Estudantes da Wageningen University & Research apresentam relatório sobre mobilidade ciclável

Estudantes da Wageningen University & Research apresentam relatório sobre mobilidade ciclável

Um grupo de estudantes da Wageningen University & Research, uma universidade pública Holandesa, está em Braga desde o passado dia 25 de setembro para elaborarem um relatório sobre a mobilidade ciclável no Distrito de Braga, a convite da Quercus – Braga. Uma parte desse grupo fez a sua pesquisa na zona urbana da cidade de Braga, tendo para isso reunido com diversos stakeholders (partes interessadas). A Braga Ciclável reuniu com o grupo no passado dia 26 de setembro no Hotel Basic Braga by Axis.

Para além dos encontros e das entrevistas na rua efetuadas pelo grupo, foi proposto, pela Braga Ciclável, um passeio pela cidade. Assim a Braga Ciclável, em conjunto com a Go By Bike que amavelmente cedeu as bicicletas, fez uma visita ao terreno para mostrar as infraestruturas existentes, as que estão a ser construídas e os principais constrangimentos que existem para quem usa a bicicleta no dia a dia.

Amanhã, dia 5 de Outubro, é o último dia da estadia deste grupo de estudantes e será feita uma apresentação pública da análise da situação atual, com as principais informações recolhidas durante a estadia em Braga. A apresentação decorrerá às 21 horas na Junta de Freguesia da Sé, na Rua Dom Afonso Henriques, sendo a entrada livre. Posteriormente, já na Holanda, os estudantes irão efetuar uma análise estatística e projetar possíveis cenários.

Orçamento “Tu Decides!” em fase de votação com propostas cicláveis

Orçamento “Tu Decides!” em fase de votação com propostas cicláveis

O Orçamento Participativo “Tu Decides!” entra hoje, dia 4 de outubro, em período de votação.

Este orçamento participativo é uma iniciativa promovida pelo Município de Braga, em parceria com o Conselho Municipal de Juventude, e tem uma dotação orçamental de 75 mil euros. É um dos principais instrumentos de participação cívica dos jovens de Braga.

Das 22 propostas submetidas, 3 estão relacionadas com o uso da bicicleta:

Proposta 6 – “Urban Sports Park Ativation”

Esta proposta tem como objetivo principal dinamizar o parque desportivo “Urban Sports Park” durante o ano de 2018, oferecendo um programa de atividades a todas as crianças e jovens do concelho. Segundo o projeto, os participantes terão oportunidade de aprender a pedalar e a treinar sobre um circuito seguro e delimitado, sempre acompanhados por uma equipa desportiva capaz de os motivar e animar.

O projeto propõe três tipologias de ações: sessões desportivas, com sessões de treino semanais da equipa da Trial Portugal, que têm como objetivo a prática de ciclismo; sessões de sensibilização rodoviária bimestrais, educando as pessoas para a circulação segura em bicicleta utilizando corretamente as ruas e respeitando as regras existentes; e o evento Bike Urban Show, onde serão demonstradas as técnicas aprendidas durante a primeira ação. Será ainda efetuado um video promocional.

O Orçamento previsto para este projeto é de cerca de 20 mil euros.

Proposta 16 – “A Bicicleta no Centro Histórico: A Zona de Coexistência de Braga”

A Proposta 16 subdivide-se em duas áreas de ação.

A primeira é da área “Educação e Formação” e tem como subtítulo “Como circular de bicicleta num espaço partilhado com peões?” e baseia-se na criação de uma campanha de sensibilização para a sã convivência entre peões e bicicletas nesta área, onde a Escola de Educação Rodoviária iria liderar esta campanha de caracter pedagógico, numa estreita colaboração com a Ciclopatrulha da PSP e a Policia Municipal.

A segunda é da área Emprego e Empreendedorismo e tem como subtítulo “Organizar as Cargas e Descargas aumentando a atratividade desta Zona de Coexistência“. Esta proposta tem como objetivo organizar as Cargas e Descargas na Zona Pedonal e ainda retirar a maior parte dos veículos motorizados desta área para este efeito, mantendo apenas aqueles estritamente necessários. Para isso é proposta a criação do CCDB – Centro de Cargas & Descargas de Braga – um hub-, através do arrendamento de um ano de uma loja, por onde passassem todas encomendas. O CCDB seria gerido pela ACB – Associação Comercial de Braga. A partir do CCDB, junto ao centro histórico, chegariam os veículos motorizados e as encomendas com cargas até 100kg passariam a ser transportadas, nesta área de coexistência, por bicicletas de carga que este projeto propõe adquirir para o efeito. A par de tudo isto será desenvolvida uma aplicação que facilitará o pedido, por parte de lojistas, para despacho da encomenda.

O orçamento total para esta proposta é de 25 mil euros.

Proposta 22 –“Escola do Pedal”

A proposta 22 enquadra-se na área “Educação e Formação” e aposta na educação das crianças e jovens, cidadãos do futuro, como principais utilizadores da bicicleta no dia a dia,
pretendendo contribuir para incutir a bicicleta no quotidiano das crianças. O projeto, que tem como objetivo desenvolver e implementar um programa de formação técnica e cívica para a utilização da bicicleta, divide-se em três áreas: em campanhas de sensibilização; em aulas em circuitos seguros e sinalética; e em aulas complementares à utilização de bicicleta, focadas em temas como segurança rodoviária e mecânica.

O orçamento total prevista pelo proponente é de cerca de 24 mil euros.

Como Votar?

As propostas estarão em votação em diversos pontos na cidade, em datas específicas, podendo todos os jovens até aos 35 anos votar nos projetos.

Para votar, basta deslocar-se a um destes pontos, na respetiva data, e votar:

  • 4 de outubro, das 09h30 às 12h30, no Colégio D. Diogo de Sousa;
  • 6 de outubro, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, no Balcão Único (edifício do Pópulo);
  • 9 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na Universidade Católica;
  • 10 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na E.S. Sá de Miranda;
  • 11 outubro, das 09h30 às 12h30, no Externato Alfacoop;
  • 12 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na Escola Profissional de Braga;
  • 13 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na E.S. Carlos Amarante;
  • 16 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na E.S. D. Maria II;
  • 17 outubro, das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na E.S. Maximinos;
  • 18 outubro na Esprominho;
  • 19 outubro, das 09h30 às 12h30, no Colégio João Paulo II;
  • 19 de outubro, das 14h30 às 17h30, na Universidade do Minho;
  • 20 outubro, na E. S. Alberto Sampaio;
  • 21 outubro, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, no Edifício GNRation.

As propostas podem ser consultadas aqui.

Biklio, a “app” que recompensa quem vai de bicicleta, chega a Braga

Biklio, a “app” que recompensa quem vai de bicicleta, chega a Braga

O Biklio é uma app que atribui reconhecimentos aos utilizadores de bicicleta por melhorarem a sua cidade, ligando-os a benefícios oferecidos por negócios locais. Foi lançada no dia 16 de setembro e está em vigor em Braga, sendo que até dezembro está numa fase experimental da aplicação, estando os incentivos a já funcionar em pleno. A app conta com a promoção por parte do Município de Braga e da Associação Comercial de Braga.

Depois de instalada a aplicação, o utilizador deve escolher uma cidade onde vai iniciar uma campanha (neste caso será Braga). A partir daí a app reconhece se o utilizador está a andar de bicicleta ou não. Caso esteja e passe por “spots” que oferecem recompensas, então o utilizador é notificado e poderá reclamar essa recompensa.

Os comerciantes podem inserir o seu estabelecimento na aplicação, bateando aceder a www.biklio.com/braga e selecionando “É um spot? Clique aqui”. Depois necessita de se registar, localizar, descrever o seu spot e definir qual o benefício que um utilizador da bicicleta vai receber ao deslocar-se com esse veículo ao seu estabelecimento.

Braga já possui, neste momento, mais de três dezenas de estabelecimentos registados na aplicação, a oferecer múltiplas regalias a quem se desloca de bicicleta, sendo a maioria um desconto na compra a realizar.

O Biklio é uma app desenvolvida pela TIS.pt e pelo INESC-ID – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores Investigação e Desenvolvimento, uma iniciativa inserida no Projecto TRACE – Walking and Cycling Tracking Services, financiado pelo H2020, e pelo projeto Civitas2020. A aplicação é gratuita e está disponível para Android e para iOS.

Braga Ciclável reuniu com Juntos Por Braga

Braga Ciclável reuniu com Juntos Por Braga

A Associação Braga Ciclável reuniu esta quinta-feira, dia 14 de setembro, com o candidato da coligação Juntos Por Braga às próximas eleições autárquicas, Ricardo Rio, para apresentação de uma proposta relacionada com a mobilidade urbana sustentável para Braga. Estiveram ainda presentes, da parte da candidatura deste partido, Miguel Bandeira, nº5 da lista candidata à Câmara Municipal, e ainda João Rodrigo, representante da JSD. Trata-se da quarta de uma série de reuniões que a Braga Ciclável tem realizado, com cada uma das forças políticas que concorrem este ano para a eleição do próximo executivo municipal.

A associação esteve representada por Mário Meireles, Victor Domingos e Helena Gomes (membros da Direção), e Luís Tarroso Gomes (membro do Conselho Fiscal), que entregaram pessoalmente ao candidato Ricardo Rio e à sua equipa um breve dossiê com algumas medidas de promoção da utilização da bicicleta e de melhoria da segurança para todos os utentes da via pública. Os utilizadores da bicicleta esperam assim que estas e outras medidas venham a ser incluídas no programa eleitoral deste ano.

As medidas propostas são diversas e vão desde a implementação dos 80 km de rede ciclável, já anteriormente prometidos pela CMB, até à colocação de bicicletários, a sobreelevação de todas as passadeiras para proteção dos peões, a criação de um sistema de bicicletas mecânicas partilhadas, o aumento da frota de bicicletas das forças policiais da cidade, a implementação de programas municipais de incentivo do uso da bicicleta, entre outras.

Uma vez que o dossiê não havia sido entregue previamente, esperamos ainda receber uma resposta oficial da candidatura da coligação após a sua análise mais aprofundada da proposta agora apresentada. No entanto ficou patente, pela conversa decorrente do encontro, que de um modo geral as propostas da Braga Ciclável parecem ir de encontro ao pretendido pela coligação Juntos Por Braga no que concerne à Mobilidade Ciclável.

Na reunião foi ainda garantido por Ricardo Rio que o processo de tranformação de 16 km ruas da cidade estará já avançado, tendo inclusivamente “atingido um ponto de não retorno”, estando “neste momento em fase concursal a criação de mais 16 km de ciclovias”.

Assim fica apenas a faltar a reunião com o candidato do PS, Miguel Corais, reunião que  apenas aguarda o seu agendamento por parte da candidatura.

Ciclovia de Lamaçães tem um novo projeto de reformulação

Ciclovia de Lamaçães tem um novo projeto de reformulação

No passado dia 25 de Agosto de 2017, às 21h30, realizou-se na sede da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões uma sessão informativa sobre um projeto municipal de reformulação da Ciclovia da Variante da Encosta, vulgarmente conhecida como Ciclovia de Lamaçães. A Braga Ciclável esteve presente na assistência, para conhecer os planos, tendo tomado nota de alguns detalhes divulgados sobre o projeto.

Esta sessão foi guiada pelo presidente da União de Freguesias, Dr. João Tinoco, que explicou, perante alguns moradores, comerciantes e utilizadores das ruas a serem intervencionadas, as principais alterações afetas ao projeto. Foram apresentadas plantas do projeto, ficando contudo a faltar a memória descritiva, fundamental para se perceber algumas das opções tomadas e alguns pontos mais dúbios. O Presidente da União de Freguesias mencionou ainda que o projeto, que a Câmara Municipal de Braga lhe fez chegar, foi elaborado pela empresa ALLEN Project Management Consulting Lda.

Em síntese, a ciclovia de Lamaçães será toda reformulada. Pretende-se diminuir os pontos de interseção entre ciclistas e lugares de estacionamento, reformular as rotundas e estender a ciclovia até à Universidade do Minho. Para além disso, o projeto prevê ainda a melhoria das condições pedonais, por forma a ser respeitada a lei das acessibilidades, bem como a introdução de algumas melhorias no que diz respeito às paragens BUS. Serão, para tal, eliminados e reordenados vários lugares de estacionamento.

Nas zonas onde o potencial conflito entre ciclista-peão e ciclista-automobilista é maior, o projeto prevê que a ciclovia seja pintada de cor de tijolo. Nos locais onde a ciclovia está ao nível da estrada, balizada com recurso a armadilhos, não está previsto haver cor na ciclovia, que será assinalada apenas com o pictograma do velocípede.

Armadilhos – O que são?

Os “armadilhos” são assim conhecidos dada a sua semelhança com o animal com o mesmo nome (Armadilho ou tatu, em português) que possui carapaça grossa. São separadores robustos em borracha reciclada com bandas refletoras. Possuem grande resistência mecânica e fazem parte das medidas de segregação “leve”, uma vez que é possível serem transponíveis por um automóvel ou qualquer outro veículo motorizado. A ZICLA, uma empresa de Barcelona, possui três tipos de “armadillos”, a que chamam de sistema ZEBRA, com alturas diferentes: 5 cm, 9 cm e 13 cm. Para além desta infraestrutura possuem ainda o sistema ZIPPER, também ele em borracha reciclada com bandas refletoras.

A Zicla diz que já tem instalado o sistema ZEBRA em 255 km de pistas cicláveis segregadas exclusivas.

Uma das grandes alterações é nas intersecções giratórias, vulgarmente conhecidas como rotundas. Atualmente, nesses locais, a ciclovia está totalmente desprotegida da via automóvel, colocando riscos de segurança e dando azo a que muitos automobilistas estacionem, inclusive, o seu automóvel em cima da ciclovia. Neste projeto está prevista a reformulação de todas as rotundas, passando a ciclovia a estar fisicamente separada com uma zona ajardinada.

Há também duas alterações no que diz respeito aos locais onde atualmente existe estacionamento automóvel junto à ciclovia. Em certas situações, o projeto opta por haver uma troca entre o estacionamento e a ciclovia, passando a ciclovia a estar junto ao passeio. Noutras situações, o estacionamento mantém-se entre o passeio e a ciclovia, mas este passa a ser paralelo à via e é criada uma rua que dá acesso a esse estacionamento, sendo que a ciclovia apenas é atravessada em dois pontos, um de entrada e outro de saída deste “arruamento interno” com estacionamento. Nesta zona o desenho do projeto indica que a ciclovia fica protegida de ambos os lados, ficando assim um canal completamente segregado, mas… entre duas vias.

Na planta do projeto, estão ainda previstos alguns pontos de estacionamento para bicicletas, que substituirão lugares de estacionamento automóvel.

Das questões levantadas de entre as 18 pessoas presentes na sessão, destacaram-se principalmente duas preocupações: por um lado, a perda de lugares de estacionamento automóvel e falta de lugares de cargas e descargas, especialmente na zona envolvente à rotunda do Hotel de Lamaçães; e por outro lado, uma questão mais importante relacionada com a segurança de todos, ou seja, que medidas estavam previstas para reduzir as velocidades de circulação praticadas naquela via.

O presidente da União de Freguesias informou que, relativamente às velocidades de circulação, um dos pedidos que foi feito aos técnicos municipais é que alterassem o projeto para sobrelevarem todas as passadeiras envolventes às rotundas. Apontou ainda a sugestão de instalação de lugares para cargas e descargas, dando nota que essa sugestão passaria a incorporar um documento que será entregue à CMB pela União de Freguesias.

A Braga Ciclável considera ainda que não se justifica que as saídas das rotundas tenham duas vias de trânsito, uma vez que, segundo o Código da Estrada, em nenhuma situação dois veículos podem sair a par de uma rotunda, pois “Se o condutor pretender sair da rotunda por qualquer das outras vias de saída (que não a primeira), deve ocupar a via de trânsito mais à direita após passar a via de saída imediatamente anterior àquela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente desta e mudando de via depois de tomadas as devidas precauções”. Ou seja, só pode sair de uma rotunda um veículo de cada vez em fila indiana. Assim, sugere-se que as saídas das rotundas passem a possuir apenas uma via de trânsito, sendo que mais à frente pode voltar a ter duas vias de trânsito (tal como os manuais holandeses sobre mobilidade ciclável e segurança em rotundas recomendam que deve ser feito).

Foi ainda apresentada a extensão daquela via até à Universidade do Minho.

Entre a Rotunda do McDonalds e a Avenida D.João II o projeto prevê que a ciclovia passe a ser bidirecional. Aqui a estrada perderia o separador central ajardinado e aumentaria a zona de passeio do lado do INL, sendo que a ciclovia bidirecional circularia por aí. A este propósito, é de lembrar que a interseção de ciclovias bidirecionais com vias banalizadas aumenta a possibilidade de conflitos e aumenta o risco de acidente em 13 vezes. Isto porque quando a pessoa circula de bicicleta de forma contrária à natural circulação automóvel, em contramão (não confundir com contra fluxo), então a probabilidade de colisão é maior, cerca de 13 vezes maior.

O acesso entre a rotunda do McDonalds e a universidade está projetado para ser feito sem alteração à faixa de rodagem da “Variante de Gualtar”, por um acesso que está constantemente congestionado e ocupado com estacionamento ilegal e que constitui também um acesso a garagens. Esta opção obriga a um aumento substancial do percurso para os ciclistas, com um desvio em relação àquele que é o caminho mais óbvio, mais curto e mais direto, ou seja, o troço de estrada entre estas duas rotundas. Para além disso, opta-se pela bidirecionalidade da ciclovia, ao invés de se ter uma ciclovia unidirecional de cada lado da Variante de Gualtar.

Ou seja, na solução preconizada na versão do projeto que foi apresentada, não há legibilidade do percurso, que não segue o caminho mais direto, nem o mais confortável, nem o mais seguro, bem pelo contrário. Esperamos, pois, que se opte por uma melhor solução, ao nível da faixa de rodagem, que neste momento tem largura em excesso, o que permitirá tornar a ligação à universidade bem mais legível, confortável, rápida, direta e segura.

Aqui consideramos que o projeto deve ser revisto para que, na Avenida de Gualtar (a avenida situada entre as rotundas da Universidade e do McDonald’s/Meliã, com cerca de 24 metros de perfil), existam duas pistas cicláveis segregadas exclusivas unidirecionais, uma de cada lado, com 1,5 metros de largura cada uma. Para além disso, as rotundas deverão seguir o mesmo desenho que todas as outras já mencionadas, com intervenção a ser feita também nas vias de saída da mesma, tornando-as saídas com apenas uma via de trânsito e com passadeiras sobreelevadas ao nível do passeio.

Uma vez que a Braga Ciclável ainda não tinha conhecimento do projeto agora apresentado nesta sessão informativa, foi solicitado ao Município o acesso ao projeto em formato digital, no sentido de melhor poder analisar e contribuir para o mesmo. Foi-nos posteriormente respondido que o nosso email foi remetido ao Eng. Miguel Mesquita, responsável pelo projeto, pelo que aguardamos o acesso ao mesmo para uma análise mais detalhada e mais global.

Entretanto, o presidente da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, Dr. João Tinoco, teve a gentileza de nos fazer chegar o ficheiro de apresentação utilizado durante a sessão, que pode ser consultado aqui.

Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

A Associação Braga Ciclável reuniu esta quarta-feira, dia 16 de agosto, com o candidato do Nós Cidadãos às próximas eleições autárquicas, Armando Caldas, para apresentação de uma proposta relacionada com a mobilidade urbana sustentável para Braga. Estiveram ainda presentes, da parte da candidatura deste partido, Manuela Alves, nº3 da lista candidata à Câmara Municipal, e ainda Pedro Pinheiro Augusto, candidato à Assembleia Municipal de Braga. Trata-se da terceira de uma série de reuniões que a Braga Ciclável pretende realizar, com cada uma das forças políticas que concorrem este ano para a eleição do próximo executivo municipal.

A associação esteve representada por Mário Meireles, Victor Domingos e Helena Gomes (membros da Direção), Luís Tarroso Gomes (membro do Conselho Fiscal) e Filipe Furtado, associado da Braga Ciclável, que entregaram pessoalmente ao candidato Armando Caldas e à sua equipa um breve dossiê com algumas medidas de promoção da utilização da bicicleta e de melhoria da segurança para todos os utentes da via pública. Os utilizadores da bicicleta esperam assim que estas e outras medidas venham a ser incluídas no programa eleitoral deste ano.

As medidas propostas são diversas e vão desde a implementação dos 80 km de rede ciclável, já anteriormente prometidos pela CMB, até à colocação de bicicletários, a sobreelevação de todas as passadeiras para proteção dos peões, a criação de um sistema de bicicletas mecânicas partilhadas, o aumento da frota de bicicletas das forças policiais da cidade, a implementação de programas municipais de incentivo do uso da bicicleta, entre outras.

Uma vez que o dossiê não havia sido entregue previamente, esperamos ainda receber uma resposta oficial da candidatura do Nós Cidadãos após a sua análise mais aprofundada da proposta agora apresentada.No entanto ficou patente, pela conversa decorrente do encontro, que a Mobilidade é um dos eixos prioritários desta candidatura e que as nossas propostas iam ao encontro do que o Nós Cidadãos tem já previsto no seu programa eleitoral.

Entretanto, estão ainda a ser agendadas as reuniões com os candidatos do PS bem como da coligação Juntos por Braga.