“Braga Ciclável pergunta pelos 22km de ciclovia”

“Braga Ciclável pergunta pelos 22km de ciclovia”


Associação defensora da mobilidade em Bicicleta em Braga acusa autarquia de falha de compromissos para criação da via ciclável.

Porque não foi executada a construção da rede ciclável de 22km em Braga aprovada em reunião de câmara?

A questão é colocada pela Associação Braga Ciclável, que realizou ao final da tarde de quinta-feira uma conferência de imprensa para colocar, através da imprensa local, questões ao executivo de Ricardo Rio que até agora não se terá manifestado disponível para uma reunião.

Aos jornalistas Mário Meireles, Presidente da Braga Ciclável, afirmou que, até hoje, “não há conhecimento público” do projecto da extensão da rede ciclável de 22 km. “Nos últimos dois anos vimos um projecto, que foi pago por fundos públicos, a ser finalizado e a ser aprovado em reunião de executivo um investimento para 22km de ciclovias e que ia ser apresentado a discussão pública no mês de Fevereiro de 2018. Até agora nunca soubemos de nada. No Plano Plurianual de Investimentos deste ano vemos todo o investimento que estava previsto a desaparecer”, denunciou.

A Associação Braga Ciclável faz as contas. Desde 2013 até hoje, incluindo o estudo de Mobilidade do Quadrilátero, “foram gastos cerca de meio milhão de euros em estudos de projectos de mobilidade activa”, mas até hoje “não foram vistas”, no terreno, alterações que se adequem a estes estudos. “Se até 2025 queremos que sejam realizadas mais de 18 mil viagens por dia de bicicleta é preciso que os projectos sejam realizados”, vincou, recordando as ambições públicas já manifestadas pelo poder municipal.

É urgente resolver problemas da ciclovia de Lamaçães

A Braga Ciclável espera que os problemas sejam “resolvidos rapidamente” na Ciclovia de Lamaçães, dando nota da necessidade de alterações na extensão de 800 metros até ao campus de Gualtar, e solicitando que não seja aplicada a alteração proposta na Junta de Freguesia de Nogueira, pois “colocaria a vida de inúmeras pessoas em risco”, avisam os ciclistas.

O projecto prevê que a ciclovia, entre a Rotunda do McDonalds e a Avenida D. João II, seja bilateral. Mário Meireles sublinha que essa solução “aumenta a possibilidade de conflitos e aumenta o risco de acidente em 13 vezes”.

Os ciclistas vão mais longe nas críticas à estratégia do município de Braga: “não se pode afirmar que a regeneração e uma via é uma grande estratégia e “impulsionadora da mobilidade em bicicleta de uma cidade”.

A Braga Ciclável espera ainda que Braga “não cometa os mesmos erros de planeamento que Guimarães e Vila Verde” cometeram, manifestando-se ainda contra o facto de se deixar cair um investimento em mobilidade activa em bicicleta, até agora previsto”.

@RUM, 17 de maio de 2019

“Braga Ciclável pede ação na construção de ciclovias”

“Braga Ciclável pede ação na construção de ciclovias”


Câmara diz esperar Plano de mobilidade para intervir

A Associação Braga Ciclável está indignada com a maioria do Executivo da Câmara de Braga, porque, diz o presidente Mário Meireles, além de não “ter resposta ao pedido de reunião com o presidente da Câmara”, a Autarquia não avança com “a prometida rede ciclável de 22 quilómetros para a qual havia fundos comunitários”.

O presidente do Município, Ricardo Rio, diz que a reunião com a associação deverá acontecer com os serviços da área da mobilidade e promete novidades nessa área só depois de estar concluído o plano de mobilidade, o que não acontecerá até ao final deste ano.

“Já gastaram 500 mil euros em estudos mas não fazem nada. O discurso continua a ser de que é preciso estudar”, lamenta Mário Meireles, sublinhando que sem o investimento em vias cicláveis será “mais difícil” o Município alcançar a meta a que se propôs, de ter 18 mil pessoas a andar de bicicleta até 2025. “A requalificação da ciclovia de Lamaçães não chega”, defende o dirigente associativo, referindo-se ao investimento de 2,8 milhões de euros que será feito naquela artéria.

Sem contexto
Ricardo Rio justifica que a Câmara “não pode fazer intervenções descontextualizadas da estratégia global” que será definida no plano de mobilidade. E acrescenta que, no eixo da Rodovia, onde estaria previsto passar a rede de 22 quilómetros, a estratégia pode mudar.

A ligação entre a Universidade do Minho e o centro da cidade “poderá vir a ser feita por vias secundárias”, admite ainda o autarca, ainda confiante no objetivo de ter 10% dos bracarenses a andar de bicicleta dentro de cinco anos.

@Jornal de Notícias, 17 de Maio de 2019

“Braga Ciclável volta a criticar desinvestimento em ciclovias”

“Braga Ciclável volta a criticar desinvestimento em ciclovias”


Associação mostra os benefícios da bicicleta, para a saúde e para a economia

A Braga Ciclável chamou ontem os jornalistas para apontar os benefícios, sobretudo para a saúde e para a economia, do uso da bicicleta, mas também para voltar a criticar o alegado «desinvestimento» nas ciclovias de Braga. A conferência de imprensa decorreu na Avenida António Macedo, um dos locais mais caóticos em termos de trânsito, precisamente para tentar ilustrar como Braga seria diferente com melhores condições para o uso de bicicletas.

Num extenso documento lido por Mário Meireles, a Braga Ciclável começou por lembrar que a Europa estabeleceu como meta o ano de 2050 para alcançar a neutralidade carbónica, pelo que defeniu estratégias de intervenção, nomeadamente nas viagens e movimentos pendulares que deverão, «imperativamente», sofrer alterações de comportamento.

Este elemento da Braga Ciclável lembrou que, segundo a Comissão Europeia, os benefícios da utilização da bicicleta podem ser de natureza económica, política, social, ecológica, de saúde, sendo que todas essas áreas estão correlacionadas.

Esta associação garantiu ter pedido uma reunião ao presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, que ainda não aconteceu, pelo que deixou uma série de questões, sobre a falta de investimento na rede ciclável de Braga, claramente atrasada.

Assim, pede ao município que «retome o investimento previsto e execute pelo menos os 22 quilómetros de rede ciclável aprovados já em executivo municipal, com fundos europeus alocados e previstos no programa eleitoral, para benefício de todos os munícipes, que de forma direta ou indireta, beneficiam dela».

A Braga Ciclável espera que haja estratégias para tirar carros das ruas, até pelos benefícios económicos e ecológicos para os bracarenses.

@Diário do Minho, 17 de Maio de 2019