conseguia fazer? As novas gerações são muito mais abertas a mudanças de paradigma e abraçam-no com muito mais facilidade.

Quem está atento ao trânsito na cidade de Braga concerteza já reparou que os principais pontos de engarrafamento da cidade são as saídas das escolas nos horários de entrada e saída das crianças – um carro, um pai, à espera de uma criança, estacionado na beira da estrada às 8, às 13 e às 18, multiplicado por milhares de alunos de cada escola.

Perante o óbvio, as minhas perguntas são:

  • para quando estacionamentos de bicicletas à porta das escolas?
  • para quando políticas de educação, prevenção rodoviária e incentivos escolares que permitam que as novas gerações adoptem formas ecológicas, responsáveis e saudáveis de locomoção dentro da cidade de forma a cimentar um futuro mais sustentável?

(Artigo originalmente publicado na edição de 24/10/2015 do Diário do Minho)