Aulas de Iniciação à Bicicleta e Cicloficina na Praça da Justiça

Aulas de Iniciação à Bicicleta e Cicloficina na Praça da Justiça


No dia 7 de setembro de 2019, do próximo sábado a 8 dias, a Braga Ciclável, numa co-organização com a Junta de Freguesia de São Victor, vai organizar um duplo evento na Praça da Justiça, entre as 09:00 e as 13:00.

Nesse dia serão realizadas aulas de iniciação à bicicleta para adultos e crianças. Estas aulas, que serão dadas por professoras devidamente credenciadas para o efeito e associadas da Braga Ciclável, permitirão a todas as pessoas que não saibam pedalar ter a oportunidade de aprender a fazê-lo. Nesse sentido todas as pessoas que queiram aprender estão convidadas a aparecer no evento.

Ao mesmo tempo, e na mesma praça, decorrerá a cicloficina, onde as pessoas poderão aprender técnicas básicas de manutenção das bicicletas. Para isso estarão presentes dois mecânicos, também eles associados da Braga Ciclável, que auxiliarão as pessoas a efetuarem a manutenção da própria bicicleta. Isto poderá passar por simples afinações, a trocas de componentes como sejam câmaras de ar ou pneus.

A Junta de Freguesia de São Victor alia-se a este evento no âmbito do seu programa autárquico “São Victor Ciclável”. Para Ricardo Silva, presidente da junta de São Victor, “todas as ações que visem a mobilidade em bicicleta são de apoiar, uma vez que este é um modo de transporte que deve ser estimulado a ser utilizado na cidade.” O presidente da autarquia mais populosa de Braga e a 31ª mais populosa do país diz ainda que “é necessário alterar os hábitos de deslocação na cidade e escolher o melhor modo de transporte. A bicicleta pode ser o melhor modo de transporte, mas para isso é preciso que as pessoas saibam andar de bicicleta. Infelizmente muitas crianças não sabem andar de bicicleta e ainda temos adultos que nunca aprenderam a andar. É para colmatar essas falhas que também nos aliamos a este evento. Isto porque toda a gente tem memória de andar de bicicleta e, por norma, essas memórias são muito boas.”

Mário Meireles, presidente da Braga Ciclável, diz que estas ações e eventos têm vindo a ser habituais no plano de atividades da associação, mas que os eventos por si só não bastam. “Podemos fazer eventos todas as semanas, mas com as ruas que hoje temos as pessoas têm medo de utilizar a bicicleta. Das duas uma, ou vamos ter pessoas a utilizar a bicicleta nos passeios – o que está errado, ou vão correr riscos na estrada. Precisamos de reorganizar as nossas ruas para que a bicicleta tenha ali um lugar seguro e seja, efetivamente, uma alternativa. Apenas assim poderemos fazer com que as crianças que aprendem a andar de bicicleta a utilizem para, autonomamente ou acompanhadas pelos pais, se deslocarem para a escola.”

Obras colocam em perigo utilizadores da ciclovia de Lamaçães

Obras colocam em perigo utilizadores da ciclovia de Lamaçães


Quando há uma obra na via pública é muitas vezes necessário criarem-se desvios ou simplesmente sinalizar temporariamente novas vias de circulação. Este procedimento surge não só para obras na via pública, mas também para obras de novas construções que levem à ocupação da via pública, muitas vezes para a criação do espaço necessário para estaleiro de obra e/ou para espaço de colocação de grua. O normal, nestas situações, é que se criem percursos alternativos para os diversos modos de transporte.

Por vezes é necessário suprimir lugares de estacionamento automóvel para que se mantenham os dois sentidos de trânsito e, ao mesmo tempo, criam-se duas passadeiras temporárias. Um destes exemplos em Braga é a obra em execução na Rua Gabriel Pereira de Castro.

Noutras alturas é necessário alterar, temporariamente, a paragem de transporte público, suprimir lugares de estacionamento e criar passadeiras temporárias, como aconteceu com a obra na Pousada da Juventude.

Há outros casos que a supressão da via pública se limita ao passeio, e aí é muitas vezes criada uma passagem que substitui o passeio, como aconteceu já na Rua dos Chãos ou na Rua de São Sebastião ou até mesmo na Avenida da Liberdade.

Ora se assim é nestas situações, porquê que quando nos deparamos com a ocupação da via pública a ser feita em passeio e ciclovia, não se cria uma alternativa para a ciclovia?

É assim que acontece em Amesterdão, em Berlim, ou em qualquer cidade que tenha a bicicleta em conta como parte da solução para a mobilidade, que a veja de uma forma séria e que, acima de tudo, tenha uma estratégia e um plano para a promoção da mobilidade em bicicleta, para além de um plano de mobilidade urbana sustentável!

Em Lamaçães hoje deparamo-nos com uma ocupação de via pública, fruto de uma obra que está a arrancar, que suprime o passeio e a ciclovia, mas que apenas cria alternativa para o passeio. Isto leva a que as pessoas que ali circulam de bicicleta tenham que se desviar deste obstáculo sem qualquer sinalização ou percurso temporário definido, ficando assim ainda mais em risco a sua segurança!

Os desvios temporários de trânsito, seja ele em que modo de transporte for, têm como principal objetivo garantir a segurança dos utilizadores dos modos de transporte desviado. Neste caso os utilizadores daquela ciclovia não têm a sua segurança garantida!

Isto é mais uma demonstração da falta de cuidado, de valorização da utilização da bicicleta e de dar garantias de segurança para aqueles que utilizam a bicicleta em Braga, por parte do Município que tem o papel de autorizar, fiscalizar e planear estas situações.

Braga Ciclável intervém na Assembleia Municipal de Braga para reivindicar zero atropelamentos

Braga Ciclável intervém na Assembleia Municipal de Braga para reivindicar zero atropelamentos


Esta sexta-feira, dia 19 de julho, a Braga Ciclável, representada pelo médico Arnaldo Pires, participou no período do público da Assembleia Municipal para alertar para o problema da segurança de peões e ciclistas e reivindicar a necessidade urgente de implementar medidas efetivas com vista à eliminação dos atropelamentos em Braga.

O texto lido durante a intervenção foi o seguinte:

Excelentíssima Sra Presidente da Assembleia Municipal
Sr Presidente da Câmara
Srs Vereadores municipais
Srs Deputados municipais

O que me traz cá hoje são os atropelamentos no nosso concelho!

Num concelho que apresenta cerca de um atropelamento em cada 3 dias, relembramos Sebastião Alba, poeta bracarense, que morreu após ser vítima de atropelamento, em 2000, uma das muitas vítimas de atropelamentos que se conhecem no concelho.

O movimento #BragaZeroAtropelamentos tem alertado para esta problemática, destacando que muito há a fazer, para que este número se aproxime do ZERO. O movimento, criado no seio da Associação Braga Ciclável, já reuniu com as diversas forças políticas e de segurança, do concelho, no sentido de cativar os diversos agentes do poder, para que se implementem alterações na mobilidade, de forma a reduzir a nossa sinistralidade rodoviária.

Segundo a OMS, a nível da sinistralidade rodoviária, mais de metade das mortes dizem respeito a utilizadores vulneráveis. A média europeia, em 2015, era de 11 peões vítimas mortais por milhão de habitantes, e em Portugal de 14. Ou seja, estamos quase 30% acima da média europeia, num indicador onde o objetivo tem de ser Zero. Em Braga, nos últimos 20 anos, desenrolaram-se 2391 atropelamentos, e se acrescentarmos as colisões entre veículos ligeiros e utilizadores de bicicletas o número sobe para 2657 casos, de onde resultaram 55 mortos.

Em 1997, na Suécia, decidiu-se que era fundamental resolver a problemática da sinistralidade e desenvolveram o projeto Visão Zero. Com o foco na redução da mortalidade, os suecos implementaram medidas de segregação, dos intervenientes na mobilidade urbana, tendo obtido uma redução de 66% de mortes por acidentes rodoviários. Neste momento, a Suécia apresenta 2,8 mortes por cada 100.000 habitantes e Portugal 5.1.

Entretanto outros países seguiram esta visão e atingiram semelhantes benefícios, na sinistralidade.

Um aumento de 1% da velocidade automóvel aumenta o risco de acidentes fatais em 4%. Já uma redução de 5% da velocidade reduz em 30% o risco de acidentes fatais. É necessário implementar medidas de contenção da velocidade, no centro urbano. Em 2018, 70% dos Atropelamentos, em Portugal, ocorreram dentro de localidades.

A implementação de zona urbana com velocidade máxima de 30Km/h, é urgente, contudo não basta colocar sinaléticas e pintar o asfalto, é preciso introduzir nas vias de circulação automóvel obstáculos físicos que obriguem ao cumprimento do limite de velocidade.

No nosso concelho descura-se o peão e os utilizadores de bicicleta, seja pelo ruído, pela poluição, ou pela perigosidade de determinadas vias.

Sou médico e trabalho no Serviço de Urgência, Unidade de Cuidados Intermédios e VMER de Braga. Já assisti imensos atropelados. Conheço bem a realidade da cidade, no que toca a esta problemática.

É hora de:

  • averiguar os “pontos negros para os utilizadores vulneráveis” e aplicar ações com vista ao seu desaparecimento;
  • estimular a efetiva redução da velocidade automóvel, na malha urbana;
  • proceder à correta sinalização das vias de coexistência, sobrelevar as passadeiras e a proibir o estacionamento automóvel, ou colocação de outros obstáculos, 5 metros antes e depois das mesmas;
  • realizar operações permanentes de fiscalização da velocidade, nas ruas e avenidas da cidade, como sejam as avenidas que compõem a Rodovia, Avenida da Liberdade, 31 de Janeiro, Júlio Fragata, D. João II e Avenida Imaculada Conceição;
  • garantir a defesa dos utilizadores vulneráveis, levando a que criem campanhas que coloquem o ónus e o foco no veículo e não na vítima; criar Zonas Escola, garantir a existência de passeios, em todas as vias públicas e a segregação de todos os intervenientes na mobilidade, nos casos em que esta é necessária.

Só com uma visão mais humanista e democrática da mobilidade, teremos garantias de promoção da mobilidade ativa e segura, o acesso a estilos de vida saudáveis e diminuição da mortalidade.

É hora desta assembleia decidir mudar a visão da mobilidade do nosso concelho, colocando a vida humana em primeiro lugar, no momento de encontrar a melhor solução para a deslocação das pessoas.

Obrigado.

Novos Órgãos Sociais da Braga Ciclável tomaram posse

Novos Órgãos Sociais da Braga Ciclável tomaram posse


No passado dia 27 de março, a Associação Braga Ciclável realizou, na junta de Freguesia de São Victor, a assembleia geral na qual se procedeu à eleição dos novos órgãos sociais e à constituição de novos grupos de trabalho.

Às eleições para os órgãos sociais, concorreu este ano uma única lista, liderada por Mário Meireles, que mantém 7 dos 11 nomes da anterior gestão e foi eleita por unanimidade.

A nova equipa tomou já posse e prepara novidades que serão brevemente apresentadas a todos os associados. O presidente eleito, Mário Meireles, garante que será dada continuidade ao já habitual Braga Cycle Chic, bem como aos artigos de opinião na imprensa local.

Ao nível institucional, a direção que agora tomou posse pretende continuar o trabalho de diálogo e reivindicação junto do município, no sentido de conseguir melhores condições para a utilização da bicicleta como modo de transporte na cidade de Braga. Entre os objetivos gerais para este mandato, a nova direção pretende também reforçar ainda mais a colaboração com a Associação Comercial de Braga e diversos comerciantes da cidade.

Este Sábado há Cicloficina na Rua do Castelo

Este Sábado há Cicloficina na Rua do Castelo


Este sábado, dia 6 de abril às 17h00, realiza-se uma nova edição da Cicloficina na Rua do Castelo. Nestes encontros informais, as pessoas aparecem e fazem ou aprendem a fazer a manutenção da sua própria bicicleta, ou ajudam a arranjar a bicicleta de outros participantes.

As cicloficinas de Braga acontecem duas vezes em cada mês, e em dois locais distintos: no primeiro sábado de cada mês na Rua do Castelo, e na terceira terça-feira de cada mês nos Campos da Rodovia.

(mais…)

As cicloficinas regressam sábado ao centro

As cicloficinas regressam sábado ao centro


Depois do recente sucesso da primeira Cicloficina na Rodovia, haverá uma nova edição na Rua do Castelo já este sábado, dia 6 de outubro, às 17h00. Nestes encontros informais, as pessoas aparecem e efetuam a própria manutenção da bicicleta ou ajudam a arranjar a bicicleta de outros.

As cicloficinas de Braga acontecem duas vezes em cada mês, e em dois locais distintos: no primeiro sábado de cada mês na Rua do Castelo, e na terceira terça-feira de cada mês nos Campos da Rodovia.

(mais…)

O design adiado

O design adiado


As cidades de hoje, se alguma vez quiserem ser cidades do futuro, têm de se desenhar de uma forma inteligente e ponderada. Braga, nos anos 80 e 90 fez exatamente o contrário e, até à data, ainda não se conseguiu reverter esse desígnio de cimento e tráfego. Há erros gravíssimos de design na nossa cidade que a levam ao terceiro lugar no que toca a cidades poluídas em Portugal – uma rodovia que se comporta como uma autoestrada, uma circular que deveria ser externa e que divide a cidade em dois, túneis que trazem o trânsito pesado ao centro da cidade -, estruturas que não podem ser demolidas de um dia para o outro, mas isso não pode servir de desculpa para a inércia e é isso que temos visto no que toca a Braga – um rol de boas intenções e bonitas promessas e muito pouco chegou às ruas da cidade.

Uma das primeiras regras do bom design é a identificação do problema e não me parece que o atual executivo olhe para o trânsito de Braga como um problema a resolver. Nos últimos anos fizeram-se estudos em cima de estudos, planos e reuniões, experiências pontuais nas semanas da mobilidade, mas, em quatro anos, vimos muito pouca ação. Se a primeira regra do design é a identificação do problema, a segunda, e mais importante, é a resolução do mesmo e a esse nível, as questões de tráfego em Braga em 2013 são exatamente as mesmas em 2017. Ainda temos, como em 2013, uma rede ciclável inexistente, os mesmos raros pontos de estacionamento de bicicletas, engarrafamentos às portas de todas as escolas, alta velocidade automobilística no centro da cidade, estacionamento caótico e uma rede de transportes públicos ineficiente. Tudo na mesma e longe daquilo que seria uma Braga do futuro.

(mais…)

I Encontro Nacional de Grupos Promotores da Mobilidade Urbana em Bicicleta

I Encontro Nacional de Grupos Promotores da Mobilidade Urbana em Bicicleta


O grupo Ciclaveiro, após algumas conversas e debate interno, reconheceu uma necessidade e uma grande vontade comum em reunir presencialmente grupos, associações e federações promotores da mobilidade urbana em bicicleta que têm vindo a ter um importante papel em Portugal para o crescente reconhecimento da bicicleta como meio de transporte.

Neste sentido, decidimos lançar o primeiro Encontro Nacional de Grupos Promotores da Mobilidade Urbana em Bicicleta, por forma a reunir estes grupos nacionais, interessados em partilhar os seus projectos, em conhecer outros projectos e ideias, e em perceber como poderemos articular projectos entre grupos.

O primeiro Encontro Nacional de Grupos Promotores da Mobilidade Urbana em Bicicleta, terá lugar em Aveiro no sábado dia 20 de Fevereiro entre as 10h e as 18h.

(mais…)

Uma cidade para as pessoas

Uma cidade para as pessoas


Antigamente, possuir um automóvel era motivo de orgulho e ostentação, mas cada vez mais começamos a perceber os reais inconvenientes que advêm do atual uso excessivo deste meio de transporte. Ruas cinzentas e envelhecidas, onde é perigoso sair, conviver, passear ou brincar. O permanente ruído que de dia nos deixa mais tensos e à noite nos furta o direito a um sono reparador. O fumo e o cheiro a petróleo que, mesmo sem sabermos, nos vai tornando mais propensos a certas doenças. E, claro, o salário que mal dá para a renda da casa, a creche dos miúdos, as compras na mercearia ou no supermercado… mas que ainda tem de chegar para a gasolina, para o estacionamento, para o crédito do carro, para o seguro, para o selo, para a inspeção e para as revisões. O carro, afinal, muito embora possa ser um instrumento útil no dia-a-dia, também nos pode roubar qualidade de vida. (mais…)