IV Braga Cycle Chic – Duas centenas de ciclistas visitaram comércio de Braga

IV Braga Cycle Chic – Duas centenas de ciclistas visitaram comércio de Braga

A Associação Braga Ciclável realizou este sábado quarta edição do Braga Cycle Chic, um evento que mobilizou cerca de 200 ciclistas a pedalar pela cidade de Braga e demonstrou mais uma vez que é possível pedalar na cidade de forma descomplicada usando a roupa do dia-a-dia.

Para além de mostrar que é possível pedalar na cidade de Braga com roupa casual, um dos objetivos do Braga Cycle Chic tem sido também promover o comércio local. Assim, ao longo do percurso, e em parceria com a Associação Comercial de Braga, o grupo foi parando para conhecer alguns estabelecimentos que receberam os ciclistas com alguns petiscos e refrescos.

Aspeto de um dos momentos do IV Braga Cycle Chic

De acordo com Mário Meireles, presidente da Associação Braga Ciclável, “pelo número de participantes que temos tido podemos afirmar que o evento está consolidado e tem crescido todos os anos”. Refere ainda que a organização tem procurado selecionar percursos e parceiros onde parar diferentes em cada ano, por forma a dar a conhecer novos locais e assim dinamizar o comércio. “Este ano tivemos um percurso maior, dando assim resposta ao feedback dos participantes do ano anterior”, explica. “Temos cada vez mais participantes a trazerem bicicleta própria, o que demonstra que o evento tem atingido um dos seus objetivos: levar mais pessoas a usar a bicicleta como meio de transporte”.

Mário Meireles destaca ainda como positivo o facto de que o comércio onde o Braga Cycle Chic tem parado “tem dado feedback de que tem aumentado a procura após o passeio”. No entanto, todos os estabelecimentos apontam que há falta de estacionamentos para bicicletas para os seus clientes. E conclui que os objetivos do passeio estão alcançados: “é hoje consensual que Braga tem todas as condições naturais para o uso da bicicleta como meio de transporte, é tempo agora de investir na transformação da infraestrutura por forma a criar condições para a mobilidade em bicicleta”.

Esta edição do Braga Cycle Chic teve como parceira a Escola de Educação Rodoviária de Braga, que promoveu durante a manhã um debate intitulado “Segurança Rodoviária como um Desafio Municipal”. Outro contributo essencial na edição deste ano, segundo a organização, foi o da ciclopatrulha da PSP, que ajudou a orientar o trânsito durante a passagem do grupo de ciclistas. Estes dois eventos assinalaram assim o Dia Mundial do Trânsito e da Cortesia ao Volante.

Vamos falar de civismo

Vamos falar de civismo

O civismo é o conjunto de comportamentos que um cidadão adopta para mostrar respeito para com a sociedade em que vive. São atitudes básicas de empatia, uma forma de mostrarmos que não olhamos apenas para os nossos umbigos e que para chegarmos mais depressa a casa passamos à frente de todos na fila do supermercado.

Portugal nunca foi conhecido pelo seu espírito de civismo. Temos todos a mania de que somos uns coitadinhos e que senão formos espertos, alguém nos vai passar a perna e isso é que não pode! E no que toca à condução automóvel, somos conhecidos pelas piores razões – falta de civismo dos portugueses quando estão à frente de um volante por trás do escudo de uma tonelada de metal é gritante. Buzina-se, insulta-se, praticam-se altas velocidades, há uma impaciência total pelo colega condutor e por todos os outros que partilham as vias – é um stress só!

Em relação aos ciclistas esta falta de empatia é ainda maior. Ultrapassagens rentes, buzinadelas aos ouvidos, condução sem espaço de segurança e até “brincadeiras” para empurrar os ciclistas para a berma. Isto para não falar da utilização das ciclovias, das zonas de acesso a bicicletas, peões, carrinhos de bebé e cadeiras de roda, como se estes fossem os melhores sítios para parar o carro aqueles 5 minutos, ou mesmo para o estacionar.

Todos os dias, no meu percurso casa-trabalho, eu, condutora automóvel (sim eu também tenho carro), partilho a estrada com ciclistas. É claro que eles andam mais devagar que eu nas subidas, é claro que tenho de abrandar e fazer talvez 1km em marcha lenta até ter traço intermitente e espaço para ultrapassar com segurança, mas as buzinas e os roncos dos carros atrás de mim incomodam-me muito mais do que o abrandar o passo. Mas sabem o que é que me atrasa mesmo a chegada a casa? São os carros estacionados em segunda e terceira fila à porta das escolas. Isso sim, rouba-me às vezes 20 minutos desesperantes todos os dias e ainda assim, juro-vos, não meto a cabeça de fora do carro ou tento abalroar criancinhas e respectivos pais. Chama-se civismo, meus caros, e fica sempre bem.


(Artigo originalmente publicado na edição de 1/05/2018 do Diário do Minho)

IV Braga Cycle Chic

IV Braga Cycle Chic

A IV edição do Braga Cycle Chic irá realizar-se no dia 5 de maio de 2018, com partida prevista para as 15h00 da Praça da República. O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, vai mostrar mais uma vez que é possível pedalar na cidade usando roupa do dia-a-dia.

Esta edição do Braga Cycle Chic tem como parceira a Escola de Educação Rodoviária da Câmara Municipal de Braga que promove no mesmo dia, mas da parte da manhã, um debate intitulado “Segurança Rodoviária como um desafio Municipal”. Estes dois eventos marcam assim o Dia Mundial do Trânsito e da Cortesia ao Volante.

Para além de provar que é possível pedalar na cidade de Braga com roupa casual, um dos objetivos do Braga Cycle Chic é também promover o comércio local. Teremos alguns pontos ao longo do percurso que nos irão receber, sendo que para isso contamos com o apoio da Associação Comercial de Braga.

Um sábado à tarde a passear com estilo, de bicicleta, pela cidade de Braga com paragens para recarregar energias, é a proposta da Braga Ciclável para o dia 5 de maio.

Recordar que na última edição foram mais de 250 pessoas a participar no evento.

A Escola de Educação Rodoviária e a Go By Bike emprestam ainda bicicletas para quem se quiser inscrever e não tiver bicicleta. No entanto, o número de bicicletas para empréstimo é limitado, pelo que aconselhamos a trazer a sua bicicleta.

ATENÇÃO: inscrição gratuita mas obrigatória: ivbragacyclechic.eventbrite.pt

IV Braga Cycle Chic - cartaz

Quatro percursos cicláveis à (re) descoberta de Guimarães

Quatro percursos cicláveis à (re) descoberta de Guimarães

É da procura crescente pelo turismo de natureza e a vontade de usufruir do património natural, arquitetónico, paisagístico e cultural, sem a degradação do mesmo, e também no seguimento do compromisso da Divisão de Turismo da Câmara Municipal de Guimarães em promover a cidade, numa estratégia conjunta de envolvimento de todos os seus operadores turísticos, que a GetGreen promove o cicloturismo.

Cada percurso turístico, disponibiliza atividades complementares ao longo do mesmo, com a possibilidade de o utilizador ser autónomo ou acompanhado por um guia, numa bicicleta normal ou elétrica.

ECO HISTÓRICO

Partindo da Plataforma das Artes e Criatividade, vamos encontrar a Praça do Toural, considerada o coração da cidade. Seguindo pelo centro histórico, Património Cultural da Humanidade em 2001, vamos encontrar a Zona de Couros onde se curtiam e surravam as peles. Sempre pedalando, vamos às Hortas Pedagógicas, uma porção de terra pincelada de tons verdes, e a Cidade Desportiva.

Este percurso de 12 km viaja entre o passado e o presente da cidade.

ECO SPORT

Partindo de Guimarães e passando pelo Parque da Cidade, entramos na ciclovia Guimarães-Fafe. Este trilho era a antiga linha ferroviária, desativada em 1986. Seguimos pelo Centro de Fafe até encontrar a Barragem da Queimadela com a sua elogiada “Praia Acessível – Praia para Todos”. Nas suas águas claras pode praticar-se canoagem. Continuando mais um pouco deparamo-nos com a Aldeia do Pontido, que nos leva a imaginar o chiar dos carros de bois que marcaram os sulcos na calçada. Um percurso inesquecível de 30 km.

ECO ZEN

Partindo de Guimarães tomamos a direção da Pousada de Santa Marinhada Costa, antigo convento fundado pela Rainha D. Mafalda em 1145. Subindo até à montanha da Penha, deparamo-nos com uma luxuriante vegetação, ermidas e penedos onde o sagrado e o profano se cruzam. Há ainda a destacar o Santuário e o ponto mais alto de Guimarães, a Praça PIO IX. Um percurso surpreendente de 18 km.

ECO SPA

Partindo de Guimarães, e percorrendo a margem do Rio Ave, encontramos o parque de campismo das Taipas, o Parque de Lazer e as suas famosas Termas. Esta estância termal dotada de águas terapêuticas e uma gama de cosméticos naturais pode ser uma excelente escolha para relaxar e repor energias. Continuando a pedalar em direção à Citânia de Briteiros, vamos encontrar o Avepark, um Parque de Ciência e Tecnologia. Na Citânia de Briteiros, as suas ruínas arqueológicas são uma prova extraordinária da existência de um povoado primitivo.

Um percurso de 15 km que mergulha na arqueologia esses livros de pedra que nos falam do passado.

Mais informações: getgreen.pt@gmail.com

“Às vezes ouço passar o vento e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”

– Fernando Pessoa

Falta Pedalada à política de Mobilidade

Falta Pedalada à política de Mobilidade

É urgente uma mudança na estratégia de mobilidade da cidade de Braga, tal como o atual executivo defendeu antes de ser eleito. Braga tem-se demonstrado uma cidade mais procurada para viver e mais visitada, o que levou ao aumento do trânsito rodoviário. Por consequência, o ar que respiramos tornou-se mais prejudicial, o nível de ruído aumentou e o tempo em deslocações também. A estação de monitorização de Frei Bartolomeu Mártires, em São Victor, registou valores relativos à qualidade do ar em 2017 superiores àqueles permitidos pela legislação nacional.

Aumentou também o número de pessoas que usam a bicicleta para se deslocarem na cidade. Basta estar atento às estradas em horas de ponta e às ineficientes e ainda insuficientes ciclovias da cidade. Se quisermos ser um pouco mais ambiciosos, podemos também contar muitos mais ciclistas urbanos imaginários em todas aquelas novas ciclovias que foram prometidas e tão bem vistas antes de a coligação ser eleita, e que até agora ainda não viram a luz do dia.

Não adianta pensar numa revolução da mobilidade com obras confusas com medo da mudança. Vejamos a história da cidade em busca de inspiração: o vereador Casais Baptista, mentor da criação da zona pedonal em Braga, foi protagonista de um episódio político que gerou grande controvérsia, desconfiança e oposição por parte dos comerciantes. Terminar com o trânsito rodoviário em algumas ruas da cidade gerou muitas dúvidas e discussões nos comerciantes instalados. No final, a força dos argumentos e as intenções do vereador prevaleceram e a cidade saiu beneficiada.

Em Braga, muitos são aqueles que já perceberam que a bicicleta é a sua melhor opção de mobilidade. Os ciclistas urbanos têm a consciência de que se movem suavemente sem comprometer o pulmão do seu vizinho, sem ocupar espaço desnecessário na estrada e no estacionamento, melhorando a cada pedalada a sua saúde e usufruindo da sensação de liberdade que o passeio de bicicleta proporciona.

A revolução das bicicletas vai-se fazendo, não com a força de vereadores determinados e competentes, mas sobretudo porque a força dos argumentos e as boas intenções alimentam a audácia dos ciclistas.


(Artigo originalmente publicado na edição de 14/04/2018 do Diário do Minho)

Os buracos na estrada

Os buracos na estrada

Eles estão um pouco por todo lado. Umas vezes à mostra, outras vezes disfarçados sob um pequeno lençol de água. Por vezes no meio da estrada, mas muitas outras vezes junto à mesma berma para a qual alguns carros ainda teimam em tentar empurrar os ciclistas. Os buracos na faixa de rodagem são uma das armadilhas mais perigosas e mais frequentes nas nossas ruas, para quem anda de bicicleta.

Não há presidente de junta que não escute diariamente a sua dose de reclamações sobre este tipo de problemas, e estou certo que o departamento competente da Câmara Municipal também recebe a sua dose de desabafos. Mas hoje não venho falar do tempo que demora a tapar este ou aquele buraco, nem sobre os motivos que levam a que depois de tapado ele volte a surgir no mesmo local, ou o piso fique com lomba ou depressão.

Hoje venho somente alertar para a necessidade pragmática de estarmos atentos a eles. Quem conduz um automóvel sabe que tem bons motivos para se desviar. Uma direção desalinhada, uma jante danificada, um pneu descalibrado ou mesmo rebentado, são alguns dos riscos que acarreta uma eventual passagem distraída sobre eles.

Mas para quem anda em duas rodas, de bicicleta ou mesmo de moto, o risco é muito maior. Atravessar por cima de um buraco, mais do que meros danos materiais, pode significar uma queda.

O que fazer, então? Se vamos em cima de uma bicicleta, o primeiro a fazer é estarmos sempre atentos a tudo, incluindo ao estado do piso à nossa frente. É fundamental olhar mais para diante e antecipar este tipo de obstáculos, por forma a evitar a necessidade de uma manobra brusca. Como a maior parte das imperfeições no piso tendem a estar junto às bermas (e também por uma série de outros motivos que ficarão para outra conversa), é recomendável evitar circular encostados à direita. Em vez disso, é preferível e bem mais seguro manter como posição primária de circulação a parte central da via de trânsito (mas não necessariamente da faixa de rodagem!…), o que permite uma maior liberdade de movimentos para contornar esses obstáculos.

Por outro lado, quando vamos de automóvel, se encontrarmos um ciclista à nossa frente, devemos antever esse tipo de imprevistos, abrandar e deixar uma maior distância de segurança que nos permita sempre parar a tempo, mesmo que o ciclista caia de repente. Todos nós aprendemos essa regra no Código da Estrada, mas só nos lembramos realmente dela quando apanhamos um grande susto… o que é pena, pois, quando aplicada, permite evitar acidentes e salvar vidas.


(Artigo originalmente publicado na edição de 31/03/2018 do Diário do Minho)

Andar de bicicleta em Braga

Andar de bicicleta em Braga

Comecei a usar regularmente a bicicleta para as minhas deslocações em Braga e no Porto no início de 2017. As motivações são certamente comuns a outros ciclistas: queria deixar de usar diariamente o carro, poupando combustível, e ter uma maneira muito prática e conveniente de praticar exercício físico, importante para a saúde e bem-estar.

Vivo em Braga e trabalho no Porto, portanto uso a bicicleta todos os dias no caminho de casa até à estação da CP. Esta segue depois comigo no comboio e ao chegar ao Porto faço mais um curto percurso de Campanhã até ao trabalho. Para além deste uso diário, uso-a regularmente para as minhas deslocações dentro da cidade, a menos que vá acompanhado. O estado do tempo não é desculpa. Os dias de sol são sem dúvida os melhores para pedalar mas mesmo com chuva não pego nas chaves do carro.

A experiência praticamente só me tem trazido coisas boas. Com a poupança em combustível e com o menor desgaste do carro, o dinheiro gasto na bicicleta com o equipamento para a chuva ficou recuperado em mais ou menos 9 meses. Para além das vantagens financeiras e de saúde com a atividade física, a bicicleta permitiu-me mudar a experiência da própria viagem: passei da paisagem da variante e do trânsito para o belíssimo centro da cidade de Braga.

A bicicleta tem pouquíssima manutenção: esporádicas trocas de travões, limpeza da corrente e óleo. São apenas estas as pequenas “chatices” que tenho tido. Para quem quiser fazer como eu e passar a usar também a bicicleta, aconselho o equipamento para a chuva, iluminação para a poder usar durante a noite e os cuidados com o trânsito.

É possível perceber que com tantos aspetos positivos, nunca me arrependi da escolha que fiz. Recomendo por isso a todos que deixem mais vezes o carro em casa, abandonem as filas, o stress do trânsito e optem por um veículo que faz bem à saúde, tanto das pessoas como da cidade.


(Artigo originalmente publicado na edição de 17/03/2018 do Diário do Minho)

Rádio Universitária do Minho entrevistou Mário Meireles (inclui áudio)

Rádio Universitária do Minho entrevistou Mário Meireles (inclui áudio)

A Associação Braga Ciclável foi convidada a participar esta terça-feira, dia 13 de março, no Campus Verbal, o programa de grande entrevista da Rádio Universitária do Minho (RUM), conduzido pela jornalista Elsa Moura. A Braga Ciclável esteve representada pelo seu presidente, Mário Meireles, que durante cerca de 40 minutos falou sobre o trabalho desta associação e sobre o uso da bicicleta na cidade de Braga.

Se não acompanhou em direto esta entrevista, pode ainda ouvi-la a qualquer momento em versão podcast, no episódio do dia 13 de março de 2017, disponível no site da RUM – Rádio Universitária do Minho ou, em alternativa, na soundcloud da Braga Ciclável.

Pedalar na primavera

Pedalar na primavera

O mês de março marca o início da primavera que, segundo os astrónomos, este ano terá o seu início exato às 16:00 horas do dia 20. Com a primavera vem a mudança da hora para o horário de verão, os dias mais longos, as temperaturas mais amenas e todo um agradável ambiente de cheiros e cores que são um forte convite às atividades ao ar livre, nomeadamente a uns belos passeios de bicicleta.

Felizmente, ao longo da última década, têm vindo a ser criadas diversas infraestruturas para a prática de atividades ao ar livre, possibilitando novas experiências e momentos de lazer e permitindo às pessoas usufruir do seu território. Exemplo disso são as ciclovias/ecovias criadas como infraestruturas de lazer em diversos concelhos, convidativas à prática de atividade física em contacto com um ambiente natural. No Minho, a oferta é significativa e variada, e são várias as propostas para passear em duas rodas e desfrutar do ambiente primaveril.

Há percursos para todos os gostos. Com extensões mais reduzidas e ideais para quem procura espaços para passeios em família, existem várias opções: a Ecovia do Rio Este em Braga, as ciclovias que em Esposende acompanham o Rio Cávado quer junto à Marginal quer ligando Fão a Fonte Boa e os troços de ciclovia entre Vila Praia de Âncora e Caminha são bons exemplos disso. Todas elas têm percursos com envolventes agradáveis e o facto de terem pisos asfaltados e sem grandes inclinações torna-as adequadas para todas as pernas. Com maiores extensões há outras opções como a Ecopista do Rio Minho, com 20 km de extensão no concelho de Valença, que já foi considerada a quarta melhor via verde da Europa e a Ecopista Guimarães – Fafe que, por entre montes e vales, aproveita a antiga linha ferroviária que unia estes dois concelhos.

Um pouco mais aventureiras, e apenas adequadas para BTT, devido às caraterísticas do piso ou pelos desníveis, são as ecovias de Famalicão à Póvoa de Varzim entre grandes campos de cultivo; a Ecovia do Rio Lima que parte de Viana do Castelo e tem no Troço dos Açudes de Ponte de Lima a Ponte da Barca um lindíssimo percurso ribeirinho. De realce são também as ecovias do concelho dos Arcos de Valdevez, de Ermelo e de Sistelo, que proporcionam fantásticas panorâmicas.

Mais informações podem ser facilmente encontradas em diversos sítios da internet, mas como se vê, há no Minho muito por onde “pedalar pela primavera”.

Como escolher uma bicicleta

Se gostou das sugestões para um passeio, mas ainda não tem bicicleta, há alguns aspetos que deve ter em conta para comprar uma: · Pense: que tipo de utilização lhe vai dar? Simplificando bastante, existem as bicicletas para estrada, urbanas e de BTT. As de BTT são mais versáteis, mas em bons pisos são bem menos confortáveis que as urbanas ou as de estrada. Por outro lado, estas últimas não se dão muito bem em pisos não asfaltados.

  • Compre uma bicicleta adequada ao seu tamanho. Na loja certamente o ajudarão quanto a isso.
  • Se pretender utilizar cestos, alforjes ou cadeiras de crianças, verifique se o quadro da bicicleta o permite.