Estar do lado certo

Estar do lado certo


Estocolmo, Oslo, Copenhaga ou Amesterdão são invariavelmente usadas como exemplos de cidades cicláveis. São locais com espaços amplos para peões, reduzidas estradas para o automóvel e muitos kms de ciclovias. Transformaram-se em sítios considerados por vários rankings como dos melhores do mundo para se viver e tudo graças a opções políticas centradas nos meios suaves de transporte como a bicicleta que foram sendo consistentemente tomadas ao longo de décadas. Graças ao seu sucesso, foram seguidas por outras cidades europeias como Paris, Londres, Barcelona, Madrid ou Sevilha que optaram pelo mesmo tipo de políticas e por cá, também Lisboa decidiu seguir o mesmo caminho.
(mais…)

A ecologia não está nos genes nem está na água, é uma questão de empenhamento político

A ecologia não está nos genes nem está na água, é uma questão de empenhamento político


“Não está nos nossos genes, nem está na nossa água” diz o Morten Kabell, o actual responsável da Câmara de Copenhaga pela mobilidade e ambiente, acerca dos números apresentados a semana passada que mostram que o número de bicicletas na cidade ultrapassou finalmente o número de carros.

Copenhaga, a capital da fria e chuvosa Dinamarca, monitoriza desde os anos 70 a mobilidade citadina e os relatórios mostram uma profunda (r)evolução na forma como as pessoas se deslocam – de 1 bicicleta para cada 3 carros na década de 70 para a circulação de 256700 bicicletas para 252600 carros no relatório do último mês. Nos últimos 20 anos o trafego ciclável aumentou 68%. No último ano, aumentou 15%.

Mas nada disto é o resultado de uma divina providência ou de alguma propensão dos dinamarqueses para dar à perna. Estes números são o resultado de mais de 20 anos de investimento direccionado para uma mobilidade mais ecológica, menos dependente de combustíveis fósseis. Mais de 20 anos a pensar em como tornar o ar da cidade mais limpo e ao mesmo tempo promover a fluidez de trânsito numa cidade cuja população continua a crescer.

Desde 2005 a cidade investiu cerca de 140 Milhões de euros em infraestruturas ligadas à utilização da bicicleta e promete não ficar por aqui. O objectivo final é libertar o centro da cidade de carros até 2025. E se os números parecem astronómicos, o autarca esclarece – os últimos 12 anos de investimento em vias cicláveis ascenderam apenas a metade dos custos de uma variante exclusivamente para automóveis na parte norte da cidade.

Como defende Kabell, tudo começa com vontade política, decisões pensadas e investimentos a longo prazo e Copenhaga tem consistentemente feito escolhas certas no sentido de melhorar a já elevada qualidade de vida dos seus cidadãos.

Copenhaga começou nos anos 70. E Braga? A revolução da mobilidade ecológica, quando começará? (mais…)

Carros ou cidadãos?

Carros ou cidadãos?


Desde a sua invenção, a utilização principal da bicicleta era nada mais, nada menos o meio das pessoas se moverem dentro das localidades! A roda foi reinventada e com ela o pneu, que por mera curiosidade, foi inicialmente pensado para tornar mais confortável a deslocação de bicicleta! Logo Michelin, a famosa marca de pneus, revolucionou o mundo das rodas, criando pneus para bicicletas, coches e futuramente, contrariando os fabricantes, alterou o conceito dos automóveis! (mais…)