Nos tempos que correm somos constantemente alertados para a necessidade de alterarmos hábitos do nosso quotidiano, em prol de um futuro melhor para o nosso planeta e para as gerações vindouras.

As alterações climáticas, associadas cada vez mais à poluição e às emissões de CO2, obrigam-nos a (re)pensar em estratégias individuais e coletivas, com vista à minimização do impacto das mesmas.


Pequenas alterações no quotidiano, se colocadas em prática pela grande maioria dos cidadãos, poderão ajudar a combater este problema. Uma delas é a forma como nos deslocamos no nosso dia-a-dia: a utilização do automóvel em massa pela população é tida como um dado adquirido sobre o efeito negativo no ambiente. Urge então fazer um esforço para alterarmos os nossos hábitos de deslocação, procurando meios de transporte coletivos ou apostando em meios individuais como a bicicleta.


Se refletirmos um pouco, a grande maioria dos adultos teve uma bicicleta na sua infância. Contudo, por razões diversas, a mesma foi sendo colocada de parte, como um brinquedo que ficou esquecido na infância, um meio de transporte “arrumado” no passado e que por muitos nunca foi visto como um meio de transporte, que o é na realidade.

Já muito se escreveu sobre todas as vantagens do uso da bicicleta em detrimento do automóvel. Cabe aos Pais e aos diversos Educadores incentivar as crianças e os jovens ao uso constante da bicicleta como um meio de deslocação, para que quando sejam adultos, encarem a sua utilização como algo perfeitamente natural no seu dia-a-dia e normal no cenário urbano.


Em alguns locais do nosso país já existem projetos colocados em prática neste sentido, em que um conjunto de entidades (escolas e Município – o exemplo da Murtosa) promove a utilização da bicicleta pelos mais novos, incutindo-lhes assim um modo de deslocação mais saudável para todos. São necessárias mais Campanhas e mais divulgação de projetos como este, que mobilizariam mais jovens e Municípios para estas mudanças, alterando a forma como olhamos e utilizamos a bicicleta.
A vontade política tem um peso importante no que toca às condições físicas/estruturas necessárias à utilização da bicicleta em segurança, contudo a vontade individual é determinante para a mudança de comportamentos e hábitos.


“De pequenino se torce o pepino”… devemos apostar na educação e sensibilização das nossas crianças e jovens para os benefícios da bicicleta, acreditando que tal ajudará a contribuir para um presente e um futuro melhor para todos.

Rosinha Silva

Rosinha Silva

Engenheira química, do ambiente e da vida em duas rodas.
Rosinha Silva

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