Vale a pena Braga participar na Semana Europeia da Mobilidade?

Vale a pena Braga participar na Semana Europeia da Mobilidade?

Um dos primeiros textos que escrevi neste Diário foi sobre o Dia Europeu Sem Carros, num artigo assinado pelo ProjetoBragaTempo em 2001 (ano em que Braga aderiu ao dia pela primeira vez). Esta iniciativa, promovida pela UE, integra atualmente um programa mais vasto denominado «Semana Europeia da Mobilidade». O objetivo é ajudar-nos a perceber os danos causados pelas tendências atuais de mobilidade – poluição ambiental e sonora, congestionamento, acidentes rodoviários, problemas graves de saúde – e forçar as cidades a definir novas políticas, testando alternativas e implementando medidas permanentes a favor de deslocações menos agressivas ou verdes. O tema em 2017 é a «Mobilidade Verde, Partilhada e Inteligente».

Propus-me escrever sobre a iniciativa bracarense mas à hora que escrevo este texto (tarde do dia 14) não está ainda disponível o programa da Semana Europeia da Mobilidade 2017 que começa hoje (dia 16). Não duvido que venha a existir, até porque a cidade está inscrita no site europeu. A falta de divulgação atempada reduzirá o impacto que uma iniciativa arrojada como esta deveria causar. Braga é uma cidade perfeita para estas iniciativas porque não sendo muito extensa tem um problema sério de excesso de trânsito e de poluição que decorre em grande medida da falta de alternativas ao automóvel particular.

Decorridos 16 anos sobre aquele texto, a primeira semelhança que noto é precisamente esta: hoje, como em 2001, a iniciativa é organizada em cima da hora. E não há razão para isso. No site www.mobilityweek.eu está disponível inúmera documentação, incluindo manuais com exemplos de dezenas de iniciativas e soluções possíveis. Fica claro, portanto, que as questões relacionadas com mobilidade e principalmente as consequências de uma mobilidade assente quase em exclusivo no automóvel particular poluente, não constituem uma preocupação séria do Município. E com séria quero dizer consistente, consciente e progressiva. Aderir à Semana Europeia da Mobilidade faz sentido se corresponder a uma política estratégica e a uma visão inovadora e mais ecológica da cidade. Se se trata apenas de figurar na lista das cidades aderentes, não vale a pena perder tempo.

Não havendo programa a tempo, temos a III edição do Braga Cycle Chic com encontro marcado hoje às 14h30 na Arcada! Este evento organizado pela Associação Braga Ciclável pretende mostrar que é possível utilizar a bicicleta usando a roupa do dia-a-dia. Vamos lá?


(Artigo originalmente publicado na edição de 16/09/2017 do Diário do Minho)

III Braga Cycle Chic

III Braga Cycle Chic

A terceira edição do Braga Cycle Chic, este ano integrada na Semana Europeia da Mobilidade, está agendada para o próximo dia 16 de Setembro. O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, com o apoio do Município de Braga, pretende mostrar como é possível utilizar a bicicleta na cidade, usando roupa do dia-a-dia.

Este ano o evento conta com uma parceria e participação muito especiais. Trata-se do NEE’d for Dance, um projeto de carácter solidário, com a finalidade de estimular e trabalhar competências motoras, cognitivas, comunicativas, afetivas e emocionais, de bebés, crianças, jovens e adultos com necessidades especiais e assim demonstrarem todo o seu potencial à sociedade. Portanto, quem melhor para nos mostrar o longo caminho a percorrer no que respeita a mobilidade inclusiva?

A participação é gratuita, mas poderá fazer um donativo para que o NEE’d for Dance possa continuar a crescer e levar esta oportunidade a cada vez mais pessoas com deficiência. Porque acreditamos que podemos mudar o mundo, pedalada a pedalada, acreditamos também que podemos mudar o mundo ajudando o próximo.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta, pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da Braga Ciclável para celebrar a bicicleta como meio de transporte após cerca de 250 pessoas terem marcado presença na segunda edição. Quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente.

ATENÇÃO:

Inscrição gratuita, mas obrigatória, em: www.eventbrite.pt/e/bilhetes-iii-braga-cycle-chic-36975676243

Para Inglês ver!

Para Inglês ver!

No rescaldo da Semana Europeia da Mobilidade, que decorreu de 16 a 22 de Setembro, em que 2424 cidades do continente europeu, incluindo Braga, se uniram em torno da causa da mobilidade sustentável, é necessário analisar em que medida as autoridades locais levam em real consideração todas as promessas lançadas nos últimos tempos no âmbito desta matéria e qual o seu real impacto junto da população. (mais…)

COMUNICADO: Braga Ciclável desafia CMB a ser mais Ativa na Semana Europeia da Mobilidade

COMUNICADO: Braga Ciclável desafia CMB a ser mais Ativa na Semana Europeia da Mobilidade

A Semana Europeia da Mobilidade (European Mobility Week) decorre todos os anos, de 16 a 22 de Setembro. Desde 2002, tem procurado mudar o paradigma da mobilidade e do transporte em contexto urbano, contribuindo para uma melhoria da saúde e da qualidade de vida dos cidadãos. Constitui-se como uma oportunidade perfeita para a inclusão de alternativas de mobilidade mais económicas e mais ecológicas, para a introdução de mudanças comportamentais e, sobretudo, para a ação no sentido de uma evolução ativa para sistemas de transportes sustentáveis. Pretende também que os cidadãos experimentem no terreno soluções concretas. É uma oportunidade para as diferentes partes interessadas confluírem num mesmo sentido e criarem soluções inovadoras que levem à redução efetiva do uso do automóvel e, consequentemente, à redução de emissões poluentes. Os requisitos impostos a uma qualquer cidade que queira participar na Semana da Europeia da Mobilidade passam pela apresentação das ações e medidas permanentes a adotar e ainda pela adesão ao Dia Europeu Sem Carros.

Braga participa há já 3 anos consecutivos na Semana Europeia da Mobilidade, mas infelizmente este ano não ofereceu um programa que causasse verdadeiro impacto nos cidadãos e os sensibilizasse para a necessidade de mudança. Faltaram medidas permanentes de melhoria de eficiência, conveniência e conforto do transporte público, bem como medidas de prioridade deste transporte sobre o particular. Faltaram também medidas que aumentassem a segurança dos que utilizam a bicicleta e dos que a pretendem adotar como meio de transporte diário.

Além disso, como seria de esperar, a opção de fechar uma rua pouco movimentada como a Rua D. Gonçalo Pereira não levou a população a refletir sobre as questões da mobilidade, e muito menos a alterar os seus comportamentos. Se Paris consegue fechar ao trânsito uma artéria estruturante como os Campos Elísios, porque é que Braga continua a apostar em ruas insignificantes?

Braga, através do PDM e da Visão Política para a Mobilidade (defendida pelo Presidente da Câmara em Vila Nova de Gaia a 8 de Abril de 2016), tem a ambição de mudar de paradigma até 2025: reduzir em 25% o número de automóveis a circular, aumentar para 18 000 os utilizadores de bicicleta na cidade e duplicar o número de passageiros transportados pelos TUB.

Não se percebe, assim, qual a estratégia global do Município quando, logo no dia seguinte ao Dia Europeu sem Carros, se promove um Salão Automóvel. A não ser que os objetivos definidos no PDM e na visão do Presidente da Câmara não correspondam a uma estratégia ampla e consistente de mobilidade.

É, portanto, importante que se organizem eventos informativos e se implementem medidas permanentes associados à mobilidade ciclável e ao transporte público ao longo de todo o ano. Se o PDM prevê a criação de 76 quilómetros de vias cicláveis, muitas destas alterações podem ser introduzidas já implementando medidas de acalmia de tráfego (gincanas, rotundas, passadeiras elevadas, redução de faixas, semáforos, etc) e tornando a zona pedonal numa zona de coexistência. Importa simultaneamente criar vias cicláveis (mesmo que nalguns casos se limitem a pinturas e balizadores) e instalar mais bicicletários. Só criando primeiro as condições mínimas de segurança motivaremos mais pessoas a utilizar a bicicleta. Não faz qualquer sentido que se aguarde que existam 18 000 utilizadores para depois agir. Aliás, para cumprir esta meta em 2025 é necessário instalar 22 bicicletários e criar 162 metros de vias cicláveis por semana! Só com pequenos incrementos frequentes conseguiremos atingir os objetivos a longo prazo.
Além disso, Portugal é o terceiro maior produtor de bicicletas da Europa, um impacto na economia que vai além da produção e exportação. O uso da bicicleta representa também um ganho, para a cidade, de 0,15€ por quilómetro percorrido (ao passo que o carro constitui um custo de 0,16€).

Tendo em conta este impacto positivo, a Braga Ciclável desafia a Câmara Municipal e a InvestBraga enquanto entidades locais promotoras de feiras a organizar uma Feira Internacional de Bicicletas em Braga. Este evento deverá contar com parceiros como a European Cyclist Federation, a FPCUB – Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, a MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, a AIMinho, a ABIMOTA, a Órbita, a Decathlon, a SportZone, a BikeZone, a GoByBike e todos os produtores, fabricantes e vendedores de bicicletas da Europa, do País e de Braga.

A mobilidade – e em particular a mobilidade ciclável – não é uma moda. A bicicleta é usada diariamente como meio de transporte em toda a Europa por uma elevada percentagem da população. É importante que Braga tome medidas para conquistar o mesmo lugar!

A Braga Ciclável defende uma cidade mais amiga das pessoas que optam por andar a pé e de bicicleta e disponibiliza-se para participar na urgente mudança de paradigma!

Balanço da 14ª Semana Europeia da Mobilidade em Braga

Balanço da 14ª Semana Europeia da Mobilidade em Braga

Todos os anos, desde 2002, entre os dias 16 e 22 de Setembro a Europa desdobra-se em comemorações relativas à Semana Europeia da Mobilidade, com a realização de inúmeros eventos e a implementação de medidas permanentes relacionadas com a mobilidade. Este ano, Braga participou pela 3ª vez nesta grande celebração, e com um cartaz que fez inveja a outras cidades portuguesas. Mas como correu afinal? E que marcas ficaram deste evento para o futuro da cidade?

Como em qualquer evento desta envergadura, que obriga à colaboração de várias entidades num programa tão extenso quanto diversificado, houve aspetos positivos e aspetos negativos. Cumpre fazer uma reflexão sobre o que ganhou a cidade com este evento e o que poderia ter corrido melhor, para que futuras edições possam ser ainda mais inspiradoras para a sociedade bracarense.

O cartaz e os eventos

Goste-se ou não do desenho gráfico do cartaz, uma coisa é difícil negar: houve eventos para quase todos os gostos e também o propósito de implementar medidas permanentes muito positivas.

Cartaz Braga Semana Mobilidade 2015

Ficámos contudo com a sensação de que o cartaz foi tornado público demasiado tarde e que uma boa parte dos eventos pecaram por fraca divulgação. Foi pena também que não houvesse grande articulação entre alguns dos elementos do cartaz. Por exemplo, aproveitar os passeios de bicicleta, os workshops ou a estreia do documentário Bikes Vs Cars para dar a conhecer os novos estacionamentos para bicicletas e a nova via ciclável. Por outro lado, não se entende que, apesar de avançar com um programa tão ambicioso para esta Semana da Mobilidade e de ter vindo a sugerir metas interessantes em termos de mobilidade sustentável para os próximos anos, a CMB não se tenha feito representar na palestra/debate que se realizou a seguir à exibição do documentário Bikes Vs Cars.

As medidas permanentes

Ao nível da Mobilidade em Bicicleta, o cartaz prometia algumas novidades interessantes, onde se destacavam a instalação de novos suportes de estacionamento para bicicletas (bicicletários) pela cidade e a implementação de uma via ciclável entre a Universidade do Minho e o Centro Histórico através das ruas de São Victor, D. Pedro V e Nova de Santa Cruz. Duas medidas muito bem-vindas e plenamente alinhadas com o que desde há vários anos vimos defendendo.

Já em meados de 2012 na Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, apontávamos como medidas urgentes, precisamente, a instalação de estacionamentos para bicicletas e a implementação de um eixo ciclável entre o Campus de Gualtar, o Centro e a Estação. Mais recentemente, através do Mapa Braga Ciclável e de diversas contagens realizadas no terreno, pudemos comprovar que estas três ruas constituíam uma das principais vias de acesso ao centro e à universidade por parte dos utilizadores de bicicleta, a que não é alheio o facto de ser o percurso mais direto, além de ser quase plano e com tráfego automóvel reduzido.

Novos estacionamentos para bicicletas

A implementação dos bicicletários, apesar de realizada com um certo atraso, foi muito bem sucedida. A Câmara Municipal de Braga fez uma atualização em termos do design dos seus suportes do tipo Sheffield: são mais bonitos e agora já incluem barras horizontais de segurança para invisuais, que funcionam adicionalmente como sinalética integrada indicando visualmente a função a que se destinam. Além disso, a autarquia teve ainda o cuidado de colocar uma boa parte dos estacionamentos junto a infraestruturas e serviços públicos (centros de saúde, Mercado Municipal, Segurança Social, cemitério, museus, central de camionagem, Parque de Exposições), em localizações que, de um modo geral, nos parecem adequadas. Foram colocados mais de 50 suportes, repartidos por 13 novas localizações, algumas das quais com uma adesão imediata por parte dos ciclistas (por exemplo, no novo estacionamento junto à Livraria Centésima Página todos os dias vemos lá bicicletas).

Estacionamento para bicicletas em braga, na Avenida Central, junto á Livraria 100ª Página

É uma melhoria significativa, e provavelmente a marca mais visível que ficou da realização da Semana da Mobilidade. Ainda assim, continua a ser um número de lugares de estacionamento para bicicletas claramente insuficiente para uma cidade desta dimensão e com o número de habitantes que tem. Se o objetivo de Braga é alcançar a médio prazo uma melhor repartição modal, então precisa de investir em força neste tipo de infraestruturas de apoio ao uso dos meios de transporte alternativos. Ficou a faltar também a finalização do trabalho iniciado há cerca de 2 anos pelo anterior executivo: continua a estar em falta a sinalização de 6 locais de estacionamento para bicicletas (por exemplo, junto ao Banco de Portugal) – a colocação das placas de sinalização tarda em ser realizada, e não compreendemos o porquê deste atraso e do silêncio da CMB em relação a este assunto. Finalmente, ainda no que diz respeito a estacionamentos, foi pena a CMB não ter aproveitado para reparar ou substituir um dos suportes que há meses se encontra derrubado no Largo da Senhora-a-Branca…

Via Ciclável entre a Universidade do Minho e o Centro Histórico

A ideia era, finalmente, permitir legalmente a circulação de ciclistas em ambos os sentidos (a via tem dois sentidos mas proíbe, num deles, o trânsito automóvel privado e de velocípedes), sinalizando-o de forma adequada e bem visível para maior segurança de todos. Os ciclistas que diariamente usam a Rua Nova de Santa Cruz, a Rua D. Pedro V e a Rua de S. Vítor nas suas deslocações certamente ficaram tão entusiasmados como nós ao lerem a notícia de que iria ser implementada esta medida durante a Semana da Mobilidade! Só que… afinal não foi. O que se passou afinal?

Rua D. Pedro V

Passado mais de um mês da Semana da Mobilidade, fonte ligada à CMB dá-nos nota que esta medida continua “em estudo”.

A Braga Ciclável realizou nestas e noutras ruas várias contagens de trânsito, tendo concluído que todos os dias ali passam centenas de pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte, em ambos os sentidos. As pessoas escolhem este percurso por um motivo simples: é o melhor percurso para quem vai de bicicleta. É o percurso percurso mais direto entre toda a zona Este e o Centro, praticamente não tem inclinações e a velocidade média e a quantidade do tráfego automóvel são mais reduzidas. Resumindo: é o caminho mais direto, mais rápido e mais seguro. Mas é ilegal, em rigor, no sentido Este-Centro, até que a Câmara decida colocar sinalização que autorize a circulação de bicicletas nesse sentido, juntamente com os transportes públicos. Trata-se de legitimar (e dar proteção legal em caso de acidente ou litígio) um uso que a sociedade bracarense há muito tempo já legitimou de facto, pois na prática é algo que já acontece e sem haver até à data qualquer registo de acidentes envolvendo velocípedes neste eixo.

Poderá ser que o que esteja “em estudo” seja a questão da enorme barreira artificial que representa atualmente, para peões, ciclistas e transportes públicos, o atravessamento da Av. Pe. Júlio Fragata. Esse local também merece uma intervenção, sem dúvida, mas cremos que não será motivo para adiar outras medidas bem mais simples e menos onerosas, que podem ser implementadas facilmente e com benefício imediato.

Até quando é que vamos ter de esperar por esta importante medida que já em 2012 apontávamos como urgente?

Rua Azul – combate ao estacionamento abusivo

Uma outra medida permanente que poderá ter passado mais ou menos despercebida, mas que é também importante para a melhoria da mobilidade é o programa Rua Azul, que consiste numa parceria com as forças da autoridade para fiscalizarem com “tolerância zero” o estacionamento ilegal e abusivo em determinadas ruas. A ser bem sucedida esta medida, acabariam nesses locais as filas de trânsito, os carros parados em cima do passeio, viaturas abandonadas em segunda fila, com os consequentes atrasos para os restantes automobilistas e, sobretudo, para os clientes dos transportes públicos.

Não dispondo de dados abrangentes sobre a forma como este programa está a ser aplicado, é-nos difícil fazer uma avaliação do mesmo. Quantos agentes da Polícia Municipal e da PSP foram destacados diariamente para o patrulhamento das ruas abrangidas pelo programa Rua Azul? Qual a duração desse programa – é mesmo uma medida permanente, ou tem prazo de validade?

Estacionamento ilegal na Rua D. Pedro V

Notamos, contudo, que pelo menos numa das ruas abrangidas por esta medida permanente (Rua D. Pedro V), as placas de sinalização de “Rua Azul” foram entretanto vandalizadas ou mandadas retirar. E também desapareceram dos respetivos postes as placas que proibiam o estacionamento durante o dia (mesmo sem placas, continua a ser proibido estacionar na maior parte da Rua D. Pedro V, à luz do art.º 50 do Código da Estrada). O que aconteceu? Foi um ato de vandalismo e a CMB ainda não mandou colocar novas placas? Ou será que os responsáveis da autarquia acabaram por ceder a pressões desses 50 ou 60 automobilistas que voluntariamente costumavam optar por estacionar ilegalmente prejudicando as restantes centenas ou milhares de utentes daquela via pública?

A concluir…

A Semana da Mobilidade já lá vai e, mesmo com os reparos que aqui fazemos, consideramos que foi uma iniciativa positiva. Para o ano, esperamos que haja mais e melhor, tanto a nível de eventos e medidas permanentes, como nível da organização e divulgação.

A este propósito, acreditamos que é necessário elaborar um plano abrangente da cidade de Braga para a mobilidade e as bicicletas. A intervenção pontual com medidas avulsas é sem dúvida importante, e deve continuar, mas é desejável que passem a fazer parte de um plano, em cuja concepção certamente terão um papel fundamental parcerias entre a CMB, os TUB, a Braga Ciclável e a sociedade em geral. Da nossa parte estaremos disponíveis, como sempre, para colaborar. Só assim poderemos garantir que todas estas medidas contribuirão para um objetivo maior de tornar a cidade um melhor local para viver.

Braga Ciclável vai ensinar a andar de bicicleta!

Braga Ciclável vai ensinar a andar de bicicleta!

A Associação Braga Ciclável vai ensinar todos a andar de bicicleta. As aulas acontecem este Domingo, dia 20, entre as 15 e as 17 horas, na Praça do Município.

As aulas de condução de velocípedes serão gratuitas e terão uma componente teórica que será assegurada por agentes da Polícia de Segurança Pública. Esta sessão conta ainda com a colaboração da empresa Go By Bike, situada na rua de São Marcos, que irá ceder bicicletas para a aula prática. (mais…)

Braga participa este mês na 14ª Semana Europeia da Mobilidade

Braga participa este mês na 14ª Semana Europeia da Mobilidade

Braga adere este ano, pela 3ª vez, à Semana Europeia da Mobilidade, que já vai na sua 14ª edição. O programa para Braga, que se pode ver no cartaz abaixo, é bastante extenso e inclui atividades para todos os gostos e para todos os públicos:

Cartaz Braga Semana Mobilidade 2015

São de destacar também as seguintes medidas permanentes, que a CMB se propõe a aplicar e que estão presentes no site da Semana Europeia da Mobilidade:

  • Implementação de estacionamentos para bicicletas em novos locais;
  • Implementação de uma rota para bicicletas: Universidade do Minho – Centro Histórico, autorizando a circulação em coexistência de tráfego com os veículos de transporte coletivo na Rua Nova de Santa Cruz, Rua D. Pedro V e Rua de S. Vítor;
  • Abertura da Loja da Mobilidade;
  • Implementação do programa “Via Azul” – policiamento em zonas de fiscalização prioritárias para prevenir o estacionamento automóvel abusivo;
  • Intervenção na rotunda à entrada da Universidade do Minho para melhorar as condições de circulação.

Esperamos esta comemoração da Semana da Mobilidade sirva, por um lado para encorajar os cidadãos a experimentarem e usarem este meio de transporte e, por outro lado, para sensibilizar os decisores bracarenses a toda sociedade para a necessidade de alterações de paradigma por forma a tornar a cidade mais amiga dos peões e dos ciclistas.