III Braga Cycle Chic

III Braga Cycle Chic

A terceira edição do Braga Cycle Chic, este ano integrada na Semana Europeia da Mobilidade, está agendada para o próximo dia 16 de Setembro. O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, com o apoio do Município de Braga, pretende mostrar como é possível utilizar a bicicleta na cidade, usando roupa do dia-a-dia.

Este ano o evento conta com uma parceria e participação muito especiais. Trata-se do NEE’d for Dance, um projeto de carácter solidário, com a finalidade de estimular e trabalhar competências motoras, cognitivas, comunicativas, afetivas e emocionais, de bebés, crianças, jovens e adultos com necessidades especiais e assim demonstrarem todo o seu potencial à sociedade. Portanto, quem melhor para nos mostrar o longo caminho a percorrer no que respeita a mobilidade inclusiva?

A participação é gratuita, mas poderá fazer um donativo para que o NEE’d for Dance possa continuar a crescer e levar esta oportunidade a cada vez mais pessoas com deficiência. Porque acreditamos que podemos mudar o mundo, pedalada a pedalada, acreditamos também que podemos mudar o mundo ajudando o próximo.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta, pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da Braga Ciclável para celebrar a bicicleta como meio de transporte após cerca de 250 pessoas terem marcado presença na segunda edição. Quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente.

ATENÇÃO:

Inscrição gratuita, mas obrigatória, em: www.eventbrite.pt/e/bilhetes-iii-braga-cycle-chic-36975676243

Ciclovia de Lamaçães tem um novo projeto de reformulação

Ciclovia de Lamaçães tem um novo projeto de reformulação

No passado dia 25 de Agosto de 2017, às 21h30, realizou-se na sede da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões uma sessão informativa sobre um projeto municipal de reformulação da Ciclovia da Variante da Encosta, vulgarmente conhecida como Ciclovia de Lamaçães. A Braga Ciclável esteve presente na assistência, para conhecer os planos, tendo tomado nota de alguns detalhes divulgados sobre o projeto.

Esta sessão foi guiada pelo presidente da União de Freguesias, Dr. João Tinoco, que explicou, perante alguns moradores, comerciantes e utilizadores das ruas a serem intervencionadas, as principais alterações afetas ao projeto. Foram apresentadas plantas do projeto, ficando contudo a faltar a memória descritiva, fundamental para se perceber algumas das opções tomadas e alguns pontos mais dúbios. O Presidente da União de Freguesias mencionou ainda que o projeto, que a Câmara Municipal de Braga lhe fez chegar, foi elaborado pela empresa ALLEN Project Management Consulting Lda.

Em síntese, a ciclovia de Lamaçães será toda reformulada. Pretende-se diminuir os pontos de interseção entre ciclistas e lugares de estacionamento, reformular as rotundas e estender a ciclovia até à Universidade do Minho. Para além disso, o projeto prevê ainda a melhoria das condições pedonais, por forma a ser respeitada a lei das acessibilidades, bem como a introdução de algumas melhorias no que diz respeito às paragens BUS. Serão, para tal, eliminados e reordenados vários lugares de estacionamento.

Nas zonas onde o potencial conflito entre ciclista-peão e ciclista-automobilista é maior, o projeto prevê que a ciclovia seja pintada de cor de tijolo. Nos locais onde a ciclovia está ao nível da estrada, balizada com recurso a armadilhos, não está previsto haver cor na ciclovia, que será assinalada apenas com o pictograma do velocípede.

Armadilhos – O que são?

Os “armadilhos” são assim conhecidos dada a sua semelhança com o animal com o mesmo nome (Armadilho ou tatu, em português) que possui carapaça grossa. São separadores robustos em borracha reciclada com bandas refletoras. Possuem grande resistência mecânica e fazem parte das medidas de segregação “leve”, uma vez que é possível serem transponíveis por um automóvel ou qualquer outro veículo motorizado. A ZICLA, uma empresa de Barcelona, possui três tipos de “armadillos”, a que chamam de sistema ZEBRA, com alturas diferentes: 5 cm, 9 cm e 13 cm. Para além desta infraestrutura possuem ainda o sistema ZIPPER, também ele em borracha reciclada com bandas refletoras.

A Zicla diz que já tem instalado o sistema ZEBRA em 255 km de pistas cicláveis segregadas exclusivas.

Uma das grandes alterações é nas intersecções giratórias, vulgarmente conhecidas como rotundas. Atualmente, nesses locais, a ciclovia está totalmente desprotegida da via automóvel, colocando riscos de segurança e dando azo a que muitos automobilistas estacionem, inclusive, o seu automóvel em cima da ciclovia. Neste projeto está prevista a reformulação de todas as rotundas, passando a ciclovia a estar fisicamente separada com uma zona ajardinada.

Há também duas alterações no que diz respeito aos locais onde atualmente existe estacionamento automóvel junto à ciclovia. Em certas situações, o projeto opta por haver uma troca entre o estacionamento e a ciclovia, passando a ciclovia a estar junto ao passeio. Noutras situações, o estacionamento mantém-se entre o passeio e a ciclovia, mas este passa a ser paralelo à via e é criada uma rua que dá acesso a esse estacionamento, sendo que a ciclovia apenas é atravessada em dois pontos, um de entrada e outro de saída deste “arruamento interno” com estacionamento. Nesta zona o desenho do projeto indica que a ciclovia fica protegida de ambos os lados, ficando assim um canal completamente segregado, mas… entre duas vias.

Na planta do projeto, estão ainda previstos alguns pontos de estacionamento para bicicletas, que substituirão lugares de estacionamento automóvel.

Das questões levantadas de entre as 18 pessoas presentes na sessão, destacaram-se principalmente duas preocupações: por um lado, a perda de lugares de estacionamento automóvel e falta de lugares de cargas e descargas, especialmente na zona envolvente à rotunda do Hotel de Lamaçães; e por outro lado, uma questão mais importante relacionada com a segurança de todos, ou seja, que medidas estavam previstas para reduzir as velocidades de circulação praticadas naquela via.

O presidente da União de Freguesias informou que, relativamente às velocidades de circulação, um dos pedidos que foi feito aos técnicos municipais é que alterassem o projeto para sobrelevarem todas as passadeiras envolventes às rotundas. Apontou ainda a sugestão de instalação de lugares para cargas e descargas, dando nota que essa sugestão passaria a incorporar um documento que será entregue à CMB pela União de Freguesias.

A Braga Ciclável considera ainda que não se justifica que as saídas das rotundas tenham duas vias de trânsito, uma vez que, segundo o Código da Estrada, em nenhuma situação dois veículos podem sair a par de uma rotunda, pois “Se o condutor pretender sair da rotunda por qualquer das outras vias de saída (que não a primeira), deve ocupar a via de trânsito mais à direita após passar a via de saída imediatamente anterior àquela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente desta e mudando de via depois de tomadas as devidas precauções”. Ou seja, só pode sair de uma rotunda um veículo de cada vez em fila indiana. Assim, sugere-se que as saídas das rotundas passem a possuir apenas uma via de trânsito, sendo que mais à frente pode voltar a ter duas vias de trânsito (tal como os manuais holandeses sobre mobilidade ciclável e segurança em rotundas recomendam que deve ser feito).

Foi ainda apresentada a extensão daquela via até à Universidade do Minho.

Entre a Rotunda do McDonalds e a Avenida D.João II o projeto prevê que a ciclovia passe a ser bidirecional. Aqui a estrada perderia o separador central ajardinado e aumentaria a zona de passeio do lado do INL, sendo que a ciclovia bidirecional circularia por aí. A este propósito, é de lembrar que a interseção de ciclovias bidirecionais com vias banalizadas aumenta a possibilidade de conflitos e aumenta o risco de acidente em 13 vezes. Isto porque quando a pessoa circula de bicicleta de forma contrária à natural circulação automóvel, em contramão (não confundir com contra fluxo), então a probabilidade de colisão é maior, cerca de 13 vezes maior.

O acesso entre a rotunda do McDonalds e a universidade está projetado para ser feito sem alteração à faixa de rodagem da “Variante de Gualtar”, por um acesso que está constantemente congestionado e ocupado com estacionamento ilegal e que constitui também um acesso a garagens. Esta opção obriga a um aumento substancial do percurso para os ciclistas, com um desvio em relação àquele que é o caminho mais óbvio, mais curto e mais direto, ou seja, o troço de estrada entre estas duas rotundas. Para além disso, opta-se pela bidirecionalidade da ciclovia, ao invés de se ter uma ciclovia unidirecional de cada lado da Variante de Gualtar.

Ou seja, na solução preconizada na versão do projeto que foi apresentada, não há legibilidade do percurso, que não segue o caminho mais direto, nem o mais confortável, nem o mais seguro, bem pelo contrário. Esperamos, pois, que se opte por uma melhor solução, ao nível da faixa de rodagem, que neste momento tem largura em excesso, o que permitirá tornar a ligação à universidade bem mais legível, confortável, rápida, direta e segura.

Aqui consideramos que o projeto deve ser revisto para que, na Avenida de Gualtar (a avenida situada entre as rotundas da Universidade e do McDonald’s/Meliã, com cerca de 24 metros de perfil), existam duas pistas cicláveis segregadas exclusivas unidirecionais, uma de cada lado, com 1,5 metros de largura cada uma. Para além disso, as rotundas deverão seguir o mesmo desenho que todas as outras já mencionadas, com intervenção a ser feita também nas vias de saída da mesma, tornando-as saídas com apenas uma via de trânsito e com passadeiras sobreelevadas ao nível do passeio.

Uma vez que a Braga Ciclável ainda não tinha conhecimento do projeto agora apresentado nesta sessão informativa, foi solicitado ao Município o acesso ao projeto em formato digital, no sentido de melhor poder analisar e contribuir para o mesmo. Foi-nos posteriormente respondido que o nosso email foi remetido ao Eng. Miguel Mesquita, responsável pelo projeto, pelo que aguardamos o acesso ao mesmo para uma análise mais detalhada e mais global.

Entretanto, o presidente da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, Dr. João Tinoco, teve a gentileza de nos fazer chegar o ficheiro de apresentação utilizado durante a sessão, que pode ser consultado aqui.

Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

A Associação Braga Ciclável reuniu esta quarta-feira, dia 16 de agosto, com o candidato do Nós Cidadãos às próximas eleições autárquicas, Armando Caldas, para apresentação de uma proposta relacionada com a mobilidade urbana sustentável para Braga. Estiveram ainda presentes, da parte da candidatura deste partido, Manuela Alves, nº3 da lista candidata à Câmara Municipal, e ainda Pedro Pinheiro Augusto, candidato à Assembleia Municipal de Braga. Trata-se da terceira de uma série de reuniões que a Braga Ciclável pretende realizar, com cada uma das forças políticas que concorrem este ano para a eleição do próximo executivo municipal.

A associação esteve representada por Mário Meireles, Victor Domingos e Helena Gomes (membros da Direção), Luís Tarroso Gomes (membro do Conselho Fiscal) e Filipe Furtado, associado da Braga Ciclável, que entregaram pessoalmente ao candidato Armando Caldas e à sua equipa um breve dossiê com algumas medidas de promoção da utilização da bicicleta e de melhoria da segurança para todos os utentes da via pública. Os utilizadores da bicicleta esperam assim que estas e outras medidas venham a ser incluídas no programa eleitoral deste ano.

As medidas propostas são diversas e vão desde a implementação dos 80 km de rede ciclável, já anteriormente prometidos pela CMB, até à colocação de bicicletários, a sobreelevação de todas as passadeiras para proteção dos peões, a criação de um sistema de bicicletas mecânicas partilhadas, o aumento da frota de bicicletas das forças policiais da cidade, a implementação de programas municipais de incentivo do uso da bicicleta, entre outras.

Uma vez que o dossiê não havia sido entregue previamente, esperamos ainda receber uma resposta oficial da candidatura do Nós Cidadãos após a sua análise mais aprofundada da proposta agora apresentada.No entanto ficou patente, pela conversa decorrente do encontro, que a Mobilidade é um dos eixos prioritários desta candidatura e que as nossas propostas iam ao encontro do que o Nós Cidadãos tem já previsto no seu programa eleitoral.

Entretanto, estão ainda a ser agendadas as reuniões com os candidatos do PS bem como da coligação Juntos por Braga.

Mais estacionamentos para bicicletas no centro – vote no Orçamento Participativo de São Victor

Mais estacionamentos para bicicletas no centro – vote no Orçamento Participativo de São Victor

O orçamento participativo da Freguesia de São Victor está em fase de votações até esta sexta-feira, dia 28 de julho. Uma das propostas mais interessantes consiste na instalação de bicicletários em vários pontos importantes da freguesia, num total de 83 infraestruturas a serem distribuídas por 16 novas localizações.

A proposta em questão, submetida pelo residente Victor Domingos, é uma das 9 que se encontram em votação. Cada projeto a concurso não pode ultrapassar o valor máximo disponibilizado no OP (2500€). Caso o projeto vencedor não esgote o valor total, o montante restante poderá permitir o apoio a um segundo projeto.

A proposta refere que a freguesia de São Victor possui 7478 lugares de estacionamento na rua para automóveis (dos quais apenas cerca de uma centena são pagos). A esses acrescem ainda os lugares em parques públicos e os lugares que cada prédio disponibiliza nas caves para os seus moradores.

Numa época em que a visão é a de descarbonizar, diminuir o número de automóveis a circular na cidade e aumentar a taxa modal da circulação de bicicletas na cidade até atingir os 10% em 2025 importa começar hoje a criar infraestruturas que respondam a este objetivo.

Assim, propõe-se que até 2025 sejam criados pelo menos 750 novos lugares de estacionamentos para bicicletas (375 infraestruturas). Uma vez que o custo de cada infraestrutura é de cerca de 30€ (Construída e instalada pelo município) propõe-se a instalação, até ao final do presente ano, de pelo menos 83 infraestruturas em U invertido, perfazendo um total de 2490€, estando as mesmas distribuídas da seguinte maneira:

  • 10 à porta do Braga Parque;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento em frente à junta de freguesia de São Victor (do lado da Igreja da Senhora a Branca);
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento em frente à entrada da AAUM (junto à Garagem Amorim);
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da escola Francisco Sanches;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da escola Carlos Amarante;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta das Piscinas Municipais;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do Conservatório de Música Caloust Gulbenkian;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do INL;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Igreja de São Victor;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Igreja de São Victor O Velho;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do Colégio Teresiano;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Pousada da Juventude;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da Escola Básica de São Victor;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta do Espaço 12;
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento à porta da AFBraga;
  • 3 à porta do Tribunal Judicial de Braga.
Mapa dos bicicletários disponíveis na Freguesia de São Victor após instalação dos previstos no projeto

Pode votar presencialmente na junta de freguesia ou, em alternativa, poderá votar online no site Minha Freguesia. Também dá para descarregar uma aplicação móvel que permite votar, sendo provavelmente a opção mais prática:

Para votar tem que ser residente em São Victor, e fazer login no site/aplicação com o seu número de Cartão de Cidadão e a sua data de nascimento.

Depois, deverá clicar em Inquéritos.

Selecionar a proposta nº 4.

Deslocar a página e, mais em baixo, clicar em Apoiar.

No final, receberá um aviso que indica que o seu voto foi registado.

Estacionamentos para Bicicletas venceram Orçamento Participativo em S. Lázaro/S.João do Souto

Estacionamentos para Bicicletas venceram Orçamento Participativo em S. Lázaro/S.João do Souto

A proposta referente à instalação de bicicletários venceu o orçamento participativo da União das Freguesias de Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto), cuja votação decorreu no mês de junho. A proposta vencedora na área do Espaço Público prevê a instalação de 32 novos suportes de estacionamento para bicicletas, a serem distribuídos por 7 localizações.

Esta proposta, submetida pelo residente Mário Meireles, foi a única apresentada para a área do Espaço Público, sendo que só por isso já seria uma das vencedoras (de acordo com o regulamento, seria atribuído orçamento a uma proposta de cada uma das 4 áreas temáticas). Ainda assim, esta proposta foi aquela que arrecadou maior número de votos.

A proposta vencedora refere que a união de freguesias de São João do Souto e São Lázaro possui 3355 lugares de estacionamento na rua para automóveis (dos quais apenas 363 são pagos). A estes acrescem ainda os lugares em parques públicos e os lugares que cada prédio disponibiliza nas caves para os seus moradores.

Numa época em que a visão é a de descarbonizar, diminuir o número de automóveis a circular na cidade e aumentar a taxa modal da circulacão de bicicletas na cidade até atingir os 10% em 2025 importa começar hoje a criar infraestruturas que respondam a este objetivo. Assim propõe-se que até 2025 sejam criados pelo menos 336 lugares de estacionamentos para bicicletas (168 infraestruturas) na freguesia.

Tipo de infraestrutura proposto para instalação

Uma vez que o custo de cada infraestrutura é de cerca de 30€ (Construída e instalada pelo município) propõe-se a instalação, até ao final do presente ano, de pelo menos 32 infraestruturas em U invertido, estando as mesmas distribuídas da seguinte maneira:

  • 2 em frente ao Liberty Street Fashion (entrada Av. da liberdade)
  • 5 junto ao Tomi do Posto de Turismo
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento em frente aos CTT na Rua do Raio
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da escola D.Maria II
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da escola Andre Soares
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da escola Alberto Sampaio
  • 5 a substituir um lugar de estacionamento a porta da USF Bracara Augusta (Praça General Humberto Delgado)

Até ao 31 de dezembro de 2017 o projeto terá que ser executado, segundo o regulamento do Orçamento Participativo da União de Freguesias de Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto).

Mapa dos bicicletários disponíveis na União de Freguesia de São José de São Lázaro e São João do Souto após instalação dos previstos no projeto vencedor.

Orçamento Participativo de Braga 2018

Orçamento Participativo de Braga 2018

Na sequência da recolha e avaliação de 68 propostas que a Câmara Municipal de Braga recebeu para o Orçamento Participativo de 2016, encontra-se a decorrer neste momento a 1ª fase de votação das 54 propostas que foram aprovadas. Este ano a votação é novamente feita em duas fases, sendo que nesta primeira votação cada participante deve votar num projeto por categoria, perfazendo um total de 6 votos por pessoa.

Das ideias apresentadas pelos cidadãos, foi aprovado um total de 54 projetos, que estão agora a ser sujeitos a votação pública, através do site do Orçamento Participativo. Os referidos projetos estão divididos em várias áreas, tendo sido selecionadas este ano apenas 3 propostas da área de “Trânsito, Mobilidade, Acessibilidades e Segurança Rodoviária” e, pela primeira vez, nenhuma delas está relacionada com a melhoria de condições para o uso da bicicleta.

De referir que, da análise do relatório, constatamos que as propostas “OP18/PROP0007 – Via para ciclistas na Avenida 31 de Janeiro” e “OP18/PROP0061 – Pistas cicláveis nas Avenidas 31 de Janeiro e Porfírio da Silva” (ambas referentes a uma temática que por dois anos consecutivos obteve a votação mais elevada na categoria da Mobilidade e Trânsito), foram este ano consideradas “não elegíveis”. A justificação apresentada no relatório para não aceitar a inclusão destas propostas no orçamento participativo deste ano é que “a CMB tem já um projecto de intervenção para a zona indicada”. Igual situação ocorre com a proposta “OP18/PROP0020 – Prolongamento da via ciclável até Ferreiros”, que foi recusada pelo município com igual justificação.

A confirmar-se, serão certamente boas notícias, já que veremos finalmente implementada a importante ligação entre o centro e a ciclovia do rio Este, e o prolongamento desta até uma importante área industrial da cidade, onde faz todo o sentido criar melhores acessos para quem pretende deslocar-se de bicicleta. Mas faria todo o sentido, a nosso ver, que a Câmara Municipal de Braga tornasse desde já público os projetos que tem em curso para as avenidas 31 de Janeiro e Porfírio da Silva e para a via ciclável do rio Este, por forma a desfazer eventuais dúvidas sobre a transparência e a credibilidade do Orçamento Participativo. (mais…)

Estão de volta os Encontros com Pedal!

Estão de volta os Encontros com Pedal!

É já este sábado, dia 10 de junho, pelas 17h00, que se realiza em Braga uma nova edição dos Encontros com Pedal, numa parceria da Associação Braga Ciclável com o blogue Aqueles Que Viajam. O ponto de encontro continua a ser na emblemática esplanada do café A Brasileira, de onde sairá o passeio de bicicleta em direção a um lanche cheio de boa disposição.

Este evento consiste num encontro informal de ciclistas urbanos, mas aberto à livre participação de todos os cidadãos. Todos podem aparecer e são bem-vindos para virem pedalar. De referir, contudo, que desta vez haverá no final um lanche na Dona Petisca (junto à Sé), que servirá uma “tábua ciclista” composta por petiscos deliciosos e duas cervejas fresquinhas. Como o espaço no local é limitado, apesar de todos poderem participar no passeio de bicicleta, o lanche em si requer inscrição prévia e um pagamento no valor de 7 euros (limitado às primeiras 15 inscrições). A inscrição e pagamento devem ser efetuados até às 18h de sexta-feira (dia 9). 

Para se inscrever, cada participante deverá enviar um email com o seu nome e contacto telefónico para o email naiara@aquelesqueviajam.com, com o assunto “Inscrição Encontros Com Pedal”. O pagamento deve ser realizado por transferência bancária para o IBAN da nossa organizadora Naiara Back (IBAN: PT50 0007 0000 0019 0010 2942 3). Para não falhar nada, agradecemos por favor o envio do comprovativo para o endereço de email já referido. 

Os Encontros Com Pedal, uma das várias iniciativas da comunidade bracarense que, há alguns anos, foram convergindo no sentido de vir a ser fundada a Associação Braga Ciclável, consistem em eventos informais que proporcionam uma oportunidade de convívio e incentivo ao uso quotidiano da bicicleta como meio de transporte. O foco principal é sempre o convívio e a agradável conversa a pretexto de um simples passeio de bicicleta, promovendo também, naturalmente, a prática desportiva e o bem-estar pessoal, a divulgação cultural e ainda, ocasionalmente, eventos de apoio a instituições de solidariedade social. 

Vamos lá pedalar?

Extensão da Via Pedonal e Ciclável do Rio Este inaugurada

Extensão da Via Pedonal e Ciclável do Rio Este inaugurada

A extensão para nascente da Via Pedonal e Ciclável do Rio Este foi inaugurada oficialmente no domingo, dia 4 de junho, com a realização de uma Caminhada Solidária organizada pela Associação de Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Braga. A inauguração foi feita pelo próprio presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, que se fez acompanhar por Sameiro Araújo, vereadora do Desporto, e Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo.

Ricardo Rio informou que, apesar de estar a ser feita a inauguração, há ainda trabalhos que ainda não começaram, nomeadamente os relacionados com a iluminação pública. Essa parte do projeto já estará em fase de concurso e consistirá não só na iluminação deste novo troço, mas também num reforço da mesma no antigo troço.

Depois de em abril termos redigido uma carta aberta ao vereador do Ambiente, Eng. Altino Bessa, ainda durante a fase de obra, é com agrado que verificamos que diversas medidas de acalmia de tráfego foram entretanto introduzidas nas interseções com as vias destinadas a tráfego motorizado. Essa intervenção era fundamental para garantir o atravessamento em segurança naqueles locais.

Apesar de não terem sido sobreelevados os atravessamentos conforme propusemos (provavelmente porque essa medida não havia sido contemplada na fase de conceção), as soluções encontradas parecem ser suficientes para minimizar os riscos e garantir que o atravessamento é feito em segurança por todos os utilizadores da via pedonal e ciclável.

Assim, verificamos que tanto na Rua da Fábrica como na Av. Mestre José Veiga foram colocados balizadores por forma a efetivar um estreitamento das duas faixas de rodagem, tornando as vias de trânsito mais estreitas, o que por si só leva a que os condutores reduzam a velocidade. Para além disso, em ambas as ruas foram colocadas deflexões verticais quadriláteras que também obrigam os condutores a diminuir as velocidades. Na Rua da Fábrica foi colocada ainda uma deflexão horizontal, a seguir à deflexão vertical, que assegurará que quem for a atravessar a rua conseguirá ver e ser visto por quem circule na Rua da Fábrica.





Para além destas três medidas de acalmia de tráfego, que estão a cumprir o objetivo de reduzir as velocidades de tráfego neste local e aumentar a visibilidade, foram colocadas as sinalizações corretas de atravessamento. Tanto as horizontais, com as passagens para peões e passagens para velocípedes devidamente identificadas. Aliás, Braga tem agora, pela primeira vez, dois atravessamentos para velocípedes corretamente sinalizados.





Para além da sinalização horizontal, foram ainda devidamente sinalizados verticalmente estes atravessamentos.





No início/fim da extensão da via pedonal existe a sinalização horizontal das vias, com os pictogramas dos velocípedes, que indicam o sentido de cada lado da parte vermelha, e o pictograma do peão que indica que a parte amarela da via é a dedicada aos peões. Apesar de existir esta informação em alguns pontos, julgamos ser necessário aumentar o número de locais com esta sinalização, colocando-os de x em x metros, por exemplo de dois em dois postes de iluminação.



Foram ainda colocadas barreiras laterais para evitar possíveis quedas ao rio. No entanto o seu design deixa-nos com dúvidas sobre a sua capacidade efetiva de proteção no caso de crianças, uma vez que a parte em madeira é alta e deixa um espaço inferior aberto.





A antiga ligação em cimento à via pedonal e ciclável mista do rio este foi agora pintada de amarelo e debaixo do Viaduto da Av. Frei Bartolomeu dos Mártires foram também pintados de amarelo os tubos que aí se encontram por cima das cabeças de quem circula na via pedonal e ciclável. A ponte continua a antiga de madeira, que continua a não reunir as condições necessárias de conforto e segurança para o atravessamento em bicicleta.

Quanto aos problemas que havíamos identificado nos acessos a este novo troço a partir da Avenida dos Lusíadas, da Praceta João Beltrão/Rua Cónego Rafael Álvares da Costa, da Rua Constantino Souto Maior e da Rua Matias Ferreira de Sá continuam por resolver. Esperemos que esta matéria de trânsito seja brevemente resolvida, por forma a garantir o acesso seguro a esta via pedonal e ciclável que verá agora certamente um aumento da sua procura.





Para além destes problemas, havíamos identificado outras necessidades que a parte mista da via pedonal e ciclável tem. Agora consideramos que as soluções de abrandamento do tráfego encontradas para os atravessamentos da Rua da Fábrica e da Avenida Mestre José Veiga podem e devem ser replicadas na Avenida 31 de Janeiro e na Rua Monsenhor Airosa.


Braga Ciclável reuniu com CDU

Braga Ciclável reuniu com CDU

A Associação Braga Ciclável reuniu este sábado, dia 3 de junho, com o candidato da CDU às próximas eleições autárquicas, Carlos Almeida, para apresentação de uma proposta relacionada com a mobilidade urbana sustentável para Braga. Trata-se da segunda de uma série de reuniões que a Braga Ciclável pretende realizar, com cada uma das forças políticas que concorrem este ano para a eleição do próximo executivo municipal.

A associação esteve representada por Mário Meireles e Marta Sofia Silva (membros da Direção), e Luís Tarroso Gomes (membro do Conselho Fiscal), que entregaram pessoalmente ao candidato Carlos Almeida e à sua equipa um breve dossiê com algumas medidas de promoção da utilização da bicicleta e de melhoria da segurança para todos os utentes da via pública. Os utilizadores da bicicleta esperam assim que estas e outras medidas venham a ser incluídas no programa eleitoral deste ano.

As medidas propostas são diversas e vão desde a implementação dos 80 km de rede ciclável, já anteriormente prometidos pela CMB, até à colocação de bicicletários, a sobreelevação de todas as passadeiras para proteção dos peões, a criação de um sistema de bicicletas partilhadas, o aumento da frota de bicicletas das forças policiais da cidade, a implementação de programas municipais de incentivo do uso da bicicleta, entre outras.

Uma vez que o dossiê não havia sido entregue previamente, esperamos ainda receber uma resposta oficial da candidatura da CDU após a sua análise da proposta agora apresentada.

Entretanto, estão ainda a ser agendadas as reuniões com os candidatos da coligação PSD/CDS/PPM, bem como do PS.

Rua Nova de Santa Cruz

À margem deste tema foi ainda discutida a obra em execução na Rua Nova de Santa Cruz, local escolhido pela CDU para reunir com a Braga Ciclável. Relativamente a este assunto a Braga Ciclável mantém a opinião de que uma via ciclável segregada, neste caso, é uma armadilha e um erro técnico, uma vez que a obra que está a ser executada não pretende ter volumes e velocidades de tráfego automóvel que justifique essa segregação. Para além disso não existe, claramente, espaço físico para tal. Para além disso foi dito, na apresentação pública, que toda a rua, desde a rotunda da UM até perto da Fábrica Confiança, seria à mesma cota. Tal não se está a verificar. A Braga Ciclável mostra-se assim apreensiva e preocupada com a solução que está a ser implementada nesta rua.

Carlos Almeida, candidato da CDU ao Município de Braga, deu nota da sua preocupação com a execução desta obra que claramente não irá resolver os problemas de constrangimento causados ao transporte público pelo transporte individual, possivelmente irá agravar este problema, porque não é possível os autocarros se cruzarem naquilo que estamos a ver a ser implementado. Para além disso neste momento estamos a ver os automóveis a apoderarem-se do espaço destinado a paragens de autocarro, zonas de circulação de bicicletas e passeios, impedindo inclusive a circulação de pessoas no mesmo. Deixou ainda nota da preocupação sobre a solução encontrada para a bicicleta, que não lhe parece a correta.