III Braga Cycle Chic

III Braga Cycle Chic

No próximo dia 16 de setembro, a Associação Braga Ciclável organizará a terceira edição do Braga Cycle Chic. Nos dois anos anteriores, este evento juntou, em cada ano, mais de duas centenas de pessoas a pedalar pelo centro da cidade de Braga, com uma indumentária mais do que adequada para a utilização da bicicleta.

É exatamente neste ponto que se centra o conceito de Cycle Chic. Não tendo subjacente qualquer ideia elitista, este evento pretende contrariar uma visão centrada apenas na vertente desportiva da bicicleta, promovendo a sua utilização diária e mostrando que ela é uma excelente companhia para o dia-a-dia. A origem do Cycle Chic, remete a um blogue de Copenhaga criado em 2007, por Mikael Colville-Andersen, que olha para a bicicleta como um útil instrumento de uso diário.

Esta visão aproxima a bicicleta da ideia utilitária que levou à sua invenção em finais do século XIX, e que, nos nossos dias, se revela como um remédio antigo para problemas novos. Hoje, as cidades albergam mais de metade da população mundial e são responsáveis por mais de 70% das emissões globais de dióxido de carbono para a atmosfera, uma parte significativa associada aos meios de transporte. É então nas cidades, onde deve ser feito o maior esforço no combate às alterações climáticas, nomeadamente com alternativas ao transporte motorizado, como a bicicleta. Não há, por isso, nenhuma razão para que Braga seja exceção.

Ao longo dos últimos anos, a Braga Ciclável tem levado a cabo diversas ações que visam promover a utilização da bicicleta na cidade de Braga. O III Braga Cycle Chic do próximo dia 16 será certamente um agradável convívio que demonstra rá a possibilidade e as vantagens da utilização da bicicleta como meio de transporte diário. O evento será pelas 14h30m, na Praça da República (Arcada), com inscrição gratuita, mas obrigatória (ver página Facebook da Braga Ciclável). É aberto a todos!


(Artigo originalmente publicado na edição de 02/09/2017 do Diário do Minho)

III Braga Cycle Chic

III Braga Cycle Chic

A terceira edição do Braga Cycle Chic, este ano integrada na Semana Europeia da Mobilidade, está agendada para o próximo dia 16 de Setembro. O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, com o apoio do Município de Braga, pretende mostrar como é possível utilizar a bicicleta na cidade, usando roupa do dia-a-dia.

Este ano o evento conta com uma parceria e participação muito especiais. Trata-se do NEE’d for Dance, um projeto de carácter solidário, com a finalidade de estimular e trabalhar competências motoras, cognitivas, comunicativas, afetivas e emocionais, de bebés, crianças, jovens e adultos com necessidades especiais e assim demonstrarem todo o seu potencial à sociedade. Portanto, quem melhor para nos mostrar o longo caminho a percorrer no que respeita a mobilidade inclusiva?

A participação é gratuita, mas poderá fazer um donativo para que o NEE’d for Dance possa continuar a crescer e levar esta oportunidade a cada vez mais pessoas com deficiência. Porque acreditamos que podemos mudar o mundo, pedalada a pedalada, acreditamos também que podemos mudar o mundo ajudando o próximo.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta, pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da Braga Ciclável para celebrar a bicicleta como meio de transporte após cerca de 250 pessoas terem marcado presença na segunda edição. Quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente.

ATENÇÃO:

Inscrição gratuita, mas obrigatória, em: www.eventbrite.pt/e/bilhetes-iii-braga-cycle-chic-36975676243

Ciclovia de Lamaçães tem um novo projeto de reformulação

Ciclovia de Lamaçães tem um novo projeto de reformulação

No passado dia 25 de Agosto de 2017, às 21h30, realizou-se na sede da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões uma sessão informativa sobre um projeto municipal de reformulação da Ciclovia da Variante da Encosta, vulgarmente conhecida como Ciclovia de Lamaçães. A Braga Ciclável esteve presente na assistência, para conhecer os planos, tendo tomado nota de alguns detalhes divulgados sobre o projeto.

Esta sessão foi guiada pelo presidente da União de Freguesias, Dr. João Tinoco, que explicou, perante alguns moradores, comerciantes e utilizadores das ruas a serem intervencionadas, as principais alterações afetas ao projeto. Foram apresentadas plantas do projeto, ficando contudo a faltar a memória descritiva, fundamental para se perceber algumas das opções tomadas e alguns pontos mais dúbios. O Presidente da União de Freguesias mencionou ainda que o projeto, que a Câmara Municipal de Braga lhe fez chegar, foi elaborado pela empresa ALLEN Project Management Consulting Lda.

Em síntese, a ciclovia de Lamaçães será toda reformulada. Pretende-se diminuir os pontos de interseção entre ciclistas e lugares de estacionamento, reformular as rotundas e estender a ciclovia até à Universidade do Minho. Para além disso, o projeto prevê ainda a melhoria das condições pedonais, por forma a ser respeitada a lei das acessibilidades, bem como a introdução de algumas melhorias no que diz respeito às paragens BUS. Serão, para tal, eliminados e reordenados vários lugares de estacionamento.

Nas zonas onde o potencial conflito entre ciclista-peão e ciclista-automobilista é maior, o projeto prevê que a ciclovia seja pintada de cor de tijolo. Nos locais onde a ciclovia está ao nível da estrada, balizada com recurso a armadilhos, não está previsto haver cor na ciclovia, que será assinalada apenas com o pictograma do velocípede.

Armadilhos – O que são?

Os “armadilhos” são assim conhecidos dada a sua semelhança com o animal com o mesmo nome (Armadilho ou tatu, em português) que possui carapaça grossa. São separadores robustos em borracha reciclada com bandas refletoras. Possuem grande resistência mecânica e fazem parte das medidas de segregação “leve”, uma vez que é possível serem transponíveis por um automóvel ou qualquer outro veículo motorizado. A ZICLA, uma empresa de Barcelona, possui três tipos de “armadillos”, a que chamam de sistema ZEBRA, com alturas diferentes: 5 cm, 9 cm e 13 cm. Para além desta infraestrutura possuem ainda o sistema ZIPPER, também ele em borracha reciclada com bandas refletoras.

A Zicla diz que já tem instalado o sistema ZEBRA em 255 km de pistas cicláveis segregadas exclusivas.

Uma das grandes alterações é nas intersecções giratórias, vulgarmente conhecidas como rotundas. Atualmente, nesses locais, a ciclovia está totalmente desprotegida da via automóvel, colocando riscos de segurança e dando azo a que muitos automobilistas estacionem, inclusive, o seu automóvel em cima da ciclovia. Neste projeto está prevista a reformulação de todas as rotundas, passando a ciclovia a estar fisicamente separada com uma zona ajardinada.

Há também duas alterações no que diz respeito aos locais onde atualmente existe estacionamento automóvel junto à ciclovia. Em certas situações, o projeto opta por haver uma troca entre o estacionamento e a ciclovia, passando a ciclovia a estar junto ao passeio. Noutras situações, o estacionamento mantém-se entre o passeio e a ciclovia, mas este passa a ser paralelo à via e é criada uma rua que dá acesso a esse estacionamento, sendo que a ciclovia apenas é atravessada em dois pontos, um de entrada e outro de saída deste “arruamento interno” com estacionamento. Nesta zona o desenho do projeto indica que a ciclovia fica protegida de ambos os lados, ficando assim um canal completamente segregado, mas… entre duas vias.

Na planta do projeto, estão ainda previstos alguns pontos de estacionamento para bicicletas, que substituirão lugares de estacionamento automóvel.

Das questões levantadas de entre as 18 pessoas presentes na sessão, destacaram-se principalmente duas preocupações: por um lado, a perda de lugares de estacionamento automóvel e falta de lugares de cargas e descargas, especialmente na zona envolvente à rotunda do Hotel de Lamaçães; e por outro lado, uma questão mais importante relacionada com a segurança de todos, ou seja, que medidas estavam previstas para reduzir as velocidades de circulação praticadas naquela via.

O presidente da União de Freguesias informou que, relativamente às velocidades de circulação, um dos pedidos que foi feito aos técnicos municipais é que alterassem o projeto para sobrelevarem todas as passadeiras envolventes às rotundas. Apontou ainda a sugestão de instalação de lugares para cargas e descargas, dando nota que essa sugestão passaria a incorporar um documento que será entregue à CMB pela União de Freguesias.

A Braga Ciclável considera ainda que não se justifica que as saídas das rotundas tenham duas vias de trânsito, uma vez que, segundo o Código da Estrada, em nenhuma situação dois veículos podem sair a par de uma rotunda, pois “Se o condutor pretender sair da rotunda por qualquer das outras vias de saída (que não a primeira), deve ocupar a via de trânsito mais à direita após passar a via de saída imediatamente anterior àquela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente desta e mudando de via depois de tomadas as devidas precauções”. Ou seja, só pode sair de uma rotunda um veículo de cada vez em fila indiana. Assim, sugere-se que as saídas das rotundas passem a possuir apenas uma via de trânsito, sendo que mais à frente pode voltar a ter duas vias de trânsito (tal como os manuais holandeses sobre mobilidade ciclável e segurança em rotundas recomendam que deve ser feito).

Foi ainda apresentada a extensão daquela via até à Universidade do Minho.

Entre a Rotunda do McDonalds e a Avenida D.João II o projeto prevê que a ciclovia passe a ser bidirecional. Aqui a estrada perderia o separador central ajardinado e aumentaria a zona de passeio do lado do INL, sendo que a ciclovia bidirecional circularia por aí. A este propósito, é de lembrar que a interseção de ciclovias bidirecionais com vias banalizadas aumenta a possibilidade de conflitos e aumenta o risco de acidente em 13 vezes. Isto porque quando a pessoa circula de bicicleta de forma contrária à natural circulação automóvel, em contramão (não confundir com contra fluxo), então a probabilidade de colisão é maior, cerca de 13 vezes maior.

O acesso entre a rotunda do McDonalds e a universidade está projetado para ser feito sem alteração à faixa de rodagem da “Variante de Gualtar”, por um acesso que está constantemente congestionado e ocupado com estacionamento ilegal e que constitui também um acesso a garagens. Esta opção obriga a um aumento substancial do percurso para os ciclistas, com um desvio em relação àquele que é o caminho mais óbvio, mais curto e mais direto, ou seja, o troço de estrada entre estas duas rotundas. Para além disso, opta-se pela bidirecionalidade da ciclovia, ao invés de se ter uma ciclovia unidirecional de cada lado da Variante de Gualtar.

Ou seja, na solução preconizada na versão do projeto que foi apresentada, não há legibilidade do percurso, que não segue o caminho mais direto, nem o mais confortável, nem o mais seguro, bem pelo contrário. Esperamos, pois, que se opte por uma melhor solução, ao nível da faixa de rodagem, que neste momento tem largura em excesso, o que permitirá tornar a ligação à universidade bem mais legível, confortável, rápida, direta e segura.

Aqui consideramos que o projeto deve ser revisto para que, na Avenida de Gualtar (a avenida situada entre as rotundas da Universidade e do McDonald’s/Meliã, com cerca de 24 metros de perfil), existam duas pistas cicláveis segregadas exclusivas unidirecionais, uma de cada lado, com 1,5 metros de largura cada uma. Para além disso, as rotundas deverão seguir o mesmo desenho que todas as outras já mencionadas, com intervenção a ser feita também nas vias de saída da mesma, tornando-as saídas com apenas uma via de trânsito e com passadeiras sobreelevadas ao nível do passeio.

Uma vez que a Braga Ciclável ainda não tinha conhecimento do projeto agora apresentado nesta sessão informativa, foi solicitado ao Município o acesso ao projeto em formato digital, no sentido de melhor poder analisar e contribuir para o mesmo. Foi-nos posteriormente respondido que o nosso email foi remetido ao Eng. Miguel Mesquita, responsável pelo projeto, pelo que aguardamos o acesso ao mesmo para uma análise mais detalhada e mais global.

Entretanto, o presidente da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, Dr. João Tinoco, teve a gentileza de nos fazer chegar o ficheiro de apresentação utilizado durante a sessão, que pode ser consultado aqui.

Verão em Duas Rodas

Verão em Duas Rodas

Para uma boa parte dos cidadãos, verão é sinónimo de férias, pelas quais se anseia todo o ano… e férias são sinónimo de liberdade, de dias longos (e noites!) de quebrar a rotina, conhecer novas paragens, ter liberdade de horários e de movimentos!Falando em movimentos, recordo umas férias deverão recentes no Algarve, no mês de agosto, em que a opção foi deixar o carro do dia a dia em repouso e usar uma bicicleta de dois lugares. Foi uma opção totalmente acertada! Enquanto víamos as filas de carros a entrar e a sair das praias, circulávamos sem constrangimentos, ao mesmo tempo que sentíamos que estávamos a fazer bem ao nosso organismo e ao ambiente. Víamos os rostos entediados das pessoas dentro dos carros, como se estivessem nas filas de trânsito do dia a dia, o nervosismo do estacionamento, etc. Para isso, já chega o resto do ano.

Que tal chegar ao seu destino de férias e alugar uma bicicleta ou levar a sua? O facto determos bom tempo no verão elimina todos os argumentos usados no inverno para não usar a bicicleta. Aproveite, faça algo diferente este verão: utilize mais vezes a bicicleta. Existem várias possibilidades de aluguer e o facto de ter crianças não o impede de tal, pois as soluções são várias. Que tal deixar o carro do dia a dia em repouso e trocá-lo por uma bicicleta? Talvez o seu carro também precise de férias e o seu organismo de novas sensações! Quer esteja de férias na praia, na montanha, planície ou mesmo cidade, vai gostar seguramente de sentir o sol e a brisa na pele, de uma forma que não sentirá dentro de um carro ou andando a pé. Talvez adquira o gosto e quem sabe, quando regressar a casa, ponderará utilizara bicicleta para outras coisas que nem imaginava antes!

Desafie-se e experimente. Boas férias e boas pedaladas!

DICAS

Tenho uma bicicleta na garagem parada há muito tempo, e agora?

Importante encher os pneus e verificar se há furos ou se o ar simplesmente se evaporou com o passar do tempo. Se tiver furos precisa de uma câmara de ar nova, há em qualquer loja que venda material de ciclismo. Se não quiser fazer o trabalho pode sempre procurar um garagista ou uma loja que lhe faça a revisão à bicicleta. Normalmente não fica muito caro.

Tenho que fazer muito esforço a pedalar com o calor?

Não. As bicicletas convencionais possuem mudanças e nesta altura de calor o ideal é pedalar numa mudança “mais leve”, dimensionando o esforço a fazer. Teste as mudanças, a desmultiplicação que atualmente conseguimos vai surpreendê-lo. Vai conseguir circular por ruas que achava que só com uma elétrica é que conseguiria!

A cidade em redor

A cidade em redor

Há já vários anos que vivo e trabalho no centro da cidade de Braga, onde a mobilidade por bicicleta não é fácil, mas também não é impossível. Embora não haja vias cicláveis e a grande maioria do condutores de automóveis não vejam o ciclista com bons olhos (há em todos os condutores de automovel portugueses uma pressa que eu nunca hei-de entender!), o facto de Braga ser relativamente plana e de a maioria das vias do centro histórico não permitirem uma velocidade excessiva, sempre me deixou reservar o meu automóvel para reais saídas da cidade.

Desde o início deste mês estou a trabalhar a uns míseros 4km do centro histórico e embora gostasse muito de me deslocar de bicicleta, tal não é possivel. Dizia a Comissão Europeia, já em 2000, que “quando as cidades combinam medidas a favor da bicicleta e dos transportes públicos atingem uma redução da taxa de utilização do transporte individual motorizado. Dependendo do nível de congestionamento do meio urbano, a bicicleta é mais rápida dos que o transporte individual motorizado em trajectos de, pelo menos, 5km”. A Avenida do Cávado, que ironicamente foi o ponto de partida para a 6a etapa da Volta a Portugal deste ano, é uma estrada estreita, sem bermas e onde a velocidade automobilística abunda, ignorando as casas, o comércio e os serviços que a ladeiam.

Na mesma zona onde eu trabalho agora, trabalham diariamente centenas de pessoas numa grande superficie comercial. É também a estrada que une os pequenos 7km entre Braga e as margens do magnífico rio Cávado.

Quem pensa a mobilidade das cidades têm de incluir os municipios limitrofes, as zonas residenciais, os suburbios, os pontos de interesse ao redor do centro e não apenas as praças históricas. Circundar a cidade de pistas de velocidade, vias rápidas ou autoestradas, sem criar alternativas para quem se quer deslocar sem poluir e evitando o stress e as pressas, é isolar as populações e continuar a promover a ditadura do carro

Foi bom ver a Avenida do Cávado cheia de bicicletas a semana passada para a Volta a Portugal, só tenho pena que nos restantes dias do ano se vejam tão poucas.


(Artigo originalmente publicado na edição de 19/08/2017 do Diário do Minho)

Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

A Associação Braga Ciclável reuniu esta quarta-feira, dia 16 de agosto, com o candidato do Nós Cidadãos às próximas eleições autárquicas, Armando Caldas, para apresentação de uma proposta relacionada com a mobilidade urbana sustentável para Braga. Estiveram ainda presentes, da parte da candidatura deste partido, Manuela Alves, nº3 da lista candidata à Câmara Municipal, e ainda Pedro Pinheiro Augusto, candidato à Assembleia Municipal de Braga. Trata-se da terceira de uma série de reuniões que a Braga Ciclável pretende realizar, com cada uma das forças políticas que concorrem este ano para a eleição do próximo executivo municipal.

A associação esteve representada por Mário Meireles, Victor Domingos e Helena Gomes (membros da Direção), Luís Tarroso Gomes (membro do Conselho Fiscal) e Filipe Furtado, associado da Braga Ciclável, que entregaram pessoalmente ao candidato Armando Caldas e à sua equipa um breve dossiê com algumas medidas de promoção da utilização da bicicleta e de melhoria da segurança para todos os utentes da via pública. Os utilizadores da bicicleta esperam assim que estas e outras medidas venham a ser incluídas no programa eleitoral deste ano.

As medidas propostas são diversas e vão desde a implementação dos 80 km de rede ciclável, já anteriormente prometidos pela CMB, até à colocação de bicicletários, a sobreelevação de todas as passadeiras para proteção dos peões, a criação de um sistema de bicicletas mecânicas partilhadas, o aumento da frota de bicicletas das forças policiais da cidade, a implementação de programas municipais de incentivo do uso da bicicleta, entre outras.

Uma vez que o dossiê não havia sido entregue previamente, esperamos ainda receber uma resposta oficial da candidatura do Nós Cidadãos após a sua análise mais aprofundada da proposta agora apresentada.No entanto ficou patente, pela conversa decorrente do encontro, que a Mobilidade é um dos eixos prioritários desta candidatura e que as nossas propostas iam ao encontro do que o Nós Cidadãos tem já previsto no seu programa eleitoral.

Entretanto, estão ainda a ser agendadas as reuniões com os candidatos do PS bem como da coligação Juntos por Braga.

Mobilidade Sustentável – o que é e porque é tão importante?

Mobilidade Sustentável – o que é e porque é tão importante?

A expressão “Mobilidade Sustentável” entrou definitivamente no vocabulário corrente da nossa classe política, como forma de exprimir o seu empenho na construção de qualquer coisa moderna e ecológica que a sociedade espera constituir um alicerce para um mundo melhor. Mas, por vezes, há palavras que de tanto repetidas, parecem perder o seu sentido original. O que é afinal a Mobilidade Sustentável e porque é tão importante?

Falar de Mobilidade Sustentável é falar de um uso inteligente, estratégico e eficiente dos diversos modos de transporte, por forma a garantir que, por um lado, aproveitamos ao máximo o seu potencial prático e económico e, por outro lado, o fazemos de modo a conservar os recursos naturais e económicos, e também de forma a promover um tipo de ocupação do espaço público que nos permita fruir da cidade em condições de conforto, saúde e segurança. Ou seja, transportar um maior número de pessoas para os locais necessários, reduzindo os custos das viagens, bem como os decorrentes da construção e manutenção da rede viária, reduzindo a poluição e reduzindo o espaço público alocado para circulação ou estacionamento de veículos.

O que num primeiro olhar parece um paradoxo é, afinal de contas, um objetivo prático e concreto para o qual temos de começar a trabalhar já. Reduzir níveis de ruído, gases e partículas poluentes (que todos os anos nos causam doenças) é uma prioridade. Sem saúde, não há qualidade de vida nem bem-estar. Nem uma economia forte, se isso interessar mais.

Ao mesmo tempo, sabemos que o espaço urbano é limitado. Ocupar as ruas com mais carros, mesmo elétricos, atrofia as zonas residenciais e comerciais e torna-as menos seguras, mais barulhentas e de um modo geral menos aprazíveis.
É por isso tempo de apostar em alternativas, que existem e são do conhecimento geral. Uma boa rede de transportes públicos permite assegurar a deslocação de um grande número de pessoas, sem entupir a cidade de carros (um autocarro substitui facilmente cerca de 40 automóveis e ocupa muito menos espaço). Por outro lado, a bicicleta permite percorrer de forma económica distâncias curtas, até cerca de 5km, e com grande eficiência em termos de tempo, quando comparamos com o automóvel e levamos em consideração custos, estacionamento, etc. Não polui, não faz ruído e ocupa muito menos espaço que um carro.

A implementação de uma Mobilidade Sustentável (inteligente, estratégica, eficiente) à escala de uma cidade como Braga requer coragem política, arrojo intelectual e capacidade de planeamento e execução. Para conseguir o máximo benefício para todos os cidadãos, vai ser necessário levar a cabo medidas que num primeiro momento podem até nem ser populares. Mas não fazer agora esse investimento seria comprometer irremediavelmente uma parte importante do futuro da próxima geração.


(Artigo originalmente publicado na edição de 05/08/2017 do Diário do Minho)

Mais estacionamentos para bicicletas no centro – vote no Orçamento Participativo de São Victor

Mais estacionamentos para bicicletas no centro – vote no Orçamento Participativo de São Victor

O orçamento participativo da Freguesia de São Victor está em fase de votações até esta sexta-feira, dia 28 de julho. Uma das propostas mais interessantes consiste na instalação de bicicletários em vários pontos importantes da freguesia, num total de 83 infraestruturas a serem distribuídas por 16 novas localizações.

A proposta em questão, submetida pelo residente Victor Domingos, é uma das 9 que se encontram em votação. Cada projeto a concurso não pode ultrapassar o valor máximo disponibilizado no OP (2500€). Caso o projeto vencedor não esgote o valor total, o montante restante poderá permitir o apoio a um segundo projeto.

A proposta refere que a freguesia de São Victor possui 7478 lugares de estacionamento na rua para automóveis (dos quais apenas cerca de uma centena são pagos). A esses acrescem ainda os lugares em parques públicos e os lugares que cada prédio disponibiliza nas caves para os seus moradores.

Numa época em que a visão é a de descarbonizar, diminuir o número de automóveis a circular na cidade e aumentar a taxa modal da circulação de bicicletas na cidade até atingir os 10% em 2025 importa começar hoje a criar infraestruturas que respondam a este objetivo.

Assim, propõe-se que até 2025 sejam criados pelo menos 750 novos lugares de estacionamentos para bicicletas (375 infraestruturas). Uma vez que o custo de cada infraestrutura é de cerca de 30€ (Construída e instalada pelo município) propõe-se a instalação, até ao final do presente ano, de pelo menos 83 infraestruturas em U invertido, perfazendo um total de 2490€, estando as mesmas distribuídas da seguinte maneira:

  • 10 à porta do Braga Parque;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento em frente à junta de freguesia de São Victor (do lado da Igreja da Senhora a Branca);
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento em frente à entrada da AAUM (junto à Garagem Amorim);
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da escola Francisco Sanches;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da escola Carlos Amarante;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta das Piscinas Municipais;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do Conservatório de Música Caloust Gulbenkian;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do INL;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Igreja de São Victor;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Igreja de São Victor O Velho;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do Colégio Teresiano;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Pousada da Juventude;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Escola Básica de São Victor;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do Espaço 12;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da AFBraga;
  • 3 à porta do Tribunal Judicial de Braga.
Mapa dos bicicletários disponíveis na Freguesia de São Victor após instalação dos previstos no projeto

Pode votar presencialmente na junta de freguesia ou, em alternativa, poderá votar online no site Minha Freguesia. Também dá para descarregar uma aplicação móvel que permite votar, sendo provavelmente a opção mais prática:

Para votar tem que ser residente em São Victor, e fazer login no site/aplicação com o seu número de Cartão de Cidadão e a sua data de nascimento.

Depois, deverá clicar em Inquéritos.

Selecionar a proposta nº 4.

Deslocar a página e, mais em baixo, clicar em Apoiar.

No final, receberá um aviso que indica que o seu voto foi registado.

Estacionamentos para Bicicletas venceram Orçamento Participativo em S. Lázaro/S.João do Souto

Estacionamentos para Bicicletas venceram Orçamento Participativo em S. Lázaro/S.João do Souto

A proposta referente à instalação de bicicletários venceu o orçamento participativo da União das Freguesias de Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto), cuja votação decorreu no mês de junho. A proposta vencedora na área do Espaço Público prevê a instalação de 32 novos suportes de estacionamento para bicicletas, a serem distribuídos por 7 localizações.

Esta proposta, submetida pelo residente Mário Meireles, foi a única apresentada para a área do Espaço Público, sendo que só por isso já seria uma das vencedoras (de acordo com o regulamento, seria atribuído orçamento a uma proposta de cada uma das 4 áreas temáticas). Ainda assim, esta proposta foi aquela que arrecadou maior número de votos.

A proposta vencedora refere que a união de freguesias de São João do Souto e São Lázaro possui 3355 lugares de estacionamento na rua para automóveis (dos quais apenas 363 são pagos). A estes acrescem ainda os lugares em parques públicos e os lugares que cada prédio disponibiliza nas caves para os seus moradores.

Numa época em que a visão é a de descarbonizar, diminuir o número de automóveis a circular na cidade e aumentar a taxa modal da circulacão de bicicletas na cidade até atingir os 10% em 2025 importa começar hoje a criar infraestruturas que respondam a este objetivo. Assim propõe-se que até 2025 sejam criados pelo menos 336 lugares de estacionamentos para bicicletas (168 infraestruturas) na freguesia.

Tipo de infraestrutura proposto para instalação

Uma vez que o custo de cada infraestrutura é de cerca de 30€ (Construída e instalada pelo município) propõe-se a instalação, até ao final do presente ano, de pelo menos 32 infraestruturas em U invertido, estando as mesmas distribuídas da seguinte maneira:

  • 2 em frente ao Liberty Street Fashion (entrada Av. da liberdade)
  • 5 junto ao Tomi do Posto de Turismo
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento em frente aos CTT na Rua do Raio
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da escola D.Maria II
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da escola Andre Soares
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da escola Alberto Sampaio
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da USF Bracara Augusta (Praça General Humberto Delgado)

Até ao 31 de dezembro de 2017 o projeto terá que ser executado, segundo o regulamento do Orçamento Participativo da União de Freguesias de Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto).

Mapa dos bicicletários disponíveis na União de Freguesia de São José de São Lázaro e São João do Souto após instalação dos previstos no projeto vencedor.