Braga Ciclável reuniu com concelhia do BE

Braga Ciclável reuniu com concelhia do BE


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 17 de junho, com representantes da concelhia de Braga do BE – Bloco de Esquerda. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Alexandra Vieira, Jorge Vilela, Manuela Airosa e Rui Antunes do BE, e Arnaldo Pires, Mário Meireles e Victor Domingos, Sara da Costa e Rafael Remondes da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações mais marcantes.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. A este respeito, salientou que é fundamental garantir que as imediações das escolas tenham passeios e passadeiras com boas condições e devidamente desimpedidos, e que as velocidades reais de circulação do trânsito motorizado não constituam risco para as crianças e jovens que se desloquem a pé ou de bicicleta. Criar condições para que os alunos possam deslocar-se em segurança pelos seus próprios meios ou em transportes públicos, defendeu Arnaldo Pires, é permitir que eles desenvolvam a sua autonomia pessoal. Ao mesmo tempo, seria uma forma de melhorar significativamente a fluidez do trânsito, já que para muitos pais já não seria necessário levarem diariamente os filhos à escola.

Mário Meireles destacou os exemplos positivos de Sevilha e de cidades outras cidades europeias que também conseguiram, recentemente, dar passos consideráveis no sentido da melhoria de condições para o uso da bicicleta e onde esse uso aumentou exponencialmente, reduzindo o número de automóveis no meio urbano, melhorando os transportes públicos e aumentando a segurança das vias para todos os seus utilizadores.

Relembrou que em Braga na altura em que se abriram as avenidas da Liberdade, Imaculada Conceição e João XXI apenas existiam “meia dúzia de carros em Braga”, citando um lojista que abriu a loja nessa época. E foi essa aposta na infraestrutura automóvel que captou as pessoas para o seu uso. O princípio a ser utilizado para potenciar o uso da bicicleta deve ser o mesmo, criar infraestruturas para que as pessoas passem a utilizar este modo de transporte.

Ainda no que diz respeito aos atropelamentos, Arnaldo Pires, médico de profissão, partilhou um pouco da sua experiência profissional, para concluir que todas as vidas contam e que o objetivo de todos os setores da sociedade tem de ser a Visão Zero, ou seja, reduzir para zero o número de atropelamentos. Algo que, afirma, pode ser alcançado, mas que sobretudo permite traçar uma meta clara. No entender da Braga Ciclável, é importante que sejam analisados os dados referentes aos atropelamentos, no sentido de identificar possíveis pontos negros e conceber intervenções eficazes, que deverão ser avaliadas de forma objetiva. Como exemplo de uma reflexão que consideram necessária, apontam o Nó de Infias, onde circular a pé ou de bicicleta continua a ser perigoso, ou mesmo a Rua Cidade do Porto, Rua do Taxa, Avenida Imaculada Conceição, Avenida João XXI e Rotunda das Piscinas que apresentam números de atropelamentos elevados e que podiam facilmente ser intervencionadas para acalmar o tráfego e serem implementadas medidas, de baixo custo, que beneficiariam a utilização da bicicleta.

É importante, defende Arnaldo Pires, que ao intervencionar esta e outras vias o Município garanta um desenho democrático das vias, isto é, um desenho inclusivo, onde as necessidades de todos os utilizadores, incluindo pessoas que andam a pé e de bicicleta, sejam devidamente acauteladas. Sugeriu que se criem zonas de coexistência, zonas escolas – com limitação de entrada do automóvel -, de zonas 30 e de uma rede ciclável estruturante.

Mário Meireles afirmou que “temos de começar a considerar a cidade de Braga de acordo com os limites geográficos da própria cidade, e não somente o centro histórico”. Como exemplos de medidas práticas que são necessárias um pouco por toda a cidade, e relativamente económicas e fáceis de implementar, referiu as passadeiras, que devem estar devidamente visíveis, elevadas ao nível do passeio, e com outras medidas de abrandamento do trânsito, incluindo estreitamento das vias. Por outro lado, recordou a necessidade de adaptar as rotundas por forma a apenas terem uma via de trânsito em cada saída, conforme parecer o jurídico que a Braga Ciclável divulgou, reduzindo assim o número de atropelamentos a pessoas que andam a pé e de bicicleta, bem como a probabilidade de colisão entre veículos nesses locais. Os cruzamentos, defende, devem também em muitos casos ser sobrelevados. Estas e outras medidas permitiriam reduzir a velocidade e o número de carros, aumentando assim a segurança e a fluidez do trânsito, com claros benefícios para todos.

Rafael Remondes deixou uma chamada de atenção para que as intervenções feitas sejam respeitando as melhores práticas, sem que se repitam os erros da Rua Nova de Santa Cruz, que continua a ter queixas, ou os erros em Guimarães, no qual pintaram passeios de vermelho e lhes chamaram ciclovias. Esta má prática levará apenas a conflitos entre pessoas que andam a pé e de bicicleta.

Sara da Costa mostrou-se preocupada com a possibilidade destas más práticas serem implementadas também em Braga, e lembrou que a promoção da utilização da bicicleta traz vários benefícios para o comércio e economia local, para a saúde da cidade e das pessoas que a utilizam, bem como para o ambiente.

A Braga Ciclável sugeriu que em todas as novas obras executadas as mesmas contemplassem, como requisito, medidas de acalmia de tráfego ou a criação de ciclovias (caso a velocidade e volume de tráfego o justifique). Todas as passadeiras da cidade deveriam ser sobre-elevadas e as velocidades efetivas reduzidas com a redução da largura da faixa de rodagem e das respectivas vias de trânsito, o estreitamento da faixa de rodagem nas interseções, bem como a adaptação das rotundas para que contemplem apenas uma via de trânsito na saída. Sugeriu ainda que se criem zonas de coexistência, zonas escolas – com limitação de entrada do automóvel -, de zonas 30 e de uma rede ciclável estruturante.

Alexandra Vieira, do BE, referiu que é necessária uma mudança de paradigma nas ruas da cidade para que estas possam permitir uma circulação em segurança de todas as pessoas.

Jorge Vilela, do BE, referiu que este assunto é de todo o interesse não só do Bloco de Esquerda, mas dos cidadãos, estando disponível para levar o assunto à Assembleia Municipal.
A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com concelhia do CDS-PP

Braga Ciclável reuniu com concelhia do CDS-PP


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 3 de junho, com representantes da concelhia de Braga do CDS-PP. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Altino Bessa, Francisco Peixoto, João Medeiros, Luís Pedroso e Rafael Oliveira, do CDS-PP, e Arnaldo Pires, Mário Meireles e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação, referindo alguns dos seus projetos, iniciativas e reivindicações mais marcantes.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. A este respeito, salientou que é fundamental garantir que as imediações das escolas tenham passeios e passadeiras com boas condições e devidamente desimpedidos, e que as velocidades reais de circulação do trânsito motorizado não constituam risco para as crianças e jovens que se desloquem a pé ou de bicicleta. Criar condições para que os alunos possam deslocar-se em segurança pelos seus próprios meios ou em transportes públicos, defendeu Arnado Pires, é permitir que eles desenvolvam a sua autonomia pessoal. Ao mesmo tempo, seria uma forma de melhorar significativamente a fluidez do trânsito, já que para muitos pais já não seria necessário levarem diariamente os filhos à escola.

Mário Meireles destacou os exemplos positivos de Sevilha e de cidades italianas que também conseguiram, recentemente, dar passos consideráveis no sentido da melhoria de condições para o uso da bicicleta e onde esse uso aumentou exponencialmente, reduzindo o número de automóveis no meio urbano, melhorando os transportes públicos e aumentando a segurança das vias para todos os seus utilizadores.

Ainda no que diz respeito aos atropelamentos, Arnaldo Pires, médico de profissão, partilhou um pouco da sua experiência profissional, para concluir que todas as vidas contam e que o objetivo de todos os setores da sociedade tem de ser a Visão Zero, ou seja, reduzir para zero o número de atropelamentos. Uma utopia que, afirma, pode ser alcançada, mas que sobretudo permite traçar uma meta clara. No entender da Braga Ciclável, é importante que sejam analisados os dados referentes aos atropelamentos, no sentido de identificar possíveis pontos negros e conceber intervenções eficazes, que deverão ser avaliadas de forma objetiva. Como exemplo de uma reflexão que consideram necessária, apontam o nó de Infias, onde circular a pé ou de bicicleta continua a ser perigoso. É importante, defende Arnaldo Pires, que ao intervencionar esta e outras vias o Município garanta um desenho democrático das vias, isto é, um desenho inclusivo, onde as necessidades de todos os utilizadores, incluindo peões e ciclistas, sejam devidamente acauteladas.

Braga Ciclável reune com concelhia CDS-PP Braga - João Medeiros, Altino Bessa, Luís Pedroso

Altino Bessa, do CDS-PP, referiu a este propósito que por vezes há limitações jurídicas a que há que atender, como por exemplo nos casos em que as vias a intervencionar não estão afetas ao Município mas sim às Infraestruturas de Portugal.

Mário Meireles afirmou que “temos de começar a considerar a cidade de Braga de acordo com os limites geográficos da própria cidade, e não somente o centro histórico”. Como exemplos de medidas práticas que são necessárias um pouco por toda a cidade, e relativamente económicas e fáceis de implementar, referiu as passadeiras, que devem estar devidamente visíveis, elevadas ao nível do passeio, e com outras medidas de abrandamento do trânsito, incluindo estreitamento das vias. Por outro lado, recordou a necessidade de adaptar as rotundas por forma a apenas terem uma via de trânsito em cada saída, conforme parecer o jurídico que a Braga Ciclável divulgou, reduzindo assim o número de atropelamentos a peões e ciclistas, bem como a probabilidade de colisão entre veículos nesses locais. Os cruzamentos, defende, devem também em muitos casos ser sobrelevados. Estas e outras medidas permitiriam reduzir a velocidade e o número de carros, aumentando assim a segurança e a fluidez do trânsito, com claros benefícios para todos.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com concelhia da CDU

Braga Ciclável reuniu com concelhia da CDU


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos e das diversas reuniões que vem realizando nesse âmbito, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 3 de junho, com representantes da concelhia de Braga da Coligação Democrática Unitária (CDU). O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes o vereador Carlos Almeida e o deputado da assembleia municipal Marcos Couto, da CDU, e Arnaldo Pires, Sara da Costa e Victor Domingos, da associação Braga Ciclável. O vice-presidente da Braga Ciclável, Victor Domingos, começou por traçar uma retrospetiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte graves a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infraestruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. Assinalou também a importância de garantir que todos os cruzamentos e passadeiras têm condições de visibilidade adequadas, o que em alguns casos não acontece no presente, seja pela presença de veículos estacionados, seja por causa de contentores de recolha de lixo mal posicionados.

Braga Zero Atropelamentos - reunião com CDU

Carlos Almeida exprimiu a sua consonância com os objetivos deste movimento cívico promovido pela Braga Ciclável, destacando a importância crucial do desenho urbano para a segurança de todos os utentes da via pública. Recordou, a este respeito, o antigo vereador do trânsito, Eng. Casais Baptista, que já há décadas tentara implementar na cidade de Braga uma rede de parques de estacionamento periféricos articulados com os transportes públicos, no sentido de favorecer a mobilidade intermodal e reduzir o número de veículos motorizados em circulação no interior da cidade.

O vereador da CDU referiu ainda que seria bom criar zonas sem carros nas imediações das escolas e jardins de infância, bem como garantir uma mais eficaz fiscalização do estacionamento nas paragens de transportes públicos, por forma a aumentar a segurança das crianças. Carlos Almeida mostrou-se disponível para dar voz à Visão Zero e trazer estes temas para a ordem do dia, no contexto das suas intervenções a nível municipal.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Braga Ciclável reuniu com distrital do PAN

Braga Ciclável reuniu com distrital do PAN


Na sequência do recente lançamento do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, a associação Braga Ciclável reuniu esta segunda-feira, dia 27 de maio, com representantes da distrital de Braga do partido Pessoas, Animais, Natureza (PAN), que conseguiu eleger este fim de semana o seu primeiro eurodeputado. O encontro serviu para apresentar o movimento #BragaZeroAtropelamentos e também para discutir diversos assuntos relacionados com a mobilidade pedonal e em bicicleta.

Na reunião estiveram presentes Patricia Gomes e Fernanda Delgado, do PAN, e Arnaldo Pires, Mário Meireles e Victor Domingos, da Braga Ciclável. O presidente da Braga Ciclável, Mário Meireles, começou por traçar uma retrospectiva acerca da história, dos objetivos e do trabalho desenvolvido pela associação.

Por sua vez, Arnaldo Pires explanou as razões que motivaram a constituição do Movimento Cívico #BragaZeroAtropelamentos, de entre as quais se destaca o elevado número de atropelamentos no concelho que, ao longo dos últimos anos, têm causado a morte graves a dezenas de pessoas, entre outros danos. Dando o exemplo de Pontevedra, que em poucos anos conseguiu implementar medidas concretas que levaram a uma redução drástica no número e gravidade dos atropelamentos, explicou a importância de reduzir as velocidades de circulação em meio urbano e de criar infra-estruturas, incluindo vias segregadas, que permitam que as deslocações a pé ou de bicicleta sejam feitas em segurança. A esse propósito, Arnaldo Pires referiu, baseando-se na sua experiência enquanto médico, que as deslocações a pé e de bicicleta são excelentes atividades para melhorar a saúde e a qualidade de vida da população, tanto pelo aumento da atividade física diária, como pela redução da poluição atmosférica e sonora.

Patrícia Gomes, do PAN, afirmou que os objetivos da associação e concretamente este novo movimento cívico se enquadram totalmente dentro dos ideais do partido e mostrou disponibilidade para trazer esses temas para a ordem do dia, nos contextos em que tal se proporcione, tanto a nível nacional como local. Quis conhecer algumas das ideias da Braga Ciclável sobre quais as prioridades de intervenção a ambos os níveis.

Fernanda Delgado (PAN) sugeriu a apresentação de um dossiê para entrega ao deputado André Lourenço e Silva.

A Braga Ciclável pretende reunir proximamente com todas as forças políticas do município, bem como com diversas outras instituições, no sentido de unir esforços para acabar com os atropelamentos. A Visão Zero (isto é, o fim dos atropelamentos) é um objetivo que algumas cidades europeias já abraçaram, e a Braga Ciclável defende que Braga deve seguir esse exemplo e ambicionar uma cidade sem atropelamentos, porque todas as vidas contam.

Bloco de Esquerda reuniu com a Braga Ciclável

Bloco de Esquerda reuniu com a Braga Ciclável


No dia 14 de maio, a Braga Ciclável esteve presente no Parque da Ponte, na sequência de uma solicitação de reunião da Comissão Coordenadora Distrital de Braga do Bloco de Esquerda, para abordar a importância da bicicleta nas cidades.

Nesta reunião estiveram presentes 6 elementos do Bloco de Esquerda: Alexandra Vieira, Manuela Airosa, José Ribeiro, Rui Antunes e ainda os candidatos às Europeias, Ana Rute Marcelino e Miguel Martins. A associação Braga Ciclável esteve representada por Mário Meireles, Victor Domingos, Rafael Remondes e José Gusman Barbosa.

Ao longo de duas horas foram abordados diversos temas relacionados com a bicicleta e a cidade.

Foram debatidos os benefícios do uso da bicicleta no contexto da cidade de Braga, especialmente em distâncias até 5 km onde a cidade é praticamente plana e pode ter mais pessoas a utilizar a bicicleta. Mário Meireles explicou a necessidade do aumento do seu uso enquanto modo de transporte por forma a fazer com que Braga deixe de ser o terceiro concelho mais poluído do país.

A falta de segurança e de condições nas ruas das nossas cidades para a utilização da bicicleta de uma forma mais massiva tornam Braga o terceiro concelho com maior sinistralidade do país. Daí a necessidade de reversão das condições infraestruturais da cidade para permitirem uma mobilidade responsável.

A concluir, todos os intervenientes concordaram que é necessária uma estratégia municipal de mobilidade integrada que leve a uma redução do uso do automóvel, fazendo com que as deslocações interurbanas sejam feitas maioritariamente em transporte público, e as deslocações urbanas sejam maioritariamente feitas a pé, de bicicleta e de transporte público, numa lógica multi e intermodal.

A par disso, foi ainda dado a conhecer o projeto #BragaZeroAtropelamentos, ficando ainda de se agendar posteriormente uma reunião para que este projeto seja explanado de uma forma mais aprofundada.

#BragaZeroAtropelamentos

#BragaZeroAtropelamentos

#BragaZeroAtropelamentos  – Movimento Cívico

Por uma cidade favorecedora da mobilidade ativa, segura e saudável.

Enquadramento do movimento

Perante a constatação do elevado número de atropelamentos, cerca de 2535, dos quais resultaram 55 mortes, em 19 anos, no concelho Braga, com tudo o que isso acarreta para o atropelado, em primeiro lugar, para a família, e, em geral, para a sociedade, o Movimento Cívico – #BragaZeroAtropelamentos pretende alertar para esta problemática e destacar que muito há a fazer, para que este número se aproxime do ZERO. Apesar de parecer utópico, cidades de complexidade semelhante a Braga, já o conseguiram atingir ou estarão muito próximo disso, tendo para isso investido em infraestruturas e reordenamento do seu território.

O movimento e a sociedade civil

O movimento pretende ser um agente ativo, no seio da comunidade bracarense, desenvolvendo e promovendo contatos e diálogo, com a comunidade civil, forças de segurança, executivos e técnicos municipais, e a Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária (ANSR).

O seu objetivo é encontrar soluções e estimular a sua implementação, para uma redução efetiva do número de atropelamentos, na cidade de Braga.

O movimento nasce na Associação Braga Ciclável, entidade que procura ajudar a criar uma  cidade mais amiga pessoas que andam a pé e de bicicleta. O foco deste movimento é, sobretudo, a segurança na estrada, dos elementos mais vulneráveis e mais sujeitos a lesões graves, ou morte, em caso de acidente: os peões e os utilizadores de bicicletas.

Pretende-se identificar e dar a conhecer os “pontos negros” da cidade – locais onde já ocorreram atropelamentos – que tenham vitimado peões e/ou utilizadores de bicicletas, assim como os pontos de maior risco, para quem se move ativamente.  Após a sua identificação, pretende-se notificar e alertar as entidades responsáveis, para que sejam elaboradas medidas com vista à sua não repetição. O envolvimento da sociedade e da comunicação social é fundamental.

É, também, pretendido reactivar ações de grupo, como MASSA CRÍTICA, e introduzir as GHOST BIKES, com o objetivo de dar maior visibilidade aos pontos negros e de maior risco, da cidade, e promover o conhecimento acerca do circunstancialismo dos acidentes, envolvendo peões e utilizadores de biciletas.

Anualmente, o movimento compromete-se se a apresentar os casos de atropelamentos registados, no ano anterior, com dados da ANSR, em sessão aberta à comunidade e com convites dirigidos a responsáveis camarários, da área da mobilidade: Guarda Nacional Republicana, Bombeiros Sapadores e Voluntários, Polícia de Segurança Pública, Polícia Municipal e à ANSR.

Planos de ação

O movimento #BragaZeroAtropelamentos pretende, ao longo do ano, :

–  A divulgação, regular, do número de acidentes de viação, envolvendo peões e/ou utilizadores de bicicletas, na cidade de Braga, de acordo com os dados fornecidos pela ANSR;

– Estimular à efetiva redução da velocidade automóvel permitida, no centro da cidade, implementando de forma eficaz as zonas 30 e de coexistência, garantindo que os veículos motorizados não excedem as velocidades, aí permitidas, com recurso a técnicas de acalmia de tráfego e não apenas a sinalização horizontal e vertical;

– Estimular à correcta sinalização das vias de coexistência (utilizadores de bicicletas e automobilistas ou bus+bici); assim como das passadeiras, com a sua sobreelevação, em relação à via de circulação, e a proibição de estacionamento automóvel, 5 metros, antes e depois, das mesmas;

– Estimular uma comunicação menos leviana, quando ocorre uma colisão de um veículo que atropele e mate ou deixe pessoas feridas, passando a utilizar palavras como “colisão” ou “choque” ao invés de “acidente” #ColisaoNaoAcidente;

– Estimular operações de fiscalização da velocidade, nas ruas e avenidas da cidade, como sejam as avenidas que compõem a Rodovia ou mesmo as Avenidas da Liberdade, 31 de Janeiro ou Júlio Fragata, envolvendo as autoridades para esta problemática municipal;

– Estimular as autoridades a defenderem os utilizadores vulneráveis, levando a que criem campanhas que coloquem o ónus e o foco no veículo e não na vítima;

Por uma cidade favorecedora da mobilidade ativa, segura e saudável.

#BragaZeroAtropelamentos