Braga Ciclável aguarda concretização da Ciclovia no Fojo

Braga Ciclável aguarda concretização da Ciclovia no Fojo


A Braga Ciclável aplaude o recente anúncio que noticia a criação de uma ciclovia na variante do Fojo, que originará no estreitamento das 4 vias automóveis para que, na faixa de rodagem, surjam as ciclovias unidirecionais com “balizadores ou tatus”.

A intervenção na variante do Fojo, numa artéria que introduz todo o fluxo de tráfego vindo da zona da Póvoa de Lanhoso e Gerês na cidade de Braga, requererá uma grande mestria técnica na gestão do trânsito dado que haverá uma redução da largura das vias.

A Associação aguardará a sua implementação com especial atenção, já que outros projetos, nomeadamente a anunciada “humanização da rodovia” em Janeiro de 2018, aprovada previamente em reunião de câmara em 2017, nunca viu a luz do dia e foi mesmo recentemente afastada pelo Presidente da Câmara, que a considerou criadora de condicionantes à fluidez do trânsito, em tempos de pandemia.

No entanto, a Associação é da opinião de que estes dois projetos não poderão ser implementados separadamente, já que se encontram no seguimento um do outro e poderão contribuir para a resolução do problema da fluidez de tráfego e velocidade excessiva que caracterizam aquelas artérias. É necessário adotar uma perspetiva geral de eficácia de rede e não apenas introduzir alterações centralizadas em pequenos focos problemáticos.

Para se chegar ao centro da cidade de uma forma direta e segura, utilizando a bicicleta na futura ciclovia da Variante do Fojo, terá então que haver intervenção na Rodovia. O acesso de bicicleta ao centro tem de ser uma prioridade, já que é aí que os cidadãos precisam de se deslocar todos os dias para trabalhar, aceder a serviços ou estudar. É necessário pensar o acesso de bicicleta num todo, quer seja para entrar, sair ou circular na cidade.

Recordamos ainda que a resolução do atravessamento da Júlio Fragata está também por cumprir, já que a Rua Nova de Santa Cruz ou a Via Pedonal e Ciclável do Rio Este não representam uma alternativa viável na ligação ao centro da cidade e às várias escolas que se localizam no perímetro da Rodovia.

A estratégia para promoção da utilização da bicicleta deve reger-se pela transformação das infraestruturas, garantindo que estas oferecem segurança às crianças e adultos que aí circulam. Sem uma rede ciclável segura, o medo em utilizar a bicicleta na cidade permanecerá. Não basta estreitar vias e esperar a coexistência. Nas grandes Avenidas de Braga a promoção do uso da bicicleta passará pela coragem em implementar a segregação das vias.

Recordando o projeto “BragaZeroAtropelamentos” da Braga Ciclável, que sinaliza os pontos com mais acidentes na cidade como sendo as Avenidas que compõem a Rodovia, a Rotunda das Piscinas, a Avenida Padre Júlio Fragata, o Largo da Estação e a Avenida D. João II, consideramos que as intervenções se devem concentrar numa primeira fase na zona central da cidade, para depois crescerem para a periferia, garantindo que no centro há segurança total para as deslocações casa-escola e casa-trabalho.

Portanto, louvamos a intenção do Município em intervir na Variante do Fojo, criando espaço para os ciclistas, mas não podemos considerá-la como a mais urgente e necessária para a criação de condições ótimas de segurança para a circulação em bicicleta de crianças e adultos. Precisamos sim de uma rede estratégica que permita aos habitantes utilizar diariamente a bicicleta nos seus percursos e não de mais uma ciclovia dedicada ao lazer.

Braga Ciclável apela ao uso da bicicleta

Braga Ciclável apela ao uso da bicicleta


A Associação Braga Ciclável sugeriu ao presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, que pedisse aos munícipes para “evitarem o uso dos transportes públicos durante este período, apelando para que, nos casos excepcionais em que tenham que fazer alguma deslocação, o façam recorrendo, sempre que possível, ao uso da bicicleta”.

Outra das sugestões apresentadas à edilidade foi a redução temporária do número de vias na Avenida da Liberdade, Avenida 31 de Janeiro, Avenida Imaculada Conceição, Avenida João XXI, Avenida João Paulo II, Av. Robert Smith e Av. Dr. António Palha. No entender da associação possuem actualmente, menos trânsito (devido à pandemia do Covid-19), mas registam velocidades mais elevadas por parte dos automobilistas. “A supressão de uma via de trânsito em cada uma destas artérias, levará a uma acalmia de tráfego que é desejável e necessária para a segurança de todos”, considera a Braga Ciclável.

As sugestões apresentadas têm como referência as práticas adoptadas por algumas cidades da Dinamarca, Holanda e Reino Unido.

Além dos benefícios do exercício físico, o uso da bicicleta evita que as pessoas viagem em espaços contaminados.

@Correio do Minho 27 de Março de 2020

Braga Ciclável apela ao uso da bicicleta nas deslocações essenciais

Braga Ciclável apela ao uso da bicicleta nas deslocações essenciais


Associação apela ainda ao Município que reduza o número de vias destinadas ao automóvel, em tempo quarentena, para garantir a segurança rodoviária.

Com o país em estado de emergência e muitas pessoas em quarentena voluntária, a Associação Braga Ciclável deixou duas sugestões à Câmara Municipal: reduzir o número de vias dedicadas aos automóveis e sensibilizar os bracarenses para usarem a bicicleta nas deslocações essenciais.

As deslocações de bicicleta, explicou à RUM o presidente da Braga Ciclável, “permitem o necessário distanciamento social e evitam o contacto com superfícies tocadas por outras pessoas, como acontece nos transportes públicos”.

Segundo Mário Meireles, perante o actual cenário há “pouco trânsito, mas as velocidades aumentam, e não há necessidade de tanta disponibilidade para o trânsito automóvel”. Por isso mesmo, e por forma a “aumentar a segurança rodoviária, a associação sugere também “reduções temporárias do número de vias na Avenida da Liberdade, Avenida 31 de Janeiro, Avenida Imaculada Conceição, Avenida João XXI, Avenida João Paulo II, Av. Robert Smith e Av. Dr. António Palha”.

A Câmara Municipal barrou, esta semana, o acesso à ecovia. Segundo Mário Meireles, as pessoas que usavam essa via para se deslocarem de bicicleta para o trabalho “entenderam” a decisão do município, mas reclamam falta de segurança nas estradas.

“Tivemos feedback de algumas pessoas que, depois de fechado o acesso, tiveram que começar a utilizar a rodovia ou pela estrada ou pelo passeio, porque não se sentem em segurança a usar a estrada, tendo que se deslocar por vias mais perigosas”, explicou.

Segundo a associação, “a ECF – European Cycling Federation considera que o uso da bicicleta, convencional ou com assistência elétrica, deve ser encorajado pelos Estados Membros da União Europeia, também durante a disseminação desenfreada do COVID-19. Isto porque, ao usarem a bicicleta, as pessoas desde logo mantêm as distâncias necessárias para evitar a infeção e, ao mesmo tempo, têm probabilidade muito menor de tocarem em objetos contaminados no espaço público ou em transportes públicos”.

“A atividade física regular, como por exemplo andar de bicicleta, ajuda a manter o sistema cardiovascular e os pulmões saudáveis, prevenindo doenças e protegendo o corpo de infeções. Portanto, é importante que as pessoas pedalam durante a crise”, afirmam ainda.

@RUM – Rádio Universitária do Minho, 26 de Março de 2020

“Braga Ciclável pergunta pelos 22km de ciclovia”

“Braga Ciclável pergunta pelos 22km de ciclovia”


Associação defensora da mobilidade em Bicicleta em Braga acusa autarquia de falha de compromissos para criação da via ciclável.

Porque não foi executada a construção da rede ciclável de 22km em Braga aprovada em reunião de câmara?

A questão é colocada pela Associação Braga Ciclável, que realizou ao final da tarde de quinta-feira uma conferência de imprensa para colocar, através da imprensa local, questões ao executivo de Ricardo Rio que até agora não se terá manifestado disponível para uma reunião.

Aos jornalistas Mário Meireles, Presidente da Braga Ciclável, afirmou que, até hoje, “não há conhecimento público” do projecto da extensão da rede ciclável de 22 km. “Nos últimos dois anos vimos um projecto, que foi pago por fundos públicos, a ser finalizado e a ser aprovado em reunião de executivo um investimento para 22km de ciclovias e que ia ser apresentado a discussão pública no mês de Fevereiro de 2018. Até agora nunca soubemos de nada. No Plano Plurianual de Investimentos deste ano vemos todo o investimento que estava previsto a desaparecer”, denunciou.

A Associação Braga Ciclável faz as contas. Desde 2013 até hoje, incluindo o estudo de Mobilidade do Quadrilátero, “foram gastos cerca de meio milhão de euros em estudos de projectos de mobilidade activa”, mas até hoje “não foram vistas”, no terreno, alterações que se adequem a estes estudos. “Se até 2025 queremos que sejam realizadas mais de 18 mil viagens por dia de bicicleta é preciso que os projectos sejam realizados”, vincou, recordando as ambições públicas já manifestadas pelo poder municipal.

É urgente resolver problemas da ciclovia de Lamaçães

A Braga Ciclável espera que os problemas sejam “resolvidos rapidamente” na Ciclovia de Lamaçães, dando nota da necessidade de alterações na extensão de 800 metros até ao campus de Gualtar, e solicitando que não seja aplicada a alteração proposta na Junta de Freguesia de Nogueira, pois “colocaria a vida de inúmeras pessoas em risco”, avisam os ciclistas.

O projecto prevê que a ciclovia, entre a Rotunda do McDonalds e a Avenida D. João II, seja bilateral. Mário Meireles sublinha que essa solução “aumenta a possibilidade de conflitos e aumenta o risco de acidente em 13 vezes”.

Os ciclistas vão mais longe nas críticas à estratégia do município de Braga: “não se pode afirmar que a regeneração e uma via é uma grande estratégia e “impulsionadora da mobilidade em bicicleta de uma cidade”.

A Braga Ciclável espera ainda que Braga “não cometa os mesmos erros de planeamento que Guimarães e Vila Verde” cometeram, manifestando-se ainda contra o facto de se deixar cair um investimento em mobilidade activa em bicicleta, até agora previsto”.

@RUM, 17 de maio de 2019

“Braga Ciclável pede ação na construção de ciclovias”

“Braga Ciclável pede ação na construção de ciclovias”


Câmara diz esperar Plano de mobilidade para intervir

A Associação Braga Ciclável está indignada com a maioria do Executivo da Câmara de Braga, porque, diz o presidente Mário Meireles, além de não “ter resposta ao pedido de reunião com o presidente da Câmara”, a Autarquia não avança com “a prometida rede ciclável de 22 quilómetros para a qual havia fundos comunitários”.

O presidente do Município, Ricardo Rio, diz que a reunião com a associação deverá acontecer com os serviços da área da mobilidade e promete novidades nessa área só depois de estar concluído o plano de mobilidade, o que não acontecerá até ao final deste ano.

“Já gastaram 500 mil euros em estudos mas não fazem nada. O discurso continua a ser de que é preciso estudar”, lamenta Mário Meireles, sublinhando que sem o investimento em vias cicláveis será “mais difícil” o Município alcançar a meta a que se propôs, de ter 18 mil pessoas a andar de bicicleta até 2025. “A requalificação da ciclovia de Lamaçães não chega”, defende o dirigente associativo, referindo-se ao investimento de 2,8 milhões de euros que será feito naquela artéria.

Sem contexto
Ricardo Rio justifica que a Câmara “não pode fazer intervenções descontextualizadas da estratégia global” que será definida no plano de mobilidade. E acrescenta que, no eixo da Rodovia, onde estaria previsto passar a rede de 22 quilómetros, a estratégia pode mudar.

A ligação entre a Universidade do Minho e o centro da cidade “poderá vir a ser feita por vias secundárias”, admite ainda o autarca, ainda confiante no objetivo de ter 10% dos bracarenses a andar de bicicleta dentro de cinco anos.

@Jornal de Notícias, 17 de Maio de 2019

“Braga Ciclável volta a criticar desinvestimento em ciclovias”

“Braga Ciclável volta a criticar desinvestimento em ciclovias”


Associação mostra os benefícios da bicicleta, para a saúde e para a economia

A Braga Ciclável chamou ontem os jornalistas para apontar os benefícios, sobretudo para a saúde e para a economia, do uso da bicicleta, mas também para voltar a criticar o alegado «desinvestimento» nas ciclovias de Braga. A conferência de imprensa decorreu na Avenida António Macedo, um dos locais mais caóticos em termos de trânsito, precisamente para tentar ilustrar como Braga seria diferente com melhores condições para o uso de bicicletas.

Num extenso documento lido por Mário Meireles, a Braga Ciclável começou por lembrar que a Europa estabeleceu como meta o ano de 2050 para alcançar a neutralidade carbónica, pelo que defeniu estratégias de intervenção, nomeadamente nas viagens e movimentos pendulares que deverão, «imperativamente», sofrer alterações de comportamento.

Este elemento da Braga Ciclável lembrou que, segundo a Comissão Europeia, os benefícios da utilização da bicicleta podem ser de natureza económica, política, social, ecológica, de saúde, sendo que todas essas áreas estão correlacionadas.

Esta associação garantiu ter pedido uma reunião ao presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, que ainda não aconteceu, pelo que deixou uma série de questões, sobre a falta de investimento na rede ciclável de Braga, claramente atrasada.

Assim, pede ao município que «retome o investimento previsto e execute pelo menos os 22 quilómetros de rede ciclável aprovados já em executivo municipal, com fundos europeus alocados e previstos no programa eleitoral, para benefício de todos os munícipes, que de forma direta ou indireta, beneficiam dela».

A Braga Ciclável espera que haja estratégias para tirar carros das ruas, até pelos benefícios económicos e ecológicos para os bracarenses.

@Diário do Minho, 17 de Maio de 2019