Braga Ciclável reune com a Junta de Freguesia de São Vicente

Braga Ciclável reune com a Junta de Freguesia de São Vicente

No dia 04 de Novembro de 2019, a Associação Braga Ciclável reuniu com a Junta de Freguesia São Vicente, na sua sede, sendo que em representação da Braga Ciclável estiveram Arnaldo Pires e Rafael Remondes, e em representação da Freguesia esteveram Daniel Pinto e Raquel Pinto, membros do executivo.

A reunião começou com a associação a apresentar os motivos do pedido de encontro: discussão da estrutura pedonal e ciclável da freguesia; apresentação do movimento #BragaZeroAtropelamentos e do projecto Pedalo para a Escola!

A Associação defendeu a necessidade de reestruturação de alguns locais, sobretudo locais com passadeiras, começando pelo exemplo das passareiras junto da sede de freguesia que se encontram colocadas em cima das curvas , locais de menor visibilidade, que já condicionaram atropelamentos. Foi abordada a necessária implementação, urgente, da lei das acessibilidades, e discutida a necessária implementação da rede ciclável, para garantia de segurança de quem se desloca de bicicleta, na freguesia. A associação focou como necessário a ligação entre a central de camionagem e a zona pedonal, com uma zona segregada de bicicletas; assim, como a ligação das zonas residenciais, nomeadamente o bairro das Fontainhas, que se encontra em fase de implementação de Zona 30, com o centro, para que não fiquem como “ilhas sem ligação”, que não garantem, a quem ai mora, deslocar-se ativamente de bicicleta, em segurança.
Em relação ao projecto Pedalo para a Escola!, a associação apresentou o mesmo, referindo a intenção de ajudar crianças e jovens a adquirirem maior autonomia, nas deslocações pela cidade, no combate à obesidade e na envolvência na problemática das questões ambientais.
Foi destacada a falta de segurança, por excesso de velocidade praticado em determinados locais da freguesia, que impedem que os grandes bairros habitacionais permitam às crianças deslocarem-se para a escola de bicicleta.
Foi estimulada a Junta a proceder a implementação de zonas escola e pedonalização de algumas vias da freguesia, assim como à necessária revisão dos estacionamentos 5 metros antes das passadeiras.
A associação abordou o pacote técnico da Organização mundial de saúde, sobre segurança nas estradas ( Save LIVES), que onde, claramente, se destaca a necessária envolvência multidisciplinar no combate à mortalidade e sinistralidade rodoviária. Este combate começa na definição de estratégia politica e técnica, implementação das medidas e controlo da sua eficácia, assim como no necessário reforço policial para garantir o cumprimento das leis, como seja o excesso de velocidade e o estacionamento indevido.
Com base nesse documento, a associação, insistiu na necessária abordagem dos perímetros escolares, com a criação de zonas escola, que são uma mas medidas mais eficazes na redução da morbimortalidade, na seio das cidades.
Os representantes do executivo da Junta ressalvaram todos os esforços efetuados, por si, na melhorias de acessibilidades, desta que é uma das juntas de freguesia mais centrais da cidade, deixando claro que defendem que a cidade se deve preparar para que as deslocações internas sejam feitas preferencialmente a pé, de bicicleta ou de transporte público. Contudo, consideram que esse passo deve ser gradual, que a cidade foi desenvolvida com o foco no automóvel e que agora é preciso tempo para ajustar a cidade às necessárias mudanças.
Destacaram que a freguesia é uma freguesia modelo, a nível da mobilidade, com destaque para a Escola de Prevenção Rodoviária, para a implementação de Zonas Residenciais 30, passadeiras inteligentes, assim como na colaboração com o município na semana da mobilidade, com vários projetos.
Destacam que sentem serem necessários mais efectivos de policiamento, pois muitas vezes identificam estacionamentos indevidos e têm dificuldade em que se atue com a aplicação de coimas. Destacam ainda, que estão a tentar implementar a limitação de estacionamento automóvel antes das passadeiras, assim como a repintar as mesmas.
Foi valorizada a intervenção no Nó de Infias, por parte do executivo da Junta, por considerarem que a seu tempo permitirá garantir maior escoamento automóvel, de e para a cidade. Trata-se de uma obra complexa que exige concertação entre as Infraestruturas de Portugal, Município e Junta.
A Braga Ciclável mostrou-se disponível para colaborar, na medida do possível, com a Junta de Freguesia e o executivo mostrou total disponibilidade para eventuais acções da associação na freguesia.
A associação irá reunir todas as semanas com uma freguesia urbana, tendo para isso encetado contactos com todas as juntas inseridas no perímetro urbano.
Pedalo para a Escola!

Pedalo para a Escola!


Pedalo para a escola!

O Pedalo para a Escola é um novo projecto, da Braga Ciclável, que pretende estimular os jovens a deslocarem-se, de bicicleta, para a escola. O seu início decorrerá no dia 25 de Setembro de 2019, e decorrerá todas as quartas feiras.

A utilização de bicicleta apresenta inúmeros benefícios para o jovens, desde aumentar a capacidade de concentração para o estudo, promover a melhoria da capacidade cardiorrespiratória, diminuir a ansiedade, aumentar a capacidade de orientação espacial, na cidade, e promover a autonomia.

Nesse sentido a Braga Ciclável definiu um trajeto (LINHA 1), para já único, que passará por 3 escolas: Escola Secundária Carlos Amarante; Escola Básica Francisco Sanches e Colégio Teresiano.

Assim, os alunos e seus encarregados de educação, que vivam nas imediações deste trajeto, podem comparecer nas cicloparagens (7 no total), nos horários definidos, e entrar na coluna de bicicletas que se deslocará de Nogueira à Rua do Taxa, de manhã, e no sentido inverso à tarde.

 

Horários e  cicloparagens:

IDA

1- Rua de Vila Nova, Nogueira, junto ao semáforo da Agrimil —- 07H55  — Símbolo: SELIM

2- Imediações da paragem de Autocarro, em frente à Carclasse —- 08H00 — Símbolo: CORRENTE

3- Imediações da paragem de Autocarro, na Devesa, perto da Rotunda de São João —- 08H03 — Símbolo: DESVIADOR

4- Imediações da paragem de Autocarro, na 31 de Janeiro, perto da BP —- 08H05 — Símbolo: RAIO

5- Imediações da paragem de Autocarro, em frente ao café Chave d’ouro —- 08H10  — Símbolo: PRATO

6 – Imediações da M & Costa, na Rua de São Victor —- 08H12  — Símbolo: PEDAL

7- Em frente ao Colégio Teresiano —– 08H15  — Símbolo: ALOQUETE

REGRESSO A CASA

7- Em frente ao Colégio Teresiano —– 16H50

6 – Imediações da M&Costa, na rua de São Victor —- 16H53

5- Imediações da paragem de Autocarro, em frente ao café Chave d’ouro —- 16H55

4- Imediações da paragem de Autocarro, na 31 de Janeiro, perto da BP —- 17H00

3- Imediações da paragem de Autocarro, na Devesa, perto da Rotunda de São João —- 17H03

2- Imediações da paragem de Autocarro, em frente à Carclasse —- 17H10

1- Rua de Vila Nova, Nogueira, junto ao semáforo da Agrimil —- 17H13

 

Cada cicloparagem terá o nome de um acessório de bicicleta, para ser mais estimulante para os jovens, como podem verificar na imagem.

Aconselha-se a que crianças pequenas sejam transportadas em cadeira ou atrelado, pelos encarregados de educação, e os adolescentes, que garantidamente consegue deslocar-se de bicicleta no trajeto definido, cumprindo as regras de trânsito, sejam acompanhados pelos pais ao longo do trajeto casa-escola. Convém ter atenção ao vestuário e adaptar de acordo com as condições climatéricas. Não existe mau tempo, apenas equipamento desadequado.

 

A Braga ciclável não se responsabiliza por eventuais acidentes que decorram ao longo do trajeto, contudo garante a presença de um adulto que, também, se deslocará de bicicleta com os seus filhos. Qualquer acidente que decorra desta deslocação pode e deve ser reportado ao seguro escolar. A Braga Ciclável fará chegar a informação às escolas e associações de pais. Qualquer dúvida não hesite em contactar a Braga Ciclável.

 

 

Ciclo Passeio Solidário de São João

Ciclo Passeio Solidário de São João


No dia 16 de Junho, às 10H00, a Braga Ciclável, em colaboração com a Associação Anima Una e a Associação de Festas do São João de Braga, organizou um Ciclo Passeio, pelas ruas da cidade, de cariz histórico e solidário. No local compareceram cerca de meia centena de pessoas, que se fizeram acompanhar com donativos, sobretudo peças de vestuário, para a causa da Associação CPAC, que presta apoio a imigrantes em dificuldades socioeconómicas.

O passeio teve o seu início na Praça da República, um dos locais de passagem obrigatória durante as modernas festividades de São João, depois de uma breve introdução ao evento, à Braga Ciclável com destaque ao seu contributo para a melhoria da mobilidade de peões e utilizadores de bicicleta na cidade, e à CPAC. Essa introdução foi realizada por Arnaldo Pires, Mário Meireles e Rafael Sousa, organizadores do eventos.

Depois de partir da Praça da República, o grupo passou pela Capela de São João de Braga, onde o Dr. Ricardo Silva, atual presidente da Junta de Freguesia de São Victor e um apaixonado pela história da cidade de Braga, apresentou uma muito relevante e agradável revisão histórica, sobre a grande festa do São João de Braga; a Capela de São João e sua importância; e a já não existente Quinta da Devesa, onde, no passado, os Arcebispos da cidade passavam o verão.

Após se ter ciclado pelo atual parque da ponte, a coluna de bicicletas dirigiu-se para a via pedonal ciclável, do rio Este, e seguiu para o Seminário de Fraião. No local, o grupo foi recebido e acarinhado pelo Sr Padre Manuel Martins, padre responsável pela Comunidade Espiritana de Braga. No mesmo local, junto à Igreja, o Sr Padre Manuel Martins presidiu a uma breve oração que culminou com a benção de todas as bicicletas que participaram no encontro.

Benção das Bicicletas

 

Ao longo do passeio, o grupo teve o acompanhamento de uma ciclo-patrulha da Policia de Segurança Pública, que garantiu a segurança de todos no evento.

Para registo fotográfico esteve presente a Midtones Photography (www.midtonesphotography.com) que, com o seu profissionalismo já reconhecido, garantiu a obtenção de imagens, que de outra forma não teria sido possível obter.

É com agrado que a organização comunica que o Ciclo Passeio contou com a presença de adultos e crianças e se desenrolou sem incidentes. A boa disposição e a postura ordeira esteve presente, em todo o desenrolar do encontro. Mais um evento que demontra que é possivel ciclar ao longo da cidade, apesar de muitos a considerarem com uma geografia não amigável para deslocações diárias. Imagine-se como seria caso a cidade permitisse uma correta segregação dos diversos agentes de mobilidade, com maior estrutura ciclável e acalmias, reais, de tráfego.

Como nota final fica um agradecimento a todos que colaboraram ou participaram no evento, permitindo estimular a utilização de bicicletas, a solidariedade entre todos e a divulgação dos registos históricos.

Sai da frente, ó ciclista!

Sai da frente, ó ciclista!


– Quantas vezes lhe apareceu um ciclista na estrada que o deixou nervoso?

Se respondeu ou pensou “várias” ou “todas”, recomendamos que leia este artigo até ao final!

Desde Janeiro 2015 o Código da Estrada sofreu alterações, parte das quais relacionadas com a circulação de bicicletas. Uma das principais modificações foi a aplicação da regra geral de cedência de passagem também aos velocípedes. Se antes, num cruzamento não sinalizado, o ciclista tinha de deixar passar os veículos motorizados, agora simplesmente tem prioridade quem se apresenta pela direita. De referir contudo que no caso dos cruzamentos e rotundas com sinalização nada mudou, nesse caso a sinalização de cedência de passagem aplica-se a todos, independentemente de se tratarem carros ou bicicletas.

Também vale a pena referir o fim da obrigatoriedade de circular o mais à direita possível. Agora o ciclista pode e deve reservar uma distância segura e razoável, face à berma da estrada, de modo a evitar acidentes.

Uma regra frequentemente esquecida, mas muito importante, é a que obriga os condutores a abrandar e assegurar uma distância mínima lateral de 1,5 metros relativamente ao ciclista no momento da sua ultrapassagem. Adicionalmente, é obrigatório mudar para a via da esquerda durante a manobra da ultrapassagem. (mais…)

3 ideias erradas sobre a bicicleta na estrada

3 ideias erradas sobre a bicicleta na estrada


A bicicleta é um meio de transporte que desde há muito inspira a criatividade de poetas, músicos, cientistas, e não só. Mas é também frequentemente objeto de ideias erradas que teimam em persistir por mais tempo do que seria desejável. É um tema vastíssimo, por isso hoje abordaremos apenas três desses mal-entendidos, sobre a bicicleta na estrada.

“O lugar da bicicleta é na berma ou no passeio”

O lugar da bicicleta, por norma, é na própria faixa de rodagem, por onde devem circular os veículos em geral. Só podem circular de bicicleta nos passeios as crianças até 10 anos de idade. Ainda assim, a berma pode opcionalmente ser utilizada pelo ciclista, que deve tomar as devidas precauções de segurança para evitar atropelamentos a peões ou mesmo acidentes decorrentes da presença de obstáculos (árvores, postes, degraus, buracos…).

“As bicicletas só podem circular em fila e encostadas à direita”

Com as atualizações do Código da Estrada (CE) introduzidas em 2014, as bicicletas passaram a poder circular a par, como forma de aumentar a sua visibilidade e segurança. Foi ainda clarificado que devem manter da berma uma distância que permita evitar acidentes (por ex., com buracos, peões, portas de carros). E convém lembrar que é proibido ultrapassar um ciclista sem mudar para outra via de trânsito: ao ultrapassar uma bicicleta, os condutores são obrigados a abrandar a velocidade, passar para a via da esquerda e guardar uma distância lateral mínima de 1,5 metros. (mais…)

Ciclista morre atropelado depois de pedir respeito a condutores

Ciclista morre atropelado depois de pedir respeito a condutores


Tiago Valério, praticante de BTT, morreu no passado dia 21 de Janeiro após ter sido colhido por um automóvel enquanto treinava. Uma semana antes da fatalidade pediu, publicamente, via facebook, respeito pelos ciclistas: “Eles não são obstáculos, fazem parte do trânsito.”.

O atropelamento do Tiago não é, infelizmente, um acontecimento isolado. Vamos continuar a lamentar perdas? Há leis, sim, mas as pessoas não estão de todo preparadas para uma convivência saudável na estrada. É fulcral consciencializar! Leis não funcionam se nós não NOS respeitarmos e AS respeitarmos O Tiago era filho de alguém, namorado de alguém, amigo de alguém. Foi o Tiago, podia ter sido qualquer um de nós.

(mais…)

Ultrapassagens perigosas a ciclistas: a falta de educação e o tempo que demoramos a tirar um macaco do nariz


Rua D. Pedro V - estacionamento ilegal, ultrapassagens perigosas a ciclistas

Num destes dias, um dia como tantos outros, saio do emprego ao início da tarde para ir almoçar a casa com a minha esposa e a minha filha. A meio do caminho, na rua D. Pedro V, um automóvel decide ultrapassar-me a mim e a um outro ciclista que segue no mesmo sentido, sem assegurar a necessária distância lateral de segurança.

– Chegue-se para lá! Um metro e meio, é o que diz o Código, um metro e meio!… – disse eu para o condutor quando o carro se aproximou com vidro aberto.

Não consegui ouvir a resposta, mas vi que o passageiro ficou a rir-se de uma forma tal que, dado o contexto, tenho alguma dificuldade em descrever em termos muito simpáticos. Felizmente não houve nenhum acidente, o carro seguiu viagem e eu também segui viagem até casa, enquanto ruminava no sucedido.

Diz o Código da Estrada português (sim, estamos a falar do nosso Código da Estrada, o de Portugal, aquele que todos nós temos a obrigação de conhecer e cumprir quando andamos na estrada) o seguinte, a propósito das ultrapassagens:

Artigo 38º
Realização da manobra

    1 – O condutor de veículo não deve iniciar a ultrapassagem sem se certificar de que a pode realizar sem perigo de colidir com veículo que transite no mesmo sentido ou em sentido contrário.

    2 – O condutor deve, especialmente, certificar-se de que:

    a) A faixa de rodagem se encontra livre na extensão e largura
    necessárias à realização da manobra com segurança;

    (…)

    e) Na ultrapassagem de velocípedes ou à passagem de peões que
    circulem ou se encontrem na berma, guarda a distância lateral
    mínima de 1,5 m e abranda a velocidade
    .

    (…)

    5 — Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 120 a € 600.

Em abono da verdade, o referido condutor abrandou a velocidade. Onde falhou foi ao não manter uma distância lateral de segurança igual ou superior a 1,5m – que é necessária quando se ultrapassa um veículo de duas rodas, por vários motivos. O condutor e o passageiro que ia a rir-se à janela certamente não conheciam o Código da Estrada, ou não saberiam que uma ultrapassagem daquelas é perigosa e dá uma multa nada agradável para o automobilista em infração, que pode ir até aos 600 euros.

Ainda no mesmo dia, no mesmo local, tive de levar com um outro condutor impaciente. Teve a oportunidade de me ultrapassar mais atrás, onde a estrada era mais larga, mas por algum motivo que eu desconheço, esperou pelo trecho mais estreito (o que passa em frente à sede da AAUM) para se colocar a escassos metros da traseira da minha bicicleta, fazendo roncar o motor e apitando repetidas vezes. Com carros [ilegalmente] estacionados de ponta a ponta da rua, eu não tinha para onde me encostar. O que eu não faria – e nunca faço – era encostar-me a esses carros, arriscando levar na cara com uma porta que se abrisse de repente. Mantenho sempre, por isso, para minha proteção e para proteção dos que me rodeiam, pelo menos um metro de distância em relação aos carros estacionados. Quem vier atrás, que abrande e aguarde. Não custa nada e uns metros mais à frente já pode ultrapassar em segurança.

O perigo de circular encostado à direita junto a carros estacionados - Door zone / Zona de portas

Assim, aos roncos do motor e às apitadelas, respondi com uns bem mais simpáticos toques de campainha e segui viagem. Mas não pude deixar de pensar no ridículo da situação. Senão, vejamos.

O trecho estreito em questão tem uma extensão de cerca de 200 metros. A 50km/h (a velocidade máxima permitida dentro das localidades, incluindo ali), percorrer esses 200 metros demora cerca de 15 segundos. A uma velocidade de cerca de 25km/h (a que hipoteticamente circulará ali a maior parte dos ciclistas), faz-se em apenas 29 segundos. Estamos a falar de uma diferença de cerca de 14 segundos, que é como quem diz, bem menos de meio minuto. Ou dito ainda de outra forma, o mesmo tempo que gastaríamos a tirar um macaco do nariz, ou bem menos do que esperaríamos se ali houvesse um semáforo…

Será que por causa de uns meros 14 ou 15 segundos vale mesmo a pena demonstrar publicamente tamanha falta de educação e desconhecimento do Código da Estrada, em vez de simplesmente partilhar a via em segurança e cordialidade para com os seus vários utilizadores?

Respeite o ciclista - distância lateral de segurança ao ultrapassar, pelo menos 1 metro e meio

Condutor distraído atropelou ciclista na ciclovia de Lamaçães

Condutor distraído atropelou ciclista na ciclovia de Lamaçães


Por um membro do nosso grupo no Facebook, chega-nos a triste notícia de que ocorreu hoje mais um acidente em Braga, em plena ciclovia da Variante da Encosta (Lamaçães), de que resultou um ciclista ferido num pé e num pulso.

Não dispomos de informação muito detalhada mas, de acordo com os relatos de pessoas que disseram presenciar o lamentável sucedido, o ciclista estaria a contornar aquela rotunda (dentro da ciclovia), tendo sido nessa altura abalroado por um carro que entrava nesse momento na rotunda.

Sabemos que aquela é uma via que tem alguma tradição de “aceleras”, em virtude de um fraco desenho em matéria de acalmia de trânsito, e que a referida ciclovia apresenta também alguns defeitos que temos vindo a apontar e que urge corrigir. Uma melhor sinalização das passagens de velocípedes nas rotundas deve evidentemente estar no topo da agenda!

Ainda assim, vale a pena lembrar que, apesar de as condições não serem as ideais, o conhecimento e o cumprimento do Código da Estrada podem ajudar a prevenir muitos acidentes deste tipo.

Nomeadamente:

Artigo 25.º
Velocidade moderada

1 – Sem prejuízo dos limites máximos de velocidade fixados, o condutor deve moderar especialmente a velocidade:

a) À aproximação de passagens assinaladas na faixa de rodagem para a travessia de peões e ou velocípedes;

(…)

e) À aproximação de utilizadores vulneráveis;

(…)

h) Nas curvas, cruzamentos, entroncamentos, rotundas, lombas e outros locais de visibilidade reduzida;

(…)

2 – Quem infringir o disposto no número anterior é sancionado com coima de (euro) 120 a (euro) 600.

Artigo 31.º
Cedência de passagem em certas vias ou troços

1 – Deve sempre ceder a passagem o condutor:

(…)

c) Que entre numa rotunda.

3 – Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de (euro) 120 a (euro) 600, salvo se se tratar do disposto na alínea b), caso em que a coima é de (euro) 250 a (euro) 1250.

Artigo 32.º
Cedência de passagem a certos veículos

(…)

3 – Os condutores devem ceder passagem aos velocípedes que atravessem as faixas de rodagem nas passagens assinaladas.

(…)

5 – Os condutores de velocípedes a que se refere o n.º 3 não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respetiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente.

(…)

7 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de (euro) 120 a (euro) 600.

Todos temos o dever de conhecer estas regras e zelar pela nossa segurança e pela dos que nos rodeiam na estrada, independentemente do tipo de veículo em que nos deslocamos em cada momento.

Desejamos ao ciclista as melhoras e que rapidamente possa voltar a pedalar por Braga.

Diz que era uma espécie de ciclovia…

Nem mesmo os motoristas profissionais, neste caso um taxista, respeitam o já bastante desgastado piso vermelho da ciclovia de Lamaçães. Estacionar automóveis, autocarros ou camiões sobre a faixa de rodagem da ciclovia é prática recorrente, até mesmo dentro das próprias rotundas, como aqui se vê. 

O referido taxista escolheu parar dentro desta rotunda, esperando pelos seus passageiros com o carro parado em cima da rotunda, quando havia estacionamento livre a poucos metros dali, e em local onde seria muito fácil inverter a marcha sem incomodar o trânsito nem infringir o Código da Estrada… 
É caso para dizer… Onde pára a Polícia (ou a GNR)?