Novainho – A porta Este da cidade

A cidade cresceu. Já não é só o centro histórico. Expandiu-se há muitos anos para sul, e depois para Este, urbanizando todo o Vale de Lamaçães e toda a envolvente do Bairro da Alegria. Mas não parou por aí. Gualtar e o Vale D’Este está também altamente urbanizado.

A zona do Novainho, na fronteira entre a freguesia de Este (S. Pedro e S. Mamede) e de Gualtar, é das primeiras onde ainda existem terrenos sem urbanização. Um local onde é possível criar uma entrada da cidade e aqui captar algum trânsito automóvel dos concelhos a Este de Braga, e servir toda a população da cidade da zona Este.
Este deverá ser um dos pontos de terminus das linhas do BRT, colocando a Universidade dentro da cidade, passando este transporte urbano de alta capacidade a servir toda a zona densa e plana de Braga, onde habitam cerca de 100 mil habitantes.

Até ao Novainho deverão chegar linhas de alta capacidade e ciclovias que sirvam a Avenida General Carrilho Silva e Avenida de São Bento, mas também linhas que sirvam a “estrada velha” de Gualtar.

Terão que funcionar os dois eixos, para se conseguir dar solução para as necessidades de deslocação das pessoas, e lhes permita não ser necessário usar o carro. Possível, mas não necessário, uma vez que de bicicleta ou de transporte público terá que ser mais rápido, mais seguro e mais barato do que de carro.

A partir deste ponto é fundamental que a cidade leve a que se pratique uma condução automóvel a velocidade baixa, com menos espaço para o automóvel, onde o estacionamento é pago e onde poderá existir, até, taxas de circulação automóvel, e onde começa a ser mais convidativo utilizar a bicicleta e os transportes públicos.

A partir deste ponto é necessário que existam ciclovias em todas as avenidas – em detrimento de espaço automóvel – e onde o transporte público circula em via própria.
A partir deste ponto tem que ser mais rápido e mais barato ir de transportes públicos ou de bicicleta para Braga do que de carro.

Este interface será substancialmente diferente do de Ferreiros. É um interface de outro nível, que terá que ver ali nascer outras valências, mas que terá que possuir em comum a existência de serviços, de parque de estacionamento automóvel gratuito, terá que possuir serviço rápido e contínuo de transporte público e de bicicletas partilhadas, e que terá que estar alimentado por vias dedicadas para transporte público – o BRT – e por ciclovias.

Mário Meireles
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