Pedaladas Solidárias 17

Pedaladas Solidárias 17

No próximo dia 23 de dezembro, o Fundo Social do Município de Braga e a Associação de Cicloturismo do Minho organizam as Pedaladas 17, um evento que conta com o apoio do Município de Braga bem como da Associação Braga Ciclável.

O evento, de carácter solidário, tem o seu arranque previsto para as 09:30 no Largo do Pópulo (Praça Conde de Agrolongo). O evento é gratuito, sendo que os participantes devem levar bens alimentares não perecíveis que serão doados ao Banco Solidário de Braga e que, posteriormente, reverterão a favor de famílias carenciadas do Concelho de Braga.

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Estudantes da Wageningen University & Research apresentam relatório sobre mobilidade ciclável

Estudantes da Wageningen University & Research apresentam relatório sobre mobilidade ciclável

Um grupo de estudantes da Wageningen University & Research, uma universidade pública Holandesa, está em Braga desde o passado dia 25 de setembro para elaborarem um relatório sobre a mobilidade ciclável no Distrito de Braga, a convite da Quercus – Braga. Uma parte desse grupo fez a sua pesquisa na zona urbana da cidade de Braga, tendo para isso reunido com diversos stakeholders (partes interessadas). A Braga Ciclável reuniu com o grupo no passado dia 26 de setembro no Hotel Basic Braga by Axis.

Para além dos encontros e das entrevistas na rua efetuadas pelo grupo, foi proposto, pela Braga Ciclável, um passeio pela cidade. Assim a Braga Ciclável, em conjunto com a Go By Bike que amavelmente cedeu as bicicletas, fez uma visita ao terreno para mostrar as infraestruturas existentes, as que estão a ser construídas e os principais constrangimentos que existem para quem usa a bicicleta no dia a dia.

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Programas eleitorais dos candidatos à Câmara Municipal de Braga – a mobilidade sustentável

Programas eleitorais dos candidatos à Câmara Municipal de Braga – a mobilidade sustentável

Na reta final do período de campanha para as Eleições Autárquicas de 2017, e na sequência das reuniões com os candidatos de Braga e respectiva entrega do documento com propostas da Braga Ciclável, fomos consultar os programas eleitorais dos cinco candidatos à presidência da Câmara Municipal e selecionamos alguns dos tópicos que dizem respeito ao incentivo e facilitação do uso da bicicleta e, de um modo mais alargado, à promoção da Mobilidade Sustentável.

Esperamos que esta análise possa ser útil para a definição da vossa opção de voto de uma forma mais informada. Para referência, e também porque as citações abaixo foram retiradas do seu contexto original, incluímos em cada caso ligações para os documentos originais.

De referir que das 5 candidaturas apenas a do Partido Socialista não reuniu com a Braga Ciclável. Desde Maio de 2017 que a Associação Braga Ciclável tem tentado agendar uma reunião com essa candidatura, tendo por diversas ocasiões mais do que um membro da nossa associação abordado o assunto diretamente junto do candidato Miguel Corais. Infelizmente, desde essa altura até à data presente, o candidato Miguel Corais foi protelando essa reunião, não a tendo chegado a agendar. Assim, não foi possível entregar e apresentar o nosso dossiê com propostas relativas à mobilidade, com especial enfoque à mobilidade ciclável, que poderiam (e a nosso ver deveriam) integrar o seu programa eleitoral.

Bloco de Esquerda (BE)

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  • Transformação gradual da variante norte numa avenida urbana e desvio do trânsito de atravessamento urbano para a via circular norte, a construir entre Gondizalves e São Mamede de Este.
  • Aplicação da norma de velocidade máxima de 30 km/h no centro urbano, inserida num conjunto de medidas mais amigáveis, que reduzam o uso do automóvel, aumentem o uso do autocarro, da bicicleta e favoreçam andar a pé.
  • Criação de um circuito de mini-autocarro elétrico gratuito, silencioso e não poluente para a população do centro histórico.
  • Garantia de acesso de transporte público em todos os pontos do concelho, através da adoção de um sistema multimodal de transportes (TUB, CP e empresas rodoviárias) e da revisão dos trajetos dos TUB.
  • Realização imediata de estudos conducentes à resolução do nó de Infias e da saída norte para a N101 – Vila Verde/Prado, agravado recentemente por ser a principal via de acesso a um grande centro comercial.
  • Realização de estudos conducentes à construção de uma nova estação de camionagem, preferencialmente numa interface com o Caminho de Ferro e os TUB.
  • Revisão do ilhéu de embarque/desembarque da Estação CF, com disciplinamento da circulação e paragem exclusiva para carga e descarga, bem como a implementação do acesso gratuito por meia hora ao parque subterrâneo.
  • Implementação de uma rede de ciclovias que atravesse as zonas de maior densidade populacional e que una o centro da cidade aos espaços verdes públicos, rodovia e circular interior, Universidade do Minho, escolas públicas municipais, estações de caminhos-de-ferro e de camionagem, Estádio Municipal, Estádio 1º de Maio, ecovia do rio Cávado e ciclovias existentes.
  • Criação de um programa de partilha de bicicletas.
  • Criação de um evento com periodicidade regular, no qual as ruas do centro das freguesias do município serão interditadas ao trânsito automóvel para que a população possa desfrutar de espaço público alargado, através do uso da bicicleta, skate, patins, caminhada e corrida.
  • Resolução dos obstáculos viários que impedem a ligação pedonal e ciclável entre o campus de Gualtar da Universidade do Minho, o centro da cidade e a Estação CF, nomeadamente o da transposição da circular nascente (Av.
    Padre Júlio Fragata), ligando a rua Dom Pedro V à Rua Nova de Santa Cruz.
  • Adoção de uma política de tolerância zero para com o estacionamento nos passeios e zonas pedonais bem como noutros lugares interditos da cidade, nomeadamente baías de transportes públicos, após uma revisão cuidada e realista de toda a política de estacionamento.
  • Remunicipalização progressiva da gestão do estacionamento pago à superfície.
  • Criação de corredores exclusivos para transportes públicos.

Coligação Democrática Unitária (PCP, PEV)

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  • Modernização dos serviços prestados pelos Transportes Urbanos de Braga;
  • Ampliação da rede de transportes colectivos, com reforço da oferta em meio rural;
  • Revisão do modelo de tarifas e progressiva redução do seu valor;
  • Renovação da frota de autocarros dos TUB através da planificação plurianual de aquisção de novas viaturas;
  • Exigir da Administração Central apoio financieiro pelo serviço público prestado, a título de indemnização compensatória, tal como acontece no Porto e em Lisboa.
  • Devolução do espaço público aos cidadãos, corrigindo o desenho de ruas e praças, eliminando barreiras arquitectónicas;
  • Devolução à esfera municipal da exploração e gestão do estacionamento pago na via pública;
  • Repensar a rede viária e mudar o paradigma da mobilidade, promovendo a retirada do tráfego de atravessamento do centro da cidade;
  • Criação de canais dedicados ao transporte público, alargamento de passeios, instalação de passadeiras e arborização sistemática;
  • Conversão das vias interiores de bairros habitacionais em zonas de velocidade máxima de 30 km/h, promovendo a convivência salutar entre modos de transporte, assegurando o respeito pelos peões e utilizadores de bicicleta.
  • Regulamentar coniventemente os horários de cargas e descargas no centro histórico, sinalizar ostensivamente e garantir a sua efectiva aplicação, melhorando a mobilidade nas áreas pedonais.
  • Criação de rede de vias cicláveis com separação física dos outros meios de transporte, garantindo a segurança dos utilizadores de bicicleta;
  • Implementação de sistema de bicicletas partilhadas que implique uma rede de pontos de recolha numerosa, alargada e dispersa na cidade, a par da criação de parques de estacionamento para velocípedes junto de paragens de transporte público;
  • Criação de rede de parques de estacionamento de elevada capacidade e com condições de segurança, na periferia da cidade e interligados com a rede de transportes públicos;

Coligação Juntos Por Braga (PPD/PSD, CDS-PP, PPM)

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  • Estudo e implementação de uma intervenção na Rotunda de Infias para resolução dos problemas de tráfego rodoviário, melhorando a qualidade de vida dos milhares de Bracarenses que passam por esta importante artéria da cidade;
  • Implementação do resgate da concessão do estacionamento à superfície nas ruas do centro histórico, bem como instituição de um plano de estacionamento inteligente e versátil nas principais artérias da cidade;
  • Investimento na modernização dos TUB, com a aquisição de autocarros elétricos e mais amigos do ambiente;
  • Intervenção e requalificação da ciclovia de Lamaçães, reforçando o seu uso e as condições que oferece, fazendo a ligação direta à Universidade do Minho;
  • Alargamento do número de lugares de estacionamento para bicicletas;
  • Redução da velocidade nas áreas urbanas, através da implementação de Zonas 30 e de medidas de acalmia de tráfego;
  • Desenvolvimento do Plano de Mobilidade e Gestão de Tráfego para a cidade de Braga;
  • Implementação da rede estruturante Pedonal e Ciclável e da Inserção Urbana de Transporte Público;
  • Estudo para a ligação da rede ciclável de Braga à Ecovia do Cávado;
  • Criação de projeto-piloto de Interfaces externos ao centro da cidade, com ligação ao serviço de Transporte Público e Parqueamento de viaturas de quem aflui à cidade;

Partido Socialista (PS)

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  • Criação na margem esquerda do Cávado de uma ampla e qualificada zona de lazer, com ciclovias e ligações pedonais à cidade;
  • Substituição e conversão em cada ano de 20% dos veículos da Câmara e empresas municipais por veículos elétricos, híbridos ou de utilização de energias limpas;
  • Criação de quatro parques/estações nas principais entradas da cidade, com capacidade para receber os utentes das carreiras suburbanas e estacionamento a preços reduzidos dos carros particulares;
  • Diminuir o preço hora dos parquímetros;
  • Criar carreiras a partir destes quatro parques com uma malha fina do tecido urbano;
  • Eliminação da terceira coroa dos TUB;
  • Eliminação dos pontos de estrangulamento no trânsito citadino;
  • Valorização do transporte ferroviário suburbano, garantindo condições de eficácia e conforto na ligação às carreiras urbanas;
  • Criação de um grupo de trabalho que promova permanentemente junto da CP os interesses dos municipes e do Concelho nas ligações de médio e longo curso quer a Sul,
    quer à Galiza;
  • Promoção do respeito pelos peões e pelo das regras de trânsito, valorizando o civismo;
  • Requalificação e/ou construção de passeios garantindo a segurança a todos os seus utilizadores incluindo os que utilizam cadeiras de rodas e cadeiras de bebés;

Nós Cidadãos – Alternativa Por Braga

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  • Redefinição do Triângulo da Mobilidade, adoptando a seguinte prioridade:
    1. Trânsito pedonal;
    2. Transportes públicos;
    3. Outros modos suaves (nomeadamente, a bicicleta);
    4. Trânsito automóvel.
  • De acordo com o novo Triângulo da Mobilidade, definir uma política de mobilidade urbana para a cidade de Braga, em cumprimento da Lei das Acessibilidades, em coordenação com a política de adaptação às alterações climáticas (ver eixo “Ambiente”) e das melhores práticas de concepção técnica, que irá nortear todas as futuras intervenções viárias no concelho:
    • Definir tecnicamente os perfis viários de todos os novos arruamentos, conforme as características pretendidas;
    • Estudo de todas as artérias existentes e classificação conforme as suas características actuais (vias coletoras, vias de distribuição principais, vias de distribuição locais, vias de acesso local);
    • Delinear plano de adaptação faseada da situação actual para a situação pretendida, bem como a calendarização e orçamentação dessa alteração.
  • Criar um programa de revisão das vias de circulação pedonal (passeios):
    • Corrigir as não conformidades à Lei das Acessibilidades e facilitar a deslocação pedonal a toda a população bracarense, independentemente das suas limitações de mobilidade;
    • Eliminar as passagens pedonais aéreas, ilegais perante a Lei das Acessibilidades e favorecer as passagens pedonais de nível, de acordo com as melhores práticas;
    • Ter em conta as recomendações e melhores práticas para a circulação dos cidadãos cegos ou amblíopes;
    • Definir o “passeio tipo”, de modo que todos os passeios novos e todas as intervenções passem a ser normalizados em toda a cidade.
  • Reformular o funcionamento dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), de modo a permitir a deslocação da maior quantidade possível de origens para a maior quantidade possível de destinos, com rapidez, conforto e eficiência, constituindo alternativa económica ao automóvel, que deixará de ser um encargo obrigatório para muitos bracarenses:
    • Ligação directa entre os extremos do concelho, via cidade de Braga (Ex: Palmeira – Braga – Escudeiros);
    • Vários destinos para cada origem, permitindo aos utentes ligações directas a múltiplos destinos, via o centro da cidade de Braga, com determinada frequência (Ex: 8:00 Palmeira-Centro-Escudeiros, 8:20 Palmeira-Centro -Pedralva, 8:40 Palmeira-Centro-Cunha, repetição) – A sobreposição de todas as linhas permite ao utente deslocar-se em todo o concelho com o mínimo de transbordos;
    • Reposicionamento das paragens de acordo com estudo racional, de modo a diminuir o tempo de viagem ao mesmo tempo que se assegurará que a distância de deslocação de aglomerados habitacionais ou empresariais até às paragens é adequada;
    • Em todos os pontos, afixação de informação multilingue e compreensiva para a utilização por qualquer utente, incluindo amblíopes;
    • Definição de horário de passagem do autocarro em cada paragem: o utente tem que contar com a hora a que o autocarro passa na sua paragem de origem e de destino;
    • Fim da figura do “Agente Único” nos autocarros. O motorista será exclusivamente responsável pela condução do autocarro e cumprimento dos horários;
    • Reforço da brigada de fiscalização dos títulos de transporte;
    • Fim da venda de títulos de transporte dentro dos autocarros;
    • Títulos de transporte passarão a poder ser adquiridos em qualquer estabelecimento comercial ou máquina Multibanco;
    • Novas modalidades de título de transporte, desde bilhetes de 1 dia a bilhetes de 1 semana;
    • Fim do sistema de coroas, de modo a promover a utilização pelos utentes mais longínquos;
    • Articular os TUB com os transportes dos concelhos vizinhos, fazendo coincidir as paragens terminais;
    • Reforço das linhas noturnas, com horário de funcionamento alargado, em determinados dias de grande afluência aos estabelecimentos de diversão noturna;
    • Modernizar, faseadamente, a frota dos TUB com o objectivo de ser totalmente acessível, nomeadamente por pessoas amblíopes ou de mobilidade condicionada;
    • Criar corredores BUS sempre que possível.
  • Criar condições que favoreçam a circulação segura para os modos suaves, nomeadamente a bicicleta:
    • Criar ciclovias, tirando proveito das características de relevo da cidade e adoptando os trajectos mais eficientes;
      • Eixo Ferreiros-Fojo (Oeste-Este);
      • Eixo Areal de Baixo-Espadanido (Norte-Sul);
      • Eixo Maximinos-Areal de Baixo (Sudoeste-Nordeste);
      • Eixo Lamaçães-Gualtar (Sul-Norte).
    • Induzir acalmia do tráfego na restante cidade, via sistemas de limitação de velocidade, quer passivos quer ativos;
    • Criar excepções nos sentidos proibidos, para as bicicletas, em ruas que o possibilitem, criando percursos legais mais curtos;
    • Adoptar um sistema urbano de bicicletas partilhadas, sendo parte da frota com motor elétrico auxiliar (para quem pretenda deslocação nas vias mais inclinadas);
    • Criar zonas de estacionamento para bicicletas em resposta às necessidades dos utentes;
  • Reformular a maneira como o trânsito automóvel é regulado, de maneira a reduzir a sinistralidade, as distâncias de deslocação, a poluição, criando espaço para os outros modos de mobilidade:
    • Adoptar circulação nos dois sentidos sempre que possível, de maneira a reduzir as distâncias dentro da cidade e, consequentemente, a poluição e os encargos com combustível e desgaste desnecessário;
    • Reduzir o limite de velocidade de circulação automóvel em zonas residenciais, proximidade de escolas e sempre que as características das vias assim o recomendem, para 30km/h ou velocidade adequada;
    • Repor cruzamentos que já existiram, ligando as ruas interrompidas (Ruas D. Pedro V e Nova de Santa Cruz, Monsenhor Airosa e S. Geraldo, Bernardo Sequeira);
    • Adotar sistema de gestão centralizada e inteligente dos semáforos da cidade, gerindo os mesmo pelas necessidades do trânsito;
    • Introduzir métodos de controlo permanente da velocidade individual de circulação automóvel;
    • Reforçar a importância da cintura rodoviária externa da cidade e a urgência na sua conclusão, de modo a retirar trânsito de passagem à cidade;
    • Combater o estacionamento abusivo, que prejudica a utilização dos passeios ou ciclovias:
      • Instalação de guias nos estacionamentos de topo para impedir que os automóveis ocupem e reduzam parte do passeio com as suas frentes;
      • Instalação de guardas em zonas chave para impedir a ocupação de espaço de circulação pedonal ou modos suaves;
      • Reforço da fiscalização por parte da Polícia Municipal, em articulação com a PSP.
  • Regulamentar e fiscalizar, eficazmente, a circulação de veículos no Centro Histórico, zonas pedonais ou de coexistência.
Biklio, a “app” que recompensa quem vai de bicicleta, chega a Braga

Biklio, a “app” que recompensa quem vai de bicicleta, chega a Braga

O Biklio é uma app que atribui reconhecimentos aos utilizadores de bicicleta por melhorarem a sua cidade, ligando-os a benefícios oferecidos por negócios locais. Foi lançada no dia 16 de setembro e está em vigor em Braga, sendo que até dezembro está numa fase experimental da aplicação, estando os incentivos a já funcionar em pleno. A app conta com a promoção por parte do Município de Braga e da Associação Comercial de Braga.

Depois de instalada a aplicação, o utilizador deve escolher uma cidade onde vai iniciar uma campanha (neste caso será Braga). A partir daí a app reconhece se o utilizador está a andar de bicicleta ou não. Caso esteja e passe por “spots” que oferecem recompensas, então o utilizador é notificado e poderá reclamar essa recompensa.

Os comerciantes podem inserir o seu estabelecimento na aplicação, bateando aceder a www.biklio.com/braga e selecionando “É um spot? Clique aqui”. Depois necessita de se registar, localizar, descrever o seu spot e definir qual o benefício que um utilizador da bicicleta vai receber ao deslocar-se com esse veículo ao seu estabelecimento.

Braga já possui, neste momento, mais de três dezenas de estabelecimentos registados na aplicação, a oferecer múltiplas regalias a quem se desloca de bicicleta, sendo a maioria um desconto na compra a realizar.

O Biklio é uma app desenvolvida pela TIS.pt e pelo INESC-ID – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores Investigação e Desenvolvimento, uma iniciativa inserida no Projecto TRACE – Walking and Cycling Tracking Services, financiado pelo H2020, e pelo projeto Civitas2020. A aplicação é gratuita e está disponível para Android e para iOS.

Braga Ciclável reuniu com Juntos Por Braga

Braga Ciclável reuniu com Juntos Por Braga

A Associação Braga Ciclável reuniu esta quinta-feira, dia 14 de setembro, com o candidato da coligação Juntos Por Braga às próximas eleições autárquicas, Ricardo Rio, para apresentação de uma proposta relacionada com a mobilidade urbana sustentável para Braga. Estiveram ainda presentes, da parte da candidatura deste partido, Miguel Bandeira, nº5 da lista candidata à Câmara Municipal, e ainda João Rodrigo, representante da JSD. Trata-se da quarta de uma série de reuniões que a Braga Ciclável tem realizado, com cada uma das forças políticas que concorrem este ano para a eleição do próximo executivo municipal.

A associação esteve representada por Mário Meireles, Victor Domingos e Helena Gomes (membros da Direção), e Luís Tarroso Gomes (membro do Conselho Fiscal), que entregaram pessoalmente ao candidato Ricardo Rio e à sua equipa um breve dossiê com algumas medidas de promoção da utilização da bicicleta e de melhoria da segurança para todos os utentes da via pública. Os utilizadores da bicicleta esperam assim que estas e outras medidas venham a ser incluídas no programa eleitoral deste ano.

As medidas propostas são diversas e vão desde a implementação dos 80 km de rede ciclável, já anteriormente prometidos pela CMB, até à colocação de bicicletários, a sobreelevação de todas as passadeiras para proteção dos peões, a criação de um sistema de bicicletas mecânicas partilhadas, o aumento da frota de bicicletas das forças policiais da cidade, a implementação de programas municipais de incentivo do uso da bicicleta, entre outras.

Uma vez que o dossiê não havia sido entregue previamente, esperamos ainda receber uma resposta oficial da candidatura da coligação após a sua análise mais aprofundada da proposta agora apresentada. No entanto ficou patente, pela conversa decorrente do encontro, que de um modo geral as propostas da Braga Ciclável parecem ir de encontro ao pretendido pela coligação Juntos Por Braga no que concerne à Mobilidade Ciclável.

Na reunião foi ainda garantido por Ricardo Rio que o processo de tranformação de 16 km ruas da cidade estará já avançado, tendo inclusivamente “atingido um ponto de não retorno”, estando “neste momento em fase concursal a criação de mais 16 km de ciclovias”.

Assim fica apenas a faltar a reunião com o candidato do PS, Miguel Corais, reunião que  apenas aguarda o seu agendamento por parte da candidatura.

III Braga Cycle Chic

III Braga Cycle Chic

A terceira edição do Braga Cycle Chic, este ano integrada na Semana Europeia da Mobilidade, está agendada para o próximo dia 16 de Setembro. O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, com o apoio do Município de Braga, pretende mostrar como é possível utilizar a bicicleta na cidade, usando roupa do dia-a-dia.

Este ano o evento conta com uma parceria e participação muito especiais. Trata-se do NEE’d for Dance, um projeto de carácter solidário, com a finalidade de estimular e trabalhar competências motoras, cognitivas, comunicativas, afetivas e emocionais, de bebés, crianças, jovens e adultos com necessidades especiais e assim demonstrarem todo o seu potencial à sociedade. Portanto, quem melhor para nos mostrar o longo caminho a percorrer no que respeita a mobilidade inclusiva?

A participação é gratuita, mas poderá fazer um donativo para que o NEE’d for Dance possa continuar a crescer e levar esta oportunidade a cada vez mais pessoas com deficiência. Porque acreditamos que podemos mudar o mundo, pedalada a pedalada, acreditamos também que podemos mudar o mundo ajudando o próximo.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta, pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da Braga Ciclável para celebrar a bicicleta como meio de transporte após cerca de 250 pessoas terem marcado presença na segunda edição. Quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente.

ATENÇÃO:

Inscrição gratuita, mas obrigatória, em: www.eventbrite.pt/e/bilhetes-iii-braga-cycle-chic-36975676243

Ciclovia de Lamaçães tem um novo projeto de reformulação

Ciclovia de Lamaçães tem um novo projeto de reformulação

No passado dia 25 de Agosto de 2017, às 21h30, realizou-se na sede da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões uma sessão informativa sobre um projeto municipal de reformulação da Ciclovia da Variante da Encosta, vulgarmente conhecida como Ciclovia de Lamaçães. A Braga Ciclável esteve presente na assistência, para conhecer os planos, tendo tomado nota de alguns detalhes divulgados sobre o projeto.

Esta sessão foi guiada pelo presidente da União de Freguesias, Dr. João Tinoco, que explicou, perante alguns moradores, comerciantes e utilizadores das ruas a serem intervencionadas, as principais alterações afetas ao projeto. Foram apresentadas plantas do projeto, ficando contudo a faltar a memória descritiva, fundamental para se perceber algumas das opções tomadas e alguns pontos mais dúbios. O Presidente da União de Freguesias mencionou ainda que o projeto, que a Câmara Municipal de Braga lhe fez chegar, foi elaborado pela empresa ALLEN Project Management Consulting Lda.

Em síntese, a ciclovia de Lamaçães será toda reformulada. Pretende-se diminuir os pontos de interseção entre ciclistas e lugares de estacionamento, reformular as rotundas e estender a ciclovia até à Universidade do Minho. Para além disso, o projeto prevê ainda a melhoria das condições pedonais, por forma a ser respeitada a lei das acessibilidades, bem como a introdução de algumas melhorias no que diz respeito às paragens BUS. Serão, para tal, eliminados e reordenados vários lugares de estacionamento.

Nas zonas onde o potencial conflito entre ciclista-peão e ciclista-automobilista é maior, o projeto prevê que a ciclovia seja pintada de cor de tijolo. Nos locais onde a ciclovia está ao nível da estrada, balizada com recurso a armadilhos, não está previsto haver cor na ciclovia, que será assinalada apenas com o pictograma do velocípede.

Armadilhos – O que são?

Os “armadilhos” são assim conhecidos dada a sua semelhança com o animal com o mesmo nome (Armadilho ou tatu, em português) que possui carapaça grossa. São separadores robustos em borracha reciclada com bandas refletoras. Possuem grande resistência mecânica e fazem parte das medidas de segregação “leve”, uma vez que é possível serem transponíveis por um automóvel ou qualquer outro veículo motorizado. A ZICLA, uma empresa de Barcelona, possui três tipos de “armadillos”, a que chamam de sistema ZEBRA, com alturas diferentes: 5 cm, 9 cm e 13 cm. Para além desta infraestrutura possuem ainda o sistema ZIPPER, também ele em borracha reciclada com bandas refletoras.

A Zicla diz que já tem instalado o sistema ZEBRA em 255 km de pistas cicláveis segregadas exclusivas.

Uma das grandes alterações é nas intersecções giratórias, vulgarmente conhecidas como rotundas. Atualmente, nesses locais, a ciclovia está totalmente desprotegida da via automóvel, colocando riscos de segurança e dando azo a que muitos automobilistas estacionem, inclusive, o seu automóvel em cima da ciclovia. Neste projeto está prevista a reformulação de todas as rotundas, passando a ciclovia a estar fisicamente separada com uma zona ajardinada.

Há também duas alterações no que diz respeito aos locais onde atualmente existe estacionamento automóvel junto à ciclovia. Em certas situações, o projeto opta por haver uma troca entre o estacionamento e a ciclovia, passando a ciclovia a estar junto ao passeio. Noutras situações, o estacionamento mantém-se entre o passeio e a ciclovia, mas este passa a ser paralelo à via e é criada uma rua que dá acesso a esse estacionamento, sendo que a ciclovia apenas é atravessada em dois pontos, um de entrada e outro de saída deste “arruamento interno” com estacionamento. Nesta zona o desenho do projeto indica que a ciclovia fica protegida de ambos os lados, ficando assim um canal completamente segregado, mas… entre duas vias.

Na planta do projeto, estão ainda previstos alguns pontos de estacionamento para bicicletas, que substituirão lugares de estacionamento automóvel.

Das questões levantadas de entre as 18 pessoas presentes na sessão, destacaram-se principalmente duas preocupações: por um lado, a perda de lugares de estacionamento automóvel e falta de lugares de cargas e descargas, especialmente na zona envolvente à rotunda do Hotel de Lamaçães; e por outro lado, uma questão mais importante relacionada com a segurança de todos, ou seja, que medidas estavam previstas para reduzir as velocidades de circulação praticadas naquela via.

O presidente da União de Freguesias informou que, relativamente às velocidades de circulação, um dos pedidos que foi feito aos técnicos municipais é que alterassem o projeto para sobrelevarem todas as passadeiras envolventes às rotundas. Apontou ainda a sugestão de instalação de lugares para cargas e descargas, dando nota que essa sugestão passaria a incorporar um documento que será entregue à CMB pela União de Freguesias.

A Braga Ciclável considera ainda que não se justifica que as saídas das rotundas tenham duas vias de trânsito, uma vez que, segundo o Código da Estrada, em nenhuma situação dois veículos podem sair a par de uma rotunda, pois “Se o condutor pretender sair da rotunda por qualquer das outras vias de saída (que não a primeira), deve ocupar a via de trânsito mais à direita após passar a via de saída imediatamente anterior àquela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente desta e mudando de via depois de tomadas as devidas precauções”. Ou seja, só pode sair de uma rotunda um veículo de cada vez em fila indiana. Assim, sugere-se que as saídas das rotundas passem a possuir apenas uma via de trânsito, sendo que mais à frente pode voltar a ter duas vias de trânsito (tal como os manuais holandeses sobre mobilidade ciclável e segurança em rotundas recomendam que deve ser feito).

Foi ainda apresentada a extensão daquela via até à Universidade do Minho.

Entre a Rotunda do McDonalds e a Avenida D.João II o projeto prevê que a ciclovia passe a ser bidirecional. Aqui a estrada perderia o separador central ajardinado e aumentaria a zona de passeio do lado do INL, sendo que a ciclovia bidirecional circularia por aí. A este propósito, é de lembrar que a interseção de ciclovias bidirecionais com vias banalizadas aumenta a possibilidade de conflitos e aumenta o risco de acidente em 13 vezes. Isto porque quando a pessoa circula de bicicleta de forma contrária à natural circulação automóvel, em contramão (não confundir com contra fluxo), então a probabilidade de colisão é maior, cerca de 13 vezes maior.

O acesso entre a rotunda do McDonalds e a universidade está projetado para ser feito sem alteração à faixa de rodagem da “Variante de Gualtar”, por um acesso que está constantemente congestionado e ocupado com estacionamento ilegal e que constitui também um acesso a garagens. Esta opção obriga a um aumento substancial do percurso para os ciclistas, com um desvio em relação àquele que é o caminho mais óbvio, mais curto e mais direto, ou seja, o troço de estrada entre estas duas rotundas. Para além disso, opta-se pela bidirecionalidade da ciclovia, ao invés de se ter uma ciclovia unidirecional de cada lado da Variante de Gualtar.

Ou seja, na solução preconizada na versão do projeto que foi apresentada, não há legibilidade do percurso, que não segue o caminho mais direto, nem o mais confortável, nem o mais seguro, bem pelo contrário. Esperamos, pois, que se opte por uma melhor solução, ao nível da faixa de rodagem, que neste momento tem largura em excesso, o que permitirá tornar a ligação à universidade bem mais legível, confortável, rápida, direta e segura.

Aqui consideramos que o projeto deve ser revisto para que, na Avenida de Gualtar (a avenida situada entre as rotundas da Universidade e do McDonald’s/Meliã, com cerca de 24 metros de perfil), existam duas pistas cicláveis segregadas exclusivas unidirecionais, uma de cada lado, com 1,5 metros de largura cada uma. Para além disso, as rotundas deverão seguir o mesmo desenho que todas as outras já mencionadas, com intervenção a ser feita também nas vias de saída da mesma, tornando-as saídas com apenas uma via de trânsito e com passadeiras sobreelevadas ao nível do passeio.

Uma vez que a Braga Ciclável ainda não tinha conhecimento do projeto agora apresentado nesta sessão informativa, foi solicitado ao Município o acesso ao projeto em formato digital, no sentido de melhor poder analisar e contribuir para o mesmo. Foi-nos posteriormente respondido que o nosso email foi remetido ao Eng. Miguel Mesquita, responsável pelo projeto, pelo que aguardamos o acesso ao mesmo para uma análise mais detalhada e mais global.

Entretanto, o presidente da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, Dr. João Tinoco, teve a gentileza de nos fazer chegar o ficheiro de apresentação utilizado durante a sessão, que pode ser consultado aqui.

Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

A Associação Braga Ciclável reuniu esta quarta-feira, dia 16 de agosto, com o candidato do Nós Cidadãos às próximas eleições autárquicas, Armando Caldas, para apresentação de uma proposta relacionada com a mobilidade urbana sustentável para Braga. Estiveram ainda presentes, da parte da candidatura deste partido, Manuela Alves, nº3 da lista candidata à Câmara Municipal, e ainda Pedro Pinheiro Augusto, candidato à Assembleia Municipal de Braga. Trata-se da terceira de uma série de reuniões que a Braga Ciclável pretende realizar, com cada uma das forças políticas que concorrem este ano para a eleição do próximo executivo municipal.

A associação esteve representada por Mário Meireles, Victor Domingos e Helena Gomes (membros da Direção), Luís Tarroso Gomes (membro do Conselho Fiscal) e Filipe Furtado, associado da Braga Ciclável, que entregaram pessoalmente ao candidato Armando Caldas e à sua equipa um breve dossiê com algumas medidas de promoção da utilização da bicicleta e de melhoria da segurança para todos os utentes da via pública. Os utilizadores da bicicleta esperam assim que estas e outras medidas venham a ser incluídas no programa eleitoral deste ano.

As medidas propostas são diversas e vão desde a implementação dos 80 km de rede ciclável, já anteriormente prometidos pela CMB, até à colocação de bicicletários, a sobreelevação de todas as passadeiras para proteção dos peões, a criação de um sistema de bicicletas mecânicas partilhadas, o aumento da frota de bicicletas das forças policiais da cidade, a implementação de programas municipais de incentivo do uso da bicicleta, entre outras.

Uma vez que o dossiê não havia sido entregue previamente, esperamos ainda receber uma resposta oficial da candidatura do Nós Cidadãos após a sua análise mais aprofundada da proposta agora apresentada.No entanto ficou patente, pela conversa decorrente do encontro, que a Mobilidade é um dos eixos prioritários desta candidatura e que as nossas propostas iam ao encontro do que o Nós Cidadãos tem já previsto no seu programa eleitoral.

Entretanto, estão ainda a ser agendadas as reuniões com os candidatos do PS bem como da coligação Juntos por Braga.