Bracarense Antony Gonçalves venceu maratona na China

Bracarense Antony Gonçalves venceu maratona na China


O nosso amigo e associado fundador António Gonçalves (mais conhecido, entre os amigos, como Antony) acaba de vencer a Maratona da Grande Muralha da China, no escalão de veteranos. Foram 42km arduamente percorridos ao longo de 5h27m44s, o melhor tempo de prova na sua categoria. Sem dúvida um grande motivo de orgulho para a cidade de Braga, e uma enorme alegria para os amigos.

Parabéns, Antony!

Bloco de Esquerda reuniu com a Braga Ciclável

Bloco de Esquerda reuniu com a Braga Ciclável


No dia 14 de maio, a Braga Ciclável esteve presente no Parque da Ponte, na sequência de uma solicitação de reunião da Comissão Coordenadora Distrital de Braga do Bloco de Esquerda, para abordar a importância da bicicleta nas cidades.

Nesta reunião estiveram presentes 6 elementos do Bloco de Esquerda: Alexandra Vieira, Manuela Airosa, José Ribeiro, Rui Antunes e ainda os candidatos às Europeias, Ana Rute Marcelino e Miguel Martins. A associação Braga Ciclável esteve representada por Mário Meireles, Victor Domingos, Rafael Remondes e José Gusman Barbosa.

Ao longo de duas horas foram abordados diversos temas relacionados com a bicicleta e a cidade.

Foram debatidos os benefícios do uso da bicicleta no contexto da cidade de Braga, especialmente em distâncias até 5 km onde a cidade é praticamente plana e pode ter mais pessoas a utilizar a bicicleta. Mário Meireles explicou a necessidade do aumento do seu uso enquanto modo de transporte por forma a fazer com que Braga deixe de ser o terceiro concelho mais poluído do país.

A falta de segurança e de condições nas ruas das nossas cidades para a utilização da bicicleta de uma forma mais massiva tornam Braga o terceiro concelho com maior sinistralidade do país. Daí a necessidade de reversão das condições infraestruturais da cidade para permitirem uma mobilidade responsável.

A concluir, todos os intervenientes concordaram que é necessária uma estratégia municipal de mobilidade integrada que leve a uma redução do uso do automóvel, fazendo com que as deslocações interurbanas sejam feitas maioritariamente em transporte público, e as deslocações urbanas sejam maioritariamente feitas a pé, de bicicleta e de transporte público, numa lógica multi e intermodal.

A par disso, foi ainda dado a conhecer o projeto #BragaZeroAtropelamentos, ficando ainda de se agendar posteriormente uma reunião para que este projeto seja explanado de uma forma mais aprofundada.

Aumentar a capacidade de uma rua

Aumentar a capacidade de uma rua


A capacidade de uma rua com três vias de trânsito automóvel e duas zonas de estacionamento automóvel é de 12 300 pessoas.

A capacidade de uma “rua completa” com uma via de trânsito automóvel, um corredor de circulação para transportes públicos, duas pistas especiais (vulgarmente conhecidas como ciclovias) unidirecionais, zonas de estacionamento automóvel e zonas de esplanada é de 30 100 pessoas.

Reorganizar o espaço público de uma rua, para melhorar a circulação pedonal, permitir a circulação em segurança de pessoas de bicicleta e atrair mais pessoas para o transporte público leva a que uma rua tenha mais capacidade sem ter que crescer o seu espaço físico.

Não é necessário aumentar o número de vias automóveis nem criar mais estradas para transportar mais pessoas. É preciso reorganizar as ruas que temos de uma forma inteligente e democrática.

Conceitos
Capacidade da rua

A capacidade da rua é o fluxo máximo de tráfego obtido numa determinada rua usando todas as vias disponíveis. Geralmente é expressa em veículos por hora ou veículos por dia.

Faixa de Rodagem
Parte da via pública especialmente destinada ao trânsito de veículos.

Via de trânsito
Zona longitudinal da faixa de rodagem destinada à circulação de uma única fila de veículos.

Zona de Estacionamento
Local da via pública especialmente destinado, por construção ou sinalização, ao estacionamento de veículos.

Bike Friendly Index coloca Braga em 41º lugar entre os municípios portugueses

Bike Friendly Index coloca Braga em 41º lugar entre os municípios portugueses


O município de Braga, que alberga uma das maiores e mais jovens cidades portuguesas, encontra-se em 41º lugar no que diz respeito à implementação de medidas de promoção e proteção do uso da bicicleta no dia-a-dia. A classificação no Bike Friendly Index, que acaba de ser lançado pelo grupo de investigação BEAM, é bastante fraca face à dimensão do concelho e da cidade. E apesar de refletir na sua generalidade um panorama que é ainda muito pouco animador a nível nacional, o fraco resultado de Braga contrasta com os resultados de dezenas de municípios portugueses, incluindo Lisboa, Porto ou Esposende, que conseguiram alcançar pontuações bem mais elevadas.

O Bike Friendly Index, uma iniciativa do grupo de investigação BEAM com a colaboração da empresa Pulsar!, é descrito pelos autores como sendo o resultado de uma experiência acumulada de investigação e projecto na área da mobilidade activa. O índice foi construído tendo por base a literatura científica conhecida sobre os fatores que explicam os níveis de utilização da bicicleta, bem como o compromisso político, para avaliar o quanto os municípios portugueses estão a investir no sentido da promoção da bicicleta e da mobilidade urbana sustentável em geral.

Desta forma, o índice é composto por 5 dimensões (Declive, Ambiente construído, Infraestruturas cicláveis, Compromisso político e Utilização da bicicleta atual), que são avaliadas através de um conjunto de 12 indicadores:

  • Declive do Concelho
  • Declive das áreas urbanas
  • Densidade
  • Diversidade
  • Desenho Urbano
  • Infraestruturas do Concelho
  • Infraestruturas das Áreas Urbanas
  • Despesa por Área Urbana
  • Despesa per capita
  • Peso da bicicleta na repartição modal concelhia
  • Peso das mulheres na quota de utilizadores de bicicleta
  • Peso dos modos ativos e transportes públicos na repartição modal concelhia

Este excelente trabalho, executado pelo Prof. Doutor David S. Vale e pelo Arq. António Pedro Figueiredo, pode ser consultado no site do Bike Friendly Index, onde como não poderia deixar de ser, a metodologia é também explicada.

Percorrendo o relatório, observa-se que o Município de Braga aparece num desolador 41º lugar no ranking global do Bike Friendly Index, que mede a “amigabilidade de um concelho para a utilização da bicicleta enquanto modo de transporte urbano” em Portugal Continental. O Município de Braga alcança apenas 3,2 pontos de 10 possíveis num ranking que é liderado pela Murtosa (6,08 pontos), sendo que Lisboa (5,84 pontos) e Vila Real de Santo António (4,92 pontos) completam o pódio.

No Norte do país, os concelhos do Porto, Matosinhos, Valongo, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Esposende e Peso da Régua receberam mais pontuação que a cidade de Braga. No Minho Braga é o segundo município com maior pontuação, atrás de Esposende (3,45), seguindo-se Vila Nova de Famalicão (2,67), Vizela (2,37), Guimarães (2,31), Viana do Castelo (2,29), Vila Verde (2,19), Ponte da Barca (2,17), Valença (2,12), Barcelos (2,05), Celorico de Basto (2,02) e Vila Nova de Cerveira (2,00). Todos os restantes concelhos do Minho receberam uma pontuação inferior a 2, numa escala de 0 a 10.

A classificação de muitos destes municípios deverá ser consideravelmente diferente no próximo ano, uma vez que, por exemplo, em Vila Verde há infraestrutura em finalização – ainda que com alguns problemas técnicos. Em Barcelos, foi anunciada recentemente uma primeira rede ciclável urbana, que servirá o centro da cidade e as escolas, ligando o ensino superior ao centro e à estação, bem como as escolas a áreas residenciais. Estas duas intervenções pretendem cativar mais cidadãos para o uso da bicicleta e, ao mesmo tempo, mostram a existência de um compromisso político. Ou seja, pelo menos nestes municípios a pontuação deverá aumentar, podendo mesmo facilmente ultrapassar Braga.

Entretanto, em Braga continuamos à espera dos 22 km de rede ciclável que foram anunciados em janeiro de 2018 pelo Vereador Miguel Bandeira nos jornais locais e que iria começar a ser discutido publicamente em 2019. Essa intervenção, segundo o mesmo vereador, contemplava a Rodovia, a Avenida 31 de Janeiro, a Avenida da Liberdade e a Ciclovia de Lamaçães. De lembrar, a este propósito, que esse projeto foi aprovado em dezembro de 2017 pelo executivo municipal, e que segundo a informação técnica levada a essa reunião, terá um custo de 11 440 613,07 euros suportado por fundos comunitários no âmbito do PAMUS. A mesma informação dizia que “após aprovação poderá submeter-se à abertura de concurso público internacional, para a respectiva execução“.

Apesar da suposta iminência deste investimento, nunca é demais esquecer que a bicicleta gera para a sociedade um benefício de 0,18€ por cada km percorrido a pedalar, ao passo que o uso do carro traz um custo de 0,11€ por km percorrido. Além disso, o custo do carro para cada indivíduo é de cerca de 0,89€ por km percorrido.[1]

Continuaremos a trabalhar para que a cidade de Braga seja mais amiga dos peões e das pessoas que utilizam a bicicleta, esperando que o Município de Braga anuncie, para muito em breve, a execução do projeto dos 22 km da rede ciclável (ou até mesmo dos 76 km prometidos), por forma a que em 2019 ou em 2020 a cidade de Braga possa vir a disputar um lugar na liderança do Bike Friendly Index.

[1]Gössling, S., Choi, A., Dekker, K., & Metzler, D. (2019). The social cost of automobility, cycling and walking in the European Union. Ecological Economics, 158, 65-74.

Desapareceram os novos bicicletários!

Desapareceram os novos bicicletários!


Na sequência do recente envio da nossa Carta Aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e ao Vereador da Gestão e Conservação do Espaço Público, João Rodrigues, cujo conteúdo aqui divulgámos no dia 13 de fevereiro, a comunicação social de imediato deu eco não só das preocupações, sugestões e questões levantadas pela Braga Ciclável, mas também do espanto de vários utilizadores da bicicleta que, face aos diversos problemas técnicos, não acreditavam que aquelas estruturas de ferro fossem mesmo bicicletários.

Numa reportagem publicada a 17 de fevereiro pelo Jornal de Notícias, o Vereador da Mobilidade, Miguel Bandeira, assumiu o “lapso técnico” em algumas estruturas dando conta de que o mesmo iria ser “corrigido“. Ao mesmo tempo, referia que a carta estava “a ser apreciada”, sublinhando que estava “atento às críticas e as que forem válidas serão alvos de retificação“.

O mesmo responsável afirmou ainda, nessa reportagem, que o atual projeto de instalação de bicicletários prevê que estes sejam instalados em 39 localizações com apenas 56 lugares. Recordamos, a este propósito, que ainda há poucos meses haviam sido publicamente prometidos 78 lugares e 75 lugares, números já de si claramente inferiores àquilo que sabemos serem as atuais necessidades da cidade.

Ficamos também a saber, por declarações de Miguel Bandeira ao JN, que os locais escolhidos terão sido determinados em colaboração com forças de segurança e com a Junta de Freguesia de São Victor e com a União de Freguesias de São José de São Lázaro e São João do Souto. Ou seja, precisamente as freguesias que ainda têm a aguardar execução as propostas vencedoras dos seus orçamentos participativos do ano 2017 (ambas referentes à criação de novos estacionamentos para bicicletas).

No passado dia 4 de março, cerca de um mês após o envio da nossa carta e duas semanas após a reportagem do JN, voltamos a receber contactos de associados nossos relatando haviam desaparecido todos os bicicletários dessas 4 novas localizações. Fomos verificar a cada um dos locais e, efetivamente, os mesmos foram cortados pelos serviços municipais dos locais onde haviam sido fixados, o que nos leva a crer que o Município terá finalmente validado as nossas críticas construtivas e reconhecido os erros que havíamos apontado na carta aberta.


A Braga Ciclável espera agora que o Município avance rapidamente com a colocação de bicicletários, repondo aqueles que haviam sido também removidos na Rua Nova de Santa Cruz, Fórum Braga e Igreja do Pópulo, e que a colocação de todos eles respeite as boas práticas, incluindo na revisão de algumas das localizações. A associação espera ainda que, neste processo, tanto o PDM, como os estudos já elaborados, bem como os manuais existentes (p.e. FPCUB) sobre a matéria – e já por diversas vezes entregues no município – sejam efetivamente respeitados.

A Braga Ciclável continuará, como sempre, disponível para colaborar com a autarquia e com qualquer entidade, instituição ou associação, com o objetivo de tornar a cidade mais amiga das pessoas que andam a pé e de bicicleta.

Grupo Local da Mobilidade reunido pela 2ª vez

Grupo Local da Mobilidade reunido pela 2ª vez

No passado dia 13 de dezembro realizou-se no Museu dos Biscainhos uma sessão com alguns dos 66 membros do Grupo Local da Mobilidade e vários técnicos do Município de Braga da cidade no âmbito da elaboração do, oficialmente, “Estudo de Mobilidade e Gestão de Tráfego para a Cidade de Braga”, mas apresentado ao longo do dia como “PMUS – Plano de Mobilidade Urbana Sustentável”, reunião em que a Braga Ciclável se fez representar. O plano está a ser desenvolvido para o Município de Braga pela M-PT – Mobilidade e Planeamento do Território, uma empresa com vários projetos na área do planeamento e liderada pela Eng.ª Paula Teles.

No Grupo Local da Mobilidade, criado oficialmente a 20 de janeiro de 2017, estão representadas (para além dos técnicos municipais) as seguintes entidades:

  • ACAPO;
  • Braga Ciclável;
  • CIM Cávado;
  • Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N);
  • Grupos de investigação da Universidade do Minho;
  • Quadrilátero;
  • Guarda Nacional Republicana;
  • Polícia Municipal;
  • Polícia Segurança Pública;
  • TUB.

A sessão do dia 13 de dezembro dividiu-se em três partes, que foram de início extensamente explanadas pelo Vereador da Mobilidade, Prof. Doutor Miguel Bandeira. Na parte inicial a M-PT, pela voz da Eng.ª Paula Teles, expôs a sua visão para o Estudo de Braga, bem como os objetivos que este pretende alcançar. O objetivo do Estudo será estabelecer uma estratégia global de intervenção no âmbito da mobilidade, definindo um conjunto de medidas que promovam um modelo de mobilidade mais sustentável. Durante a apresentação por parte da M-PT foi apresentada a visão que norteia este plano para 2025 de onde faz parte um conjunto alargado de metas, estando entre elas os 10% da quota modal da bicicleta.

Em representação do município, a Chefe de Divisão do Trânsito e Mobilidade da CMB, a Arq. Filipa Corais, apresentou de forma bastante sumária vários projetos da área da mobilidade. Entre eles, foi apresentado o projeto “Eu Já Passo Aqui”, que tem intervenções em várias ruas no que diz respeito à segurança de travessias pedonais e que foi aprovado na reunião de executivo da passada sexta-feira dia 21 de dezembro e ainda projetos do PAMUS.

Foi também referido o projeto de 22 km de rede ciclável segregada, que já havia sido apresentado ao Grupo Local, não tendo sido dada nenhuma explicação quanto ao facto deste projeto não ter avançado para execução. De relembrar, que este projeto foi aprovado a 18 de dezembro de 2017 em reunião de executivo, prevendo entre 2018 e 2020 a execução de 20,22 km de ciclovias e a sua discussão pública foi anunciada para fevereiro de 2018.

Aquilo que se deu a entender nesta apresentação do dia 13 de dezembro de 2018 é que apenas vai avançar a requalificação da Ciclovia de Lamaçães e a sua extensão à Universidade, sem produzir efeito de rede ciclável segregada na cidade. Resta perguntar se um ano depois da aprovação em reunião de câmara, o projeto da rede ciclável caiu e como é que se pretende cativar as pessoas a utilizarem a bicicleta sem ruas seguras para tal?

Foi ainda dito que irá ser implementada uma rede ciclável de coexistência, dando a entender que se abandonou a rede ciclável segregada e o projeto intitulado “Projeto de Inserção Urbana de Transporte Público” elaborado pela empresa Allen PMC e adjudicado pelo valor de 74 600€ (66 600€ + 8 000€). Este projeto, apresentado na reunião do Grupo Local anterior a esta, visava trabalhos de melhoria das condições nas Avenidas da Imaculada Conceição, João XXI, João Paulo II, Liberdade, 31 de Janeiro, Dom João II, Lusíadas e de Gualtar, com segregação de via para as bicicletas, conforme se pode comprovar neste texto da autoria do município.

Foram apresentados também os locais onde serão finalmente instalados novos bicicletários, que dotarão Braga de 39 locais de estacionamento, 78 bicicletários, com uma capacidade total para 156 bicicletas. De acordo com a Arquiteta Filipa Corais, a instalação destes bicicletários deveria iniciar ainda antes do final do ano 2018. Tal não se verificou.

À parte inicial, seguiu-se uma divisão da assistência em grupos de trabalho onde, com base num questionário, foram pedidas contribuições aos participantes acerca do estado atual da mobilidade em Braga. Foi ainda possível expor algumas das nossas preocupações e propostas neste momento.

A sessão terminou com uma excelente apresentação acerca da estratégia de mobilidade de Pontevedra, uma estratégia pensada com base na construção de uma cidade para todos, homens, mulheres, crianças, novos e velhos e onde o direito ao espaço público não deve ser priorizado em relação aos privilégios dos automóveis. O caso de sucesso dos nossos vizinhos de Pontevedra já foi por nós referido diversas vezes, mostra como é possível ter uma cidade muito mais segura, sustentável e com maior qualidade de vida.

Ainda assim, não há duas cidades iguais, e o que foi feito em Pontevedra pode ser feito noutras cidades com as devidas adaptações. Por exemplo, Braga tem que ter em conta a rede de Transportes Públicos existente e ainda as necessidades no que diz respeito à mobilidade ciclável.

O Presidente do Município de Braga, Ricardo Rio, surgiu no final da sessão para o encerramento.

Posteriormente foi enviado um documento (este) que alguns dos grupos trabalharam, com algumas perguntas separadas por temas. A Braga Ciclável fez o seu trabalho de casa e enviou ao Município de Braga e à empresa contratada para elaborar o PMUS, a MPT, as suas respostas a algumas das perguntas. As respostas da Braga Ciclável podem ser consultadas aqui.