Pedaladas Solidárias 17

Pedaladas Solidárias 17

No próximo dia 23 de dezembro, o Fundo Social do Município de Braga e a Associação de Cicloturismo do Minho organizam as Pedaladas 17, um evento que conta com o apoio do Município de Braga bem como da Associação Braga Ciclável.

O evento, de carácter solidário, tem o seu arranque previsto para as 09:30 no Largo do Pópulo (Praça Conde de Agrolongo). O evento é gratuito, sendo que os participantes devem levar bens alimentares não perecíveis que serão doados ao Banco Solidário de Braga e que, posteriormente, reverterão a favor de famílias carenciadas do Concelho de Braga.

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As bicicletas e o clima

As bicicletas e o clima

Atualmente a temperatura média do nosso planeta está cerca de 1,3°C acima da temperatura média na era pré-industrial. Parecerá coisa pouca, mas se pensarmos que 2017 se assistiu, só em Portugal, a uma das maiores secas de que há registos e a recordes máximos de temperaturas e mínimos de humidade que estiveram na origem de trágicos incêndios que causaram mais de 100 mortos, os números deixam de ser só números. Cientes deste problema, 169 países e a União Europeia (UE) assinaram e ratificaram o Acordo de Paris, comprometendo-se a um aumento máximo da temperatura média de 2,0°C em relação a 1880.

É praticamente consensual que a origem do aquecimento global está na emissão humana dos designados gases de efeito de estufa (GEE). Para essas emissões os transportes são um dos principais contribuidores. Estima-se que em toda a UE metade das viagens de automóvel são para distâncias inferiores a cerca de 5km, algo que poderá ser percorrido de bicicleta em cerca de 20 minutos. Será então a bicicleta um possível instrumento ativo no combate ao aquecimento global?

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A primeira

A primeira

Tinha oito anos e já não acreditava no Pai Natal. Ou nunca acreditei.

Defensores do reconhecimento do trabalho árduo, os meus pais nunca permitiram que um velho gordo, vestido de vermelho e com barbas brancas, ficasse com o mérito de meses de esforço a amealhar o possível para, no dia 24 de dezembro, orgulhosamente entregarem à filha aquele embrulho especial.

Tinha oito anos e não havia embrulho. Estava à vista. Era azul e branca, mais branca do que azul. Era a minha primeira bicicleta. Uma BMX. “Bicicleta de rapaz”, ouvi alguém dizer. Mas eu não queria saber de que cor era ou se um rapaz a queria. Tinha rodas, estava ali e era minha! “Só podes tocar-lhe à meia-noite”, disseram, numa espécie de teste de tortura, e a ansiedade crescia.

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Mitos sobre a utilização da bicicleta

Mitos sobre a utilização da bicicleta

Dizia-me há dias uma amiga, que começou a utilizar a bicicleta no dia-a-dia, estar totalmente perdida relativamente a implicações que, para quem usa a bicicleta com frequência são aparentemente simples e quase básicas, mas na verdade não o são e são de extrema importância.

Dizia-me então que usar a bicicleta implica tantos apetrechos que quase perde a vontade de pedalar! Capacete, roupa e colete refletor,… Sim, efetivamente há equipamentos indispensáveis a uma utilização segura da bicicleta. Mas tal não se aplica a estes dois em concreto que não são, de todo, obrigatórios. Na verdade, ambos pouca diferença fazem para a segurança de quem os usa. Não deixando de ser critério de quem os escolhe usar ou não, é sabido que em países onde a utilização dos mesmos é obrigatória não se verificam danos menores quando comparados com países onde não é obrigatório.

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Como estão as luzes da sua bicicleta?

Como estão as luzes da sua bicicleta?

Com a chegada do Outono e a recente mudança para a hora de Inverno, deparamo-nos novamente com os dias mais curtos e a noite a chegar cada vez mais cedo. O que nos leva a reiterar o nosso conselho já habitual: por favor, usem sempre luzes e refletores nas vossas bicicletas, para vossa segurança e para segurança de todos!

A lei obriga a usar luzes à noite e em condições de pouca visibilidade, mas nestas coisas não é por obrigação legal que precisamos de agir – é mesmo para salvar a nossa pele. Andar de bicicleta sem luzes à noite ou de madrugada é um comportamento de risco, cujas consequências podem ser gravíssimas. As luzes da bicicleta, mesmo que não sirvam para iluminar o caminho, servem para sermos vistos no trânsito pelos outros condutores e, deste modo, prevenir acidentes.
E vale a pena lembrar que, mesmo que não tencione circular de noite, poderá surgir um imprevisto que obrigue a viajar a uma hora mais tardia ou com céu encoberto. As luzes e os refletores, juntamente com uma condução sempre atenta e defensiva, serão as suas melhores medidas de segurança.

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O design adiado

O design adiado

As cidades de hoje, se alguma vez quiserem ser cidades do futuro, têm de se desenhar de uma forma inteligente e ponderada. Braga, nos anos 80 e 90 fez exatamente o contrário e, até à data, ainda não se conseguiu reverter esse desígnio de cimento e tráfego. Há erros gravíssimos de design na nossa cidade que a levam ao terceiro lugar no que toca a cidades poluídas em Portugal – uma rodovia que se comporta como uma autoestrada, uma circular que deveria ser externa e que divide a cidade em dois, túneis que trazem o trânsito pesado ao centro da cidade -, estruturas que não podem ser demolidas de um dia para o outro, mas isso não pode servir de desculpa para a inércia e é isso que temos visto no que toca a Braga – um rol de boas intenções e bonitas promessas e muito pouco chegou às ruas da cidade.

Uma das primeiras regras do bom design é a identificação do problema e não me parece que o atual executivo olhe para o trânsito de Braga como um problema a resolver. Nos últimos anos fizeram-se estudos em cima de estudos, planos e reuniões, experiências pontuais nas semanas da mobilidade, mas, em quatro anos, vimos muito pouca ação. Se a primeira regra do design é a identificação do problema, a segunda, e mais importante, é a resolução do mesmo e a esse nível, as questões de tráfego em Braga em 2013 são exatamente as mesmas em 2017. Ainda temos, como em 2013, uma rede ciclável inexistente, os mesmos raros pontos de estacionamento de bicicletas, engarrafamentos às portas de todas as escolas, alta velocidade automobilística no centro da cidade, estacionamento caótico e uma rede de transportes públicos ineficiente. Tudo na mesma e longe daquilo que seria uma Braga do futuro.

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Os ciclistas na área pedonal

Os ciclistas na área pedonal

A área pedonal existente no centro histórico de Braga foi aumentando ao longos dos últimos 20 anos sem nunca se pensar a sua mobilidade interna e de proximidade. Na ausência de transportes públicos a atravessá-la, temos de deslocar-nos a pé. O que, dada a sua extensão, não é tarefa fácil em caso de pressa ou de se tratar de um utilizador com mobilidade reduzida. A bicicleta é, por isso, uma excelente alternativa de circulação na área pedonal porque permite uma deslocação rápida e porta a porta.

A área pedonal é também uma via incontornável da cidade para quem a atravessa, principalmente no eixo Gualtar-Maximinos. Não só é a via mais direta, como é também a mais segura e a mais agradável (a alternativa será a perigosa rodovia a sul ou a norte). E há certamente uma vantagem para todos nós: grande partes destes ciclistas que atravessam a cidade representam menos um carro poluente a circular. E devemos estar agradecidos a quem, de forma intencional ou não, ao deixar o carro em casa contribui para uma cidade mais saudável.

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Um exemplo do que não fazer – A Rua Nova de Santa Cruz

Um exemplo do que não fazer – A Rua Nova de Santa Cruz

No dia 9 de janeiro de 2017 começava uma intervenção na Rua Nova de Santa Cruz que tinha como prazo de execução 9 meses. Foi apresentada como um projeto exemplo para o futuro da mobilidade. Diziam os técnicos na apresentação que, teríamos “passeios mais largos, estacionamento automóvel, dois sentidos de transportes públicos e uma ciclovia”. Isto levou a uma pergunta da plateia: “Qual vai ser o milagre?”. O milagre não existiu, e a obra prejudicou a mobilidade sustentável. Vejamos:

– Os passeios não ficaram mais largos. Há situações em que ficaram mais estreitos. As lajes de granito foram substituídas por um conjunto colorido de cubos, com preponderância para o vermelho. Espera-se ainda pelos mecos que evitem que os automobilistas se apoderem do passeio.

– Criaram-se 15 lugares de estacionamento automóvel no espaço público e para isso retiraram-se os autocarros (ou pelo menos um dos sentidos) e os táxis. Isto vai contra a política de uma mobilidade mais sustentável defendida pela Câmara Municipal de Braga e contra a própria Visão do Presidente da Câmara para a Mobilidade, que pretende dar prioridade a peões, ciclistas e transportes públicos.

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Estudantes da Wageningen University & Research apresentam relatório sobre mobilidade ciclável

Estudantes da Wageningen University & Research apresentam relatório sobre mobilidade ciclável

Um grupo de estudantes da Wageningen University & Research, uma universidade pública Holandesa, está em Braga desde o passado dia 25 de setembro para elaborarem um relatório sobre a mobilidade ciclável no Distrito de Braga, a convite da Quercus – Braga. Uma parte desse grupo fez a sua pesquisa na zona urbana da cidade de Braga, tendo para isso reunido com diversos stakeholders (partes interessadas). A Braga Ciclável reuniu com o grupo no passado dia 26 de setembro no Hotel Basic Braga by Axis.

Para além dos encontros e das entrevistas na rua efetuadas pelo grupo, foi proposto, pela Braga Ciclável, um passeio pela cidade. Assim a Braga Ciclável, em conjunto com a Go By Bike que amavelmente cedeu as bicicletas, fez uma visita ao terreno para mostrar as infraestruturas existentes, as que estão a ser construídas e os principais constrangimentos que existem para quem usa a bicicleta no dia a dia.

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