Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

A Associação Braga Ciclável reuniu esta quarta-feira, dia 16 de agosto, com o candidato do Nós Cidadãos às próximas eleições autárquicas, Armando Caldas, para apresentação de uma proposta relacionada com a mobilidade urbana sustentável para Braga. Estiveram ainda presentes, da parte da candidatura deste partido, Manuela Alves, nº3 da lista candidata à Câmara Municipal, e ainda Pedro Pinheiro Augusto, candidato à Assembleia Municipal de Braga. Trata-se da terceira de uma série de reuniões que a Braga Ciclável pretende realizar, com cada uma das forças políticas que concorrem este ano para a eleição do próximo executivo municipal.

A associação esteve representada por Mário Meireles, Victor Domingos e Helena Gomes (membros da Direção), Luís Tarroso Gomes (membro do Conselho Fiscal) e Filipe Furtado, associado da Braga Ciclável, que entregaram pessoalmente ao candidato Armando Caldas e à sua equipa um breve dossiê com algumas medidas de promoção da utilização da bicicleta e de melhoria da segurança para todos os utentes da via pública. Os utilizadores da bicicleta esperam assim que estas e outras medidas venham a ser incluídas no programa eleitoral deste ano.

As medidas propostas são diversas e vão desde a implementação dos 80 km de rede ciclável, já anteriormente prometidos pela CMB, até à colocação de bicicletários, a sobreelevação de todas as passadeiras para proteção dos peões, a criação de um sistema de bicicletas mecânicas partilhadas, o aumento da frota de bicicletas das forças policiais da cidade, a implementação de programas municipais de incentivo do uso da bicicleta, entre outras.

Uma vez que o dossiê não havia sido entregue previamente, esperamos ainda receber uma resposta oficial da candidatura do Nós Cidadãos após a sua análise mais aprofundada da proposta agora apresentada.No entanto ficou patente, pela conversa decorrente do encontro, que a Mobilidade é um dos eixos prioritários desta candidatura e que as nossas propostas iam ao encontro do que o Nós Cidadãos tem já previsto no seu programa eleitoral.

Entretanto, estão ainda a ser agendadas as reuniões com os candidatos do PS bem como da coligação Juntos por Braga.

Mobilidade Sustentável – o que é e porque é tão importante?

Mobilidade Sustentável – o que é e porque é tão importante?

A expressão “Mobilidade Sustentável” entrou definitivamente no vocabulário corrente da nossa classe política, como forma de exprimir o seu empenho na construção de qualquer coisa moderna e ecológica que a sociedade espera constituir um alicerce para um mundo melhor. Mas, por vezes, há palavras que de tanto repetidas, parecem perder o seu sentido original. O que é afinal a Mobilidade Sustentável e porque é tão importante?

Falar de Mobilidade Sustentável é falar de um uso inteligente, estratégico e eficiente dos diversos modos de transporte, por forma a garantir que, por um lado, aproveitamos ao máximo o seu potencial prático e económico e, por outro lado, o fazemos de modo a conservar os recursos naturais e económicos, e também de forma a promover um tipo de ocupação do espaço público que nos permita fruir da cidade em condições de conforto, saúde e segurança. Ou seja, transportar um maior número de pessoas para os locais necessários, reduzindo os custos das viagens, bem como os decorrentes da construção e manutenção da rede viária, reduzindo a poluição e reduzindo o espaço público alocado para circulação ou estacionamento de veículos.

O que num primeiro olhar parece um paradoxo é, afinal de contas, um objetivo prático e concreto para o qual temos de começar a trabalhar já. Reduzir níveis de ruído, gases e partículas poluentes (que todos os anos nos causam doenças) é uma prioridade. Sem saúde, não há qualidade de vida nem bem-estar. Nem uma economia forte, se isso interessar mais.

Ao mesmo tempo, sabemos que o espaço urbano é limitado. Ocupar as ruas com mais carros, mesmo elétricos, atrofia as zonas residenciais e comerciais e torna-as menos seguras, mais barulhentas e de um modo geral menos aprazíveis.
É por isso tempo de apostar em alternativas, que existem e são do conhecimento geral. Uma boa rede de transportes públicos permite assegurar a deslocação de um grande número de pessoas, sem entupir a cidade de carros (um autocarro substitui facilmente cerca de 40 automóveis e ocupa muito menos espaço). Por outro lado, a bicicleta permite percorrer de forma económica distâncias curtas, até cerca de 5km, e com grande eficiência em termos de tempo, quando comparamos com o automóvel e levamos em consideração custos, estacionamento, etc. Não polui, não faz ruído e ocupa muito menos espaço que um carro.

A implementação de uma Mobilidade Sustentável (inteligente, estratégica, eficiente) à escala de uma cidade como Braga requer coragem política, arrojo intelectual e capacidade de planeamento e execução. Para conseguir o máximo benefício para todos os cidadãos, vai ser necessário levar a cabo medidas que num primeiro momento podem até nem ser populares. Mas não fazer agora esse investimento seria comprometer irremediavelmente uma parte importante do futuro da próxima geração.


(Artigo originalmente publicado na edição de 05/08/2017 do Diário do Minho)

Mais estacionamentos para bicicletas no centro – vote no Orçamento Participativo de São Victor

Mais estacionamentos para bicicletas no centro – vote no Orçamento Participativo de São Victor

O orçamento participativo da Freguesia de São Victor está em fase de votações até esta sexta-feira, dia 28 de julho. Uma das propostas mais interessantes consiste na instalação de bicicletários em vários pontos importantes da freguesia, num total de 83 infraestruturas a serem distribuídas por 16 novas localizações.

A proposta em questão, submetida pelo residente Victor Domingos, é uma das 9 que se encontram em votação. Cada projeto a concurso não pode ultrapassar o valor máximo disponibilizado no OP (2500€). Caso o projeto vencedor não esgote o valor total, o montante restante poderá permitir o apoio a um segundo projeto.

A proposta refere que a freguesia de São Victor possui 7478 lugares de estacionamento na rua para automóveis (dos quais apenas cerca de uma centena são pagos). A esses acrescem ainda os lugares em parques públicos e os lugares que cada prédio disponibiliza nas caves para os seus moradores.

Numa época em que a visão é a de descarbonizar, diminuir o número de automóveis a circular na cidade e aumentar a taxa modal da circulação de bicicletas na cidade até atingir os 10% em 2025 importa começar hoje a criar infraestruturas que respondam a este objetivo.

Assim, propõe-se que até 2025 sejam criados pelo menos 750 novos lugares de estacionamentos para bicicletas (375 infraestruturas). Uma vez que o custo de cada infraestrutura é de cerca de 30€ (Construída e instalada pelo município) propõe-se a instalação, até ao final do presente ano, de pelo menos 83 infraestruturas em U invertido, perfazendo um total de 2490€, estando as mesmas distribuídas da seguinte maneira:

  • 10 à porta do Braga Parque;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento em frente à junta de freguesia de São Victor (do lado da Igreja da Senhora a Branca);
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento em frente à entrada da AAUM (junto à Garagem Amorim);
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da escola Francisco Sanches;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da escola Carlos Amarante;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta das Piscinas Municipais;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do Conservatório de Música Caloust Gulbenkian;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do INL;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Igreja de São Victor;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Igreja de São Victor O Velho;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do Colégio Teresiano;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Pousada da Juventude;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Escola Básica de São Victor;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do Espaço 12;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da AFBraga;
  • 3 à porta do Tribunal Judicial de Braga.
Mapa dos bicicletários disponíveis na Freguesia de São Victor após instalação dos previstos no projeto

Pode votar presencialmente na junta de freguesia ou, em alternativa, poderá votar online no site Minha Freguesia. Também dá para descarregar uma aplicação móvel que permite votar, sendo provavelmente a opção mais prática:

Para votar tem que ser residente em São Victor, e fazer login no site/aplicação com o seu número de Cartão de Cidadão e a sua data de nascimento.

Depois, deverá clicar em Inquéritos.

Selecionar a proposta nº 4.

Deslocar a página e, mais em baixo, clicar em Apoiar.

No final, receberá um aviso que indica que o seu voto foi registado.

Estacionamentos para Bicicletas venceram Orçamento Participativo em S. Lázaro/S.João do Souto

Estacionamentos para Bicicletas venceram Orçamento Participativo em S. Lázaro/S.João do Souto

A proposta referente à instalação de bicicletários venceu o orçamento participativo da União das Freguesias de Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto), cuja votação decorreu no mês de junho. A proposta vencedora na área do Espaço Público prevê a instalação de 32 novos suportes de estacionamento para bicicletas, a serem distribuídos por 7 localizações.

Esta proposta, submetida pelo residente Mário Meireles, foi a única apresentada para a área do Espaço Público, sendo que só por isso já seria uma das vencedoras (de acordo com o regulamento, seria atribuído orçamento a uma proposta de cada uma das 4 áreas temáticas). Ainda assim, esta proposta foi aquela que arrecadou maior número de votos.

A proposta vencedora refere que a união de freguesias de São João do Souto e São Lázaro possui 3355 lugares de estacionamento na rua para automóveis (dos quais apenas 363 são pagos). A estes acrescem ainda os lugares em parques públicos e os lugares que cada prédio disponibiliza nas caves para os seus moradores.

Numa época em que a visão é a de descarbonizar, diminuir o número de automóveis a circular na cidade e aumentar a taxa modal da circulacão de bicicletas na cidade até atingir os 10% em 2025 importa começar hoje a criar infraestruturas que respondam a este objetivo. Assim propõe-se que até 2025 sejam criados pelo menos 336 lugares de estacionamentos para bicicletas (168 infraestruturas) na freguesia.

Tipo de infraestrutura proposto para instalação

Uma vez que o custo de cada infraestrutura é de cerca de 30€ (Construída e instalada pelo município) propõe-se a instalação, até ao final do presente ano, de pelo menos 32 infraestruturas em U invertido, estando as mesmas distribuídas da seguinte maneira:

  • 2 em frente ao Liberty Street Fashion (entrada Av. da liberdade)
  • 5 junto ao Tomi do Posto de Turismo
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento em frente aos CTT na Rua do Raio
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da escola D.Maria II
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da escola Andre Soares
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da escola Alberto Sampaio
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da USF Bracara Augusta (Praça General Humberto Delgado)

Até ao 31 de dezembro de 2017 o projeto terá que ser executado, segundo o regulamento do Orçamento Participativo da União de Freguesias de Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto).

Mapa dos bicicletários disponíveis na União de Freguesia de São José de São Lázaro e São João do Souto após instalação dos previstos no projeto vencedor.

III Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar pela mobilidade inclusiva no dia 16 de Setembro

III Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar pela mobilidade inclusiva no dia 16 de Setembro

A III edição do Braga Cycle Chic, integrada na semana da mobilidade, promovida pela Câmara Municipal de Braga, está agendada para o dia 16 de Setembro, pelas 14h30, na Praça da República. O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, pretende mostrar que é “possível pedalar na cidade usando roupa do dia-a-dia”.

Este ano o evento conta com uma parceria e participação muito especiais. O NEE’d for Dance, é um projeto de carácter solidário, com a finalidade de estimular e trabalhar competências motoras, cognitivas, comunicativas, afetivas e emocionais, de bebés, crianças, jovens e adultos com necessidades especiais e assim demonstrarem todo o seu potencial à sociedade. Portanto, quem melhor para nos mostrar o caminho longo a percorrer no que respeita a mobilidade inclusiva?

A participação é gratuita, mas poderá fazer um donativo para que o NEE’d for Dance possa continuar a crescer e levar esta oportunidade a cada vez mais pessoas com deficiência. Porque acreditamos que podemos mudar o mundo, pedalada a pedalada, acreditamos também que podemos mudar o mundo ajudando o próximo.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da Associação para celebrar a bicicleta como meio de transporte, após cerca de 250 pessoas terem marcado presença na segunda edição. Para quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente.

A Associação Braga Ciclável assume-se como uma associação de defesa da mobilidade em bicicleta. Tem como objetivo melhorar as condições para o uso da bicicleta como meio de transporte, de forma correta, regrada e consciente, tendo sempre presente todos os benefícios para a saúde, a economia, o ambiente e a sustentabilidade da cidade.


(Artigo originalmente publicado na edição de 22/07/2017 do Diário do Minho)

Uma sala de cristal

Uma sala de cristal

Podemos dizer que as cidades só são cidades porque têm pessoas, e também que as cidades foram construídas para as pessoas. O que muitas vezes nos escapa é a fragilidade das cidades, que está em tudo associada à fragilidade das pessoas. O ser humano é extremamente frágil, tal como um cristal é frágil. Não é preciso muito para se partir uma peça de cristal, e também não é preciso muito para que uma pessoa fique ferida.

Associado à cidade, e às pessoas da cidade, está o stress e a azáfama das rotinas diárias. Com isso perdem-se outras perceções, sendo uma delas a da fragilidade de todo este ambiente urbano. Podemos dizer que quando andamos numa cidade é como andarmos numa sala de cristal, e aí os cuidados têm que ser redobrados. Há quem se desloque na cidade a pé, de cadeira de rodas, de bicicleta, de skate, de patins, de trotinete, de segway, de cavalo, de trator, de tuktuk, de transporte público ligeiro (táxis) ou pesado (autocarros), de camião, ou qualquer outra forma de locomoção.

Apesar de as pessoas se deslocarem de diversas formas, e cada vez mais utilizarem uma combinação de diferentes meios de deslocação, é importante que se comece a tomar consciência da fragilidade de todo o meio urbano e defender os mais frágeis desta “sala de cristal” que é a cidade. Isto tudo porque as pessoas se preocupam mais com um “gato” que anda na “sala de cristal”, quando estão “elefantes” a circular nessa “sala” e a partir todos os “cristais”. É assim que, sem darmos por ela, são as nossas cidades.

O “gato” representa as pessoas que utilizam meios de locomoção mais frágeis (andar a pé, de cadeira de rodas, de bicicleta, de skate, de patins, de trotinete, de segway, de cavalo), enquanto que os elefantes representam os veículos que matam/ferem as pessoas, que são, na maioria dos casos, os automóveis.

E esta agressão é tratada de forma apática, como se fosse algo natural de acontecer, sem que se atribuam responsabilidades a quem produz dano. O problema é que muitas vezes conduzimos uma arma com uma tonelada sem darmos por ela, e o nosso comportamento é transformado quando estamos dentro dessa arma, que é uma caixa de 5 por 2 metros, acabando por perder a noção da capacidade mortal da mesma. É por causa desta perda de noção que é importante que a cidade esteja desenhada para proteger os mais frágeis. Não basta colocar autocolantes a dizer “Cuidado, Frágil”, ou “Smileys tristes” por se ir a uma velocidade excessiva, é mesmo preciso parar estes “elefantes”. Alguns dos que comandam os “elefantes” ganharão consciência e passarão a ter mais atenção, mas é necessário, efetivamente, travar os “elefantes” dentro da sala de cristal, e focar a atenção neles, pois só assim a “sala de cristal” continuará a ter “cristais”, só assim as pessoas irão aproveitar as vantagens, os benefícios e os prazeres das cidades, com a população a apropriar-se das cidades.


(Artigo originalmente publicado na edição de 08/07/2017 do Diário do Minho)

Começar a usar a bicicleta no dia a dia

Começar a usar a bicicleta no dia a dia

Usar a bicicleta como meio de transporte tem muitas vantagens para nós e para os que nos rodeiam. Mas… o que é preciso para começar a deixar o carro em casa e passar a utilizar a bicicleta?

1. Uma bicicleta

Provavelmente, até já tem uma bicicleta algures na sua casa. Se não tem avarias, se anda e trava, então serve! Até pode ter um pouco de ferrugem aqui e ali, desde que o quadro e os principais componentes estejam intactos. E nada como uma bicicleta antiga para reviver velhas aventuras. Talvez precise de uma limpeza ou afinação, mas não tem problema: mesmo que não o saiba fazer basta levá-la a uma oficina de bicicletas e o mecânico tratará de a deixar pronta para as suas viagens.

Mas se ainda não tem bicicleta, então o melhor mesmo é comprar uma. Não tem de ser um modelo caro, mas convém que tenha alguma qualidade. Os preços mais altos encontram-se em bicicletas de competição, que poucas vantagens trazem para quem quer um veículo utilitário. Verifique os modelos existentes e que tipo de acessórios trazem. Há marcas que parecem baratas, mas não incluem alguns extras úteis ou mesmo imprescindíveis, como por exemplo um bom conjunto de luzes ou os guarda-lamas.

2. Luzes e refletores

São obrigatórios e absolutamente necessários para quem faz as suas deslocações diárias de bicicleta. Mesmo que não tencione circular de noite, poderá surgir um imprevisto que obrigue a viajar a uma hora mais tardia ou com céu encoberto. As luzes e os refletores, juntamente com uma condução sempre atenta e defensiva, serão as suas melhores medidas de segurança.

Deverá ter dois refletores em cada roda, mais um refletor branco à frente e um vermelho atrás. Deve ter ainda uma luz branca (fixa) à frente e uma luz vermelha (também preferencialmente fixa) atrás. Podem ser a pilhas ou de dínamo, o importante é que funcionem bem e ajudem a ver e ser visto(a).

3. Cesto, grade e/ou alforges

Quando começar a usar a bicicleta, certamente quererá transportar alguns objetos na bicicleta: uma peça de roupa, um poncho ou fato impermeável, um computador portátil, alguns livros, o almoço ou o lanche, algumas compras da mercearia, etc. Ainda que uma simples mochila permita remediar, a verdade é que é muito mais confortável se a bagagem não pesar nas nossas costas, mas sim nas da bicicleta. Suamos menos e conseguimos levar muitas mais coisas na bicicleta, sem complicações. Por isso, vale a pena escolher uma bicicleta que tenha cesto ou grade bagageira e alforges, ou então equipá-la com esses acessórios, que atualmente estão à venda em qualquer loja de bicicletas.

OUTROS EXTRAS

Algo que não pode faltar é um bom cadeado para prender a bicicleta enquanto for tratar dos seus assuntos. Há vários modelos, mas os mais seguros costumam ser aqueles em forma de U.

Também pode ser útil uma bomba de ar e um conjunto de ferramentas para apertar algum parafuso.

Finalmente, guarda-lamas e protetores de corrente evitam que a lama e o óleo sujem a nossa roupa. Se a sua bicicleta não tiver esses acessórios, um mecânico poderá instalá-los.

Orçamento Participativo de Braga 2018

Orçamento Participativo de Braga 2018

Na sequência da recolha e avaliação de 68 propostas que a Câmara Municipal de Braga recebeu para o Orçamento Participativo de 2016, encontra-se a decorrer neste momento a 1ª fase de votação das 54 propostas que foram aprovadas. Este ano a votação é novamente feita em duas fases, sendo que nesta primeira votação cada participante deve votar num projeto por categoria, perfazendo um total de 6 votos por pessoa.

Das ideias apresentadas pelos cidadãos, foi aprovado um total de 54 projetos, que estão agora a ser sujeitos a votação pública, através do site do Orçamento Participativo. Os referidos projetos estão divididos em várias áreas, tendo sido selecionadas este ano apenas 3 propostas da área de “Trânsito, Mobilidade, Acessibilidades e Segurança Rodoviária” e, pela primeira vez, nenhuma delas está relacionada com a melhoria de condições para o uso da bicicleta.

De referir que, da análise do relatório, constatamos que as propostas “OP18/PROP0007 – Via para ciclistas na Avenida 31 de Janeiro” e “OP18/PROP0061 – Pistas cicláveis nas Avenidas 31 de Janeiro e Porfírio da Silva” (ambas referentes a uma temática que por dois anos consecutivos obteve a votação mais elevada na categoria da Mobilidade e Trânsito), foram este ano consideradas “não elegíveis”. A justificação apresentada no relatório para não aceitar a inclusão destas propostas no orçamento participativo deste ano é que “a CMB tem já um projecto de intervenção para a zona indicada”. Igual situação ocorre com a proposta “OP18/PROP0020 – Prolongamento da via ciclável até Ferreiros”, que foi recusada pelo município com igual justificação.

A confirmar-se, serão certamente boas notícias, já que veremos finalmente implementada a importante ligação entre o centro e a ciclovia do rio Este, e o prolongamento desta até uma importante área industrial da cidade, onde faz todo o sentido criar melhores acessos para quem pretende deslocar-se de bicicleta. Mas faria todo o sentido, a nosso ver, que a Câmara Municipal de Braga tornasse desde já público os projetos que tem em curso para as avenidas 31 de Janeiro e Porfírio da Silva e para a via ciclável do rio Este, por forma a desfazer eventuais dúvidas sobre a transparência e a credibilidade do Orçamento Participativo. (mais…)

E se o parque de estacionamento da Câmara deixasse de fazer falta?

E se o parque de estacionamento da Câmara deixasse de fazer falta?

Há dias um vereador anunciou a disponibilização para teste de uma bicicleta elétrica aos trabalhadores municipais. A iniciativa é muito interessante mas com a configuração atual é muito pouco eficaz. Basta fazermos as contas: se o empréstimo a cada trabalhador for pelo período de uma semana, sabendo que há mais de 2500 trabalhadores, demoraremos 5 décadas a contemplar todos!

É pena que mais uma medida de promoção do uso da bicicleta seja implementada de forma tão tímida. Faz infelizmente lembrar a disponibilização de estacionamentos temporários pelo centro da cidade através da colocação de vedações amovíveis. Tinha um bom propósito mas, além de inconsequente, foi mal executada ao ponto de a descredibilizar.

Numa cidade atulhada de veículos poluentes e com décadas de atraso nas políticas de mobilidade, numa altura em que começamos a sofrer seriamente os efeitos das alterações climáticas, são necessárias medidas mais energéticas, consistentes e em crescendo. O que está em causa, não tenhamos dúvidas, é a qualidade de vida que vamos deixar aos nossos filhos e aos deles. Não se trata de eliminar os carros, mas de reduzir o seu uso ao francamente indispensável.

As bicicletas elétricas são uma extraordinária oportunidade de reduzirmos a poluição sem grande esforço. Quem nunca utilizou uma, recomendo que experimente. De imediato vai perceber as inúmeras vantagens de combinar a versatilidade da bicicleta com um pequeno motor na roda que reduz substancialmente o esforço a pedalar. E, até distâncias de 5Km, qualquer bicicleta é o transporte que nos leva mais rápido de um ponto a outro.

Mas disponibilizar bicicleta(s), por si só, não vai resolver o problema. É preciso implementar diversas outras medidas simultâneas, seja promovendo o uso da bicicleta, seja dando incentivos claros aos trabalhadores que a utilizem, penalizando os que optam sem razão pelo carro. Ao mesmo tempo, os políticos têm de ser os primeiros dar o exemplo. Muitos dos atuais eleitos, assessores e gestores municipais vivem a menos de 5Km. Têm todas as condições para se deslocarem de bicicleta para o trabalho. Nem que para já fosse apenas às sextas-feiras, como se faz noutras cidades.

Assim, a meta da Câmara poderia ser a de reduzir todos os seus parques de estacionamento para metade, eliminando um lugar por cada trabalhador que passe a deslocar-se de bicicleta.


(Artigo originalmente publicado na edição de 24/06/2017 do Diário do Minho)