Sai da frente, ó ciclista!

Sai da frente, ó ciclista!

– Quantas vezes lhe apareceu um ciclista na estrada que o deixou nervoso?

Se respondeu ou pensou “várias” ou “todas”, recomendamos que leia este artigo até ao final!

Desde Janeiro 2015 o Código da Estrada sofreu alterações, parte das quais relacionadas com a circulação de bicicletas. Uma das principais modificações foi a aplicação da regra geral de cedência de passagem também aos velocípedes. Se antes, num cruzamento não sinalizado, o ciclista tinha de deixar passar os veículos motorizados, agora simplesmente tem prioridade quem se apresenta pela direita. De referir contudo que no caso dos cruzamentos e rotundas com sinalização nada mudou, nesse caso a sinalização de cedência de passagem aplica-se a todos, independentemente de se tratarem carros ou bicicletas.

Também vale a pena referir o fim da obrigatoriedade de circular o mais à direita possível. Agora o ciclista pode e deve reservar uma distância segura e razoável, face à berma da estrada, de modo a evitar acidentes.

Uma regra frequentemente esquecida, mas muito importante, é a que obriga os condutores a abrandar e assegurar uma distância mínima lateral de 1,5 metros relativamente ao ciclista no momento da sua ultrapassagem. Adicionalmente, é obrigatório mudar para a via da esquerda durante a manobra da ultrapassagem. (mais…)

Ano Novo, Vida Nova

Ano Novo, Vida Nova

Às 12 badaladas do relógio, na noite de 31 de Dezembro 2016, toda (ou quase toda) a gente reviu o seu ano e fez votos para o novo! A maior parte desejou saúde e aumento salarial, outra grande parte desejou paz na Terra, outra desejou encontrar o amor da sua vida… votos e desejos para todos os gostos.

Em 2016 vários eventos aconteceram que irão ficar para a história:

– Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República Portuguesa.
– Sócrates inaugura escandalosamente o tão aguardado túnel do Marão.
– Partiu Nicolau Breyner, vítima de ataque cardíaco.
– Portugal foi campeão europeu de futebol.
– S.C. Braga vence a Taça de Portugal.
– A Braga Ciclável fez Braga pedalar com o II Cycle Chic.
– C.M. Braga anunciou o reforço da mobilidade urbana em Braga (novas ciclovias).
– Jogos Olímpicos do Brasil: Rui Costa no Top 10 do ciclismo olímpico e Telma Monteiro traz bronze para Portugal.
– Ouro e Prata para Portugal por Fernando Pimenta e Emanuel Silva, na Taça do Mundo de Canoagem.
– Emanuel Pombo e Ana Leite campeões da Taça de Enduro.
– Federação Portuguesa de Ciclismo completa 117 anos. É a mais antiga Federação desportiva portuguesa em actividade!
– Cristiano Ronaldo recebe a 4ª bola de Ouro.
– Bruxelas é atacada por terroristas.
– A Rainha de Inglaterra (Isabel II) fez 90 anos.
– Parte o lendário Muammad Ali (Cassius Clay).
– Trump foi eleito o presidente dos E.U.A..
– Morre o cantor Prince.
– Web Summit Portugal.
– A famosa Route 66 fez 90 anos.
– A Associação Braga Ciclável festeja oficialmente o seu primeiro aniversário

Será que aproveitamos bem o ano anterior? Será que continuaremos a ser os mesmos neste novo ano?


Usar o que temos e sem medo

1. Se a bicicleta é o vosso meio de transporte principal, não tenham vergonha de o mostrar, pois é dos meios mais sensatos e amigos do ambiente! Não tenham medo de arriscar um novo projecto, pois no final do ano irão estar a lamentar-se por não terem arriscado!

2. Não tenham medo de circular pelas cidades em bicicleta!
Desde que tenhamos consciência de que vamos partilhar as vias com condutores de vários tipos e nos poderemos arriscar, que usemos vestuário facilmente visível, luzes e reflectores! Nunca se esqueçam que antes de existirem automóveis, já existiam bicicletas! Aliás, o automóvel teve a sua origem a partir de uma bicicleta de quatro rodas!


(Artigo originalmente publicado na edição de janeiro de 2017 da Revista Rua)

Incompatibilidade Ciclável

Incompatibilidade Ciclável

O ano começa já com eventos marcados! BTT, Downhill, Estrada, Ciclocross, Enduro, Triatlo, Passeios urbanos, etc.. Uns amadores, outros mais competitivos, outros já profissionais! Milhares de utilizadores da bicicleta saem à rua para pedalar… (mais…)

5 em 1

5 em 1

Estamos em pleno Verão! Verão é sinônimo de calor, calor de praia, praia de banho, banho de “corpos Da…quela marca de iogurtes”!!

Aqui ficam 5 razões que farão com que NUNCA deixe de andar de bicicleta…NUNCA!

1 – Andar simplesmente de bicicleta, faz com que o nosso corpo mexa, logo, derreta calorias, liberte toxinas e aumente o ritmo cardíaco. Apesar de manter o corpo em forma, o órgão vital mantém-se “afinado” e mais resistente! Andar de bicicleta é saudável!

2 – Quem disse que andar de bicicleta é monótono e aborrecido? Para além de nos podermos divertir na primeira pedalada, podemos ainda escolher várias modalidades que nos tragam mais diversão! Sozinho, em grupo ou até “em provas”, andar de bicicleta é extremamente divertido!

3 – Andar sozinho de bicicleta é comum, sim, mas como andamos em contacto com toda a gente e podemos parar praticamente em qualquer local, encontramos sempre alguém que nos cumprimente e troque algumas impressões, ou seja…já não estaremos sozinhos! Fazem-se amigos em qualquer parte do mundo! Andar de bicicleta é social e não precisa de WIFI!

4 – Filas de trânsito, ar condicionado ligado, automóvel a consumir, a poluir e a acumular o stress do automobilista…cenário que quem pedala vê – na terceira pessoa! Sem stress se atravessa calmamente uma aldeia, uma vila, uma cidade, uma zona movimentada, isto, sem pensarmos em despesas de combustíveis, parques, manutenção, etc.! Andar de bicicleta é económico!

5 – Se cuidar do Mundo depende de cada um de nós, porque não cada um de nós poluir menos e contribuir para um ambiente mais saudável para nós e para os nossos filhos? Pedalar não polui o ar, pois não liberta gases poluentes; não produz poluição sonora, pois é silencioso; não ocupa espaço urbano: o lugar de cada automóvel pode ser ocupado por cerca de 8 bicicletas!
Andar de bicicleta ajuda o planeta, ajuda a criar um MUNDO MELHOR!

BOAS FÉRIAS E BOAS PEDALADAS…SEMPRE!


(Artigo originalmente publicado na edição de 06/08/2016 do Diário do Minho)

Ser ciclista…

Ser ciclista…

Ser ciclista nos tempos modernos é algo bem diferente do que os nossos pais e avós estavam habituados!

No passado: ir às compras, ao cinema, ao parque namorar, entregar encomendas, recados, correio…ir à praia, ao campo, à montanha, ao rio, ao mar…eram actividades normais para quem se deslocava de bicicleta. Normal era andar de bicicleta para qualquer lado, em qualquer circunstância! Apenas os elitistas olhavam para o ciclista como gente pobre, que não podia comprar um automóvel!

Hoje, relatos dessas épocas recriam algo mágico, algo que infelizmente os portugueses ignoraram durante décadas: a simples e prática locomoção dentro das localidades! As ruas tornaram-se sinónimo de stress, perigo, corrida contra-relógio, lugar interdito a peões! Pedalar ou caminhar na rua relaxado, em silêncio, respirando ar puro, tornou-se algo quase raro!

Os tempos mudam, algumas ruas mudaram, as leis mudaram e até as bicicletas mudaram! Tornou-se complicado andar nas ruas (devido ao excesso de automóveis), mais simples seguir as leis e ainda mais simples pedalar nas bicicletas! As bicicletas são mais leves, mais acessíveis, mais práticas e descomplicadas (não necessitam de seguro ou matrícula), as leis felizmente defendem o ciclista cumpridor e as ruas, apesar de lotadas de automóveis, tornam-se cada vez mais amigas do peão – esperemos que continuem a evoluir! Será uma evolução tipo: voltar ao passado, mas com um “upgrade”…

Ser ciclista é ser alguém que luta pelo bem da sociedade, pela natureza, pelo bem da saúde, pela simplicidade. – Admito que seja algo desafiante nos dias de hoje, mas…se não o fizermos, quem o fará? Sejam ciclistas: pedalem, sempre! Tirem as bicicletas “do armário” e sejam felizes!

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(Artigo originalmente publicado na edição de 23/04/2016 do Diário do Minho)

Oh Oh Oh! Aí vem o frio…

Oh Oh Oh! Aí vem o frio…

Dezembro é o mês em que tudo acontece: mudamos de ano, trocamos presentes, sentimos as temperaturas a descer e… preparamo-nos para o frio! Os termostatos giram para o vermelho: dentro dos automóveis, dos autocarros, do metro ou mesmo do avião! Mas há um meio de transporte que não possui qualquer tipo de termostato…

Sim, pensou muito bem: a BICICLETA! Quase não há obstáculos para os utilizadores da bicicleta! Na Primavera ouvem as melodias dos pássaros, o cantar da água nos rios. No Verão ficam com tons de pele bronzeada invejáveis e, em simultâneo, não assam nas filas de trânsito. No Outono esquivam-se pelas infindáveis filas provocadas por acidentes e inundações, sem atrasos ou stress… mas agora estamos praticamente no Inverno e é disso que vamos falar!

Inverno, a estação mais fresca, mais pura, mais sentimental… Quem nunca sentiu a brisa gelada pela manhã? O mágico silêncio gelado, que nos deixa com um sorriso único, estático e vermelhuxo durante o dia? As noites mais despoluídas, mais calmas, em alguns casos mais claras, através do reflexo da lua nos mantos brancos criados pela neve ou geada?

(mais…)

Balanço da 14ª Semana Europeia da Mobilidade em Braga

Balanço da 14ª Semana Europeia da Mobilidade em Braga

Todos os anos, desde 2002, entre os dias 16 e 22 de Setembro a Europa desdobra-se em comemorações relativas à Semana Europeia da Mobilidade, com a realização de inúmeros eventos e a implementação de medidas permanentes relacionadas com a mobilidade. Este ano, Braga participou pela 3ª vez nesta grande celebração, e com um cartaz que fez inveja a outras cidades portuguesas. Mas como correu afinal? E que marcas ficaram deste evento para o futuro da cidade?

Como em qualquer evento desta envergadura, que obriga à colaboração de várias entidades num programa tão extenso quanto diversificado, houve aspetos positivos e aspetos negativos. Cumpre fazer uma reflexão sobre o que ganhou a cidade com este evento e o que poderia ter corrido melhor, para que futuras edições possam ser ainda mais inspiradoras para a sociedade bracarense.

O cartaz e os eventos

Goste-se ou não do desenho gráfico do cartaz, uma coisa é difícil negar: houve eventos para quase todos os gostos e também o propósito de implementar medidas permanentes muito positivas.

Cartaz Braga Semana Mobilidade 2015

Ficámos contudo com a sensação de que o cartaz foi tornado público demasiado tarde e que uma boa parte dos eventos pecaram por fraca divulgação. Foi pena também que não houvesse grande articulação entre alguns dos elementos do cartaz. Por exemplo, aproveitar os passeios de bicicleta, os workshops ou a estreia do documentário Bikes Vs Cars para dar a conhecer os novos estacionamentos para bicicletas e a nova via ciclável. Por outro lado, não se entende que, apesar de avançar com um programa tão ambicioso para esta Semana da Mobilidade e de ter vindo a sugerir metas interessantes em termos de mobilidade sustentável para os próximos anos, a CMB não se tenha feito representar na palestra/debate que se realizou a seguir à exibição do documentário Bikes Vs Cars.

As medidas permanentes

Ao nível da Mobilidade em Bicicleta, o cartaz prometia algumas novidades interessantes, onde se destacavam a instalação de novos suportes de estacionamento para bicicletas (bicicletários) pela cidade e a implementação de uma via ciclável entre a Universidade do Minho e o Centro Histórico através das ruas de São Victor, D. Pedro V e Nova de Santa Cruz. Duas medidas muito bem-vindas e plenamente alinhadas com o que desde há vários anos vimos defendendo.

Já em meados de 2012 na Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, apontávamos como medidas urgentes, precisamente, a instalação de estacionamentos para bicicletas e a implementação de um eixo ciclável entre o Campus de Gualtar, o Centro e a Estação. Mais recentemente, através do Mapa Braga Ciclável e de diversas contagens realizadas no terreno, pudemos comprovar que estas três ruas constituíam uma das principais vias de acesso ao centro e à universidade por parte dos utilizadores de bicicleta, a que não é alheio o facto de ser o percurso mais direto, além de ser quase plano e com tráfego automóvel reduzido.

Novos estacionamentos para bicicletas

A implementação dos bicicletários, apesar de realizada com um certo atraso, foi muito bem sucedida. A Câmara Municipal de Braga fez uma atualização em termos do design dos seus suportes do tipo Sheffield: são mais bonitos e agora já incluem barras horizontais de segurança para invisuais, que funcionam adicionalmente como sinalética integrada indicando visualmente a função a que se destinam. Além disso, a autarquia teve ainda o cuidado de colocar uma boa parte dos estacionamentos junto a infraestruturas e serviços públicos (centros de saúde, Mercado Municipal, Segurança Social, cemitério, museus, central de camionagem, Parque de Exposições), em localizações que, de um modo geral, nos parecem adequadas. Foram colocados mais de 50 suportes, repartidos por 13 novas localizações, algumas das quais com uma adesão imediata por parte dos ciclistas (por exemplo, no novo estacionamento junto à Livraria Centésima Página todos os dias vemos lá bicicletas).

Estacionamento para bicicletas em braga, na Avenida Central, junto á Livraria 100ª Página

É uma melhoria significativa, e provavelmente a marca mais visível que ficou da realização da Semana da Mobilidade. Ainda assim, continua a ser um número de lugares de estacionamento para bicicletas claramente insuficiente para uma cidade desta dimensão e com o número de habitantes que tem. Se o objetivo de Braga é alcançar a médio prazo uma melhor repartição modal, então precisa de investir em força neste tipo de infraestruturas de apoio ao uso dos meios de transporte alternativos. Ficou a faltar também a finalização do trabalho iniciado há cerca de 2 anos pelo anterior executivo: continua a estar em falta a sinalização de 6 locais de estacionamento para bicicletas (por exemplo, junto ao Banco de Portugal) – a colocação das placas de sinalização tarda em ser realizada, e não compreendemos o porquê deste atraso e do silêncio da CMB em relação a este assunto. Finalmente, ainda no que diz respeito a estacionamentos, foi pena a CMB não ter aproveitado para reparar ou substituir um dos suportes que há meses se encontra derrubado no Largo da Senhora-a-Branca…

Via Ciclável entre a Universidade do Minho e o Centro Histórico

A ideia era, finalmente, permitir legalmente a circulação de ciclistas em ambos os sentidos (a via tem dois sentidos mas proíbe, num deles, o trânsito automóvel privado e de velocípedes), sinalizando-o de forma adequada e bem visível para maior segurança de todos. Os ciclistas que diariamente usam a Rua Nova de Santa Cruz, a Rua D. Pedro V e a Rua de S. Vítor nas suas deslocações certamente ficaram tão entusiasmados como nós ao lerem a notícia de que iria ser implementada esta medida durante a Semana da Mobilidade! Só que… afinal não foi. O que se passou afinal?

Rua D. Pedro V

Passado mais de um mês da Semana da Mobilidade, fonte ligada à CMB dá-nos nota que esta medida continua “em estudo”.

A Braga Ciclável realizou nestas e noutras ruas várias contagens de trânsito, tendo concluído que todos os dias ali passam centenas de pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte, em ambos os sentidos. As pessoas escolhem este percurso por um motivo simples: é o melhor percurso para quem vai de bicicleta. É o percurso percurso mais direto entre toda a zona Este e o Centro, praticamente não tem inclinações e a velocidade média e a quantidade do tráfego automóvel são mais reduzidas. Resumindo: é o caminho mais direto, mais rápido e mais seguro. Mas é ilegal, em rigor, no sentido Este-Centro, até que a Câmara decida colocar sinalização que autorize a circulação de bicicletas nesse sentido, juntamente com os transportes públicos. Trata-se de legitimar (e dar proteção legal em caso de acidente ou litígio) um uso que a sociedade bracarense há muito tempo já legitimou de facto, pois na prática é algo que já acontece e sem haver até à data qualquer registo de acidentes envolvendo velocípedes neste eixo.

Poderá ser que o que esteja “em estudo” seja a questão da enorme barreira artificial que representa atualmente, para peões, ciclistas e transportes públicos, o atravessamento da Av. Pe. Júlio Fragata. Esse local também merece uma intervenção, sem dúvida, mas cremos que não será motivo para adiar outras medidas bem mais simples e menos onerosas, que podem ser implementadas facilmente e com benefício imediato.

Até quando é que vamos ter de esperar por esta importante medida que já em 2012 apontávamos como urgente?

Rua Azul – combate ao estacionamento abusivo

Uma outra medida permanente que poderá ter passado mais ou menos despercebida, mas que é também importante para a melhoria da mobilidade é o programa Rua Azul, que consiste numa parceria com as forças da autoridade para fiscalizarem com “tolerância zero” o estacionamento ilegal e abusivo em determinadas ruas. A ser bem sucedida esta medida, acabariam nesses locais as filas de trânsito, os carros parados em cima do passeio, viaturas abandonadas em segunda fila, com os consequentes atrasos para os restantes automobilistas e, sobretudo, para os clientes dos transportes públicos.

Não dispondo de dados abrangentes sobre a forma como este programa está a ser aplicado, é-nos difícil fazer uma avaliação do mesmo. Quantos agentes da Polícia Municipal e da PSP foram destacados diariamente para o patrulhamento das ruas abrangidas pelo programa Rua Azul? Qual a duração desse programa – é mesmo uma medida permanente, ou tem prazo de validade?

Estacionamento ilegal na Rua D. Pedro V

Notamos, contudo, que pelo menos numa das ruas abrangidas por esta medida permanente (Rua D. Pedro V), as placas de sinalização de “Rua Azul” foram entretanto vandalizadas ou mandadas retirar. E também desapareceram dos respetivos postes as placas que proibiam o estacionamento durante o dia (mesmo sem placas, continua a ser proibido estacionar na maior parte da Rua D. Pedro V, à luz do art.º 50 do Código da Estrada). O que aconteceu? Foi um ato de vandalismo e a CMB ainda não mandou colocar novas placas? Ou será que os responsáveis da autarquia acabaram por ceder a pressões desses 50 ou 60 automobilistas que voluntariamente costumavam optar por estacionar ilegalmente prejudicando as restantes centenas ou milhares de utentes daquela via pública?

A concluir…

A Semana da Mobilidade já lá vai e, mesmo com os reparos que aqui fazemos, consideramos que foi uma iniciativa positiva. Para o ano, esperamos que haja mais e melhor, tanto a nível de eventos e medidas permanentes, como nível da organização e divulgação.

A este propósito, acreditamos que é necessário elaborar um plano abrangente da cidade de Braga para a mobilidade e as bicicletas. A intervenção pontual com medidas avulsas é sem dúvida importante, e deve continuar, mas é desejável que passem a fazer parte de um plano, em cuja concepção certamente terão um papel fundamental parcerias entre a CMB, os TUB, a Braga Ciclável e a sociedade em geral. Da nossa parte estaremos disponíveis, como sempre, para colaborar. Só assim poderemos garantir que todas estas medidas contribuirão para um objetivo maior de tornar a cidade um melhor local para viver.

Bicicleta à flor da pele…

Bicicleta à flor da pele…

“Nascida das sementes da inovação, forjada nas fornalhas da indústria, a máquina mais eficiente da Terra cria o seu mais eficiente “animal”…A Bicicleta, a nossa mais nobre invenção.” Duzentos anos de inovação e invenção imparáveis. De design complexo, simples por natureza…a bicicleta é nada mais nada menos que círculos, rodando círculos. É o motor humano que a torna elegante, brilhante. Por muito leve, avançada e bela que ela seja, o que interessa é que não paremos de pedalar. Pedalar faz parte do nosso quotidiano e assim o faremos por nós, pela nossa cidade, pelos nossos descendentes. (mais…)