Carro versus bicicleta

Carro versus bicicleta

Lia estes dias que são feitos quase 600 créditos por dia para comprar carro em Portugal e que, para além deste aumento (mais do triplo do registado há 5 anos), se vendem cada vez mais carros.

Parece-me tão pertinente refletir sobre este assunto, sobretudo quando a venda de carros elétricos ou híbridos não tem expressão, quando a UE caminha para a eliminação de motores a combustão e no exato momento em que Portugal está na lista dos 10 países com o combustível mais caro do mundo.

Façamos o seguinte exercício: Imagine que tem um carro citadino a gasóleo e faz em média 15Km por dia (distância perfeitamente fazível em bicicleta). Assumindo um consumo médio de 6,5L a cada 100km, um gasto de 29L por mês e um preço médio do gasóleo a 1,40€/L, gastará em média 41€/mês e 492€/ano. Aparentemente não tão dispendioso quanto isso, mas não esqueçamos a inspeção, o seguro, o IUC – Imposto Único de Circulação, o ISV – Imposto Sobre Veículos (antigo IA – Imposto Automóvel), custos de manutenção, entre outros. (mais…)

Será este, o ponto de viragem?

Será este, o ponto de viragem?

Lia-se estes dias que a Câmara Municipal de Braga pretende “humanizar o eixo da Rodovia” e que “Braga quer mudar a sua forma de mobilidade, com as pessoas a privilegiar os transportes públicos em vez dos veículos pessoais e a preferir a marcha a pé ou de bicicleta rumo à sustentabilidade e a uma cidade com menos acidentes rodoviários e ambientalmente mais amiga dos cidadãos.”

O crescimento das cidades veio acompanhado das infraestruturas viárias necessárias. Este crescimento levou a um aumento das distâncias no nosso quotidiano (deslocações para casa, trabalho, escola, comércio, entre outros) e passou a ser feito preferencialmente de automóvel.

No caso específico de Braga, o crescimento foi desmesurado e sem sentido. E é urgente intervir. Túneis e viadutos construídos pensando exclusivamente na ótica do automobilista, onde são evitadas as intersecções em meio urbano, são um convite ao uso do mesmo e em velocidades excessivas pois não existem semáforos nem passadeiras para acalmia do tráfego. E não raras vezes o carro é usado por uma única pessoa, aumentando assim o fluxo de veículos e consequente congestionamento das vias de trânsito. Num raio de 7Km, a bicicleta torna-se o mais eficiente dos meios de transporte, evitando não só este congestionamento, mas também a emissão de CO2.

Cidades como Amesterdão, Londres ou Paris já têm vindo a contrariar este panorama com efeitos diretos no grande aumento de utilizadores diários da bicicleta. Estas têm vindo a implementar medidas como a restrição de lugares de estacionamento para automóveis, delimitação de velocidades em meio urbano, criação de redes cicláveis seguras, implementação de sistemas de bikesharing, entre outras.

Querer mudar é positivo, mas pode não ser suficiente. Se vamos construir ciclovias, é preciso que elas sejam bem construídas. E têm que ser seguras! Se assim for, então de certeza que teremos mais gente a andar de bicicleta na cidade! E com toda a certeza menos mortes e atropelamentos.

Será este, o ponto de viragem?


(Artigo originalmente publicado na edição de 03/02/2018 do Diário do Minho)

Mitos sobre a utilização da bicicleta

Mitos sobre a utilização da bicicleta

Dizia-me há dias uma amiga, que começou a utilizar a bicicleta no dia-a-dia, estar totalmente perdida relativamente a implicações que, para quem usa a bicicleta com frequência são aparentemente simples e quase básicas, mas na verdade não o são e são de extrema importância.

Dizia-me então que usar a bicicleta implica tantos apetrechos que quase perde a vontade de pedalar! Capacete, roupa e colete refletor,… Sim, efetivamente há equipamentos indispensáveis a uma utilização segura da bicicleta. Mas tal não se aplica a estes dois em concreto que não são, de todo, obrigatórios. Na verdade, ambos pouca diferença fazem para a segurança de quem os usa. Não deixando de ser critério de quem os escolhe usar ou não, é sabido que em países onde a utilização dos mesmos é obrigatória não se verificam danos menores quando comparados com países onde não é obrigatório.

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III Braga Cycle Chic

III Braga Cycle Chic

A terceira edição do Braga Cycle Chic, este ano integrada na Semana Europeia da Mobilidade, está agendada para o próximo dia 16 de Setembro. O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, com o apoio do Município de Braga, pretende mostrar como é possível utilizar a bicicleta na cidade, usando roupa do dia-a-dia.

Este ano o evento conta com uma parceria e participação muito especiais. Trata-se do NEE’d for Dance, um projeto de carácter solidário, com a finalidade de estimular e trabalhar competências motoras, cognitivas, comunicativas, afetivas e emocionais, de bebés, crianças, jovens e adultos com necessidades especiais e assim demonstrarem todo o seu potencial à sociedade. Portanto, quem melhor para nos mostrar o longo caminho a percorrer no que respeita a mobilidade inclusiva?

A participação é gratuita, mas poderá fazer um donativo para que o NEE’d for Dance possa continuar a crescer e levar esta oportunidade a cada vez mais pessoas com deficiência. Porque acreditamos que podemos mudar o mundo, pedalada a pedalada, acreditamos também que podemos mudar o mundo ajudando o próximo.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta, pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da Braga Ciclável para celebrar a bicicleta como meio de transporte após cerca de 250 pessoas terem marcado presença na segunda edição. Quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente.

ATENÇÃO:

Inscrição gratuita, mas obrigatória, em: www.eventbrite.pt/e/bilhetes-iii-braga-cycle-chic-36975676243

III Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar pela mobilidade inclusiva no dia 16 de Setembro

III Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar pela mobilidade inclusiva no dia 16 de Setembro

A III edição do Braga Cycle Chic, integrada na semana da mobilidade, promovida pela Câmara Municipal de Braga, está agendada para o dia 16 de Setembro, pelas 14h30, na Praça da República. O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, pretende mostrar que é “possível pedalar na cidade usando roupa do dia-a-dia”.

Este ano o evento conta com uma parceria e participação muito especiais. O NEE’d for Dance, é um projeto de carácter solidário, com a finalidade de estimular e trabalhar competências motoras, cognitivas, comunicativas, afetivas e emocionais, de bebés, crianças, jovens e adultos com necessidades especiais e assim demonstrarem todo o seu potencial à sociedade. Portanto, quem melhor para nos mostrar o caminho longo a percorrer no que respeita a mobilidade inclusiva?

A participação é gratuita, mas poderá fazer um donativo para que o NEE’d for Dance possa continuar a crescer e levar esta oportunidade a cada vez mais pessoas com deficiência. Porque acreditamos que podemos mudar o mundo, pedalada a pedalada, acreditamos também que podemos mudar o mundo ajudando o próximo.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da Associação para celebrar a bicicleta como meio de transporte, após cerca de 250 pessoas terem marcado presença na segunda edição. Para quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente.

A Associação Braga Ciclável assume-se como uma associação de defesa da mobilidade em bicicleta. Tem como objetivo melhorar as condições para o uso da bicicleta como meio de transporte, de forma correta, regrada e consciente, tendo sempre presente todos os benefícios para a saúde, a economia, o ambiente e a sustentabilidade da cidade.


(Artigo originalmente publicado na edição de 22/07/2017 do Diário do Minho)

Trabalhar em bicicleta? Porque não?!

Trabalhar em bicicleta? Porque não?!

Karl von Drais, quando há 200 anos inventou a percursora da actual bicicleta, talvez não tenha tido a noção de que este seria provavelmente o momento do nascimento da mobilidade individual. Fazer-se transportar sem um animal era, até então, impossível. “Draisiana” é a avó alemã da bicicleta, uma máquina que atingia 15 km/h.
A bicicleta é uma inspiração, símbolo de liberdade e de emancipação. Ainda que utilizada pela nobreza por diversão, no último quarto do século XIX, com a crescente industrialização, esta tornou-se o principal veículo das classes operárias.

Mais tarde, profissões em bicicleta como carteiro, bombeiro, alfaiate, amolador, sapateiro, entre outras, eram extremamente comuns. Com simples alterações, dotando a bicicleta das ferramentas e máquinas necessárias, esta tornava-se num versátil e indispensável instrumento de trabalho.

Estas profissões são uma herança e inspiração para os dias que correm. Se estes eram os empreendedores de outrora, hoje a diversidade de profissões em bicicleta é inacreditável. O uso da bicicleta, em substituição dos veículos motorizados, para determinadas profissões, é um excelente passo em direção a uma verdadeira (r)evolução e reinvenção. Um pouco por toda a Europa, são exemplos destas profissões:

  • Bike Courriers / Bike Messenger: são uma nova opção de entrega de documentos e encomendas de forma rápida e eficaz.
  • Biker Advertising: forma muito verde de publicitar uma empresa ou evento, captando mais olhares que um tradicional outdoor.
  • Mobile Laundry Bikers: estes ciclistas recolhem as roupas sujas em casa dos clientes, entregando as mesmas após estarem prontas.
  • Bicycle Movers: com cargo bikes, estes ciclistas recolhem pequenos móveis e ajudam o cliente na mudança de casa, dá para acreditar?
  • Bike Tour Guide: haverá forma mais agradável de conhecer e percorrer as ruas de uma cidade, do que acompanhado por um guia em bicicleta?
  • Ambulance / Police cycle teams: profissionais de saúde e polícia que fazem as suas deslocações diárias de trabalho em bicicleta.

Portugal começou já a dar as primeiras pedaladas neste sentido, e um dia, será uma constante, acreditamos nós!

Primavera em bicicleta

Primavera em bicicleta

Porque associação é sinónimo de partilha, de crescimento em comunidade, de envolvimento, de reforçar laços e unir esforços em prol dos interesses coletivos. E porque a Primavera está aí à espreita, não poderíamos deixar de celebrar a sua chegada em duas rodas e com um conjunto de eventos nos quais convidamos todos a marcarem presença!

No dia 21 de Março de 2017 às 18:45 iremos associar-nos à Go By Bike e ao SETRA, naquela que será a primeira “Happy hour com…”. Nesta primeira edição contamos com a presença do Carlos Ferreira da Go By Bike, que nos falará deste que é um veículo que conta já com 200 anos. A Go By Bike é uma loja especializada em ciclismo urbano e mobilidade sustentável. Dizem que têm as bicicletas e os acessórios mais bonitos do mundo… E nós concordamos! Uma tertúlia a ser moderada/conduzida pela Braga Ciclável no SETRA, situado na Rua de São João nº 15, 1º andar. Uma Happy Hour onde poderá beber um copo e conversar com quem percebe de bicicletas!

De 1 a 12 de Junho inauguramos a Exposição fotográfica “Braga Ciclável”, na BConpept Store, igualmente na Rua de São João nº 15.

No dia 3 de Junho decorre a terceira edição do Braga Cycle Chic. Após termos contado com a participação de cerca de 200 pessoas em cada uma das edições passadas, voltamos a prometer uma tarde deliciosa em bicicleta, cheia de surpresas. O evento pretende, uma vez mais, mostrar que é “possível pedalar na cidade usando roupa clássica”. A participação é gratuita e vão ser disponibilizadas bicicletas. Este ano, inserido pelo segundo ano consecutivo nas comemorações do dia Mundial do Ambiente, promovidas pela Câmara Municipal de Braga.

No dia 12 de Junho celebramos o “Sunset Draisiana” – 200 anos da bicicleta. Draisiana é a avó alemã da bicicleta. A primeira bicicleta foi criada em 1817 pelo alemão Karl Friedrich Drais. A máquina atingia 15 km/h. O veículo era de madeira, não tinha pedais, mas possuía duas rodas, sendo a dianteira dirigível. O seu inventor havia conseguido percorrer 50 Km em “apenas” quatro horas, sendo quatro vezes mais rápida que os veículos da época, puxados a cavalos.

Junte-se a nós, não só nos eventos mas a pedalar! Porque pedalar faz de nós pessoas seguramente mais felizes.


(Artigo originalmente publicado na edição de 18/03/2017 do Diário do Minho)

Uma outra realidade

Uma outra realidade

Recentemente tive a sorte de contactar com uma outra realidade, bem diferente da de Braga, no que se refere a mobilidade ciclável. Viena, capital da Áustria, sétima maior cidade da União Europeia, com 1.700.000 habitantes. Um clima, pensamos nós por impulso, nada propício ao uso da bicicleta: invernos longos, nevões frequentes, dias de frio intenso e uma média anual de 95 dias de chuva. Quanto à percentagem de pessoas a utilizar a bicicleta no dia-a-dia, deixemo-nos surpreender: 15%, segundo a “Quality of Life Survey, Eurobarometer.”

Em 2013, Viena propôs-se a alcançar esta percentagem com a assinatura da Carta de Bruxelas, em que se comprometeu a promover a utilização da bicicleta e a definir metas claras de segurança viária. Na altura, sublinhe-se que há pouco mais de 3 anos, a percentagem de utilizadores era de 6%. Perante uma circulação viária a crescer desenfreadamente, níveis de poluição recorde e o custo elevado dos combustíveis, a cidade optou por aprender com capitais como Berlim, Copenhaga e Amesterdão, que viviam já a cultura da bicicleta. (mais…)

A Bicicleta na educação da criança

A Bicicleta na educação da criança

Acreditamos que os mais pequenos são os alicerces da nossa sociedade e, por isso, pensamos ser fundamental educar desde o berço para a bicicleta, para o uso deste meio de transporte de forma responsável e consciente. Educar para a familiarização desta no dia-a-dia, para que amanhã o uso da mesma seja feito de forma natural.Contudo, é essencial que exista respeito entre o peão, o carro e a bicicleta, cumprimento das regras e sinais de trânsito e, acima de tudo, consciência cívica.

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