Dezembro é o mês em que tudo acontece: mudamos de ano, trocamos presentes, sentimos as temperaturas a descer e… preparamo-nos para o frio! Os termostatos giram para o vermelho: dentro dos automóveis, dos autocarros, do metro ou mesmo do avião! Mas há um meio de transporte que não possui qualquer tipo de termostato…

Sim, pensou muito bem: a BICICLETA! Quase não há obstáculos para os utilizadores da bicicleta! Na Primavera ouvem as melodias dos pássaros, o cantar da água nos rios. No Verão ficam com tons de pele bronzeada invejáveis e, em simultâneo, não assam nas filas de trânsito. No Outono esquivam-se pelas infindáveis filas provocadas por acidentes e inundações, sem atrasos ou stress… mas agora estamos praticamente no Inverno e é disso que vamos falar!

Inverno, a estação mais fresca, mais pura, mais sentimental… Quem nunca sentiu a brisa gelada pela manhã? O mágico silêncio gelado, que nos deixa com um sorriso único, estático e vermelhuxo durante o dia? As noites mais despoluídas, mais calmas, em alguns casos mais claras, através do reflexo da lua nos mantos brancos criados pela neve ou geada?

Acordamos um pouquinho mais cedo, pois espera-nos uma preparação mais demorada, transformamo-nos em autênticas cebolas! Começamos pelas camadas interiores, ceroulas quentinhas, meias quentes, camisola interior térmica ou normal. De seguida a segunda camada, calças quentes e se possível impermeáveis, bota ou sapatilha (ténis, para os que assim entenderão) quente e isoladinha, segunda peça (camisola, camisa, top, etc.) e por fim um bom casaco, cachecol e luvas. Em casos extremos, usamos gorro, balaclava ou chapéu quente e até óculos de neve!

Claro que não é obrigatório este tipo de vestimenta para nos deslocarmos diariamente e também não se aplica a toda a gente! Cada um conhece os seus limites e a sua resistência! Até há quem não utilize roupa interior quente e apenas opte pelo cachecol, gorro e luvas, levando na mochila uma muda de roupa para o caso de o corpo sofrer muitas diferenças de temperatura ou se apanhar chuva ou neve.

Façam como nós e pedalem todo o ano!

Aproveitem e façam as vossas comprinhas de Natal sem filas de trânsito, sem pagar parques… E se não sabe o que oferecer, porque não oferecer uma bicicleta ou mesmo acessórios para a mesma?

Quem não tem bicicleta, que escreva na carta para o Pai Natal e aguarde que ela apareça no sapatinho ou debaixo do pinheirinho!

BOAS FESTAS e BOAS PEDALADAS!!


(Artigo originalmente publicado na edição de 5/12/2015 do Diário do Minho)

Bruno Faria

Bruno Faria

Ciclista "todo-o-terreno", amante das bicicletas em geral, artista e "palhaço...desta vida que é um circo"!
Bruno Faria

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