Comecei a usar regularmente a bicicleta para as minhas deslocações em Braga e no Porto no início de 2017. As motivações são certamente comuns a outros ciclistas: queria deixar de usar diariamente o carro, poupando combustível, e ter uma maneira muito prática e conveniente de praticar exercício físico, importante para a saúde e bem-estar.

Vivo em Braga e trabalho no Porto, portanto uso a bicicleta todos os dias no caminho de casa até à estação da CP. Esta segue depois comigo no comboio e ao chegar ao Porto faço mais um curto percurso de Campanhã até ao trabalho. Para além deste uso diário, uso-a regularmente para as minhas deslocações dentro da cidade, a menos que vá acompanhado. O estado do tempo não é desculpa. Os dias de sol são sem dúvida os melhores para pedalar mas mesmo com chuva não pego nas chaves do carro.

A experiência praticamente só me tem trazido coisas boas. Com a poupança em combustível e com o menor desgaste do carro, o dinheiro gasto na bicicleta com o equipamento para a chuva ficou recuperado em mais ou menos 9 meses. Para além das vantagens financeiras e de saúde com a atividade física, a bicicleta permitiu-me mudar a experiência da própria viagem: passei da paisagem da variante e do trânsito para o belíssimo centro da cidade de Braga.

A bicicleta tem pouquíssima manutenção: esporádicas trocas de travões, limpeza da corrente e óleo. São apenas estas as pequenas “chatices” que tenho tido. Para quem quiser fazer como eu e passar a usar também a bicicleta, aconselho o equipamento para a chuva, iluminação para a poder usar durante a noite e os cuidados com o trânsito.

É possível perceber que com tantos aspetos positivos, nunca me arrependi da escolha que fiz. Recomendo por isso a todos que deixem mais vezes o carro em casa, abandonem as filas, o stress do trânsito e optem por um veículo que faz bem à saúde, tanto das pessoas como da cidade.


(Artigo originalmente publicado na edição de 17/03/2018 do Diário do Minho)

Rafael Remondes

Rafael Remondes

Engenheiro informático na Blip, empresa do Porto. Trabalho no Porto e vivo em Braga. Decidi abandonar o carro no meu trajecto diário quando me apercebi que passava mais tempo parado no trânsito que a avançar de carro. Desde então, as chaves do carro ficam à semana a ganhar pó em casa. Uso a bicicleta todos os dias para ir para o trabalho, para minha felicidade e irritação dos revisores da CP.
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